SINAL DE CANSAÇO???

COLHER NO ASSUNTO

Depois de ler e ouvir diversos comentários e opiniões de jornalistas e comentaristas, tentando explicar o baixo número de brasileiros nas ruas no último domingo, achei por bem que também deveria colocar a minha colher neste complicado e pouco saboroso angu.
 

DIMINUIÇÃO GERAL

Uso o termo -complicado- porque a diminuição de público nas ruas foi geral. Ocorreu, como se viu, em 100% das cidades, na comparação com a manifestação anterior. Dá a impressão (falsa, naturalmente) de ter havido uma combinação prévia entre os tantos que, desta vez, preferiram NÃO PARTICIPAR.
 

ACHISMO

Como ainda não saiu qualquer pesquisa científica com o propósito de esclarecer este enorme desinteresse, principalmente porque esta manifestação tinha como mote principal dar total APOIO À LAVA JATO e ao juiz Sérgio Moro, tudo que está sendo dito não passa do mais puro ACHISMO.
 

PERMANCER NAS RUAS

Pois, no meu -achismo- coloco como fator importante desta diminuição de interesse do povo, o fato de que muita gente já se convenceu de que manifestações bem sucedidas são aquelas onde o público permanece nas ruas até que seus pleitos sejam atendidos. Ir às ruas apenas por algumas horas é fria, ou seja, não dá resultado efetivo. 
 

TIRO DADO, JACU DEITADO

Alguns exemplos despontam em vários países, evidenciando o quanto os governantes só entendem o recado se o povo permanecer nas ruas, acampado. Melhor e mais rápidas são as respostas se as manifestações se concentram num único lugar, notadamente de grande simbolismo. Aí, é como diz o ditado: - Tiro dado, jacu deitado.
 

FALTA ORGANIZAÇÃO

No meu modo de ver, salvo melhor juízo, o povo parece ter se dado conta de que não basta ir às ruas na parte da tarde e voltar para casa ao anoitecer. Como não se organizou para FICAR NAS RUAS até que suas vontades sejam atendidas (na verdade, nem sabe bem que vontades são essas), tem se manifestado de forma individual, nas redes sociais. Ali o povo é vigilante por todo o tempo. É pouco? Mais do que isto: é insuficiente.
 

EXEMPLOS

Ah, também não é admissível que se diga que muita gente achou melhor ficar em casa porque voltou a acreditar que as instituições estão funcionando, como alguém até chegou a escrever. Ora, esta suposição é por demais absurda, a considerar os seguintes exemplos vindos do Poder Judiciário:

1- o Lula ainda não foi preso;
2- a mulher de Sérgio Cabral foi beneficiada com prisão domiciliar;
3- o goleiro Bruno foi libertado;

Isto sem falar na manutenção dos privilégios indecentes da Previdência dos Servidores (PRIMEIRA CLASSE) que produzem os maiores rombos das contas públicas do país, dos estados e dos municípios. Pode?

 

REVOLUÇÃO

Aqui entre nós: o que o povo quer, de fato, é uma boa faxina. E já percebeu que isto só é possível através de uma boa revolução. Aí, certamente, muita gente irá às ruas confiante e decidida. Quem sabe não é exatamente isto que os bandidos estão pedindo???

 

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MARKET PLACE

  • A LA CARTE

    Eis aí um artigo bem-humorado, de Eduardo Affonso, que serve como introdução para entender a tal de LISTA FECHADA para as eleições. Leia abaixo:

    À la carte tupiniquim

    – Garçom, me veja o cardápio, por favor.

    – Nós não trabalhamos mais com cardápio, senhor.

    – Vocês usam uma tabuleta, você me fala os pratos?

    – Não, senhor, trabalhamos agora com lista fechada.

    – Como assim, “lista fechada”?

    – O senhor escolhe o restaurante (no caso, escolheu o nosso), e o nosso gerente escolhe o que o senhor vai comer.

    – E o que é que eu ganho com isso?

    – O senhor não precisa perder tempo escolhendo.

    – Mas como vou saber o que vou comer?

    – O senhor come o que o gerente achar que o senhor deve comer.

    – Mas baseado em quê, se ele não sabe do que eu gosto?

    – Baseado nos critérios dele.

    – Que são…

    – Ele pode querer que sejam os pratos mais caros. Ou os que usam ingredientes que estão com prazo de validade perto de vencer. Ou os que já estão prontos. Ou os que dão menos trabalho. Isso não cabe ao senhor decidir.

    – Então eu me sento e…

    – Senta, come o que o gerente quiser, e paga a conta.

    – E se eu não gostar do prato?

    – Nós não trabalhamos com essa possibilidade, senhor. Gostando ou não, vai pagar a conta do mesmo jeito.

    – Bem, acho que vou então para outro restaurante…

    – Todos agora trabalham assim, senhor.

    – Mas quem decidiu isso?

    – O Sindicato dos Donos dos Restaurantes.

    – Pois então eu não vou mais comer fora. Vou comer em casa.

    – Não tem problema, senhor. Posso trazer a conta?

    – Que conta? Não vou comer nada…

    – A do Fundo Suprapartidário dos Restaurantes. Comendo aqui ou em casa, o senhor tem que financiar os restaurantes.

    – Por que é que eu tenho que financiar vocês?

    – Porque se não financiar por bem, nós vamos conseguir o financiamento de outra forma, que é assaltando o senhor – um método também conhecido como Caixa Registradora Dois. O senhor pagar diretamente é muito mais civilizado, não acha?

    – E quem me garante que eu pagando vocês não vão me assaltar do mesmo jeito?

    – Ninguém, senhor. Ah, não aceitamos cartão. E os 10% são obrigatórios.

    Publicado em Diálogos hipotéticos totalmente fictícios (ma non tropo).

    .

     

  • ARTIGO DO PENSADOR PUGGINA

    Vejam o que diz o pensador Percival Puggina, no artigo -RESCALDO DAS MANIFESTAÇÕES DE 26 DE MARÇO- 

    Ninguém ficou mais feliz com o pequeno público presente às manifestações deste domingo do que os corruptos, os foragidos no foro privilegiado, os proponentes do voto em lista fechada pré-ordenada, os defensores do autoindulto, a mídia esquerdista e todos que temem Sérgio Moro. Lula teve seu primeiro dia feliz nos últimos dois anos. Os sites petistas encontraram, enfim uma pauta. E vibraram. Certamente houve brindes eufóricos na casa do Wagner Moura, do Luis Nassif, do Paulo Henrique Amorim.

              Eu entendo o desalento de muitos conservadores e liberais. Ingenuamente acreditaram que do interior de um governo corrupto desde a medula poderia brotar, sob comando de seu vice-presidente, um grupo de honrados cavalheiros capazes de levar o filósofo Diógenes a rir feliz e jogar fora a lanterna com que vida afora procurava um homem honesto. Daquele mato não sairiam tais coelhos.

              Há que reconhecer. Muitos brasileiros são assim. Suas paixões futebolísticas não esmorecem diante das piores crises morais e de qualidade de seus clubes; já seu civismo queima rápido ante a menor fagulha das dificuldades. No entanto, lembremos que com povo na rua, com milhões de brasileiros na rua, conseguiu-se, em 2015/2016 realizar o que parecia impossível há menos de três anos: parar por impeachment o catastrófico governo Dilma; afastar o PT e os petistas do poder; estancar a sangria do erário, a roubalheira do petrolão e assemelhados; colocar na cadeia frequentadores dos mais altos andares do poder público e dos negócios privados, que hoje tomam sol uma hora por dia e comem na marmita da prisão.

              Queriam, como aquele repórter ao pé da escada do carro de som, que a manifestação de domingo gritasse "Fora Temer"? Estão de brincadeira. Temer foi eleito pelos petistas. Sua presidência decorre de preceito constitucional. Ponto. Para um ato assim devíamos então - paradoxo insano - convocar os petistas a participar porque essa é a pauta deles desde o impeachment. Não, mil vezes não, leitores! Até da burrice se deve exigir moderação. Até das mais acendradas paixões se deve cobrar prudência. E a prudência, num país com 13 milhões de desempregados, desaconselha inteiramente uma nova crise institucional. Cadeia para os corruptos, inelegibilidade para os criminosos do poder e vamos para o voto em 2018. Na forma da Constituição e sem rupturas. Daí as pautas que levamos para as ruas e que não sairão dos horizontes deste blog. Elas são muitas porque somos brasileiros do bem e só os defensores de bandidos e os que chamam corruptos de heróis têm pautas tão simples quanto imorais. Tudo se satisfaz e basta com PT e Lula-lá.

              Os que fomos ao Parcão, aqui em Porto Alegre, pedimos cadeia para todos os criminosos - e todos são todos! - quaisquer que sejam as letrinhas partidárias em que se escoltem ou escondam, e o cargo em que se homiziam. Pedimos fim do foro privilegiado. Os motivos institucionais e políticos para sua existência se tornam insignificantes diante do desastre político e moral que ele provoca e a impunidade que determina. Dissemos não à lista fechada e pré-ordenada, ao autoindulto, à escola com partido, ao desarmamento. E que Deus não abandone o Brasil apesar dos desanimados que o parecem abandonar.

     

     

     

     

     

  • VARIG

    Para marcar os 90 anos da Varig, que seriam completados em maio deste ano caso a empresa ainda estivesse ativa, o projeto Varig Experience realizará no Boulevard Laçador uma exposição de uniformes das comissárias de bordo da companhia. A organização do projeto está convidando fãs e ex-colaboradores da Varig a participarem da homenagem, emprestando ou doando alguns dos itens que faltam para completar a exposição.

    Os interessados podem pesquisar na fanpage do projeto (facebook.com/varigexperience) quais as peças dos vestuários estão sendo buscadas pelos organizadores. O contato para a entrega dos itens pode ser feito pelo e-mail contato@varigexperience.com.br ou através de mensagem inbox no Facebook ou Instagram (instagram.com/varigexperience), com envio de uma imagem do item. O prazo para envio dessas fotos é até o dia 07/04.

    A exposição será realizada no Boulevard Laçador, de 7 de maio a 7 de junho. O local conta, desde o ano passado, com o avião Douglas DC-3 PP-ANU revitalizado em exposição.
     

FRASE DO DIA

A sociedade que coloca a igualdade à frente da liberdade irá terminar sem igualdade e liberdade.

Milton Friedman