TABULEIRO ELEITORAL 2018

VONTADE DE ACERTAR

Ninguém duvida de que as Eleições de 2018 serão as mais importantes da história nosso complicado Brasil, que se econtra mergulhado num oceano de falcatruas. Pela indignação que os eleitores demonstram através das importantes redes sociais, tudo indica que a vontade de acertar é bem maior. 

VASTA LISTA

Se, por ora, apenas dois  candidatos (Lula e Bolsonaro) gozam da grande preferência dos eleitores, como revelam as pesquisas, dentro de poucas semanas os brasileiros tomarão conhecimento da vasta lista dos pretendentes ao cargo de presidente da nossa claudicante República.

PARTIDO NOVO

Neste último final de semana, por exemplo, no III Encontro Nacional do Partido NOVO, foi anunciada a pré-candidatura de João Dionisio Filgueira Barreto Amoêdo como pré-candidato a presidente em 2018. Formado em engenharia e administração de empresas, Amoêdo presidiu o Partido NOVO de setembro/2015 até junho/2017. Profissionalmente, trabalhou no Citibank, BBA-Creditansalt, na financeira Fináustria, ocupou o cargo de vice-presidente do Unibanco e foi membro do Conselho de Administração do Itaú-BBA.  

FICHA LIMPA

A ideia de criar a legenda (NOVO) surgiu em 2011 entre empresários, médicos, advogados e outros profissionais do setor privado, principalmente, motivados por participar da política institucional sem vínculos com "políticos tradicionais". As regras do partido são alvissareiras e merecem atenção: só são admitidos aqueles que têm FICHA LIMPA. Mais: impedem que qualquer um com cargo no Legislativo ou no Executivo exerça cargo de direção na legenda.
 

MATEUS BANDEIRA

Ainda que as maiores atenções estejam voltadas para as candidaturas a Presidente, os eleitores, como nunca, vão precisar acertar na escolha dos pretendentes aos cargos de Governador. Pois, no mesmo Encontro Nacional, o NOVO anunciou MATEUS BANDEIRA como candidato a governador do falido Estado do RS. Além de ex-presidente do Banrisul, Bandeira também presidiu a Falconi Consultores. 

É HORA DE CONHECER E AVALIAR OS CANDIDATOS

Estou convencido de que na medida em que os candidatos com perfil gerencial, como é o caso dos anunciados pelo NOVO, sem vícios políticos do tipo que se especializou em safadeza, vão crescer muito no interesse dos eleitores. É hora, portanto, de começar a conhecer o perfil dos candidatos, avaliar as suas propostas. Atenção fuja dos POPULISTAS. 

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MARKET PLACE

  • IBC-Br

    Após ceder 0,37% em agosto (dado já revisado), a economia brasileira registrou alta em setembro de 2017. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,40% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal. O índice de atividade calculado pelo BC passou de 135,20 pontos para 135,74 pontos na série dessazonalizada de agosto para setembro. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde dezembro de 2015 (136,86 pontos). - Jornal do Comércio 

  • FOCUS

    Segundo o boletim Focus de hoje,

    1- a expectativa da Selic para o fim de 2018 foi mantida em 7,0%.

    2- o IPCA mostra taxa de 4,03%  em 2018, ligeiramente abaixo dos 4,04% no levantamento anterior. Para 2017, o percentual esperado seguiu em 3,09 por cento.

    3- a meta de inflação para ambos os anos é de 4,5 por cento com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual.

     

  • ESPAÇO PENSAR+

    Eis o texto produzido pelo pensador Percival Puggina, com o título: 2018: HORA DE FAZER O DIABO, DE NOVO:

    Novamente é quase três da madrugada na necrópole da República. Hora de cultos satânicos, quebrantos e esconjurações. Ágeis como drones, bruxas esvoejam entre lápides e ciprestes. Taumaturgos de colarinho branco presidem cerimônias.
     Quem ainda não percebeu, em breve será arrastado para as consequências destes dias. Neles se reproduz o ciclo repetitivo e funesto muito bem definido por Dilma em 14 de março de 2013. Antecipando, então, campanha eleitoral em João Pessoa, ela afirmou que "Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição, mas quando estamos no exercício do mandato, temos que nos respeitar". O público presente talvez tenha tomado a primeira oração como exagero e a segunda como compromisso. No entanto, o diabo foi feito e o desrespeito derrubou a casa. Um ano e pouco mais tarde, já com a disputa eleitoral em marcha, ante público de seu estado natal, Lula disse a Dilma: "Eles não sabem o que nós seremos capazes de fazê, democraticamente, pra fazê com que você seja a nossa presidenta por mais quatro anos neste país". Os meses seguintes contêm minuciosa narrativa daquilo que, de fato seria feito, "democraticamente", para assegurar mais quatro anos para a presidenta. É do diabo que estamos falando.
     Se há algo que sabemos sobre as potências das trevas é que elas não mudam de caráter nem de objetivo. O discurso de Lula aponta para a volta ao seu pior estilo, aquele anterior à carta ao povo brasileiro, com ódio exacerbado, afinação bolivariana e cheiro de enxofre.
     Cenários como os que se desenham para 2018 fazem parte da nossa tradição presidencialista. As "virtudes" tomadas em maior conta no recrutamento dos presidenciáveis jamais influiriam na escolha de executivo para uma pequena empresa que almeje sucesso. Mas, se é para presidir a república, tendo voto, qualquer um serve. Causa angústia saber que, periodicamente, apostamos o presente e o futuro do país num cassino eleitoral matreiro, desonesto, onde, em acréscimo a tudo mais, sequer as urnas são confiáveis.
    Em menos de um ano saberemos quem dirigirá a república no quadriênio entre 2019 e 2022. Até lá, vamos para o mundo das trevas, onde tudo é incerto. A irracionalidade do sistema de governo e o vulto dos poderes em disputa, concentrados em uma única pessoa, levarão insegurança e instabilidade ao desempenho dos agentes econômicos. Dependendo do lado para onde for a carroça, cairá a Bolsa, subirá o dólar, cessarão os investimentos. Afinado com as bruxas, o parlamento só se interessará por doces (agrados e favores) e travessuras (contas ao pagador de impostos). Tudo virará moeda nas mãos de quem tocar o sino na hora do diabo.
    A revista The Economist divulga um índice de democracia pelo qual 167 países são pontuados em relação a processo eleitoral e pluralismo, funcionamento do governo, participação política, cultura política e liberdades civis. Entre os 20 primeiros lugares, apenas os dois últimos são presidencialistas. E nós estamos no 51º lugar. Um dia a ficha cai e exorcizamos esse modelo político.

     

  • CARRINHO AGAS

    Nesta terça-feira, dia 21, às 10h, o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, apresentará as empresas vencedoras do prêmio Carrinho AGAS 2017, na sede da entidade (Rua Dona Margarida, 320 – Porto Alegre/RS).

    A imprensa está convidada para a coletiva de imprensa da 34ª edição do prêmio, que irá homenagear organizações e personalidades que mais se destacaram em suas atividades, na opinião dos 255 maiores supermercados do Estado, ao longo de 2017. Realizado desde 1984, o Carrinho Agas é prestigiado nacionalmente e proporciona o reconhecimento ao trabalho de empresas ligadas ao setor.

    No encontro, Longo fará ainda um balanço do ano e comentários sobre categorias de consumo, tendências e hábitos de compras dos gaúchos em 2017.

FRASE DO DIA

Os políticos determinam quem tem o poder, não quem tem a verdade.

Paul Krugman