Frase do dia

  Não há tirania pior do que a exercida à sombra da lei com a aparência de justiça.  

- Montesquieu

Artigos


22 set 2026

BANALIDADE DO MAL


ARTE DO CONVENCIMENTO

Nesta semana, a penúltima antes das importantíssimas ELEIÇÕES 2026, os editoriais serão ocupados por conteúdos produzidos por pensadores -INCANSÁVEIS-, do tipo que se dedicam à ARTE DO CONVENCIMENTO dos eleitores que apresentam maior dificuldade para perceber o quanto é CRÍTICA a SITUAÇÃO DO NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL. Como tal eis aí o ótimo texto -BANALIDADE DO MAL-, do jornalista de economia Silvio Lopes. Eis: 


BANALIDADE DO MAL

A expressão "BANALIDADE DO MAL" foi criada pelo filósofa Hannah Arendt para explicar as atrocidades massivas que podem ser cometidas por pessoas comuns, e que justificam-se dizendo cumprir ordens, sem, porém, fazer uso de seu espírito crítico para a recusa. Ela referia- se ao oficial nazista Adolf Eichmann, responsável pela logística do Holocausto que alegou, em seu julgamento " apenas obedecer a ORDENS SUPERIORES".

Vivemos hoje, no Brasil, uma situação muito semelhante ao Holocausto, disfarçado pela justificativa da "defesa da democracia", em nome do que se destroem reputações e vidas, sem dó e sem piedade. O espírito de Eichmann parece ter-se incorporado no de Moraes, o "Supremo" assassino de nossa paz e verdadeiro destruidor de nossa incipiente democracia.  


EiCHMANN / MORAES

Questiono- me, sem obter resposta: "Como podemos ter chegado a uma situação tal de deixarmos se criar um monstro tão cruel e impiedoso, e ainda por cima, exercendo papel primordial numa instituição justamente erigida para fazer justiça e pautar-se pelo equilíbrio e bom senso em suas ações? A verdade é que não é só o Eichmann/Moraes o culpado por termos chegado a essa barbárie civilizacional em pleno século XXI. Há dezenas, centenas e, quem sabe, até milhares de canalhas incrustados nas instituições deste país que, um dia, precisam "prestar contas" de sua traição ao povo brasileiro e à nossa busca pela felicidade neste abençoado país.


TRIBUNAL DE NUREMBERG 

Tal qual se fez ao final da Segunda Guerra Mundial, é imperioso que se instale neste país um JULGAMENTO JUSTO PARA ESSES CRETINOS, IMPATRIOTAS E ASSASSINOS . Por que não reeditarmos por aqui algo semelhante a um TRIBUNAL DE NUREMBERG verde-amarelo? Nada mais justo que isso! Se como dizia Sérgio Buarque de Holanda em seu histórico "RAÍZES DO BRASIL",  o brasileiro é um homem "cordial", não podemos deixar que isso tenha o significado literal de boçal: tosco, estúpido e ignorante.



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21 set 2026

A DITADURA PERFEITA


A DITADURA PERFEITA

O texto -A DITADURA PERFEITA -AS ELEIÇÕES ACONTECIAM NA DATA MARCADA, OS VOTOS ERAM CONTADOS E A CONSTITUIÇÃO ERA CITADA COM REVERÊNCIA-, escrito pelo ex-presidente da Federação Interamericana de Advogados, André de Almeida, publicado no jornal O Globo de ontem, 20/9,  precisa ser lido, relido e compartilhado. Eis:


FERRAMENTA JURÍDICA ELÁSTICA

Houve um país em que ninguém precisou fechar o Congresso. As eleições aconteciam na data marcada, os votos eram contados, e a Constituição era citada com reverência em cada discurso oficial. Havia oposição, jornais, sindicatos e uma Suprema Corte. Visto de fora, era uma democracia. Visto de dentro, era outra coisa.

Um escritor estrangeiro, num debate transmitido pela televisão desse país, disse em voz alta o que muitos sussurravam: aquilo era uma “ditadura perfeita”. Perfeita porque não parecia ditadura. Não precisava de tanques nas ruas; bastava controlar as instituições que deveriam controlá-la.

Toda DITADURA PERFEITA precisa de uma ferramenta jurídica elástica. Nesse país, ela chamava de criminoso quem difundisse ideias que, a juízo das autoridades, perturbassem a ordem pública. Ninguém sabia onde terminava a opinião e começava o delito, e essa era a virtude da norma. Com base nela, um grande líder da oposição foi preso. Questionada, a Suprema Corte declarou a lei constitucional. O governo não perseguia opositores: protegia a ordem.

O tipo penal vago não precisa ser aplicado a todos. Basta que todos saibam que pode ser.


FALEI DO MÉXICO

A comissão que organizava as eleições era presidida por um ministro do governo, e os resultados eram validados pelos próprios eleitos. O partido governante disputava a eleição, apitava o jogo e homologava o placar. Quando alguém reclamava, a resposta vinha pronta: as instituições estavam funcionando normalmente. E estavam, exatamente como haviam sido desenhadas.

Não havia censura declarada. As verbas de publicidade oficial irrigavam as redações amigas. Partidos de oposição existiam, mas viviam do que o governo lhes concedia: registro, cadeiras e dinheiro público. A oposição não era ameaça. Era álibi. A Suprema Corte tinha ministros togados e sessões solenes, mas, nas questões que importavam ao poder, não decidia contra o governo.

Havia jantares de bilionários, em que o presidente e seus ministros pediam aos banqueiros o financiamento da campanha do partido. Um deles esvaziou os bancos que comprou na privatização para financiar o partido, e o rombo foi pago com dinheiro público.

Sindicatos, pessoas humildes e servidores foram organizados em setores ligados ao partido, em troca de cargos, verbas e benefícios. Um líder sindical ficou décadas no comando do país. Tudo se fazia em nome da democracia, palavra inscrita no lema oficial do partido. Quem criticava a Justiça e o governo atacava a democracia, suas conquistas e a própria nação.

Havia eleições, que o partido não podia perder. Havia imprensa, e havia o custo de exercê-la. Havia juízes, e havia a previsibilidade de suas sentenças. Havia leis, elásticas quando o alvo era o adversário. E havia a palavra democracia, pronunciada mais do que em qualquer outro lugar. Se o leitor pensou no Brasil, enganou-se. Falei do México.


QUALQUER SEMELHANÇA É MERA COINCIDÊNCIA

O país foi governado pelo mesmo partido de 1929 a 2000, o PRI a partir de 1946. A expressão “DITADURA PERFEITA” é de Mario Vargas Llosa, em 1990. O crime de dissolução social vigorou de 1941 a 1970, e o líder preso foi o dirigente ferroviário Demetrio Vallejo. A Comissão Federal Eleitoral era presidida pelo secretário de Governo. Em 1976, José López Portillo foi o único candidato presidencial registrado. A Suprema Corte validou o artigo 145 em 1960, no caso do muralista Siqueiros. O banqueiro é Carlos Cabal Peniche. O lema do PRI é “Democracia e justiça social”.

O regime caiu em 2000, quando o PRI perdeu, pela primeira vez, uma eleição presidencial, para Vicente Fox. Qualquer semelhança é mera coincidência. E, se não for, talvez valha perguntar por quê.



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18 set 2026

INDIGNAÇÃO PLENA


BOA LEITURA

Entre tantos textos contendo comentários e opiniões sobre tudo de ruim que acontece no nosso empobrecido Brasil, reservei, para editorial de hoje, 6ª feira, o texto aí abaixo, do pensador Roberto Rachewsky. Boa leitura. 


REVOLTADOS

Por que estão todos revoltados com a proximidade entre agentes públicos dos três poderes e bandidos, em torno de cifras vultuosas? O sistema é feito para isso. Uns criam dificuldades, outros compram facilidades. Uns produzem, outros parasitam. O objetivo moral da política é a degeneração, não há virtudes a serem perseguidas, mas uma sanha niilista por enriquecimento lícito, mas totalmente imoral. A sociedade se escandaliza, hoje no café da manhã, porque ficou de fora das maracutaias que ornamentaram as mesas no almoço e na janta de ontem. A imprensa se mostra indignada com a corrupção que solapa a República porque concorre pela verba e privilégios estatais. 


A PROPINA VEM DEPOIS

Quem gosta de concorrência quando o que se disputa é o poder? Por isso, ela se cala perante aquilo que não precisa de investigação para se ter ciência, a tirania, o arbítrio, a exceção. Os governos há muito migraram da defesa dos direitos individuais dos governados, para a defesa indecorosa dos seus próprios benefícios. Dinheiro arrancado da população impotente que não reage e ainda sanciona por falta de independência intelectual ou de caráter cívico. Na hierarquia dos valores éticos, a propina vem depois, o arbítrio e a tirania vêm antes.


REGIME NEFASTO

A corrosão das instituições é sintoma da degeneração moral das elites e da impotência intelectual das massas. Se esses togados e seus pares espalhados pela praça dos Três Poderes merecem meia dúzia de anos de cadeia por corrupção, mais ainda lhes cabe por liderarem o verdadeiro golpe contra a Constituição e a República Constitucional brasileira. O pior crime do Lula e do PT não foi a corrupção, foi a implantação deste regime nefasto que tem custado os sonhos de geração após geração.



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17 set 2026

SEM SAÍDA


A EXPRESSÃO NO SENTIDO LITERAL E FIGURADO

A expressão -SEM SAÍDA- refere-se, no -SENTIDO LITERAL- a um CAMINHO, RUA OU BECO, que termina fechado e não tem continuação para outras vias. Já no -SENTIDO FIGURADO- descreve um momento de enorme dificuldade onde as pessoas se sentem -ENCURRALADAS, SEM OPÇÕES DE ESCOLHA OU PROGRESSO-. 


POVO ENCURRALADO PELA TROPA TIRÂNICA

Como até os cegos enxergam e percebem, nitidamente, a TROPA TIRÂNICA que se instalou no PALÁCIO DO STF, resolveu, tanto de forma MONOCRÁTICA quanto COLEGIADA (via maioria de votos) -ENCURRALAR O POVO BRASILEIRO, deixando o UNIVERSO DE DESCONTENTES num legítimo -BECO SEM SAÍDA-, SEM QUALQUER POSSIBILIDADE DE ESCOLHA OU OPÇÃO PARA EXIGIR JUSTIÇA E/OU O DEVIDO CUMPRIMENTO DA CONSTITUIÇÃO. 


OS ESPERANÇOSOS QUE SE VIREM...

Pois, em meio ao ENCURRALAMENTO, cercado por ALTÍSSIMAS PAREDES DE TODOS OS LADOS, há quem acredite na eventual possibilidade de que DEUS apareça para -VENCER OS DEMÔNIOS-. Pois até para esses mais esperançosos vale lembrar que DEUS não se mete naquilo que cabe ao povo, e somente ao povo, resolver. Como de resto, aliás, aconteceu quando Jesus resultou condenado por letrados e doutores reconhecidos como intérpretes oficiais da lei mosaica.  Que tal?


ATACAR

Portanto, a considerar que a TROPA TIRÂNICA não vai recuar, e se o fizer será com o objetivo de ganhar confiança e credibilidade, o ÚNICO CAMINHO QUE RESTA AOS ENCURRALADOS É ATACAR. Mais do que sabido, tanto para bons quanto para maus entendedores, não é preciso explicar o que isto significa. Fora disso é acreditar em figuras míticas e simbólicas tipo Papai Noel, Coelhinho da Páscoa e outras mais...



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GILBERTO SIMÕES PIRES

Formado em Administração, o comunicador de PENSAMENTO LIBERAL, nome de grande credibilidade na comunidade gaúcha, com ideias próprias e firmes, é defensor da economia de mercado e do fim de qualquer subsídio por parte do governo.

 

Gilberto Simões Pires iniciou sua carreira na área de comunicação em 1986, no Rádio. A seguir atuou como comentarista econômico na TVE (Mercado em Ação); na TV Guaíba (Câmera 2); no Grupo RBS (Rádio Gaúcha, RBS TV e Jornal Zero Hora); na TV Pampa (Pampa Boa Noite).
Após, na Rede Bandeirantes Porto Alegre, ancorou os programas -PRIMEIRO PLANO- na Band AM, e CONTROLE REMOTO na Band TV.
Por oito anos ancorou Programa -PONTOCRITICO.COM- no canal 20 da NET e, desde 2009, escreve diariamente a E-OPINION LIBERAL - PONTOCRITICO.COM- .


Em ambientes associativos é membro efetivo do Clube de Editores e Jornalistas de Opinião e coordenador da Sociedade Pensar+.

 

EQUIPE EDITORIAL

 

Editor: Gilberto Simões Pires
Assinaturas: Lúcia Pedroso
Para Anunciar: Cristina Sacks

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