RISCO-PAÍS E O RISCO-ESTADOS

RISCO-PAÍS

A situação econômica do Brasil, sob o comando petista, estava de tal forma comprometida e destinada a ficar muito parecida com o drama pelo qual passa a Venezuela, que bastou afastar a presidente Dilma para que o índice que mede o nosso RISCO-PAÍS simplesmente despencasse. 

MENOR NÍVEL

Este importante indicador, ou termômetro, usado largamente pelo mercado financeiro local e mundial para avaliar o risco dos mais diversos países mundo afora, no caso do Brasil, que em dezembro marcava 495 pontos, depois que Temer assumiu o governo já caiu para 294 pontos até o dia 13/7, considerado o menor nível em 11 meses.

 

MAIS CONFIÁVEL

Isto significa que o Brasil está se tornando mais confiável aos olhos e ouvidos dos investidores, embora todos saibam que a nossa economia, pelo estado deplorável em que foi colocada pelos efeitos da Matriz  Bolivariana, vai continuar  patinando por um bom tempo. Ou seja, a queda do risco-país indica a melhora da expectativa do Brasil conseguir pagar a sua dívida. 

REFORMAS

Volto, portanto, a chamar sempre a atenção de que o movimento positivo mostrado pelo termômetro não tira o país da rota do perigo. Isto só pode acontecer, de fato, se as enormes doenças que deixaram o Brasil sem forças para se levantar e progredir forem devidamente atacadas. E a cura dos órgãos atingidos só são possíveis com profundas e certeiras REFORMAS (cirurgias). 

RIO GRANDE DO SUL

Se a péssima situação econômico-financeira que o Brasil vive está se tornando a cada dia mais conhecida pela sociedade, no caso específico do Rio Grande do Sul, por exemplo, os gaúchos demonstram:

1- não se importar com os problemas terríveis que atingem as contas públicas;

2- ou não ter a mínima ideia do tamanho da encrenca que estão metidos.

RISCO-ESTADO RS

Com enorme RISCO-ESTADO, o RS vive um presente e um futuro repleto de penúrias. Vejam, a seguir, o que informa o pensador Darcy Francisco dos Santos, que estuda profunda e constantemente as Contas Públicas do RS, e tirem suas conclusões:

Em 2015, O Estado do RS, em oito indicadores financeiros, ocupou a última posição em quatro, a penúltima em dois e uma situação ruim nos outros dois , comparativamente aos demais Estados da Federação. E o mais grave é que esses indicadores pioraram em relação ao exercício anterior.

Essa piora, no entanto, teve origem em despesas de caráter continuado criadas no governo anterior, que tiveram que ser honradas.

 

NEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS

A renegociação da dívida dará um grande alívio no período 2016 a 2018, mas o serviço da dívida ainda continuará alto a partir de 2019, não tanto por seu valor relativo à receita, que será 11% da RLR ou 8% da RCL, mas pela dificuldade financeira do Estado que, apesar das medidas saneadoras do atual governo, se agravará em 2019.

Isso porque as receitas extras estarão cada vez mais esgotadas e acabará a vigência da majoração das alíquotas do ICMS, que terá que ser, obrigatoriamente, renovada. E será muito difícil. Uma prova disso é o artigo de hoje (20/07/2016) na Zero Hora, do Sr. Luiz Carlos Bohn, Presidente da Fecomércio – RS.

 

FOLHA DE PAGAMENTO

A folha de pagamento ficará muito alta, em decorrência dos altos reajustes da segurança que irão até 2018, citados, e o valor alto e crescente da despesa previdenciária. Na segurança, além dos reajustes referidos, houve a implantação dos subsídios, que aumentou muito a dispersão salarial entre as classes, também no governo anterior. A diferença entre o vencimento inicial e o último de um investigador, por exemplo, será mais de quatro vezes em 2018, o que significa uma taxa média real anual de 4,7%, muito superior a do crescimento real da receita. Outros cargos tiveram dispersão menor, mas todas altas, superiores às antigas vantagens funcionais, que foram substituídas.

Se levarmos em consideração que esse servidor trabalha 30 anos ou 25, se for mulher, e recebe uma aposentadoria por mais 30 anos, a situação fica muito mais grave. E, não será surpresa se o valor da folha da segurança superar o da educação em 2019.

A lei de responsabilidade fiscal estadual e a reforma da previdência, que virá, ajudarão a resolver esse problema, mas não no curto prazo. No longo prazo, o serviço da dívida derivado da atual renegociação também se reduzirá.

 

GRÉCIA EM POUCO TEMPO

Outro aspecto a destacar é que o plano previdenciário de capitalização, que seria a salvação no longo prazo, não terá condições de ser cumprido, tão logo comece a aumentar os números de participantes, porque representará um crescimento adicional de 26,5% na folha desses participantes (13,25% da contribuição do servidor que o Estado deixará de usar e outro tanto da contribuição patronal).

Necessitamos de um novo pacto federativo, mas, no curto e médio prazo, não há como esperar que a União, quebrada, abra mão de receita e a carga tributária já está muito alta.

O Estado precisa de uma união suprapartidária entre sociedade, empresários, servidores e todos os Poderes, para que todos abram mão de interesses (e privilégios). Caso contrário, seremos a Grécia em bem pouco tempo! 

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MARKET PLACE

  • DA SÉRIE - PARLAMENTARISMO

    VOCÊ SABIA...

    ... que cabe ao Chefe de Estado (Presidente) no sistema parlamentarista decretar a mobilização
    nacional, total ou parcialmente?
    E que o Congresso Nacional têm que autorizar ou depois referendar o decreto?

  • CONFIANÇA

    O índice de confiança da indústria elaborado pela FGV apresentou alta de 3,5 pontos na leitura preliminar de julho, ao passar de 83,4 em junho para 86,9 pontos. Com o resultado, o índice registrou a quinta alta consecutiva, atingindo o maior nível desde novembro de 2014.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) aumentou 0,4 ponto percentual na prévia de julho, para 74,3%, mesmo nível registrado em abril passado. 

  • ZAFFARI MORUMBI TOWN

    Na próxima terça-feira, 26, o Grupo Zaffari, promove encontro coletivo da imprensa, em São Paulo, quando apresentará o Hipermercado Zaffari Morumbi Town, localizado no Shopping Morumbi Town. A coletiva acontece um dia antes da abertura oficial do empreendimento, que passa a receber o público consumidor já na quarta-feira, dia 27 de julho. Viva!

     

  • DIA DOS PAIS

    Os shoppings e as lojas de rua devem atrair a maior parte dos consumidores neste Dia dos Pais, é o que aponta o levantamento realizado em parceria entre a CDL POA e o Sindilojas Porto Alegre sobre o comportamento do consumidor para a data. A maioria dos entrevistados (58%) afirma que irá comprar o presente do patriarca em shopping, seguido por loja de rua (32%), internet (7%) e revendedor (2%).
    A amostra contou com 300 participantes, homens e mulheres, acima de 18 anos de idade, das classes A, B C, D e E. 
     

FRASE DO DIA

Somente os sábios enxergam o óbvio.

Nelson Rodrigues