Frase do dia
Nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada.
- Otto von Bismarck
MOTE
Quando o nosso empobrecido Brasil foi entregue ao comando da presidente Dilma Petista, ela declarou alto e bom som aos quatro cantos do universo, se referindo obviamente aos desastres e déficits que pretendia emplacar: - Nós não vamos colocar uma meta. Nós vamos deixar uma meta aberta. Quando a gente atingir a meta, nós dobramos a meta.
SEM PARAR
Com base naquela premissa da petista, que foi interrompida em 2016 por conta do impeachment, o firme propósito retornou com força mais do que dobrada a partir de 2023, quando Lula assumiu a presidência. De lá para cá, mais do que sabido, as estatais brasileiras engrenaram uma marcha -SEM PARAR-, de prejuízos fantásticos.
DÉFICIT RECORDE
Pois, ontem, 01, como foi amplamente noticiado, até o mês de abril o ROMBO das estatais federais atingiu um déficit recorde de R$ 5,9 bilhões, SUPERANDO o resultado negativo de todo o ano anterior. Que tal?
SEM AMBIÇÃO
Como a meta foi mais do que dobrada, isto significa que LULA deu um recado a Dilma, mostrando que ela foi pouco ou nada ambiciosa na ARTE DE PRODUZIR ROMBOS. VIVA!
EXAME ANUAL DOS DOCENTES
Antes de tudo, para quem não sabe ou não acompanha, a PROVA NACIONAL DOCENTE (PND) é um EXAME ANUAL criado pelo Ministério da Educação (MEC) e organizado pelo INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais-. Essa PROVA frequentemente chamada de -ENEM DOS PROFESSORES- avalia FUTUROS EDUCADORES para compor um BANCO NACIONAL DE PROFESSORES QUALIFICADOS PARA A EDUCAÇÃO BÁSICA.
DADOS HORRIPILANTES
Para desespero geral, na semana passada o Ministério da Educação divulgou os dados HORRIPILANTES da PROVA NACIONAL DOCENTE, aplicada em 2025. Digo e repito -HORRIPILANTES- porque o EXAME escancarou que – dentre as áreas avaliadas, os PROFESSORES DE MATEMÁTICA apresentaram um insignificante -ÍNDICE DE PROFICIÊNCIA-. Enquanto CIÊNCIAS HUMANAS alcançou o número de 80,2% profissionais proficientes, a MATEMÁTICA não atingiu nem metade, ficando apenas com 45% dos PARTICIPANTES. Que tal?
ESSENCIAL NA EDUCAÇÃO
Mais do que sabido, a MATEMÁTICA é ESSENCIAL NA EDUCAÇÃO, pois desenvolve o RACIOCÍNIO LÓGICO, o PENSAMENTO CRÍTICO e a CAPACIDADE DE RESOLVER PROBLEMAS DO DIA A DIA A QUALQUER TEMPO. Como tal:
1- EXERCITA o cérebro para estruturar pensamentos, ordenar argumentos e tomar decisões de forma lógica e autônoma;
2- ENSINA a medir, comparar, quantificar e compreender o espaço;
3- CAPACITA o aluno a analisar dados, evitar fraudes financeiras e a entender o mundo moderno.
ANALFABETISMO FUNCIONAL
Na real, o FATO é que MUITOS PROFESSORES até conhecem procedimentos matemáticos, mas têm enorme dificuldade em INTERPRETAR o raciocínio do estudante, identificar a origem dos erros ou adaptar a explicação quando a turma não aprende.
A propósito: países que avançaram em MATEMÁTICA fizeram isso com CONTINUIDADE, CONSISTÊNCIA E INVESTIMENTO DE LONGO PRAZO, coisas que, infelizmente, não está no horizonte da ESQUERDA BRASILEIRA.
AINDA SOBRE A PEC DO FIM DA ESCALA 6 X 1
Ainda sobre a desastrosa e inconsequente -PEC DO FIM DA ESCALA 6 X 1-, repasso o texto -LUXO ANTES DA RIQUEZA- do pensador Alex Pipkin, na última expectativa de que o conteúdo consiga produzir efeito -positivo- na mente da maioria dos nossos senadores. Eis:
- O Brasil é o sujeito atolado em dívidas, com o nome no Serasa, que decide parcelar um terno Armani. Queremos o padrão de vida de Genebra entregando a produtividade de um puxadinho colonial.
FANTASIA VERDE-AMARELA
A aprovação da PEC que reduz a jornada e altera a escala 6x1 é apenas mais um capítulo dessa fantasia verde-amarela; a de vender atraso econômico como conquista civilizatória.
O argumento nasce blindado contra a realidade. Evoca-se saúde mental para mascarar o colapso da eficiência. Qualquer contestação vira crueldade social. Ocorre que países não enriquecem por decreto, nem produzem bem-estar por bondade no Diário Oficial. Riqueza exige produtividade. E a nossa é uma piada estatística.
Poupamos pouco, investimos mal, educamos por ideologia e sufocamos quem gera emprego sob um manicômio tributário concebido para punir quem produz. Empreender no Brasil já exige uma resistência psicológica que nenhum país civilizado imporia aos próprios cidadãos. Ainda assim, Brasília concluiu que o grande drama nacional é o excesso de trabalho.
GRAVIDADE ECONÔMICA
Países ricos reduziram jornadas depois de acumularem capital, tecnologia, automação e eficiência durante gerações. O Brasil decidiu inverter a lógica do desenvolvimento. Primeiro decreta o descanso; depois espera que a prosperidade apareça por milagre.
A conta não será paga pelos autores da PEC. Ela explodirá silenciosamente no desemprego, na informalidade e no desestímulo crescente a quem ainda produz. O país que precisava aprender a competir resolveu descansar antes mesmo de aprender a prosperar. Resta, no entanto, a essa altura, apenas torcer para que a gravidade econômica também seja revogada por PEC.
NEM BAMBU NEM FLECHAS
Ontem à noite, tão logo vi o resultado da votação -em plenário-, na CÂMARA DOS DEPUTADOS, da PEC que PROPÕE O FIM DA ESCALA 6 X 1, entrei imediatamente em contato com a -LOJA QUE VENDE BAMBU- com o propósito de COMPRAR todas as FLECHAS disponíveis, para serem disparadas durante a tramitação da referida PEC no SENADO. O vendedor, estampando um sorriso -vitorioso- no rosto e plenamente convencido de que a PEC vai proporcionar grandes benefícios para a classe trabalhadora, informou que -tanto o BAMBU quanto as FLECHAS- haviam acabado. Disse mais: os pedidos de reposição foram definitivamente cancelados.
O QUE A CÂMARA APROVOU
A rigor, não precisa ser iniciado em PROFECIA para entender, perceber e compreender que a CÂMARA DOS DEPUTADOS NÃO APROVOU UMA PEC QUE BENEFICIA OS TRABALHADORES. Ao contrário, o que resultou APROVADO (faltando a votação do SENADO) FOI UMA LEI QUE, INEVITAVELMENTE, VAI PRODUZIR, gostem ou não, no nosso cada dia mais empobrecido Brasil, o seguinte:
CONSEQUÊNCIA ÓBVIA
1- UM EFETIVO AUMENTO DO CUSTO DO TRABALHO (a redução de horas trabalhadas sem a diminuição do salário resulta -matematicamente- em um encarecimento da HORA TRABALHADA;
2- PRESSÃO SOBRE O SETOR SERVIÇOS E COMÉRCIO, notadamente dos segmentos que exigem atendimento contínuo (como varejo e hotelaria), que vão sofrer queda de produtividade imediata ou precisar contratar mais funcionários para cobrir a mesma demanda; e,
3- AUMENTO DA INFORMALIDADE (pequenos e médios negócios, com menor capacidade de absorver os NOVOS CUSTOS TRABALHISTAS, serão OBRIGADOS a contratar EMPREGADOS INFORMAIS. Caso não queiram repassar o AUMENTO DO CUSTO TRABALHISTA para os preços finais, serão obrigados a DEMITIR FUNCIONÁRIOS. Simples assim.
ÚLTIMA FLECHA...
Tomara que os SENADORES prefiram nutrir, através do VOTO EM PLENÁRIO, um sentimento de que realmente PENSAM E GOSTAM DOS TRABALHADORES. De minha parte só me resta dizer que este editorial é a minha ÚLTIMA FLECHA ...
Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.
Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .
Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.
EQUIPE EDITORIAL
Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks