VERGONHA NACIONAL

DIA DO PROFESSOR

Na segunda-feira, 15, grande parte dos POLITICAMENTE CORRETOS vieram a público para prestar as mais diversas homenagens ao DIA DO PROFESSOR. E, como sempre, emudeceram quanto aos péssimos e preocupantes ÍNDICES EDUCACIONAIS do nosso empobrecido Brasil.  

RESPONSABILIDADE MAIOR

Ora, a EDUCACAO é uma resultante de sistema que envolve PROFESSOR, ALUNO E PROGRAMA DE ENSINO. Portanto, quando nos vemos diante de uma CATÁSTROFE EDUCACIONAL, como é o nosso caso, a responsabilidade maior cabe aos PROFESSORES e não aos ALUNOS.

ANALFABETISMO FUNCIONAL E MATEMÁTICA

De novo - por mais que existam bons, competentes e interessados professores, e isto é inegável, o fato é que o povo brasileiro, majoritariamente, mal sabe ler, escrever e fazer contas. Além do  preocupante ANALFABETISMO FUNCIONAL-, mais de 70% dos alunos brasileiros entre 15 e 16 anos também não alcançam sequer o nível básico de proficiência em MATEMÁTICA.

APRENDIZADO

Este, como mostrei no editorial do ano passado, é o quadro simplesmente -CATASTRÓFICO- DA EDUCAÇAO do nosso Brasil. Como EDUCAÇÃO é resultado (consequência) do APRENDIZADO, o professor brasileiro, notadamente aquele que é contratado pelo governo (ensino público), tem tudo a ver com esta grande VERGONHA NACIONAL, que tem levado milhões de brasileiros a adorar, defender e consagrar o POPULISMO como forma de governar.

HOMENAGEM A POUCOS MESTRES

Ora, diante de tanto e notório descalabro educacional, não há como prestar homenagens aos professores em geral. Isto só é cabível a poucos mestres. Principalmente aqueles que ensinam a seguinte e grande verdade: quanto mais presente o governo na vida dos cidadãos, pior fica a situação do povo.

BESTAS HUMANAS

Como estamos na reta final desta magnifica corrida eleitoral, onde o candidato Jair Bolsonaro desponta como vencedor por larga margem, o que deixa muito tranquilo não é o que ele venha a FAZER. O mais importante está no que venha a DESFAZER. Basta que acabe de vez com esta CATASTRÓFICA EDUCAÇAO SOCIALISTA, que torna os alunos verdadeiras BESTAS HUMANAS.

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MARKET PLACE

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto do pensador Percival Puggina com o título BOLSONARO E OS DEBATES:
     

    Haddad está atrapalhadíssimo. Os marqueteiros do partido fizeram desabar sobre Bolsonaro três adjetivos que deveriam condená-lo à morte política por inanição de votos. Verdadeiro corte da fonte de suprimentos. Nos últimos meses, multidão de militantes, comunicadores, professores, intelectuais foi orientada a etiquetá-lo como machista, racista e homofóbico. A previsão era de que isso o fizesse definhar mais do que facada no ventre e sopa de canudinho no hospital. Pois apesar da carga cerrada, a mais recente pesquisa do Ibope mostrou que o candidato do PSL o supera em votos entre as mulheres (46% a 40%), entre os negros (47% a 41%) e provavelmente também entre os gays, mas isso não dá para saber. É informação difícil de buscar.
    Haddad, então, não conhece seu adversário nem seus eleitores e já não sabe quem é. Por tanto tempo foi ventríloquo de Lula presidiário que quis continuar a usar a máscara com a face do chefe mesmo depois de ungido candidato a presidente. Aceitou ser chamado de “Poste” e – é claro – passou a ser tratado como tal. Haddad topava todas as postergações e humilhações porque ali adiante havia uma porta da felicidade que franqueava para os palácios presidenciais de Brasília. E tudo vale a pena, também quando a alma é pequena.
    Ademais, as pesquisas, enganosas como são, vinham dando ao petismo a impressão de que o páreo estava corrido. Elas atribuíam a Bolsonaro um índice de rejeição incompatível com vitória eleitoral. Num segundo turno perderia para todos, incluído ele, Haddad. Bastava levar o adversário a um novo round e o PT voltaria às delícias do sítio de Atibaia da Praça dos Três Poderes.
    O eleitor brasileiro, no entanto, “problematizou” a situação e “desconstruiu” essa narrativa, como diria um petista treinado nos ardis da novilíngua. O PT ficou reduzido a um único grande eleitor, o Lula. Nestes últimos dias, então, o atrapalhado Haddad descalçou o Lula; suprimiu a estrela, o PT e o PCdoB; fez desaparecer o vermelho. Adotou as cores da bandeira e ficou com jeito de “coxinha”. E quer porque quer debater com Bolsonaro. Valem, aqui, dois conselhos quase seculares: Não se atrapalha adversário que está errando e não se ajuda adversário que está atrapalhado.
    Para que conceder ao adversário algo que ele tanto quer? Num debate, Haddad usará as piores estratégias. Estatísticas e calendários, desempenhos de gestão e atos de corrupção irão para o moedor das conveniências e das versões. Não vem o PT repetindo que sua gestão foi um paraíso de bem estar e prosperidade? Não alega que foi Temer quem arrastou o Brasil para o precipício? Oportunizar esse tipo de discurso? É muito difícil debater quando a honestidade intelectual fica fora do recinto.
    Só para lembrar: em 1989, no primeiro turno, Collor faltou a todos os debates e no segundo foi a apenas dois; FHC, que venceu dois pleitos no primeiro turno, compareceu a apenas um evento em 1994 e em 1998 sequer houve debates; Lula não compareceu a nenhum debate no primeiro turno de 2006. Comparecer ou não é juízo de conveniência.
    A campanha eleitoral vai terminar sem que o PT entenda que está perdendo esta eleição para o antipetismo em todos os segmentos da vida nacional. O petismo vive uma situação como a do samba de Vinícius e Toquinho em que o sujeito tantas fez que agora tanto faz.

      

FRASE DO DIA

O diabo pode citar as Escrituras quando isso lhe convém.

William Shakespeare