MENOS DE DUAS SEMANAS
Faltando menos de duas semanas para as Eleições Municipais, entramos na etapa decisiva, onde a maioria dos eleitores de cada um dos 5570 municípios deste imenso Brasil escolhe quais candidatos deverá votar, tanto para Prefeito quanto para Vereador.
PAPEL DO PENSAR+
Como já referi em artigos anteriores, o papel do Pensar+ nestas Eleições Municipais tem sido o de apontar integrantes do grupo de pensadores que realmente têm condições de propor e/ou atender às necessidades dos cidadãos/eleitores.
TIME DE PENSADORES
Para tanto, sem prejuízo de outros candidatos competentes, apresentou aos leitores/eleitores de Porto Alegre um TIME DE PENSADORES, Fernanda Barth -11456-; Felipe Camozzato -30500-; e Ricardo Gomes -11022- dispostos a concorrer a Vereador. E a Prefeito, Fábio Ostermann -17-; e Nelson Marchezan Jr -45-.
LIBERAL CONVICTO
A propósito, numa entrevista feita ontem, 18, pelo portal G1 (Globo), com Fábio Ostermann, vejam o que disse o candidato-pensador, que além de professor, formado em Direito pela UFRGS e mestre em Ciências Sociais pela PUCRS, é um liberal convicto, inspirado pelas ideias do economista norte-americano Milton Friedman.
LIBERDADE
“As pessoas precisam de liberdade para fazer sua busca individual pela felicidade e o governo deve se abster de meter a mão em cada aspecto da vida das pessoas, dando o básico de segurança, de saúde, de educação. O que a gente vê hoje é uma incapacidade do governo de dar o básico e isso decorre pelo fato dele tentar abranger todas as áreas da sociedade. O cobertor é curto, os recursos são escassos e as vontades são ilimitadas”, analisou Fábio.
LEITOR VORAZ
Leitor voraz, foi comparando obras do linguista e filósofo americano Noam Chomsky e do conterrâneo e vencedor do Nobel de economia Milton Friedman que ele descobriu ser um liberal.
"Eu tinha uma visão deturpada da política e do papel do estado", sustenta. "Digo que na verdade sempre fui liberal, eu só não sabia disso. Eu era um analfabeto econômico, essencialmente. Eu tinha uma total ignorância sobre o funcionamento do mercado e fui atrás para entender melhor isso", recorda.
ACUMULAR CONHECIMENTO
Apesar das viagens ao exterior e dos cursos de quatro idiomas no currículo, Fábio é o candidato com a menor declaração de bens: R$ 1,3 mil. De mudança para um apartamento alugado no bairro Rio Branco, na Região Central de Porto Alegre, explica que escolheu investir em conhecimento.
“Algumas pessoas optam por acumular bens imóveis e a minha opção foi por acumular conhecimento. Se eu fosse declarar meus livros, teria que declarar alguns milhares de reais. Eu preferi investir em algo que governo nenhum pode me tirar”.
GESTÃO
Defensor da privatização, Fábio cita como primeiro exemplo a ser reestruturado a Carris, empresa pública de transporte coletivo. Além disso, quer manter apenas seis secretarias: Gestão, Educação, Saúde, Segurança, Desenvolvimento, e Urbanismo e Mobilidade. Outros setores seriam anexados como subsecretarias. Para ele, não trata-se de uma medida radical.
"Eu não me considero um radical. Acreditar que uma prefeitura endividada, sem recursos, não deve ser gestora de uma empresa que lhe gera mais déficit e acaba sendo meramente um balcão de negócio para conseguir barganha política, e querer privatizar essa empresa, não é uma medida radical", afirma ele, que acredita em um maior envolvimento do setor privado, e menos atribuições à gestão municipal, que deve estabelecer algumas prioridades.
"A prefeitura tem um orçamento de R$ 6,9 bilhões para 2017. É muito. É um orçamento razoável. Só que esse orçamento acaba diluído nesse mar de falta de prioridades. A gente precisa fazer escolhas. Podem desagradar algumas pessoas, como eu sei que vão desagradar, mas precisam ser feitas. Não dá mais para empurrar com a barriga".