GRITARIA GERAL E SEM FIM
Desde o momento em que foi anunciado o aumento do PIS/COFINS sobre os combustíveis, que entrou em vigor na última sexta-feira, 21, o que mais se viu, leu e ouviu, tanto nos enlouquecidos meios de comunicação quanto nas redes sociais, por todos os cantos do país, foi uma gritaria geral e sem fim, carregada de ódio, inconformismo e indignação contra o governo Temer.
RAZÃO MAIOR
Ainda que seja absolutamente detestável e revoltante ver que os preços dos produtos precisam ser aumentados por força do aumento da carga tributária, o que me deixa mais triste e inconformado é o desconhecimento geral daquela que representa a RAZÃO MAIOR E PRINCIPAL que leva todos nossos governantes a aumentar constantemente os impostos.
GRITO INOFENSIVO DA INDIGNAÇÃO
Antes de tudo é preciso deixar bem claro que todo e qualquer esclarecimento sobre este importante tema depende da disposição, da vontade e do real interesse dos até então mal informados em querer saber das PRINCIPAIS CAUSAS que nos levam a pagar cada vez mais impostos. Sem esta disposição para o entendimento, o que sempre vai acontecer é a manifestação através do grito -inofensivo- da indignação.
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Pois, gostem ou não, o fato é que, sem tirar nem por, o REAL, GRANDE E MAIOR RESPONSÁVEL pelo aumento da nossa carga tributária é a nossa injusta PREVIDÊNCIA SOCIAL, tanto representada pelo RGPS, ou INSS, quanto, e principalmente, pelo RPPS (servidores públicos), que só no ano de 2016 proporcionou um ROMBO superior a 155 BILHÕES DE REAIS nas Contas Públicas. De novo: só em 2016, pois neste ano e seguintes os ROMBOS, por serem crescentes, serão sempre maiores.
IMPACTO DIRETO E DRAMÁTICO
Contribui, certamente, de forma pra lá de inquietante para o aumento das Despesas Públicas, a crônica ineficiência do Setor Público em geral. Entretanto, nada se compara ao monstruoso ROMBO PROMOVIDO PELA PREVIDÊNCIA, que por si só causa impacto maior, direto e dramático no Orçamento Geral da União, que previa para 2017 um ROMBO de 139 BILHÕES DE REAIS NAS CONTAS PÚBLICAS.
COMPARAÇÃO
Fazendo a necessária comparação, que leva ao real entendimento daquilo que precisa ser atacado em primeiro lugar, face ao tamanho do mal que produz para a sociedade, vê-se o seguinte:
1- o aumento do PIS/COFINS sobre os combustíveis representa um acréscimo (previsto) de arrecadação para os cofres do governo, em torno de R$ 10,4 bilhões;
2- já a INJUSTA PREVIDÊNCIA SOCIAL, sabidamente, deve tirar, apenas neste ano (2017) do bolso dos pagadores de impostos, mais de R$ 160 bilhões. Pode?
DESTINADOS A PRIMEIRA CLASSE
Pois o que mais impressiona é que a mídia, assim como a sociedade por ela influenciada, nada diz e muito menos se revolta com a nojenta obrigação de pagar R$ 160 BILHÕES para satisfazer uma grande parte de privilegiados que gozam de aposentadorias especiais. Em contrapartida, insulta e grita, cheia de indignação, quando o governo se vê obrigado a aumentar impostos, cuja arrecadação prevista de R$ 10 bilhões é destinada, basicamente, para a conta dos aposentados do setor público, considerados de PRIMEIRA CLASSE.