ESPECULAÇÃO X ANÁLISES ESCLARECEDORAS
Por tudo que leio, ouço e assisto na grande maioria dos meios de comunicação do nosso empobrecido Brasil a respeito dos mais diversos e possíveis efeitos que podem e/ou devem resultar desta complicada, porém nada surpreendente, tensão que envolve os EUA e o Irã, percebo que enquanto a ESPECULAÇÃO é fornecida em TONELADAS, as ANÁLISES corretas e esclarecedoras são entregues em GRAMAS.
CRIMINOSO-VÍTIMA
Mais: a mídia, muito por uma clara questão de identificação ideológica, segue dizendo a todo momento que o iraniano morto no ataque -cirúrgico- feito pelo operador do drone americano era apenas e tão somente um GENERAL e não um real e notório TERRORISTA. Isto, infelizmente, leva muita gente (que se deixa influenciar pela mídia) a transformar o criminoso em vítima.
CULPADO
Como a esquerda nacional e mundial não esconde o quanto vê Donald Trump como uma figura simplesmente insuportável, basta que o líder americano se manifeste contra qualquer pessoa ou coisa para que seus desafetos, imediatamente, se unam para acusá-lo como intolerante e/ou verdadeiro e único culpado.
COMBUSTÍVEIS
Como a tensão entre os EUA e o Irã está provocando uma óbvia e esperada elevação alta do preço do barril de petróleo no mercado internacional, a sensacionalista e sempre assanhada mídia brasileira não para de fazer as velhas provocações quanto à decisão que o governo pode tomar no que diz respeito aos preços dos combustíveis no nosso país.
INTERVENÇÃO
Ora, neste momento em que a Petrobrás está se reunindo, na Bolsa de Nova York (NYSE), com investidores internacionais, para tentar a venda de 734 milhões de ações da empresa, em operação com um valor estimado de US$ 5,82 bilhões (R$ 23,5 bilhões), só falta o governo dizer que vai interferir no preço dos combustíveis no Brasil. Aí, inevitavelmente, além de afugentar os pretensos compradores; vai provocar uma acentuada queda de preços das ações da estatal.
ICMS
Mais ainda: como já estão agendados vários leilões para venda de campos terrestres na Bacia Sergipe- Alagoas, assim como da venda de cinco ou seis refinarias, estes negócios só têm alguma chance de acontecer se o governo não se intrometer na formação do preço dos combustíveis.
É sempre bom lembrar que o alto preço dos combustíveis no Brasil é obra exclusiva da etapa de DISTRIBUIÇÃO, onde incidem os impostos, notadamente o criminoso ICMS. É justamente aí que deveria haver uma clara e direta intervenção do governo.