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11 jul 2018

BRASIL GANHA DESTAQUE COMO GRANDE PRODUTOR DE DÉFICITS


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ALÉM DE GRÃOS, CARNES E MINÉRIO DE FERRO

O nosso empobrecido Brasil, ainda que continue sendo visto, mundialmente, como um dos grandes produtores de grãos, carnes e minério de ferro, nos últimos anos ganhou enorme destaque como grande produtor de CORRUPÇÃO e ROMBOS FISCAIS.


DESTAQUE

Da mesma forma como a semeadura da CORRUPÇÃO resultou em safras espetaculares, cujos frutos continuam sendo colhidos aqui e ali, em todo o Brasil, a fantástica produção de -DÉFICITS- nas contas públicas da União, Estados e Municípios atesta, com muita clareza, o quanto o nosso país vem se destacando em termos de competitividade e produtividade no quesito -ROMBO-.  Um verdadeiro show!


SEM RISCOS

Como as Constituições -Federal e  Estaduais, assim como as Leis Orgânicas Municipais, foram escritas com todo cuidado para garantir a criação e a permanência de ROMBOS nas contas públicas para todo o sempre, através de cláusulas pétreas, só por aí já se sabe que o Brasil não corre o menor risco de cair no ranking de país altamente produtor de DÉFICITS PÚBLICOS. 


ROMBOS HISTÓRICOS

Vejam por exemplo, que em 2015 o DÉFICIT foi de R$ 111,24 bilhões, o equivalente a 1,85% do PIB (o pior resultado até então). Em 2016, segundo nota do BC, as contas do setor público consolidado, que englobam o governo federal, os estados, municípios e as empresas estatais, registraram um DÉFICIT PRIMÁRIO (despesas maiores do que receitas, sem contar os juros da dívida pública) de R$ 155,7 bilhões, ou 2,47% do PIB.

Detalhe: o ano de 2016 foi o terceiro ano seguido com as contas no vermelho e, também, o maior rombo fiscal da série histórica da autoridade monetária, que iniciou em 2001. 


ATÉ 2021 - OITO ANOS CONSECUTIVOS

Pois, para quem ainda não percebeu, o próximo presidente do Brasil vai enfrentar um primeiro ano de mandato com DÉFICIT previsto de R$ 139 bilhões nas contas públicas, segundo consta no projeto da LDO - Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2019, o qual estabelece as regras para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Mais: como o déficit previsto para 2020 é de R$ 110 bilhões, e para 2021 é de R$ 70 bilhões, segundo o projeto, o Brasil vai, até lá, completar oito anos consecutivos de déficit primário e levando a dívida líquida do governo federal a 53% do PIB em 2021. Que tal?


RS DE MAL A PIOR

Se o Brasil vai de mal a pior, os Estados e Municípios, idem. Por mais que o RJ esteja em estado de calamidade financeira, o RS não fica longe: segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), aprovado ontem no Legislativo, o DÉFICIT previsto para 2019 é de R$ 6,8 bilhões.