VAMOS, DE NOVO, FALAR DE PRIVATIZAÇÕES?

CRIME HEDIONDO

Por cultura, ou mesmo por doutrina, os brasileiros em geral, notadamente os gaúchos, sempre foram levados a crer que todos aqueles que, mesmo em forma de desabafo, resolverem mencionar a palavra -privatização- devem ser considerados como criminosos hediondos, do tipo lesa pátria. 

SENTIMENTO DE DÚVIDA

A ojeriza é tamanha, que nem mesmo as poucas privatizações e/ou concessões de serviços públicos que foram feitas serviram para criar um necessário (e saudável) sentimento de dúvida, ou teimosia, quanto às imensas e indiscutíveis vantagens que o país leva quando o governo se retira das atividades que:

1- provadamente não sabe administrar; e,

2- decididamente não é e nunca foi função de Estado. 

 

CASO PETROBRÁS

É importante que se diga que os horrendos atos de corrupção que atingiram brutalmente o caixa da Petrobrás, que certamente não foi a única empresa saqueada pelos quadrilheiros presos, não precisam acontecer para que a sociedade se convença da existência de empresas estatais.

 

CONVENCIMENTO DO POVO

Entretanto, casos como esse que envolve a estatal do petróleo, por ser de grande monta e, portanto, de difícil recuperação, devem servir para explicar, e convencer o povo brasileiro, de forma definitiva, a necessidade urgente de afastamento do poder público de todas e quaisquer operações das mais variadas atividades, produtivas ou não. 

Independente do enorme sucesso que representaram para o país as poucas privatizações que já foram feitas, só o mal que este governo fez com a Petrobrás expressa o quanto o país perdeu por não ter privatizado a estatal.

RISCOS

Volto a lembrar que não precisaria haver esta estupenda roubalheira para fazer valer a necessidade de privatizações. O melhor de tudo, aqui entre nós, seria a inexistência, desde sempre, de empresas estatais. Bastaria para que os pagadores de impostos não corressem riscos que devem caber, exclusivamente, aos acionistas de qualquer empreendimento. 

PENSEM E RESPONDAM

Ainda assim, para reforçar os argumentos, irrefutáveis, do quanto é extremamente saudável e, portanto, nada criminoso defender as privatizações, peço aos mais resistentes que pensem a respeito de apenas três pontos seguintes:

1- Administrar empresas e/ou negócios é tarefa de governo?

2- Governantes têm conhecimento (expertise) suficiente para produzir ou prestar serviços?

3- Se mal conseguem planejar políticas públicas, cujos serviços resultantes são comprovadamente de péssima qualidade, o que se pode esperar dos governantes na condução e administração de empresas?

 

O BRASIL TEM PRESSA

Como o Brasil tem pressa, tanto na busca de soluções para tanto descalabro como esses que estamos assistindo quanto para evitar que novos aconteçam, é importante que todos pensem rapidamente a respeito das privatizações e/ou concessões de serviços públicos. Cabe ao Estado, a estrita cobrança das regras impostas pelos empreendedores da iniciativa privada. 

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MARKET PLACE

  • PROJEÇÕES FOCUS

    Segundo o Boletim Focus de hoje, temos:

    1- a projeção para o IPCA neste ano subiu de 6,40% para 6,43%, já para 2015 saiu de 6,40% para 6,45%.

    2- a estimativa para a expansão do PIB em 2014 declinou de 0,21% para 0,20%, enquanto para o próximo ano manteve-se em 0,80%.

    3- a projeção para a taxa Selic segue em 11% e 11,50% para 2014 e 2015, respectivamente.

     

  • DESCONFIANÇA

    O índice de confiança do consumidor, elaborado pela FGV, registrou importante queda de 6,1% na margem em novembro, atingindo o menor nível desde dezembro de 2008. Na abertura, houve diminuição da satisfação com a situação presente (-5,1%) e piora das expectativas em relação aos meses seguintes (-6,8%).

    De acordo com a FGV, a preocupação com a inflação, o mercado de trabalho e, mais recentemente, com a alta da taxa de juros, contribuiu, em novembro, para o aprofundamento da tendência de queda da confiança do consumidor observada ao longo dos últimos doze meses

  • PAÍS DOS DÉFICIT

    O déficit em conta corrente em outubro, de US$ 8,131 bilhões, é o pior saldo para o mês desde o início da série histórica, realizada pelo Banco Central a partir de 1980.

    O maior resultado negativo dessa conta em um mês de outubro até então havia sido observado no ano passado, quando ficou em US$ 7,096 bilhões.

    O déficit apresentado hoje, pelo BC, é o terceiro maior do ano, perdendo para os resultados negativos vistos em janeiro (US$ 11,522 bilhões) e abril (US$ 8,275 bilhões).

    O saldo de remessas de lucros e dividendos ficou negativo em US$ 1,635 bilhão em outubro. No mesmo mês do ano passado, o resultado registrou uma saída líquida de US$ 1,348 bilhão.

    No acumulado de 2014 até o mês passado, o saldo está negativo em US$ 19,724 bilhões, ante US$ 18,373 bilhões no mesmo período de 2013. (Exame)

  • VENDEDOR INTELIGENTE

    Para garantir a motivação e o engajamento do vendedor no dia a dia, o Instituto CDL realiza o curso “O Vendedor Inteligente”, nesta quinta-feira, 27 de novembro. O especialista em marketing, Ricardo Lemos, irá preparar os participantes para enfrentar a rotina das vendas com mais alegria, melhorando os resultados. A inscrição assegura um exemplar do livro com o mesmo nome da capacitação.

    Os encontros ocorrem das 19h às 21h, na sede da CDL Porto Alegre, na Rua Senhor dos Passos, 235. Informações adicionais e inscrições podem ser solicitadas pelo do e-mail:institutocdl@institutocdl.org.br ou pelo telefone (51) 3017-8080.
     

FRASE DO DIA

O HOMEM ESTÁ SEMPRE DISPOSTO A NEGAR AQUILO QUE NÃO COMPREENDE.

Luigi Pirandello