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OFÉLIO, O DESPREPARADO - 03.07.24


Por Alex Pipkin

 

O ex-presidiário Luiz da Silva, alarmado, convocou reunião para discutir a disparada do dólar. O despreparado - para ser econômico - afirmou que é preciso conter o ataque especulativo contra o real.
Para esses progressistas de araque todos os problemas na terra das bananas e do arrozal, devem-se a culpa dos yankees, dos “capitalistas sem coração”, dos bilionários, enfim, sempre a culpa é dos outros. Evidente que o ex-presidente Bolsonaro deve estar involucrado nesta trama. Mas “eles” salvaram a “democracia”… escárnio!
Incompetente, falastrão, populista, maldoso e irresponsável, ele sabe que o problema é ele próprio e seu retórica sectária do salvamento dos pobres, via Estado mastodôntico e de suas desgastadas narrativas populistas.

O nosso Ofélio, toda a vez que abre a boca, profere um arsenal de baboseiras e asneiras, em quase todos os temas, que prejudicam a saúde econômica e mental dos brasileiros.
Objetivamente, as razões fundamentais para a alta do dólar, referem-se a irresponsabilidade fiscal e a farra com o dinheiro público praticada por seu desgoverno inepto.
Evidente, tudo para acabar com as desigualdades sociais e para a manutenção da “democracia”, verdadeiramente, uma peçonhenta cleptocracia.
Causa-me náuseas constatar que o ex-presidiário retornou a cena do crime, em nome do resgate da democracia. O fato novo e positivo, é que os cidadãos do mundo começaram a enxergar que mesmo que bem-intencionadas, políticas progressistas, ao cabo, aprofundam a pobreza e impedem a geração de empregos, renda e riqueza.
É precisamente por isso que os de “extrema-direita” - todos aqueles que retrucam falsas verdades - estão despontando em uma série de nações. Simples assim.
Faz parte da cartilha marxista culpar os ricos, os imperialistas e, em especial, os Estados Unidos. Nada mais anti-opressão.
Para esses analfabetos econômicos, a solução é a intervenção, cada vez mais pesada, da mão forte do Estado na economia e em nossas vidas.
O sectarismo ideológico, que se suporta nesse intervencionismo estatal, que se intromete em tudo, é o grande criador da pobreza e da supressão das possibilidades de riqueza para todos.
A riqueza não é um jogo de soma zero, em que os ricos enriquecem às custas dos pobres. Falácia.
O que faz a insegurança crescer, aqui e lá fora, e o dólar subir, é o andar na contramão dos comprovados fundamentos do crescimento.
Além da escassez de privatizações de estatais, o desgoverno se intromete, de forma corrupta, em empresas como a Petrobras, por exemplo. A gigantesca judicialização e a regulamentação abusiva nos mercados e na vida privada dos indivíduos, atropela o cotidiano econômico e social. A sanha arrecadatória de tributos insanos e escorchantes, acompanhada da farra com a dinheiro público, em viagens faraônicas, nos compadrios, e em programas sociais populistas, discriminadores e contraproducentes, dão o tom imoral e perverso desse desgoverno. Essas são as legítimas razões do próprio desgoverno.
Os economistas “sovietes” creem que se deva investir num Estado “inovador e eficaz”, o que, de fato, reduz as genuínas fontes do empreendedorismo, dos empregos, das inovações, e da criação de renda e de riqueza que dependem de mercados mais livres.
O Estado sempre será o problema, inexiste Estado eficaz, sobretudo tupiniquim, e a única inovação vista a olhos nus por essas bandas, são os mecanismos de extorsão e de corrupção públicos e privados. Porém, burocratas estatais sempre põem a culpa nos salvadores empreendedores, aqueles que investem, correm riscos, inovam para todos e, portanto, justamente enriquecem. O que seria desse mundo sem esses “capitalistas, exploradores, bilionários (como sendo algo pejorativo!)”, que segundo os “progressistas do atraso”, roubam dos mais pobres e causam a pobreza.
O que atravanca a geração de empregos e renda, do desenvolvimento, é, seguramente, o câncer intervencionista.
Políticas nacional-desenvolvimentistas, políticas industriais orientadas para o compadrio, com subsídios e benesses mil, são benéficas somente para a “deselite” malévola e corrupta.
O remédio “santo” para um “penny” adequado, e para a vital saúde econômica e mental do brasileiro é, sem titubear, mais liberdade econômica e - muito - menos intervencionismo estatal leviano e corrupto.


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IDADE DAS TREVAS - 25.06.24


Por Roberto Rachewsky

 

Se fôssemos imortais, se estivéssemos acima do bem ou do mal, se nada pudesse nos atingir, de nada serviria a noção de moralidade porque, sendo imunes ao que a moral advoga como certo ou errado, deixaríamos nossos caprichos, nosso arbítrio, nossos recalques, ditarem nossas ações, promovendo atos incontidos de vilania, malevolência, crueldade, niilismo, uma vez que teríamos o privilégio da impunidade.

Quem tem mandato vitalício, leia-se quem não pode ser removido das funções que exerce por mais aberrações e barbaridades que cometa, é um imortal,  ou se vê como tal. Nada, nem ninguém, pode dar-lhe um basta. Seja por covardia ou comprometimento, os que teriam tal poder, pelo menos em tese, sabem que ao aprovar um determinado nome para o exercício de tão privilegiado e poderoso cargo, jamais irá se oferecer como alvo se expondo à fúria dos togados.

Vejam no que os homens podem se transformar quando lhes dão poder supremo. Se vêem como seres infalíveis, oniscientes, que justificam o mal, que praticam na realidade, com o bem que imaginam em abstrato. Sacrificam o indivíduo, em nome da sociedade, como se existisse sociedade a parte dos indivíduos sacrificados.

Hitler, Stalin, Mao, Pol Pot, Fidel, Ho Chi Minh, são os principais representantes dessa ideia desumana que separa o ser de carne e osso, o indivíduo, de uma figura de linguagem, o coletivo. Os trastes que impuseram o sacrifício de milhões de seres humanos deixaram herdeiros. Ideias más também são imortais. Elas vivem nas mentes dos homens e são passadas adiante por meio de narrativas e doutrinação.

A nova geração de crápulas, ideólogos sádicos, que terceirizam seu sadismo através dos que cumprem ordens, inclui facínoras como os aiatolás iranianos, Khomeini e Khamenei; os membros do Foro de São Paulo, Lula, Chávez, Maduro, Morales, Ortega; os novos bárbaros, Putin e Xi Jinping; os carniceiros vorazes, que comandam ou comandaram organizações terroristas como Arafat e sua OLP, ou Bin Laden e sua Al Qaeda. Sem esquecer do ISIS, Hamas, Hizbollah, Boko Haram, ETA, IRA, Tupamaro, Montoneros, VAR-Palmares, MR-8, ALN, esses três últimos, formados por brasileiros como Dilma, Gabeira e José Dirceu, cujo propósito era alcançar o poder através do terror.

Viver num país governado pelo PT, organização criminosa que no auge da Lava-Jato deveria ter sido proscrita porque demonstrou que suas ideias e ações visavam exclusiva e hipocritamente, o enriquecimento ilícito de seus membros, é viver um sequestro em tempo real do qual somos as vítimas. Podemos sim fugir para outros países, como muitos fizeram, mas ainda assim, teremos tudo que amamos e construímos sequestrado, inclusive a nossa nacionalidade.

Ver um nordestino florescer e prosperar por seu talento, criatividade e esforço produtivo, dá uma enorme satisfação em quem preza a justiça. Qualquer nordestino, ou qualquer brasileiro, que identifica oportunidades para melhorar de vida merece admiração. O que me dá ânsia de vômito, náuseas, é ver um nordestino, poderia ser um gaúcho também, vivendo como paxá, dormindo em camas forradas com lençóis de 700 fios de algodão egípcio, sem nunca ter produzido nada para isso, a não ser suas narrativas falaciosas e mentiras deslavadas que o transformaram em rei, rei da hipocrisia.

Lula diz ser o homem mais honesto do mundo, mas admite que vive contando mentiras para impressionar os incautos e os estúpidos. Lula sacrifica o povo para viver como um privilegiado membro da elite parasitária. Como ele consegue isso? Ele foi colocado lá, e lá é mantido, por imorais como ele, psicopatas que se acham imortais, seres dos pântanos que se vêem como Deuses do Olimpo que vivem para lá e para cá esbanjando o que é nosso.

Mas Lula é o que é. Como seremos diferentes dele se permitimos que isso tudo acontecesse? O mundo melhorou tecnologicamente, mas moralmente vivemos na idade das trevas, envoltos pelo misticismo religioso e secular. O Iluminismo fracassou. Não pelo que produziu, mas pelo que deixou de produzir. Lula é um ser das trevas. É ignorante, imoral, inescrupuloso manipulador. Esperto como os agentes do mal. O mal venceu politicamente porque a guerra cultural ainda não começou. É amoral, estúpido.


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A extrema esquerda em lockdown mental - 24.06.24


Por Percival Puggina

 

Para a extrema esquerda, silenciar as redes sociais é questão de sobrevivência! Antigamente, seu pessoal tinha hábitos de leitura, dirigentes e militantes escreviam e frequentavam livrarias. Exibir ao menos um certo “verniz intelectual” era tão importante que até os camaradas mais vadios, nada estudiosos, portavam “livros de sovaco”, jamais lidos, mas levados para passear e chamar atenção. Conheci e debati com vários.

 

Paulo Freire acabou com isso. Os atuais professores aprenderam dele que o importante é a conscientização e o uso de palavras com poder de causar esse efeito (1). Os verdadeiros objetivos da revolução cultural podem ser alcançados, então, com multidões militantes e votantes, tão incultos quanto fortemente motivados. Eis por que resulta inútil discutir com extremistas de esquerda. Eles nada sabem sobre a organização de um argumento, sobre premissas e conclusões, mas percebem toda contraposição como assédio maligno, rejeitado por ser moralmente inferior... Vivem em lockdown intelectual. Se o objetivo é conquistar corações, quanto mais vazias as mentes, melhor. Para os sentimentos que quer provocar, é suficiente um bom arsenal de substantivos e adjetivos esparsos devidamente trabalhados.

 

Até o velho “livrinho vermelho dos pensamentos de Mao” ou o Minidicionário do guerrilheiro urbano” se tornam exemplos de loquacidade desnecessária. Palavras eficientes, fazem o serviço em corações e mentes esvaziadas e manipuladas de modo emotivo em sala de aula. Observem Lula. Todo discurso dele fala em pobreza, fome, desigualdade, raça, opressão, ganância, exclusão, exploração, discriminação, injustiça social e por aí vai. Paulo Freire na veia da testa.

 

Dado que o método exige repetição sem fim, anexa ao prédio da extrema esquerda opera sua fábrica de “mantras”.  Dali saem etiquetas da moda para rotular os adversários: fascista, racista, machista, nazista, golpista, negacionista, terraplanista, extremista e mais recentemente as acusações preferidas: discurso de ódio e fake news. É pouco, mas ganha potência se as imputações forem associadas a algum tipo penal preexistente, ou a ser criado ou, ainda, considerado suficiente para justificar censura e repressão, lançando a Constituição às urtigas. Ali também operam as contradições do progressismo retrógrado, do multiculturalismo anticristão e antissemita, do pluralismo que não admite contradição e – novo achado da cartola! – o gabinete da ousadia, para onde o extrema esquerda levou sua conhecida experiência em amabilidades e meiguices.

 

Quando estou estressado com a situação do país, tenho duas possibilidades de recuperar a paz: vou à Igreja rezar ou escuto certas falas, entre outros, de meia dúzia de ministros do STF. São lições gentis de mansidão e equilíbrio. Quando me inquieto na busca da verdade, posso ler a Imitação de Cristo ou me aprofundar em vídeos com discursos de Lula.

Ante os olhos vagos e baços da maioria do Congresso, os outros dois poderes de Estado montam seus aparelhos para patrulhar opiniões.

  1. Sobre o tema, indico fortemente a leitura do livro “A pedagogia do marxismo”, de James Lindsay, ed. Avis Rara 2024.

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A REGRA NÚMERO 1 - 20.06.24


Por Percival Puggina
  
         Deveríamos pensar mais na política como um campeonato de muitos jogos pois essa perspectiva enriquece a percepção de erros e acertos. O direito de participar do jogo é conquistado mediante decisões bem tomadas.
 
O objetivo deste artigo, porém, não é ensinar a vencer eleições, pois sequer tenho credenciais para isso. O que pretendo é chamar a atenção para um fato bem simples: no jogo político, como em qualquer outro, um conjunto de regras determina a conduta dos jogadores e o modo de jogar. A maior parte dos disparates que observamos na política brasileira ao longo de sucessivas legislaturas, governos e administrações é consequência das regras inconvenientes determinadas para nosso modelo institucional (financiamento público dos partidos e das campanhas, emendas parlamentares, foro privilegiado, eleição proporcional, excesso de siglas encarecendo a formação de maiorias, etc.).
 
Há, contudo, uma diferença essencial entre o jogo da política e todos os demais: nela, a regra determina, também, quem joga. A eleição proporcional para os parlamentos, por exemplo, atrai políticos com o perfil que hoje se tornou majoritário no país; a eleição distrital recrutaria candidatos com outro perfil, interessados em ouvir a opinião de todos cidadãos, bem como a pôr os pés na calçada e os pneus na estrada.
 
Boas regras nascem do propósito de proporcionar bons resultados. Na política, isso significa parlamentos que efetivamente representem as opiniões ou consensos existentes na sociedade e governos qualificados para as tarefas que correspondem a seus titulares. Quando isso acontece apenas ocasionalmente e em número reduzido de casos, muito provavelmente o problema está na regra. Nosso modelo eleitoral para eleições de deputados e vereadores, dito proporcional, é péssimo. Tão sofisticado nos cálculos e na “proporcionalidade” e tão propício a que representantes vendam votos e apoio a quem comanda o caixa, omitindo-se na representação de seus eleitores.  Com as regras do voto distrital, isso muda radicalmente.
 
O leitor já sabe que nossos problemas têm causas institucionais. Instituições mal concebidas privilegiam a representação e não os representados, protegem o Estado e não a sociedade. Junto a isso, regras erradas e urnas herméticas, opacas, que os sacerdotes da Sagrada Ordem das Urnas Sem Impressora consagram como cristalinas e diáfanas.
 
“E a regra nº 1, qual é?”, perguntará o leitor, vendo que concluo o texto.
 
Pois então. A regra nº 1 diz assim: “O juiz não joga.”


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TIREM AS CRIANÇAS DA SALA OU SAIAM DA SALA DAS CRIANÇAS! 14.06.24


 Por Percival Puggina
 
         Pessoas adultas, seguras de si, não costumam mostrar interesse sobre a vida sexual dos outros. Publicizar a própria sexualidade, propagandear prazeres e supostas competências é coisa de adolescentes e de adultos com mais problemas do que competências. A estratégia política de levar às salas de aula um pacote de ideias erráticas e volúveis sobre a sexualidade humana, como faz a “ideologia de gênero”, tem causado grave preocupação na sociedade.

Foi por assim entender que o Congresso Nacional, nos anos recentes, sempre que deliberou sobre questões educacionais, rejeitou conteúdos com menções a “gênero”. Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores têm feito o mesmo, malgrado a furiosa pressão da militância. Quando a Câmara Municipal de Porto Alegre votou uma dessas matérias, assisti à sessão e conversei com vereadores. A ideia de ter que proteger as crianças dos professores e seus problemas era tão surpreendente quanto necessária.

Na ocasião, antevi que a extrema esquerda derrotada pelo plenário não abandonaria a obsessão. Fechada a porta, entraria por alguma janela. Foi o que aconteceu logo após com a inserção, nas escolas, da linguagem de gênero neutro, essa coisa sem pé nem cabeça. No início de 2021, já havia estabelecimentos de ensino recebendo os alunos com saudações do tipo “Querides alunes!”. A temática entrou, irreversivelmente, nas salas onde crianças inocentes e adolescentes novatos estavam confiados a professores errados! Alegando combater preconceitos, inventam palavras não dicionarizadas, chutam a gramática e alteram os pronomes do idioma pátrio para que não identifiquem gênero algum.

Por outro lado, a ideia de que os órgãos genitais são ilusões da mente e devem ser abolidos da identidade pessoal derruba uma biblioteca de genética e outra de biologia. Mas isso não importa à militância, contanto que se propague um mix conceitual cheio de contradições. Segundo ele, masculino e feminino seriam:
 

  1. ora construções culturais e sociais,
  2. ora deliberações tão frívolas quanto a escolha de uma camiseta,
  3. ora frutos de imposições heteronormativas,
  4. ora livres opções individuais,
  5. ora imposições coercitivas da natureza,
  6. ora produtos de uma "dialética" ocasional da genitália com sabe-se lá o que na cabeça de cada um.


Convenhamos, isso não é assunto para ocupar tempo e esforço pedagógico numa sala de aula com crianças ou no início da adolescência. Não vejo pais apoiando tais práticas. Se o que se quer é combater a discriminação e o preconceito, ganharíamos mais fazendo exatamente isso, valorizando a dignidade da pessoa humana, sua dimensão material e espiritual, a virtude e o amor ao próximo. Assim, estaríamos poupando crianças e adolescentes das confusões e conflitos que já lhes está causando essa pedagogia infeliz.


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A LIBERDADE E A MALDADE - 11.06.24


Por Percival Puggina
 
       Ah, meu caro leitor, a maldade! Em todos os tempos, ela foi e continua sendo liberticida, brutal e letal inimiga da liberdade. Em suas mãos, sempre há o cálice de cicuta servido ao velho Sócrates, não por acaso conhecido como o “Filósofo das ruas”. Quatro séculos antes de Cristo, Sócrates foi julgado e condenado à morte por “corromper a juventude” e ensinar descrença nos deuses então cultuados. Foi-lhe proposto mudar seu ensinamento, mas ele se recusou. Foi-lhe proposto pedir clemência ao povo, mas ele se negou a fazê-lo. Preferiu morrer a aceitar que sua liberdade, muito particularmente a liberdade de pensar e se expressar, lhe fosse tomada por seus julgadores ou pelo populacho. Platão registra estas esplêndidas palavras proferidas por seu mestre quando já se sabia condenado ao cálice de veneno. Ele parece falar de acontecimentos atuais:
 

“Mas, ó cidadãos, talvez o difícil não seja isto: fugir da morte. Bem mais difícil é fugir da maldade, que corre mais veloz que a morte. E agora eu, preguiçoso como sou e velho, fui apanhado pela mais lenta, enquanto os meus acusadores, válidos e leves, foram apanhados pela mais veloz: a maldade. Assim, eu me vejo condenado à morte por vós, condenados de verdade, criminosos de improbidade e de injustiça. Eu estou dentro da minha pena, vós dentro da vossa."

 
Altas autoridades da República – da nossa República – não cessam de falar sobre fake news. Onde houver um microfone, logo surgem, como cruzados de uma causa nobilíssima, para atacar as redes sociais antes das quais eram felizes e não sabiam, nas palavras do ex-presidente do Tribunal Superior Eleitoral. No entanto, vocês sabem, não sabem? Há políticos, magistrados, professores, servidores públicos, comunicadores que falseiam a verdade ou fecham os olhos perante o que veem e sabem. Fazem isso profissionalmente. Com grande competência, criam ilusões valendo-se de enganosos fragmentos de verdades. Mudam o passado, falseiam o presente e iludem sobre o futuro. E esse é, talvez, o mais enganoso dos males, nunca mencionado.
 
O que são as famosas “narrativas” que tanto poluem a compreensão dos fatos? Quanta desinformação geram! Aliás, são construídas com esse fim. Nascem e se reproduzem a partir do ambiente oficial, com apoio da mídia tradicional. Estão por toda parte: nas salas de aula, na imprensa que engorda no pasto do erário, no ambiente cultural de alto valor agregado, nos parlamentos e nas cortes. São a fumaça do também falso progressismo que caracteriza a extrema-esquerda: ambientalismo, aquecimento global, ideologia de gênero, etnicismos, antiocidentalismo, anticristianismo, antissemitismo e o escambau.  
 
Tentar fazer das fake news a questão chave da democracia brasileira, para silenciar as redes sociais, é uma dessas narrativas. Elas superam as notícias falsas no dano que causam à informação e ao livre discernimento dos cidadãos. 


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