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EDUCAÇÃO EFICIENTE PARA TODOS - 07.02.22


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Por  Alex Pipkin

 

Quando o assunto - polêmico - é ensino e educação, a porca torce o rabo, com razão.
Meu juízo, educação, factualmente, de valores virtuosos, é uma função que prioritariamente deveria vir do berço, sob a responsabilidade dos pais e das famílias das crianças.
E não há nada mais correto do que a reprodução desses valores virtuosos dos pais, impregnando nas atitudes e nos comportamentos das crianças. A cópia é claramente um sinal de inteligência.
Educação, por sua vez, representa a transmissão e o treinamento de informação e de conhecimentos vinculados ao conteúdo do que dever ser aprendido, de responsabilidade da escola.
Evidente que deve existir uma sistemática interação entre as escolas e às famílias envolvidas.
Independente de questões políticas/ideológicas, muito embora a educação tenha ficado atolada nas discussões de “guerra cultural”, o governo que aí está, acertadamente, optou pelo investimento no ensino básico.
Não parece ser surpresa que as universidades estão tomadas pela ditadura do pensamento esquerdizante, pela religião das políticas identitárias, e que são controladas por grupos de interesses e pelas ONG’s “progressistas”.
Apesar do desempenho sofrível dos estudantes brasileiros nos exames nacionais e internacionais, o problema não é da falta de investimentos na educação.
Há uma base e uma estrutura engessadas que faz com que haja falhas nos currículos e um foco exacerbado na ideologia coletivizante.
Notadamente, o foco dos “governos do povo” anteriormente, foi “colocar todos para dentro”, embora essa política de acesso, sem critérios, deponha ainda mais contra a qualidade do ensino nacional.
Reiteradamente, tenho dito que as ideias de hoje serão as políticas de amanhã, por isso, é indispensável que se altere a atual estrutura da educação, que encontra-se refém da ala progressista educacional, em especial, para se modificar o ensino básico e o fundamental.
Penso que é crucial a implantação de sistema de avaliação da eficiência e da eficácia, por meio do acompanhamento de metas e indicadores, algo que quase sempre é mascarado pelos discursos e pelas narrativas sinalizadores de virtudes.
Enquanto por aqui a turma “progressista superior” quer reproduzir a justiceira “Teoria Crítica”, a ciência avança de fato em países que ensinam a totalidade e aquilo que mais importa para a inovação e o aumento de produtividade.
Por aqui, segue a produção em série de militantes políticos, que enxergam um mundo injusto e hostil, e que, portanto, impele-os a combater e “ajustá-lo”. Academicamente falando, em nível de conhecimentos, seus destinos - fracassados - já estão selados.
A educação fundamentalmente precisa ser transformada.
Deveria haver uma maior integração com as carências e as necessidades dos mercados, especialmente, adaptando e criando disciplinas voltadas para as novas realidades das tecnologias da informação.
Urge o crescimento e o desenvolvimento de escolas técnico-profissionalizantes.
Evidente que será essencial romper com a elite progressista educacional tupiniquim, que domina a educação nacional. Porém, se não houver diálogo e entendimento baseado em fatos e dados, não só ficaremos fixos na péssima situação em que nos encontramos, como também outras nações aumentarão a distância de nós em relação as inovações.
Por fim, devo dizer que entendo que embora o provimento de educação pública - de qualidade - seja uma função precípua do Estado, não creio que consigamos avançar sem articularmos estratégias inteligentes e inovadoras para possibilitar novas frentes de qualidade.
O filósofo e matemático grego Pitágoras, disse: “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.
Em terras verdes amarelas os frutos doces têm sido escassos.
Chegou o momento de fazer escolhas difíceis. A formulação inteligente de políticas educacionais exigirá mudanças radicais hoje, a fim de alcançar maiores ganhos e resultados no futuro.
Muito embora seja uma proposta política extremamente complexa, aparenta que o governo atual está aberto ao diálogo.
Resta saber se as elites progressistas dominantes na educação estão dispostas a enxergarem os fatos e as evidências e assumirem a inevitável e salutar transformação.