A BOA SUGESTÃO DE NELSON BARBOSA

TEXTO DE NELSON BARBOSA

Li, recentemente, um artigo escrito pelo ex-ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, cujo conteúdo (ou sugestão) é pertinente diante dos desmedidos aumentos de salários concedidos aos servidores públicos, os quais produzem graves e devastadoras CONSEQUÊNCIAS para as CONTAS PÚBLICAS, tanto do País quanto, pelo efeito cascata, para os Estados e Municípios.   

INDEXAÇÃO

Antes, porém, volto a frisar aquilo que escrevi dias atrás quando apontei que de tantos tumores que precisam ser extirpados do CORPO BRASIL, um deles é a maldita INDEXAÇÃO.  Afinal, como é possível corrigir salários pela inflação quando o PIB é negativo?

A REFERÊNCIA É O PRÓPRIO SETOR PÚBLICO

No seu texto, o economista e ex-ministro Nelson Barbosa diz: - No sistema brasileiro, construído ao longo de décadas, os reajustes de servidores civis e militares são decididos com base no cálculo de perdas reais em relação a algum pico de remuneração no passado. 

Em outras palavras, arremata Barbosa, os reajustes tomam como principal referência o PRÓPRIO SETOR PÚBLICO, e não a REALIDADE DO SETOR PRIVADO. 

TABELA ÚNICA

Barbosa lembra que nos EUA o modelo é diferente. Lá há uma TABELA ÚNICA para vários órgãos civis, que é geralmente reajustada todo ano pelo AUMENTO DO SALÁRIO MÉDIO NO SETOR PRIVADO menos 0,5% (meio por cento) quando essa conta resulta em número POSITIVO. 

DESCONTO DE MEIO POR CENTO

Tal -DESCONTO- DE 0,5% (meio por cento) deve-se ao fato de que, ao haver uma QUEDA DE SALÁRIOS DE MERCADO, o mesmo deve acontecer no SETOR PÚBLICO. Uma regra similar é adotada para militares.

RECOMENDADO, NÃO OBRIGATÓRIO

Detalhe importante: nos EUA, o reajuste linear é RECOMENDADO, não OBRIGATÓRIO. Mesmo que a fórmula indique aumento, o governo pode não concedê-lo com base em considerações políticas.

Como bem sugere Nelson Barbosa, bom seria o Brasil seguir os EUA, criando um COMITÊ DE REMUNERAÇÃO, de caráter consultivo, para auxiliar o presidente na avaliação do tema.   

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MARKET PLACE

  • MOVIMENTAÇÕES ATÍPICAS

    Como lutador incansável contra atos de corrupção também quero saber o que está por trás das movimentações financeiras -atípicas- detectadas pelo COAF na conta de um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho do presidente eleito Jair Bolsonaro.

    Com tal faço coro ao que disse o pensador Rodrigo Constantino, exigindo que o caso precisa ser elucidado:

    "O que se espera do governo Bolsonaro é uma postura republicana, ou seja, que efetivamente trate a coisa pública como… pública, e não privada, muito menos familiar. Essa cobrança virá não só de seus detratores cínicos, que faziam vista grossa para os abusos dos “companheiros”, como também dos próprios apoiadores sérios do ex-capitão. Afinal, votaram nele para mudar as coisas para valer, não para trocar de comando apenas."

     

FRASE DO DIA

Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros.

Confúcio