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Nem Trump, nem Biden: quem realmente está perdendo a eleição nos EUA - 06.11.2020


por J.R. Guzzo

 

Se as mesas diretoras da Câmara dos Deputados e do Senado, o plenário do Supremo, o comitê central da OAB e todo os outros que você conhece decidirem um dia promover para o chamado “estado da arte” as chances de fraude nas eleições brasileiras, é bem provável que nos soquem em cima alguma coisa muito parecida com o sistema eleitoral norte-americano.

 

O ministro do STF e atual presidente do “Tribunal Superior Eleitoral”, Luís Roberto Barroso, foi para os Estados Unidos, como se informou, para nos dar suas luzes na condição oficial de “observador do Brasil” na eleição presidencial americana. A pergunta, em condições normais, seria: “Observar o que?” Mais: observar para que? E se ele não gostar de alguma coisa? Será que o STF vai baixar uma liminar pedindo intervenção “das Nações Unidas”, ou coisa parecida? Mas, nas condições reais de temperatura e pressão do presente momento, a questão é outra.

 

O mais importante, para o bem estar de todos, é que a viagem do ministro seja apenas aquilo que parece ser: um passeio de luxo aos Estados Unidos, pago com o seu dinheiro. Tomara. O perigo é que lhe venha a ideia, a ser compartilhada com o resto da turma, de melhorar os teores de qualidade da eleição presidencial no Brasil fazendo por aqui o mesmo que se faz por lá.

 

 

A disputa eleitoral entre Donald Trump e Joseph Biden foi na terça-feira (3), mas 48 horas depois ainda não dava para dizer com certeza quem havia ganhado, mesmo porque nos Estados Unidos quem ganha a eleição para presidente da República não é necessariamente quem teve mais votos. O sujeito pode votar depois de encerrado o horário da votação, ou na véspera, ou no dia seguinte. Pode votar pelo correio, por e-mail ou num candidato que já morreu – no caso da eleição para Câmara e Senado, como efetivamente aconteceu, aliás.

 

Cada estado americano tem o seu próprio sistema de apuração, os seus prazos, as suas regras, os seus burocratas, a sua lei. Já imaginaram um negócio desses no Brasil? É nessas horas que a gente aprecia um bom TSE; não precisava gastar R$ 9 bilhões por ano, é claro, mas pior que o sistema dos Estados Unidos certamente não é.

 

No fim das contas, Biden teve mais votos, mas Trump foi para o tapetão, reclamando de fraude; os votos “não-presenciais”, como se diz hoje, que são contados segundo os humores de quem controla a máquina da apuração, foram maciçamente a favor do seu adversário. É o tipo de discussão que tem tudo para não acabar nunca.

 

Muito já se comentou sobre o quanto o Brasil teria a perder com a vitória de um ou de outro – especialmente de Biden, mais um declarado “ativista” contra a “destruição da floresta amazônica”, o genocídio dos índios e mais do mesmo. Mas quem realmente está perdendo não é o Brasil, nem a Cochinchina. São os próprios Estados Unidos.

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A GRANDE ARMAÇÃO - 04.11.2020


 por Percival Puggina
 
Eu teria curiosidade de, um dia, espiar o universo paralelo onde vivem alguns analistas e comentaristas dos nossos grandes meios de comunicação. Deve ser quase como no STF, só que com menos LSD. Sei que jamais me será dada tal oportunidade, mas deve ser uma experiência muito doida ver em Trump, subitamente, a encarnação do divisionismo na sociedade norte-americana e em Bolsonaro sua réplica brega.

Os Estados Unidos sempre tiveram um elevado grau de consenso. As diferenças entre republicanos e democratas eram sutis e esse consenso contribuía para a solidez e pujança daquela sociedade. Acontece que nas últimas décadas passou a atuar sobre ela o mesmo ideário esquartejador que agiu aqui por dentro do poder, como se toda nação fosse um grande açougue onde retalhistas malucos passaram a dividir a sociedade em frações antagônicas.

De fato, perdida a luta de classes, dezenas de outras lutas foram imediatamente chamadas aos tablados e nunca para conversar porque manter os ânimos alterados é parte da estratégia. Talvez você não tenha se interessado ou visto isso acontecer nos Estados Unidos, mas aqui no Brasil, querendo ou não, foi parte contada da armação.

Em matéria de  01 de novembro, O Globo reuniu um grupo de “especialistas” para concluir que os EUA vivem uma crise identitária causadora de uma “guerra de narrativas”. Ou seja, exatamente como aqui, só que tais especialistas livram Barack Obama e o Partido Democrata de suas responsabilidades na gestação e gestão desses conflitos e os trazem – claro! – para 2016 com a eleição de Donald Trump. Assim, num passe de mágica, no universo paralelo em que vive o movimento revolucionário no Brasil, Trump (e Bolsonaro) deixam de ser consequência para se tornarem causa das divisões criadas durante décadas ao longo das quais ambos viveram à margem do poder político real.

O que escrevo é um alerta nascido do fundo da alma. Pondere, leitor, a importância que passa a ter, no Brasil, aqui no nosso torrão natal, a criação de um consistente movimento conservador. Se as estratégias estabelecidas por influência dos autores da Escola de Frankfurt foram capazes de fracionar desse modo a sociedade norte-americana, imagine o que poderia acontecer em nosso país. Cabe, então a pergunta: quando haverá um novo ano de 2018 se o poder político retornar a qualquer dos partidos que há apenas dois anos perderam a hegemonia no Brasil?r


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UM PODER INTROMETIDO - 29.10.2020


por Percival Puggina
 
         Eu não queria acreditar quando me contaram que sete partidos já recorreram ao STF para que a Corte determine ao presidente da República como deve agir em relação à CoronaVac. Parece uma questão tipicamente judicializável, não? Os ministros devem saber tudo sobre esse assunto, instruídos em algum curso pós doc...

         Em nome do convívio independente e harmônico entre os poderes de Estado, as manifestações do STF em questões do Executivo e do Legislativo deveriam ser raras e muito bem justificadas. É fácil entender que pequenos partidos, ou o bloco minoritário da oposição, sem votos suficientes para impor suas opiniões, recorram ao STF, num claro abuso do direito de peticionar. Mas é difícil entender que os “supremos” se prestem para a instrumentalização do poder que têm.

         Malgré tout, nosso STF é o próprio poder xereta, dando causa a desnecessárias tensões políticas. A maioria dos senhores ministros vê o presidente da República com as lentes do partido ao qual devem suas nomeações para o posto que ocupam. Sob essas lentes, Bolsonaro é um tirano que precisa ser contido e, para contê-lo, foi instituída uma informal ditadura do judiciário. Um caso típico de projeção: projetam em Bolsonaro o que, na prática, eles mesmos se comprazem com ser. Puxe pela memória, leitor, e me diga quando, nas últimas décadas, vivemos período de tanta intromissão do Supremo e de seus ministros na vida nacional?

         PT, PCdoB, PSOL PSB e Cidadania querem que o STF impeça o governo de se contrapor a qualquer providência referente a vacinas e vacinações; a Rede quer que o governo apresente um plano de vacinação; o PDT quer que o Supremo reconheça a competência dos estados e municípios para tornar compulsória ou não a vacinação,  e o PTB pede que essa possibilidade seja declarada inconstitucional.

         A questão de fundo aqui é a seguinte: por que esse surto de judicializações, que não dá sinais de esmorecer, esvaziando o debate político, descaracterizando as funções do parlamento e comprometendo as ações do governo? São três as respostas a essa indagação. Elas interferem cumulativamente para darem causa a esse surto.

Resposta 1 – o único intuito da oposição é atrapalhar o governo;
Resposta 2 – o plenário do STF é, hoje, o mais ativo partido político brasileiro;
Resposta 3 – há notória sintonia entre a oposição e a maioria do STF.

De todos esses pleitos, o único que tem jeito de matéria constitucional é exatamente aquele em que se confrontam os pedidos de PDT e PTB: é legítimo tornar a vacinação obrigatória? Parece bem nítida, aqui, no pedido do PDT, a afronta a liberdade individual, mormente quando, a cada dia, aumentam as incertezas sobre a segurança dessas vacinas. Sem esquecer, por fim, que a CoronaVac é mercadoria que o Partido Comunista da China põe à venda dizendo que vai imunizar a população contra o vírus que veio de lá.


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VACINA CHINESA, NÃO! - 27.10.2020


 por Percival Puggina


         Discute-se se o Brasil deve, efetivamente, comprar milhões de doses da vacina chinesa. Sem a menor intenção de magoar a sensibilidade do governador João Doria, que tem revelado particular afeição pelos interesses chineses no Brasil, quero proclamar minha completa aversão a esse negócio. Aplica-se a ele a regra segundo a qual jamais compre mercadoria que venha empacotado por algum partido comunista.

         Ao que se sabe, há duas hipóteses para a origem do coronavírus. Ou ele – em suposta teoria da conspiração – é produto de algum laboratório chinês, ou ele surgiu daqueles hábitos alimentares em que seres humanos acabam metabolizando insetos e animais silvestres com constante risco de trazer à humanidade doenças para as quais não temos imunidade.

A origem desses péssimos costumes é conhecida. Eles foram adquiridos nos tétricos episódios de fome impostos pelo Partido Comunista da China ao povo chinês. Ainda que seja motivo de pesar, é imperdoável que, sabido o alto risco que eles representam, nada tenha sido feito para extingui-los. Num mundo globalizado, não há limites para a expansão de novas pandemias. Portanto, a responsabilidade do PCC é indiscutível, como indiscutível é sua condição de soberano senhor do povo de seu país. Pode-se discutir a maior ou menor responsabilidade moral do Partido numa e noutra hipótese. Mas não se pode pôr em dúvida a responsabilidade.

         As suspeitas se foram tornando mais incisivas quando a revista Exame, em matéria do dia 1de setembro (1), constatou que dezenas de economias nacionais estavam acusando quedas drásticas do PIB. Entre elas, Índia, Brasil, Estados Unidos, Japão e praticamente toda a Zona do Euro. Enquanto isso acontecia no mundo das vítimas, a China, “por haver controlado rapidamente a epidemia”, logo voltou a crescer. Em abril, o jornal El País (2), sobre cuja posição política não pairam incertezas, publicou matéria listando reações de governos europeus, notadamente França e Reino Unido, cobrando responsabilidades do governo chinês:

“Esperamos que a China nos respeite, como ela deseja ser respeitada”, declarou na segunda-feira o ministro francês de Relações Exteriores, Jean-Yves Le Drian. “Nada pode voltar a ser como antes” enquanto a China não esclarecer de forma cabal tudo o que está relacionado com o vírus, observou na semana passada seu homólogo britânico, Dominic Raab.

         A interessante matéria destaca, ainda, uma guerra de narrativas, com a qual, propagandisticamente, a China exibe suas remessas de material médico e de enfermagem ao Ocidente, enquanto silencia o fato de haver o Ocidente feito o mesmo quando o problema se manifestou em Wuhan. A BBC, em 28 de julho, divulgou matéria em que médico chinês afirma haver, em 12 de janeiro, informado as autoridades chinesas sobre a transmissão humana do vírus. O alerta, contudo, só foi levado ao público em 19 de janeiro (3).

         Por isso, penso que o PCC, soberano senhor do povo chinês, repito, deveria oferecer sua vacina de graça à humanidade. E a humanidade deveria devolver a mercadoria. Alias, gostaria que o presidente da República enviasse uma dose dela para os jornalistas que o recriminam por sua atitude de resistência. Quantos realmente iriam usá-la?

         Enfim, a China deveria indenizar a humanidade pelo estrago que fez, deveria usar seu aparelho tecnológico para extinguir os riscos que provenientes dos maus hábitos alimentares de alguns de seus cidadãos, ou dos ensaios empreendidos por eventuais “doutores Nirvana” de seus laboratórios. Jamais, jamais, ganhar dinheiro vendendo vacina às vítimas do vírus que veio de lá.

(1)
https://exame.com/economia/pandemia-provoca-recessao-recorde-e-derruba-pib-de-ao-menos-28-paises/
(2) https://brasil.elpais.com/internacional/2020-04-21/franca-e-reino-unido-lideram-endurecimento-do-tom-europeu-com-a-china.html
(3) https://www.bbc.com/portuguese/internacional-53569400


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VIVER PERIGOSAMENTE - 22.10.2020


por  Percival Puggina
 
Minha geração viveu a inteira experiência da Guerra Fria. Conflito Leste-Oeste, Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) versus Pacto de Varsóvia, armamento nuclear abarrotando arsenais em quantidade suficiente para destruir o planeta várias vezes, corrida espacial. Minha geração viveu décadas com medo da “bomba”. Por fim, a estrepitosa queda do Muro de Berlim e a extinção da URSS. Ao mesmo tempo em que isso acontecia no lado visível do palco, no bastidor os derrotados se infiltravam tomando o controle dos meios culturais do Ocidente e agindo no sentido de destruir a cultura e os valores que se haviam revelado vencedores. Deu muito certo.

No Brasil não foi diferente. O processo constituinte de 1987/88 abriu o caminho para os derrotados pelo regime militar chegarem ao poder. Os meios culturais já estavam dominados de tal forma que, enquanto a caneta aparelhava as instituições, os recursos da União financiavam os meios de influência. Como resultado, passou-se a viver perigosamente no Brasil, com um nível de insegurança de nações em guerra. Mas isso não importa aos poderes da República. Só condutas que possam ser identificadas como politicamente incorretas suscitam a fúria das Cortes. Para tudo mais vige o estímulo da impunidade.

 

Quem tem um STF e um Congresso Nacional com a atual configuração de forças não precisa do Partido Comunista da China para difundir insegurança à população. Conseguimos perfeitamente bem protagonizar nossos próprios  dos e custear o conforto de quem lhes dá causa. Não contentes com a carnificina, os assaltos, sequestros, estupros e furtos do quotidiano, nossos ministros do Supremo libertam as forças do mal soltando bandidos perigosos. Para fazer isso com a consciência tranquila e dormirem bem à noite, no dizer vaidoso de Marco Aurélio Mello, concedem-lhes habeas corpus às centenas “sem olhar a capa dos processos”. Perfeito! Adotam o princípio rotariano de fazer o bem sem olhar a quem. Sei, sei. “Impunidade”, este é o nome do jogo, que também se poderia chamar  “Como produzir mais vítimas com o mesmo contingente de bandidos”.

 Nosso Senado Federal é formado por 81 senadores com a prerrogativa constitucional de pôr fim a esse escárnio, contanto que o queira. No entanto, não se consegue mais de vinte e poucas assinaturas para qualquer ação efetiva de legislar em favor da sociedade e contra o crime.  Setenta e cinco por cento dos senadores querem tudo exatamente como está, com todas as garantias e chicanas para criminosos que, não raro, são eles mesmos. Aliás, quando o Congresso Nacional legisla para abrandar o Código Penal e embutir, contra o interesse da população, mais alguma treta no Código de Processo Penal, ele comete o ato moralmente reprovável de legislar em benefício próprio. Não há como não pensar nisso. Aliás,  nenhum parlamento de país democrático considera tal prática compatível com a dignidade do poder.

É nesse perigoso contexto que a República Popular da China vem se aproximando do Brasil, cheia de amor para dar. Fora do Partido Comunista da China (PCC), ninguém no mundo confia no Partido Comunista da China. O Brasil, no entanto, esteve a um passo de disponibilizar a vacina chinesa contra o vírus que, oriundo de lá, fez enorme estrago nos sistemas de saúde pública e na economia mundial. Felizmente, o presidente transferiu para a Anvisa a responsabilidade de aprová-la ou não.

 

Por outro lado, a tecnologia 5G está determinando uma disputa entre EUA e China que está sendo comparada pela diplomacia brasileira com episódios comuns ao tempo da Guerra Fria. Multiforme, ela volta, repaginada, em versão sino-americana, com acirrada disputa pela supremacia econômica e tecnológica. Há sempre um lado totalitário assombrando o planeta. Comunismo, globalismo, terrorismo são  enfermidades morais que só a democracia consegue sanar.


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RS: ESTADO POLITIZADO? - 20.10.2020


por  Nelson Barenho

Cresci com um conceito totalmente equivocado enraizado em minha mente. Acreditava que o Rio Grande do Sul era o estado “mais politizado do país”. Sem entrar nos detalhes pra não alongar o texto, em um determinado momento da vida acordei e meus olhos se abriram para a realidade, indo contra a corrente narrativa: a maioria dos livros de história que li apresentavam revolucionários facínoras como heróis. Alguns deles, infelizmente, gaúchos. Nesse sentido, elaborei um lista com os dez piores políticos que esse estado já teve.

 

Refiro-me às pessoas públicas, políticas, obviamente – que são e foram sustentadas com dinheiro dos contribuintes. De forma mais ou menos cronológica, vamos à lista:

 

1) Luiz Carlos Prestes (1898 – 1990): é impossível não começar a lista com um homem acusado de trair a Pátria. Isso ocorreu após ele afirmar que, numa guerra entre Brasil e URSS, lutaria por seu herói: Stálin. Prestes recebeu treinamento em Moscou e voltou para o Brasil, onde promoveu uma série de barbáries.

 

Antes, com a Coluna Prestes e o tenentismo, de 1925 a 1927, marchou por 25 mil quilômetros. Diziam querer destituir as oligarquias, o que era em parte verdade, mas acabaram levando terror ao interior do Brasil. Há extensos relatos de saques, mortes de inocentes e estupros. Por onde a coluna passou, houve terror.

 

O herói da esquerda também tentou nos transformar em União Soviética tropical na Intentona Comunista. E tem mais: Prestes foi condenado à prisão pela morte da jovem Elza, em verdade Elvira Cupello Colônio, no ano de 1936. A garota, acusada de ser espiã nos quadros do partido comunista, terminou esquartejada, colocada num saco e enterrada no quintal da casa no bairro de Guadalupe (RJ). Tudo a mando de Prestes. Obviamente, essa parte é silenciada e camuflada quando contada pelos professores de história e historiadores brasileiros. O certo é que Prestes tentou a todo custo implantar o bolchevismo soviético no Brasil, propondo a ditadura do proletariado. No entanto, com todo esse histórico carniceiro – pasmem! – o Cavaleiro da (des)Esperança foi homenageado pelos porto-alegrenses com um Memorial milionário.

 

2) Getúlio Vargas (1882 – 1954): o ditador populista gaúcho de São Borja foi o precursor das amarras trabalhistas burocráticas que atrasaram o Brasil ao longo de 80 anos. Como ditador à frente do Estado Novo, perseguiu opositores, fechou jornais e impediu o livre pensar com repressão vergonhosa. Isso para resumir.

 

3) João Goulart, o “Jango” (1918 -1976): também nascido em São Borja, o 24° presidente do país (1961 a 1964) foi um frouxo entreguista. Colocou a soberania nacional em risco ao flertar com comunistas carniceiros como Fidel Castro. É adorado por um sociólogo de Porto Alegre que, evidentemente, também foi apaixonado por Fidel.

 

4) Leonel Brizola (1922 – 2004): é impossível deixar de fora da lista outro entreguista, esse nascido em Carazinho. Fez escolas, é verdade. Mas também recebeu dinheiro de Cuba para comprar armas e tocar uma revolução no Brasil, o que, sabemos, nos transformaria num Camboja de tamanho continental. Isso o absolve? Lógico que não. Como governador do Rio de Janeiro fez acordos com bicheiros e também deixou a zona livre para os traficantes crescerem. A polícia ficou de mãos amarradas para combater o crime. No fim, ainda foi o último a desembarcar do famigerado governo Collor de Mello, outro oligarca que terminou impichado. Defendeu o alagoano quase até os estertores, apesar da roubalheira que vinha à tona.

 

5) Dilma (Ha)Vana Rousseff: não adianta nós, gaúchos, tentarmos jogar a bomba aos mineiros, onde a Sra. Pasadena nasceu. Aquela que veio a ser a 36ª presidentE do Brasil até sofrer um justo (mas demorado) impeachment em 2016, teve toda sua formação política e ideológica no Rio Grande do Sul. Formou-se na UFRGS. Não adianta. Nós criamos esse Frankenstein político. Como revolucionária, juntou-se a tudo o que não presta: foi membro do Comando de Libertação Nacional, que depois se juntou à Vanguarda Popular Revolucionária, comandada por Carlos Lamarca. Depois, criaram a VAR-Palmares. Todos grupos violentos e terroristas. Dilma foi presa após promover terrorismo no Rio de Janeiro. Assaltou banco, roubou caminhão de carga. Como presidente fez a pior gestão já vista no Planalto. Erro após erro. Escândalos de corrupção ocorrendo embaixo de sua mesa. Mas ela, para variar, não sabia de nada.

 

6) Tarso Genro: não vou citar que o petista fez a pior gestão entre todos os governadores na história do Rio Grande do Sul. Poupá-los-ei de lerem tanta desgraça. Em 2009, o então ministro da (in)Justiça concedeu asilo ao terrorista Cesare Battisti (que já cumprira pena na Itália em 1972, por furto, e em 1974, por assalto a mão armada). Genro cuspiu na soberania nacional. Agora, o sanguinário italiano está preso, após confessar suas barbáries e assassinatos cometidos em favor da revolução enquanto era líder do violento grupo marxista Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), da Itália. Tarso não teve honra para pedir perdão ao país.

 

7) Luciana Genro: ganhando como política e morando melhor ainda, mas contra o capital financeiro e a favor de invasão de propriedades privadas, conseguiu envergonhar os gaúchos durante os debates para a presidência da República em 2014. Creio que até os militantes de esquerda ficaram corados.

 

8) Maria do Rosário: preciso escrever sobre ela? Se fizer uma eleição dentro de uma penitenciária, quem venceria, a deputada petista ou Jair Bolsonaro?

 

9) Olívio Dutra: o Mujica gaúcho tem jeito de bom senhor, mas jamais fez qualquer crítica às barbáries petistas. Há alguns dias, disse que o chefe do mensalão não “roubou nada. Não acumulou riqueza”. Sim, ele disse isso. Como governador do Rio Grande do Sul mandou a Ford embora, impedindo a geração de muitos empregos. Jogou no lixo uma grande oportunidade de desenvolvimento para o estado.

 

10) Manuela D’Avila: a política do PCdoB iniciou sua vida pública num local estratégico: dona do bordão blza blza, cativou jovens incautos à militância de esquerda. Filiada a um partido com um passado obscuro, sombrio (que ceifou mais de 120 milhões de vidas no mundo – de acordo com documentos do Livro Negro do Comunismo), sempre foi braço de apoio do PT. Sim, o partido que saqueou o Brasil. É admiradora do condenado Lula. Tem envolvimento no atual e escandaloso caso The Intercept. Jamais fez nada produtivo pelo país; pelo contrário, se alimenta promovendo a luta de classes, de gêneros e de raça. Tentou ser vice-presidentE, sendo deixada de lado pelo poste. Contra Israel e contra os princípios judaico-cristãos, na campanha eleitoral foi à missa, a mando de algum líder do partido, um homem.

 

O ranking se refere aos políticos, não às pessoas (físicas). Contudo, deixo perguntas ao leitor: um mau político pode ser uma boa pessoa? Um político envolvido em assassinato pode ser uma boa pessoa? Um político que apoia um partido que rouba pode ser uma boa pessoa? A resposta fica com você, caro leitor.

 

Esses são, incontestavelmente, políticos que não poderiam mais estar na vida pública ou não deveriam ter estado (aos que partiram ou deixaram a política).

 

O Rio Grande do Sul, diferentemente do que eu pensava quando jovem, não é um um estado politizado. É, na verdade,, uma havaninha brasileira que sofre com décadas de doutrinação marxista, começando nas escolas básicas, tendo seu auge nas universidades, e findando nos sindicatos e nos militantes disfarçados de jornalistas.

 

Dentro desse processo, invariavelmente, surgem novas aberrações políticas, além de se manterem os atuais na vida pública. Ou seja, é um ciclo que se retroalimenta.

 

“Estado politizado”, acreditava eu.


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