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13 dez 2004

ENTRE A INFORMALIDADE E A INDECÊNCIA


QUEM ESTÁ CERTO?

As cidades brasileiras estão repletas de vendedores informais que vem se multiplicando freneticamente nos períodos natalinos. Se em algum momento houve constrangimento em adquirir produtos contrabandeados, pirateados ou sem nota, hoje isto já não existe. Todos, abertamente, compram de tudo e se sentem muito bem sem qualquer remorso. Estão certos aqueles que assim procedem? Sem medo de errar, afirmo que SIM, pois estão preferindo a ilegalidade à indecência.

O POVO ENTENDEU

Os governos sempre informaram que adquirir produtos que não pagam impostos representa menor atendimento à saúde, educação e segurança. Assim, o povo como um todo sairia perdendo. Os pouco informados até entenderam que isto era uma verdade. Mas, pela indecência dos governos, todos já se deram conta daquilo que é feito com o dinheiro dos impostos. Vai tudo, mas tudo mesmo, para o pagamento de salários. Que são bem maiores do que percebem os demais viventes. Tanto os que estão na ativa quanto os aposentados.

INDECÊNCIA PURA

Indecência pura, que aumenta mais ainda quando pedem reajuste de salários usando o expediente da greves injustas e desonestas. Se for para entregar um volume exorbitante de dinheiro para impostos que não revertem em coisa alguma, melhor ainda é adquirir produtos cujo valor seja diminuído deste custo escandaloso. Sendo a informalidade uma ilegalidade, o pagamento de impostos virou uma grande burrice.

O DOCUMENTO

Apesar de não ter sido divulgado os detalhes do documento apresentado pelos dirigentes das entidades privadas do RS, ao governador Rigotto, uma coisa foi bem entendida: é preciso mudar a governança do Estado do RS. Com medidas efetivas no curto, médio e longo prazo. E quanto à idéia de federalizar o Banrisul, infelizmente o governador Rigotto não entendeu. Pelas respostas ou argumentos concedidos, percebe-se que está muito confuso.

ACORDA, GOVERNADOR

O governador disse e repetiu que o Banrisul está saneado e que é uma instituição lucrativa. Perfeito. Isto não se discute. É hoje uma das instituições mais consideradas no país pela forma de administração, felizmente para todos nós. O que está dito e repetido no documento é a péssima situação do Estado, não do Banrisul. E para tentar fazer respirar as contas do Estado é preciso se desfazer de alguns ativos que estão onerando muito os contribuintes gaúchos e impedindo a boa governança. E nem se falou em privatização. Acorda, governador.

GUERRA FISCAL?

O Confaz - Conselho de Política Fazendária - esteve reunido na semana passada para discutir a Guerra Fiscal entre os estados. Adiaram tudo. De imediato cometeram o erro grosseiro de chamar de guerra o que é uma mera competição saudável entre as unidades da federação que disputam investimentos. Coisa absolutamente saudável e que desafia os governantes a serem mais criativos e inteligentes. E para finalizar o encontro ouviram a palavra estúpida do governador Requião sobre a política econômica do governo federal, que faz a alegria das bolsas e dos bancos. Como alguém pode votar em gente assim? É burrice para mais de metro. A alegria é resultado de mais investimentos futuros, Sr. Requião.

INAUGURAÇÃO

Nesta 4a feira, 15, a Companhia Zaffari Comércio e Indústria inaugura o Bourbon Shopping São Leopoldo, na rua Primeiro de Março, 821, no município de São Leopoldo, RS. Às 20 horas.

HOTEL EM TORRES

Estive, na última 6a. feira, 10, no município de Torres, norte do RS, para inauguração do Hotel do Sesc que começa a operar no próximo dia 15 deste mês. Um investimento considerável que vai atender os comerciários e turistas, sendo que os primeiros terão subsídios interessantes. O único problema é o município de Torres. Gente, é algo nunca visto. Está depredado, largado e esburacado. O prefeito Milanez está sendo escorraçado com razão. O furacão Catarina não conseguiu ser tão destruidor quanto a administração de Milanez, que prefere usar o fenômeno meteorológico para esconder sua incapacidade. Para falar a verdade, o surto de incompetência se alastrou em todo o litoral gaúcho. Um horror.

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10 dez 2004

ENCAMINHANDO OS COMPORTAMENTOS


SÍNTESE DAS PREVISÕES

Depois do grande bombardeio de análises e previsões para 2005, organizados e apresentados por todas as entidades e consultores, chegamos a algumas conclusões: pelo menos para o próximo ano estaremos salvos por algum crescimento econômico. Algo como 4%. Não será, porém, o que precisamos para melhorar a nossa vida Brasil, mas já é alguma coisa.

REAÇÕES

Para aqueles que preferem o pessimismo, sentimento que produz a certeza de que os resultados serão ruins, basta que não façam os investimentos que estavam previstos. Para os otimistas, que tratem de fazer todos os esforços para que os setores onde atuam tenham as melhores respostas com retornos acima do PIB projetado. E, para quem anda desconfiado e sem opinião formada, apesar de tantas informações e estudos, use o tempo para viajar, estudar e se manifestar.

MERCADO AGRÍCOLA

Em 2003, nesta mesma época do ano, 30% do que havia sido plantado já estava vendido, e 90% da safra colhida também já tinha sido negociada. Em 2004, entretanto, até agora, o que foi plantado ainda não foi comercializado, e 30% de tudo que foi colhido no ano ainda depende de comercialização. Isto, decididamente, não é nada bom.

O PT E A ENERGIA

Depois de sustentar posições velhas, loucas, absurdas e inconsequentes, o governo petista demonstra que já aprendeu algumas coisas. No setor de energia, se convenceu de que não há como o governo produzir, transmitir e distribuir quilovats. E só aqueles que tem esta capacidade é que devem fazê-lo. Simples, não? Aí está o que representou o mega-leilão de energia, onde os preços ofertados até surpreederam o próprio governo. Chegou-se a suspeitar de que não poderá haver um cumprimento dos contratos pelos preços ofertados. Viva o mercado.

O PT E AS ESTRADAS

Agora, o proximo setor a ser trabalhado pelo governo petista é, nada mais nada menos, do que as rodovias. Para quem foi sempre, visceralmente contra os pedágios, foi muito rápida a mudança. Convencidos de que não há recursos públicos para fazer e manter estradas, tudo aquilo que deve ser feito é entregar à iniciativa privada para que cuide e dê assistência aos usuários. E a forma de leilão poderá ser a mesma utilizada na energia. Quem oferece o menor pedágio e garante os melhores serviços, leva. viva o mercado.

TEMOS DOIS BRASIS

A falta de reformas, ou as reformas mal feitas, chamadas de meias-solas, identificam claramente que temos dois brasis no mesmo território, com diferenças cada vez mais acwentuadas. Há aqueles que trabalham, correm riscos de emprego, de empreendimento e que pagam impostos. E há aqueles que são funcionários públicos, ou seja, não correm riscos de perderam emprego, não fazem investimentos, contribuem menos mas recebem mais nas suas aposentadorias e ainda tem uma força descomunal corporativa. Enfim, todos aqueles que só tem deveres pagam pela exorbitância de direitos para aqueles que não fazem o produto, mas se locupletam dele.

EM DEZ VEZES

A Câmara Municipal de Porto Alegre aprovou, ontem, 9,projeto alterando dispositivo legal que institui e disciplina o Imposto sobre a Transmissão "inter vivos\" de Bens Imóveis (ITBI). A alteração apresentada prevê que o valor a ser recolhido possa ser pago em até dez parcelas mensais e consecutivas. Esse imposto é devido por quem adquire um imóvel e, conforme a legislação vigente, deve ser recolhido em apenas uma parcela, à vista, constituindo condição para a lavratura das respectivas escrituras. Mesmo que deva ser elogiada a atitude dos vereadores, melhor seria que não existisse tal estupidez tributária.

CONCERTOS ZAFFARI

O Concerto de Natal no Parcão, em Porto Alegre, tradicional espetáculo de encerramento da temporada da Série Concertos Comunitários Zaffari (Ano 17), brinda o público este ano com a presença do cantor mineiro Milton Nascimento. Compõem o repertório sucessos da carreira do cantor ? que se apresenta com sua banda e com o Coral e a Orquestra da PUC/RS ?, além de canções eruditas, populares e natalinas. O concerto será ainda em homenagem ao bicentenário da Santa Casa de Porto Alegre. Dia 12, domingo, às 20 horas.

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09 dez 2004

AS PROJEÇÕES DA FEDERASUL


SEM COMEMORAÇÃO

Finalizando os encontros que as entidades empresariais fizeram com a imprensa neste final de ano, a Federasul foi a única que preferiu não comemorar resultados e não acreditar em crescimento sustentado. E atribui a sua descrença à elevada carga tributária existente. O peso dos tributos é um impeditivo certo para o desenvolvimento, afirmou várias vezes o presidente Paulo Feijó. Dizendo-se realista, entendi claramente que a tal realidade é de se lamentar, não de se comemorar.

CRESCENDO MENOS

Analisando sobre o ponto de vista do varejo, os ganhos de consumo deste ano não recuperam as perdas dos anos anteriores, que ainda vão levar muito tempo para chegar ao equilíbrio. E aí, só com muito crescimento, o que não está previsto pelos números apresentados. Em resumo, todos acreditam que vamos crescer, mas bem menos do que 2004.

CONTRIBUIÇÃO AO GOVERNO

A contribuição que o Governo Rigotto vai receber das entidades, segundo Feijó, é para que encare de vez a governança, o nível de gestão pública. E proponha uma redução paulatinamente a carga tributária, ano a ano. Para tanto será necessário empregar métodos mais adequados de administração, como aqueles já utilizados na iniciativa privada. Seria ótimo que Rigotto aceitasse o conselho.

O QUE SIGNIFICA O RISCO

Embora muita gente ainda entenda como exagerado o número de pontos que identifica o risco Brasil, comparado com outros países, vale uma explicação. Quanto maior o risco, menor é o sono. Isto explica o porquê dos pais nunca dormirem enquanto seus filhos estão fora. É a consciência do risco, que muda de tamanho de acordo com a fragilidade medida. E esta premissa, gente, está presente em todas as atividades. Vejam:

RISCO ECONÔMICO

Primeiro: não é só o risco econômico que é considerado no cálculo, embora tenha bom peso. A nossa economia é frágil por depender de capitais de investimento, coisa que é escassa por aqui. E o nosso endividamento é muito alto e concentrado. Basta, portanto, uma notícia ruim por aqui, ou algo que represente um melhor investimento em outro país. Pronto, lá se vão os capitais necessários que precisamos para nos tirar do atoleiro. ´Temos, pois, um risco evidente, com grande probabilidade de ocorrência.

OUTROS RISCOS

Segundo: há o risco social, onde a violência, a corrupção, o narcotráfico, etc. também pesam na composição das oportunidades de investimento. Quanto mais incontroláveis, menos chances de sucesso nos investimentos. E, neste particular, creio que não é preciso ficar argumentando, não é mesmo? Terceiro: sobra o risco político. Como a nossa governabilidade depende de acordos com outros partidos, e há, por exemplo, um partido chamado PMDB no Brasil, o risco só pode mesmo continuar elevado.

COMPARAÇÕES IMPORTANTES

Para ajudar no entendimento, observem que os países mais arriscados para investir hoje, à frente do Brasil, são: a Argentina, com 5317 pontos base; o Equador, com 721 pb; a Nigéria, com 636 pb; e as Filipinas, com 470 pb. O Brasil está com 426 pb, Venezuela com 422, Colômbia com 340, Ucrânia com 295 África com 196, México com 171. Por outro lado, a nossa melhora de 8%, em 2004, foi bem menor do que ocorreu com a Bulgária, por exemplo, que reduziu o risco em 48% chegando a 92 pb. A Venezuela teve redução de 29%, a Polônia 27,5% e está hoje com 50 pb. Enfim, melhoramos é verdade, mas bem menos do que muitos outros países.

O EXEMPLO DE TARTARUGALZINHO

Gente, o que descrevo abaixo não se trata de algo que acontece só em Tartaruglazinho, município localizado no Amapá. Outros municípios brasileiros vivem a mesma situação, lamentavelmente. Vale observar o altíssimo grau de ignorância que reina neste país, o qual só encarece a vida de todos os brasileiros. Além, é claro, de estimular programas sociais irresponsáveis, que preferem atacar efeitos sem resolver as causas.Vejam o absurdo: cada casal, em Tarturugalzinho, AP, norte brasileiro, tem em média 7,8 crianças. A renda percebida pelo casal não é suficiente sequer para sustentar o próprio casal. Imaginem 7,8 filhos. É, pois, um fábrica que funciona em três turnos, sem parar, operada por seres irracionais que produzem mais seres irracionais. Que eternizam os problemas presentes e agravam os futuros. E não é produção para exportação, gente. É para engrossar o número de marginais que já são muitos neste Brasil. Viva a ignorância.

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08 dez 2004

OS NÚMEROS DA FIERGS


BALANÇO DA INDÚSTRIA

Hoje foi a vez da Fiergs mostrar os números do desempnho da economia em 2004 e as projeções para 2005. Como as demais entidades, confirma a expectativa de crescimento para este ano em 5,1%. Exportações recordes e melhora do mercado interno asseguram esta taxa de elevação da atividade e do consumo, apesar de que a renda tenha crescido nas faixas de salário menor e recuado nas faixas de poder aquisitivo maior. Estamos virando uma figura muito alongada, tipo Torre Eiffel, e deixando de ser uma pirâmide equilibrada, que consagra uma classe média robusta. E isto não bom para quem depende de crescimento.

IMPORTAÇÕES/EXPORTAÇÕES

Em 2005, as exportações devem continuar crescendo. A expectativa é chegar ao fim do ano entre U$ 106 a U$ 110 bi, enquanto que as importações estão projetadas para algo como U$ 78 a U$ 81 bi. O saldo da balança previsto deve ficar entre U$ 32 bi (no máximo) e U$ 24 bi (no mínimo).

FANTASMAS

Os dois fantasmas que rondam o nosso sucesso continuam os mesmos: petróleo e juros americanos. O comportamento destas variáveis vai ditar o fluxo de capitais internacionais para os países em desenvolvimento. Pesam esta probabilidade de insucesso, algo como 20% das expectativas. As taxas de juros dos EUA, no entanto, devem subir entre 3,75% e 4%.

INDICADORES FIERGS- 2005

Cenário I Cenário IIPIB Total 3,50% 2,70%Agropecuária 4,00% 3,50%Indústria Total 4,30% 3,40%Serviços 2,90% 2,10%Empregos Gerados (em mil) 1.184 994Exportações (US$ Milhões) 110 bi 106 biImportações (US$ Milhões) 78.bi 81 biSaldo Comercial (US$ Milhões) 32 bi 24 biTaxa de Câmbio (Média do ano) 2,95 3,15Taxa de Juros (Média do ano) 16,71 17,1IPCA 6,00% 7,10%

CULTURA ANTIGA

A cultura empresarial brasileira adquirida ao longo do tempo, infelizmente, mostra que não há preparo suficiente para uma caminhada solo, ou seja, poder andar sem ficar de mãos dadas com o governo. Continua e continuará sendo a frágil criança que não pode se afastar sob pena de se perder ou levar um tombo. Mas, uma criança esperta, no entanto, que para ser obediente, vive pedindo balas e sorvetes ao seu grande tutor. Definindo: não somos um país capitalista. Juit menos neoliberal (que ainda não sei o que significa).

ALTA ARTIFICIAL

Isto está bem claro, mais uma vez, na questão cambial que estamos vivendo. O BC declarou como necessária a flutuação do cambio, deixando ao sabor do mercado a fixação do preço das moedas. Os exportadores, que jamais clamam por uma intervenção quando os preços lhes são favoráveis, choram copiosamente quando acontece o inverso. E o povo, sempre ignorante, acaba sendo vítima do seu desconhecimento e da cultura da intervenção governamental. E exige que o BC promova sempre uma alta do dólar artificialmente.

O MERCADO É MAIS JUSTO

É absolutamente necessário entender que ninguém é melhor do que o mercado para identificar preços. O governo não é e não pode ser um ser celestial para dizer quanto vale uma moeda. E muito menos os exportadores, que sempre pedem valor maior, naturalmente. O que precisamos mesmo é um grande fluxo internacional ? importação e exportação ? que permita o maior equilibrio entre oferta e demanda, e não os interventores, que acabam sempre por alegrar alguns e prejudicar a muitos.

SALA DO EXPORTADOR

O governador Rigotto e o secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Luis Roberto Ponte, inauguram amanhã, 9, às 10 horas, a Sala do Exportador. Um instrumento que estará aberto aos interessados no pavimento térreo do Centro Administrativo do RS. A Sala do Exportador destina-se a apoiar os empresários com vistas a ampliar o número de empresas gaúchas que exportam. No local os empresários obterão informações sobre comércio exterior, inclusive o passo a passo para efetivar uma exportação. Também estarão disponíveis dados sobre logística, financiamentos, câmbio e seguros, promoção comercial e redes internacionais de negócios. A abertura da Sala do Exportador contará com a presença do presidente da Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F), Manoel Felix Cintra Neto.

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07 dez 2004

A VEZ DO SETOR AGROPECUÁRIO


BALANÇO DO AGRONEGÓCIO

Diferente das demais entidades, a Farsul não fez uma retrospectiva de 2004, nem projeções numéricas para 2005 no que se refere ao setor agro-pecuário. Mas confirma que a vedete do ano foi mesmo a soja. Tanto pela quantidade plantada e colhida quanto pelo preço extraordinário que atingiu no mercado internacional. A decepção, por sua vez, ficou com a pecuária, cujos preços e dificuldades não oportunizaram números melhores para os produtores em geral.

CULTURA ANTIGA

Nos últimos meses, com o recuo dos preços da maioria das commodities vegetais, aliado a valorização do real em relação ao dólar, deixou os produtores mais aborrecidos. O que identifica a dificuldade que têm para entender o mercado e suportar perdas (ou menor resultado). Esta é uma característica de quem sempre vendeu, por muito tempo, mais para o governo e pouco para o mercado. Ou pelo costume de que governos devem estabelecer preços mínimos. Os máximos sempre pertencem aos produtores e os mínimos aos contribuintes de impostos.

AS QUESTÕES

Com todas as questões que precisaram se enfrentadas pelo setor, desde o falido Mercosul, das cotas da União Européia e as decisões favoráveis da OMC e a aprovação dos transgênicos, o ano foi positivo. E para 2005, a Lei de Biossegurança e a redução do plantio do fumo são muito aguardados, assim como a atividade pecuária que vai merecer grande atenção. Porém, em 2004, indiscutivelmente, os grandes beneficiados foram os fornecedores de insumos e de máquinas agrícolas. Que ajudaram significativamente o setor industrial a mostrar o forte crescimento de 2004.

A RAZÃO PARA TANTO IMPOSTO

Você quer saber a razão para que haja sempre mais impostos? Eis aí uma delas: para contratar cada vez mais funcionários públicos. E ainda por cima por medida provisória. Vejam mais esta, que está na MP 216/04. Ela cria 2 mil cargos de analista em reforma e desenvolvimento agrário, 700 cargos de analista administrativo, 900 de técnico em reforma e desenvolvimento agrário e 400 de técnico administrativo, no Ministério de Reforma e Desenvolvimento Agrário. Você sabe que ministério é esse, não? Pois é. É de matar.

ABSURDO

Como bem escreve o Prof. Bergamini, por vício de origem sempre que se fala em previdência se cita apenas a previdência geral, ou INSS. E acaba sempre sendo poupado o lado escandaloso e privilegiado, qual seja a orgia da previdência dos funcionários públicos. Tem razão o Bergamini. Vejam o tamanho da orgia dos estados e municípios, que é muito, mas muito pior do que o descalabro do INSS:

PREVIDÊNCIA DO INSS

Até setembro de 2004, o sistema de previdência geral (INSS) arrecadou um montante R$ 71,1 bilhões (sendo R$ 5,1 bilhões via CPMF) em contribuições de patrões, empregados e autônomos ativos da iniciativa privada, que representam um contingente em torno de 36,8 milhões de pessoas. E os benefícios concedidos foram da ordem de R$ 83,4 bilhões para um contingente em torno de 21,5 milhões de aposentados e pensionistas. O salário médio mensal perfaz R$ 466,92, gerando déficit de R$ 12,3 bilhões.

PREVIDÊNCIA DO SETOR PÚBLICO

Agora vejam a loucura: Até setembro de 2004, o governo federal arrecadou um montante de R$ 5,0 bilhões (Militares - R$ 0,7 bilhões; Parte Patronal da União dos funcionários civis Ativos e Inativos - R$ 2,3 bilhões e Parte dos Funcionários Civis Ativos e Inativos - R$ 2,0 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da ordem de 1.096.867 servidores (781.294 civis e 315.573 militares), pagando benefícios de R$ 29,8 bilhões para um contingente de 965.447 servidores aposentados e pensionistas (655.579 civis e 309.868 militares), com salário médio mensal de R$ 3.683,16, gerando um déficit de R$ 24,8 bilhões. Perceberam a diferença? Pois é. E tem gente que acredita que houve reforma.

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06 dez 2004

INICIADA A SAFRA DE BALANÇOS E PERSPECTIVAS


O PRIMEIRO BALANÇO

As entidades empresariais começaram a apresentar hoje, 6, seus balanços de 2004 e perspectivas econômicas e políticas para 2005. A primeira reunião foi com o Sistema Fecomércio-RS, quando a sua assessoria econômica destacou o ano de 2004 como o de maior crescimento do PIB mundial em quase três décadas, devendo fechar o ano com elevação de 5,2%. No Brasil, o crescimento econômico foi bastante acelerado e bem distribuído, tanto do ponto de vista setorial como regional. Deve chegar a 5,3%. Mesmo assim a grande vedete do ano foi o setor industrial, fazendo o papel do setor agrícola no ano anterior.

CONDIÇÕES FAVORÁVEIS

As taxas de juros no mundo continuaram relativamente baixas. Logo não tivemos problemas de financiamento externo para a economia brasileira e o dólar ficou ?calmo? (talvez até demais) - como regional. - A recuperação econômica foi impulsionada inicialmente pelas exportações e pela expansão do crédito, mas o mercado interno (massa de salários) deu sinais de recuperação ao longo do ano.

PERSPETIVAS PARA 2005 - 1

1 - A taxa de câmbio mais valorizada e redução do ritmo de crescimento da economia mundial devem reduzir o saldo comercial em 2005; 2 - O crescimento econômico no Brasil vai desacelerar. Para repetir 2004 somente com um choque positivo muito forte de investimentos privados e internacionais; 3 - Os investimentos privados em expansão da capacidade produtiva estão aumentando, o que permitiria crescer sem aumentar as pressões inflacionárias (crescimento da demanda e da oferta); 4 - Na agricultura devemos ter uma elevação da produção com preços internacionais mais baixos que em 2004. A rentabilidade do setor vai cair; 5- Com inflação em queda gradual e a continuidade do crescimento econômico, a massa de salários vai crescer. O mercado interno deve melhorar o desempenho do comércio.

PERSPECTIVAS PARA 2005 - 2

6- Sem a repetição dos choques de oferta dos preços das commodities que ocorreu em 2004 a inflação deve apresentar mais um ano de redução de forma lenta; 7- Sem novos choques de preços externos a taxa Selic deve voltar a mostrar redução a partir do segundo trimestre de 2005; 8- O Brasil não deve renovar o acordo com o FMI, mas isso não significa mudar a política econômica. Ao contrário, a opção conservadora deve ser mantida. A meta de superávit primário pode até passar para 4,5% do PIB; 9- O principal risco para 2005 seria uma elevação rápida dos juros nos Estados Unidos. O déficit público é financiado atualmente por dívida externa (Ásia). Uma forte desvalorização do dólar poderia reduzir (encarecer) este fluxo financeiro provocando aumentos nos juros. Para o Brasil isso pode significar desvalorização mais forte e inflação.

TABELA COM PREVISÕES

Variáveis CenárioPessimista CenárioBásico CenárioOtimista

AS ENTIDADES E O GOVERNO

O presidente da Fecomércio adiantou que a reunião prevista para a próxima 5ªfeira, entre as entidades empresariais (Fiergs, Federasul, Fecomércio, Farsul e Fed. CDL) e o governador Rigotto, servirá para apresentação de propostas para uma boa governança estatal, o que pode contribuir para melhorar a administração pública. Espero que Rigotto entenda e avalie para que deixemos de administrar somente a folha do servidores. E um dos principais assuntos é o Banrisul, onde a federalização é apontada como indispensável. Ficaria no RS, mas deixaria de ser do Estado e passaria a ser da União. Com grande economia para o Estado, que deixaria de pagar 5% da receita líquida como empréstimo dos recursos que o governo federal colocou para o saneamento da entidade. Com a palavra o Governador.

PARTIDOS EM EXTINÇÃO

A Assessoria política da Fecomércio-RS discorreu sobre o quadro político do Brasil definido a partir dos resultados das últimas eleições. E demonstram que alguns partidos estão em fase de extinção. É o caso do PMDB, que nunca é governo mas está sempre no governo. O eleitor tem mostrado que não gosta deste provincianismo e tem se negado a votar no PMDB. O PP praticamente já acabou e está sendo enterrado pelo esquecimento dos eleitores. O PFL também está desaparecendo do cenário junto com seus líderes, como é o caso de Antonio Carlos Magalhães, entre outros. Devem sobras o PT, o PSDB e o PDT como os grandes entre os 10 partidos que vão se sustentar no futuro.

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