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09 jan 2020

ESTADO DE DELÍRIO


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ESTADO DE DELÍRIO

Quem acompanha de perto os noticiários já deve ter percebido o fantástico ESTADO DE DELÍRIO que tomou conta da maioria dos veículos de comunicação, particularmente no nosso empobrecido Brasil, cada um ao seu modo, na tentativa de atrair a atenção do público em geral quanto à tensão geopolítica que envolve os EUA e o Irã.  


BOBAGENS

Como se estivessem participando de um torneio, os meios de comunicação disputam, palmo a palmo, leitores, ouvintes e telespectadores, como se este universo de seguidores fosse formado apenas por pobres dependentes que ainda se deixam -influenciar- pelos repetidos blá, blá, blás e outras tantas pelas bobagens que são ditas e repetidas a todo momento. 


SITUAÇÃO QUE TESTEMUNHEI

Pois, ontem, depois de ouvir um cipoal de besteiras, todas sem pé nem cabeça, me veio à lembrança uma situação que testemunhei, anos atrás, quando participava da cobertura de uma Copa do Mundo fora do Brasil. Sem tirar nem pôr foi exatamente assim o que ocorreu: 


A GENTE INVENTA

Num final de tarde, o repórter de uma rádio que precisava entrar no ar para dar o seu boletim, se aproximou do grupo de bate-papo no qual eu estava e perguntou se havia alguma novidade relevante. Vendo que ninguém sabia de algo realmente importante, do tipo que chamasse atenção, o mesmo disse, tranquilamente: - Quando não há notícia a gente inventa! 


PERFIL IDEOLÓGICO

Ora, nos dias atuais, por mais que os principais veículos de comunicação ainda sigam sendo muito lidos, ouvidos e assistidos, uma coisa é fato: as mídias sociais estão ganhando, dia após dia, uma importância tal, a ponto de impedir que qualquer desinformação e/ou opiniões alinhadas com o perfil ideológico do transmissor seja consagrada como algo próximo da verdade.  


DESCONFIANÇA

No nosso empobrecido Brasil, como o esporte favorito da mídia em geral é bater nos presidentes dos EUA e do Brasil, esta prática já descortinou que mesmo nos raros e eventuais momentos que as críticas se justificam, aí o que fala mais alto é a desconfiança misturada com doses de antipatia e descrédito.

A propósito:  a Folha e a Globo, para ficar apenas com este dois veículos, não deixam ninguém passar por mentiroso ou desinformado.