Espaço Pensar +

COP30 E O GRANDE ESPETÁCULO VERDE - 04.11.25


Por Alex Pipkin - PhD em Administração
 

Preparem o palco, os microfones e as câmeras. E não esqueçam da pipoca.
Vem aí a COP30, o maior show de virtude verde que o Brasil já viu. O mesmo desgoverno que não consegue conter o crime nas ruas nem equilibrar as contas públicas agora promete regenerar o planeta. Um feito digno de ficção ecológica e, claro, de pura propaganda política.
A COP30 é uma encenação, repleta de chavões, selfies e discursos cuidadosamente coreografados. Por trás do verniz de “sustentabilidade” e “justiça climática”, esconde-se o velho é sempre renovado projeto de poder. Aquele que troca liberdade por regulação, mérito por burocracia, e o suor do cidadão que de fato trabalha pelo aplauso de quem discursa ideologicamente.
É evidente que Lula vai aproveitar vinte dias de cobertura intensa do Partido Oficial da Mídia para propagandear sua pseudo-preocupação com o meio ambiente e, principalmente, desviar o foco dos problemas reais do país lulopetista.
Os holofotes deveriam estar centrados no déficit público crescente, no rombo nas estatais, no roubo das crianças e dos velhinhos no INSS, na insegurança nas ruas, e na defesa vergonhosa de bandidos e traficantes. Um escárnio orquestrado com pompa midiática.
Os eco-populistas descobriram a fórmula perfeita; vender culpa e comprar controle. Falam em “transição justa”, mas propõem mais Estado, mais impostos, mais dependência. Revestem o autoritarismo de verde e o socialismo de “sustentabilidade”. Querem decidir o que comemos, o que dirigimos, o que produzimos, e até sonham com quanto carbono podemos respirar.
Quem acredita em finanças públicas responsáveis, inflação sob controle e liberdade de mercado sabe que os “progressistas verdes” não são aliados da real preocupação com o meio ambiente, são adversários do que mais importa — o crescimento econômico. Não confiam no indivíduo, mas em burocratas planetários; não acreditam na inovação, mas em decretos e subsídios. Pregam igualdade, mas perpetuam privilégios.
Pois é. Enquanto o Brasil real sofre com violência e inflação, o governo se prepara para seu carnaval ideológico em Belém. A COP30 será palanque internacional, álibi moral e biombo para o fracasso cotidiano. A farsa ambiental cobre o descontrole fiscal, a incompetência administrativa e o apoio, mesmo que velado, ao narcotráfico, transformando um problema nacional em espetáculo global.
Acho muito curioso e sintomático que após quase trinta anos de COPs, as emissões mundiais só aumentaram. As conferências multiplicam palavras, relatórios e selfies, mas produzem o mesmo resultado que um ventilador ligado no deserto, isto é, barulho, poeira e calor. O planeta não muda; muda apenas o verniz do discurso “progressista”.
A agenda verde, aplicada sem senso crítico, destrói a competitividade. O Brasil, que já enfrenta energia caríssima, impostos abusivos e burocracia sufocante, ainda é pressionado por metas e restrições que premiam a ineficiência. A economia trava em nome de ideais hipotéticos, enquanto todos são obrigados a financiar um teatro de culpa coletiva.
Não se trata de negar o valor da preservação ambiental, mas de denunciar o uso político do medo ecológico. O ambientalismo virou a nova religião dos ressentidos, onde se promete salvação planetária, desde que o fiel entregue sua liberdade no altar do Estado.
A COP30 será um sucesso! Evidente, um show dos horrores de hipocrisia e encenação. O resultado não será nenhuma novidade; nenhum.
Para o trabalhador brasileiro comum, esse sim continuará pagando caro por energia, combustível e insegurança, assistindo de longe à procissão dos santos verdes, que pregam a salvação universal enquanto enterram, dia após dia o país afrodisíaco das belezas naturais, da beleza feminina e do carnaval.
O que está sendo sepultado factualmente, na farsa lulopetista, é a liberdade individual e o redentor crescimento econômico.


Leia mais  

É DISTO QUE SE TRATA! - 03.11.25


Por Percival Puggina

         Foi o ministro Gilmar Mendes quem primeiro usou a expressão “grande contexto” para costurar ao 8 de janeiro de 2023 alguns acontecimentos ocorridos durante o governo Bolsonaro.
 
Ao votar num dos três primeiros julgamentos da Ação Penal dos atos do 8 de janeiro, o ministro sustentou em seu voto a necessidade de “...ter a perspectiva de todo esse contexto onde estamos inseridos. Nós estamos aqui para contar uma história que é uma história da sobrevivência da democracia. (...) E isso tem a ver com todo o contexto que permitiu essa resiliência, o papel do Supremo Tribunal Federal, o papel da Justiça Eleitoral”. Na sequência, Sua Excelência passou a pinçar, desordenadamente, retalhos para compor o referido contexto. Incluiu eventos tão avulsos no tempo quanto a tentativa de explosão de um caminhão de gasolina nas proximidades do aeroporto de Brasília; a invasão da PF de Brasília para soltar o cacique Serere Xavante no dia da diplomação de Lula; o discurso de Bolsonaro em 7 de setembro de 2021, o vídeo da reunião ministerial de 22 de abril de 2020 (aquela que ficou conhecida pelos palavrões e pela animosidade aos membros do STF).
 
Desse atelier de costura judicial resultou uma colcha de retalhos que, mais recentemente, atende pelo nome fantasia de “trama golpista”. Diga a etiqueta o que disser, parece estarmos longe de um produto que, levado às vitrines, vá encontrar comprador. Entre o primeiro acontecimento listado como golpista pelo ministro Gilmar Mendes e o 8 de janeiro de 2023, transcorreram 991 dias! Para lhe dar validade, seria necessário aceitar que o governo instalado em 1º de janeiro de 2019, com a ideia fixa de dar um golpe de Estado, permitisse que anos, meses e dias se escoassem com meia dúzia de ações desconexas e incapazes de produzir o fim a que se destinavam.
 
“É disto que se trata!”, tornou-se uma das expressões mais frequentes no vocabulário político brasileiro. Seu uso se explica pelo fato de haver, na versão mais desidratada de nossa história recente, pelo menos duas narrativas a serem contadas. E ambas começam com o habitual: “É disto que se trata!”, seja nas palavras de um ministro de acusação seja de um advogado de defesa.
 
Se quem fala é um ministro de acusação (é o que a Casa infelizmente oferece), o STF se apresenta como credor de merecimentos na suposta garantia da ordem constitucional e democrática, tarefa que teria sido conduzida com a neutralidade e isenção que se recomenda ao ofício. Se quem fala é advogado de defesa, cuida de negar os fatos e contestar tais méritos.
 
Por fim, se quem fala é cidadão de direita – um dos chamados manés –, lembrará de outro poder, também excessivo e bem mais eficaz estrelando no palco da  política. Lembrará de Lula, o condenado que, de súbito, “nada devia à Justiça” nas palavras de William Bonner. Lembrará da censura e da censura prévia, dos inquéritos sem fim, das pesadas multas, das palavras e pautas proibidas em plena campanha eleitoral. Lembrará de frases que valem por um BO. Como esquecer a pesada interferência sobre as redes sociais, as ameaças, as invasões de competências, o ativismo judicial, o direito penal do inimigo e a política feita sem voto popular, sempre unilateral?
 
Qualquer criança dirá que está tudo errado e que é disto que se trata.


Leia mais  

DIREITOS DESUMANOS - 31.10.25


Por alex Pipkin - PhD em Administração
 

O Brasil vive uma inversão moral grotesca, para dizer o mínimo. E nenhuma tribo a encarna melhor do que a esquerda togada, composta de vários subgrupos e letrinhas. Entre esses doutores de sofá, advogados de porta de cadeia e professores de cátedra, que, entre uma live e um tweet indignado, posam de defensores da civilização. Não são advogados, são militantes — sectários da ideologia do fracasso, do velho coletivismo que adora transformar o bandido em vítima e o policial em algoz. Autodenominam-se “dos direitos humanos”. Eu, por honestidade semântica, prefiro chamá-los advogados dos direitos desumanos.
Esses moralistas dos holofotes enxergam heroísmo onde há terror e opressão. Chamam terroristas de “resistentes”, traficantes de “vítimas sociais”, assassinos de “injustiçados”. E, de quebra, veem Israel como o agressor e o Hamas, esse que usa civis como escudo humano, como vítima. O mesmo script, a mesma empáfia teórica, a mesma covardia moral.
No Rio de Janeiro, a história se repete. A operação policial recente, realizada nos complexos do Alemão, da Penha e em outras comunidades, teve como alvo o Comando Vermelho, organização criminosa — e terrorista — que aterroriza famílias inteiras, tortura e mata. O resultado factual e nefasto é a morte de quatro policiais em combate. Quatro policiais que saíram de casa para defender a lei e voltaram em caixões cobertos por bandeiras. Heróis, embora o Brasil dos direitos desumanos prefira ignorar.
Para esses militantes travestidos de juristas, o morro é um campo de “resistência” e o fuzil, uma metáfora social. Querem que a polícia suba o morro com flores, abraços e livros, enfrentando traficantes que usam arsenal de guerra. Uma ficção tão absurda quanto o moralismo que a sustenta.
Mas o povo — aquele que de fato vive entre tiros e ameaças — não é ingênuo. Quase 70% da população carioca aprovou a operação policial. É a voz das ruas dizendo que o Brasil não aguenta mais ajoelhar diante do crime.
Coragem. Essa palavra já parece antiga. Hoje, relativizar a violência é visto como gesto sofisticado; ajoelhar-se à impunidade, como o progresso social, evidente, por parte de sectários vermelhos e de “burgueses culpados”. Mas ainda há quem afirme o óbvio: bandido é bandido, e a polícia — mesmo com todas as falhas — é o último dique entre a civilização e o caos.
Vivemos num país onde o Estado perdeu o monopólio da força, e a esquerda “bom-mocista”, o monopólio da vergonha. Defender a lei virou acusação de violência; violá-la, ato de resistência legítima. Quando morre um policial, morre um pedaço da nossa esperança de que o Brasil possa ainda ser um país com justiça.
É isso que os brasileiros esperam? Que a coragem seja reconhecida, que a lei seja respeitada, que atos de fato civilizatórios — mesmo na mais dura das batalhas — ainda encontrem o apreço da população. Pois, apesar de tudo, é no julgamento consciente do povo que reside a esperança de um Brasil que não se curva à violência, mas honra aqueles que a enfrentam em nome dos reais valores civilizatórios.
Que os heróis sejam lembrados. Que os criminosos sejam punidos. E que, um dia, os “direitos humanos” deixem de pertencer aos desumanos — e voltem a ser, de fato, aquilo que deveriam ser; direitos de humanos.


Leia mais  

AMANTES DO CAOS, DA DESORDEM E DA CONFUSÃO - 30.10.25


Por Roberto Rachewsky

 

Todo sujeito que lucra do caos, não vai fazer nada para impor a ordem. Gente que nada produz só se dá bem com quem quer destruição. No dia 08/01, Flávio Dino observava da janela do seu gabinete os atos de vandalismo. Se não foi armação,  naquele dia surgiu a ideia de transformar aquilo numa farsa: a farsa do golpe.

Dino nada fez porque sabia que dali podia tirar um ganho político e econômico. Quer dizer, nada fez é força de expressão. Nada fez para impedir que o caos se instaurasse. Mandou as forças coercitivas abrirem caminho para os vândalos. Inclusive teve gente do governo recepcionando os vândalos com água mineral e tapinha nas costas. Cadê o GDias? Eu vi pelas redes sociais ao vivo. Dino não fez só isso. Ele deletou ou escondeu provas que atestam ter havido uma orquestração. O sumiço dos vídeos é por si só prova do crime ou obstrução da justiça.

Nesta semana, Lewandovski, assistiu uma verdadeira guerra entre o governo do Rio e a máfia do tráfico. Não fez nada. Cruzou os braços. Tanto o Dino quanto o Lewandovski ocupavam o cargo de Ministro da Justiça, que inclui a segurança porque  sob o seu comando estão a Polícia Federal e a Guarda Nacional, quando eventos caóticos ocorreram sob as suas barbas.

Qual a reação do Lewandovski ao pedido do governador por ajuda federal? Ele deu uma barrigada no chefe da Polícia Federal que disse ter sido avisado e convidado a participar da operação policial militar nos morros do Rio.
Usou a barriga para afastar seu subordinado dos microfones em uma entrevista em rede nacional.

Quem vive da destruição, do roubo, da corrupção, da coerção lesiva, ama o caos, a desordem, a confusão. Esse é o cenário perfeito para os criminosos do colarinho branco com camiseta vermelha se locupletarem e sairem de fininho.

O que Dino e Lewandovski têm em comum? A amizade e a confiança do Lula.


Leia mais  

O BRASIL NO ATOLEIRO IDEOLÓGICO - 27.10.25


 

Por Percival Puggina
 
 
         É fácil compreender por que o Brasil perde posições nos rankings internacionais e por que, salvo exceções, nossa representação política é tão precária. Todo ano, cerca de 3 milhões de brasileiros festejam sua chegada à maioridade. Em imensa proporção, tiveram suas mentes oprimidas pela “pedagogia do oprimido” e suas potencialidades contidas pelas urgências da “luta política”. Vários anos de “Ideologia para idiotas” enfiada em diferentes conteúdos pedagógicos, impingiu-lhes que a esquerda, sempre moderada, é boa, generosa e bem sucedida e que a direita, sempre extremada, é sinônimo de fascismo. Agora, saiam de dentro da bolha e espiem o resultado.
 
Basta observar esses jovens para entender que foram vítimas passivas do persistente combate cultural e espiritual travado contra o Ocidente. Aliás, é bom saber que essa foi a linha mais bem sucedida da velha Guerra Fria. É um combate que atacou e continua atacando de modo permanente o Bem, a Verdade, a Justiça e a Beleza. Seu produto final é perversão, falsidade e, claro, o desastre da ética e da estética. Em ambientes universitários, quando bem encaminhada em direção aos próprios fins, essa “cultura” confere aos coletivos e a seus ambientes o conhecido aspecto de legião de zumbis indignados.
 
Menciono aqui, com pesar, observações que jamais têm o devido destaque fora das redes sociais. É como se para as emissoras e veículos do oficialismo, os pilares da civilização fossem temas superados e estivessem, em fratura exposta, ante os olhos de todos. Regrediram à pedra lascada, isto sim! Mas se veem como sofisticados joalheiros na Amsterdam das ideias.
 
O consagrado teatrólogo alemão Bertold Brecht, em “A medida punitiva”, depois de prescrever aos comunistas o abandono de toda coerência e o descarte das regras morais e dos sentimentos humanos, conclui: “Quem luta pelo comunismo tem, de todas as virtudes, apenas uma: a de lutar pelo comunismo”.
 
Capturados pela militância esquerdista, brechtianos sem o saberem, milhões de jovens brasileiros sobre cujos ombros recairia tanta responsabilidade no futuro do país, têm, na própria incoerência, sua “best friend”. Dela lhes vem o inesgotável estoque de pesos e medidas que usam no mesmo modo flex aplicado por certas autoridades da República a preceitos da Constituição Federal.
 
Estamos assistindo, ao vivo, a tolerância com a corrupção dos companheiros. Há um silêncio nas redações. Ainda que a corrupção seja de uso e benefício privado, fazer de conta que não existe é menos danoso do que reconhecer a culpa. No Brasil de hoje, apesar das provas em contrário, todo direitista é tão culpado quanto Filipe Martins, um inocente; todo esquerdista, tão inocente quanto Nicolás Maduro, um bandido. Essa é a escandalosa lição que as instituições republicanas, em mal ensaiada coreografia, proporcionam à nação.


Leia mais  

A PÁTRIA DO IMPOSTO E DA ILUSÃO - 24.10.25


Por Alex Pipkin  

 

Um dos maiores males do Brasil, e creio eu do mundo, é a ignorância econômica. O brasileiro médio não entende como o dinheiro público é criado, gasto ou desperdiçado. Paga imposto em tudo, do pão ao caixão, e ainda acredita, tristemente, que o Estado é o protetor benevolente. De tempos em tempos reaparece a conversa burlante sobre revisão de despesas ou controle de gastos. Desconfie. É enganação. Estão tentando enganar você de novo.
Desde o início do governo Lula, já foram 24 novas medidas tributárias — uma média grotesca de um novo tributo a cada 37 dias. É o milagre da multiplicação dos impostos, versão tropical. Enquanto isso, a carga tributária sobe como se fosse virtude. Segundo o IBPT, a carga sobre o PIB pode atingir 40,82% em 2025 . Será o maior índice da história recente. O brasileiro paga como sueco e recebe como venezuelano. É o retrato perfeito do país do confisco.
E, como sempre, surge o discurso moralista de que é preciso “fazer os super-ricos pagarem mais”. Medida comprovadamente ineficiente, que destrói incentivos à inovação, mina processos criativos e reduz soluções reais para os problemas da sociedade. O governo posa de Robin Hood, mas age como Sherife de Nottingham. Ele tira dos que produzem para sustentar o castelo da burocracia.
O Estado brasileiro é como um bufê caríssimo que serve comida azeda. Cobra couvert, sobremesa e gorjeta antes mesmo de o prato chegar, e, quando chega, está frio.
A gestão pública virou mistura de ineficiência, privilégio e chantagem moral. O cidadão paga caro por serviços medíocres e ainda acredita que está sendo solidário. Um verdadeiro gênio do engano não faria melhor.
A ignorância econômica é o combustível do populismo. Sustenta a falácia de que imposto alto é justiça social, gastar mais é progresso e o assistencialismo é virtude. O governo rouba pela via tributária, chama de redistribuição e ainda é aplaudido. A população, como sempre ludibriada, confunde dependência com cidadania e transforma o privilégio estatal na ilusão da bondade do Estado.
O resultado é visível: menos investimento, menos produtividade, menos inovação, menos futuro. A iniciativa privada, sufocada, desiste de crescer. O empresário vira vilão, o rentista vira herói e o Estado, esse glutão inconsequente sem limite, engole a energia de quem produz. A roda da economia gira mais devagar, mas o discurso oficial segue otimista, pois o populismo é a droga popular mais consumida nesse país.
Enquanto o brasileiro não compreender que riqueza não se redistribui, se cria, e evidentemente não é o Estado que a cria, continuará explorado com o sorriso de quem acredita estar sendo salvo.
O país do confisco seguirá marchando alegremente rumo à pobreza, acreditando que avança rumo à justiça. É o triunfo da ignorância econômica, a mais cara de todas as nossas tragédias.


Leia mais