Ícone PadrãoIRRESPONSABILIDADE SEM LIMITES

    ANO IX - Nº 29 - 20/11/2009

    GRUPO PENSAR ECONÔMICO - Os membros que compõe o GRUPO PENSAR ECONÔMICO, indignados com a irresponsabilidade que vem sendo demonstrada pela maioria dos nossos políticos para com a Previdência Social, faz o seguinte esclarecimento público:

    O FÁCIL E O DIFÍCIL - É muito fácil eleger um Paulo Paim da vida, que vive empunhando bandeiras e legislando pró aumentos -surrealistas- do salário mínimo, e se dizendo em defesa de uma maior renda para os aposentados.



    O difícil é eleger um estadista, um verdadeiro MICO LEÃO DOURADO da nossa política tupiniquim.


    O ESTADISTA - Estadista é aquele político que propõe e trabalha com afinco por avanços institucionais, pelas reformas, pelo ajustamento duradouro das contas públicas, por políticas em prol da prosperidade econômica e do desenvolvimento humano, das liberdades econômicas e individuais.



    O Estadista, enfim, sabe que somente com visão e pensamento estratégico se constrói uma sociedade livre, aberta, democrática, plural, rica, fraterna.



    FATOR PREVIDENCIÁRIO - O fator previdenciário brasileiro é baseado no modelo da Suécia, com a diferença que naquele modelo a antecipação é possível a partir dos 62 anos. O ponto negativo do fator previdenciário é que ele não permite que o trabalhador tenha segurança sobre o valor do benefício a que terá direito no futuro, uma vez que, a cada ano, a expectativa de vida é alterada, produzindo impacto no cálculo da aposentadoria.



    16% DO VOLUME PAGO - Por outro lado, convém ressaltar que o fator previdenciário somente incide sobre o cálculo das aposentadorias por tempo de contribuição, que representam apenas 10% dos benefícios concedidos mensalmente pela Previdência, e 16% do volume de benefícios pagos. Como são aposentadorias com valor mais alto, tal volume corresponde acerca de 28% dos custos do sistema previdenciário.

    ESCOLHA DE SOFIA - Com o fim do fator previdenciário não haverá mais garantia da sustentabilidade e do equilíbrio do sistema previdenciário. Desta forma somente caberá ao governo:


    1- aumento da carga de impostos, que já se encontra acima da capacidade contributiva da sociedade;


    2- corte de despesas em outras áreas, como saúde, educação e habitação social. É a ESCOLHA DE SOFIA..

    CÁLCULO ATUARIAL - Por isso é preciso que o Senador Paulo Paim entenda que não adianta querer legislar em prol de uma situação boa para os atuais aposentados, que não esqueçamos, são nossos pais e avós e ao mesmo tempo, infelizmente, legando um futuro sombrio para nossos filhos e netos. São as gerações vindouras, crianças e jovens que serão os trabalhadores de amanhã e os aposentados de depois de amanhã!



    LUCIDEZ - Na verdade, se fosse minimamente dotado de bom senso, responsabilidade e lucidez, o senador Paim deveria render-se ao cálculo atuarial: mantendo-se o fator previdenciário sem nenhuma alteração, o custo dos benefícios previdenciários subirá dos atuais 7% do PIB para 11% em 2050. Porém, se houver alteração das regras, com a extinção do fator previdenciário, as despesas se elevarão para 36% do PIB nas próximas quatro décadas.



    BOMBA RELÓGIO - É o tão temível cenário de explosão da bomba relógio do rombo previdenciário. Eis, aí, o tamanho do custo que estaríamos impondo às futuras gerações. Numa visão altruísta, o governo deve ter o compromisso de manter a Previdência equilibrada e segura não somente para atuais aposentados, mas, também, para nossos filhos e netos, os futuros trabalhadores. Somente uma reforma previdenciária profunda e completa poderá reequilibrar o sistema. Contudo, como convencer a opinião pública para esta necessidade? Neste sentido cabe aqui uma frase, verdadeira pérola de Nélson Rodrigues: Nada é mais difícil e cansativo do que tentar demonstrar o óbvio.



    ALOCAÇÃO INEFICIENTE - Mormente, o que sobressai de mais perverso desse quadro é a constatação de que o Brasil aloca o seu gasto público social de forma ineficiente e ineficaz, privilegiando de forma completamente desproporcional o grupo social dos idosos, em detrimento das crianças e jovens que têm muito mais potencial para contribuir com o desenvolvimento do país.



    SEM ABANDONO - Logicamente, não se está apregoando aqui o abandono dos idosos. O contingente populacional que se encontra na faixa etária da chamada terceira idade, outrora integrou a população economicamente ativa (PEA) e obviamente muito contribuiu para a geração de riquezas no país, devendo, portanto ser respeitada.



    CONSTATAÇÃO - O que está em questão é a constatação, não menos óbvia, de que havendo uma reforma decente da Previdência, estaremos oportunizando um gasto social qualificado, para educação média e fundamental das crianças e jovens. Que por sua vez produzirá efeito mais benéfico em termos de desenvolvimento do país.







    *FACISMO- O Caso Battisti não vai terminar tão cedo. O assassino é muito protegido pela turma comunista daqui. Vejam o que disse o ministro da Justiça, Tarso Genro: há um fascismo galopante na Itália. Que tal?

    *ENFIM- A governadora Yeda Crusius, RS, determinou que a dívida ativa (R$20 bilhões) seja corrigida pela taxa Selic. Com isso ela espera aumentar em 30% a arrecadação pela diminuição do valor devido pelos contribuintes.

    *CASCA DE ARROZ- A governadora Yeda Crusius assinou, ontem, Decreto de Lei que modifica o regulamento do ICMS, beneficiando as empresas que firmarem Termo de Acordo com o Estado para elaboração de projeto de desenvolvimento de tecnologia, visando à utilização de casca de arroz para a geração de energia elétrica e produção de sílica, de origem vegetal.

    *FIBRIA- A Fibria divulgou os resultados do 3º trimestre. A empresa registrou uma produção recorde de 1,4 milhão de toneladas de celulose – 7% acima da alcançada no trimestre anterior e 30% superior a do mesmo período de 2008 – e lucro líquido de R$ 181 milhões.


    A partir de 18/11, as ações ordinárias da Fibria começam a circular na BM&FBOVESPA com o código FIBR3, em substituição às ações da Votorantim Celulose e Papel e Aracruz Celulose, cujo último dia de negociação foi 17/11.



    FRASE DO DIA:
      « Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos.

       »

    Eduardo Galeano     



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