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21 jul 2017

IMPOSTO É CONSEQUÊNCIA


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ASSUNTO DO DIA

Indiscutivelmente, o grande assunto do dia é o aumento de impostos (PIS/COFINS) sobre os combustíveis, que passam a ser cobrados imediatamente. Pelo que diz o Ministério da Fazenda, a medida tributária deve proporcionar uma arrecadação de 10,4 bilhões de reais ainda neste ano. 


INTELIGÊNCIA E BOM SENSO

Pois, como já se imaginava, o povo brasileiro, com a brutal e desprezível ajuda da mídia, ao invés de se manifestar com inteligência e bom senso contra as reais -CAUSAS- que determinam o constante aumento da carga tributária,  saiu, mais uma vez, disparando altas doses de raiva e indignação contra a -CONSEQUÊNCIA.  


ESTRAGO

O fato é que tão logo foi anunciada a nova taxação sobre os combustíveis, o que mais se ouviu foi a velha e desgastada frase: - O POVO NÃO ACEITA MAIS  AUMENTOS DE IMPOSTOS-. Como se vê, ao invés de atacar a CAUSA dizendo: -O POVO EXIGE DIMINUIÇÃO DOS  GASTOS PÚBLICOS, prefere se revoltar contra a CONSEQUÊNCIA, que nada mais é do que pagar a conta do estrago já feito. 


CUMPRIR A META

Anotem aí: este aumento da taxação do PIS/Cofins, que deve gerar R$ 10,4 bilhões, somado com o corte de R$ 5,9 bilhões em despesas públicas, não tem por objetivo zerar o déficit das contas públicas de 2017. A medida tem como único propósito o cumprimento da meta fiscal do Orçamento da União, que prevê um DÉFICIT DE R$ 139 BILHÕES.  Sem este cumprimento, é bom que todos entendam, a situação do país fica ainda pior. 


ROMBO DA PREVIDÊNCIA

Ora, entendo que todos os revoltados e indignados com o aumento de impostos devem  é apontar o dedo para os reais responsáveis. Neste caso desde já aponto, e condeno, o Poder Legislativo como o grande vilão, por empurrar com a barriga principalmente a Reforma da Previdência, cujas contas atuais produzem  ROMBOS (sempre crescente) superior a 155 bilhões/ano.


REFIS BRUTAL

Mais ainda: o Poder Legislativo, com a mesma intensidade que se propõe a criar, constantemente, despesas cada vez mais absurdas, mostra enorme desprezo e/ou resistência pela diminuição de caríssimos privilégios. Pois, neste clima devastador, recentemente achou por bem aprovar um MONSTRUOSO REFIS, cujo impacto nas contas públicas é uma aberração fiscal de efeito incalculável. 


PERGUNTAS E LEMBRANÇA

As perguntas que precisam ser feitas são as seguintes:

1- o Ministério da Fazenda, dentro deste quadro dantesco, deveria deixar as contas públicas se deteriorar ainda mais, ao não cumprir a meta orçamentária?

2- quando o real e grande  produtor de despesas (Poder Legislativo) não tem o mínimo interesse em economizar, qual a melhor saída? É correto deixar que a situação piore ainda mais?  

Ah, é sempre importante lembrar:  tudo que estamos passando se deve aos desmandos promovidos pelos governos Lula/Dilma/Petistas, que simplesmente colocam a economia brasileira no buraco e as contas públicas na miséria.