MATRIZ DO ATRASO
O Brasil, depois de ter experimentado, ainda que de forma muito tímida, uma nova matriz de desenvolvimento (a partir de 1990), o atual governo, por questões puramente ideológicas, resolveu que era melhor voltar ao passado.A nova matriz, globalizante, definida por uma abertura maior da nossa economia, que começou a dar resultados altamente benéficos para o país, já está sendo substituída pelo velho e arcaico nacionalismo, mais conhecido como Matriz do Atraso.
O VELHO TRAJE
Depois de tantas decisões do tipo, o presidente Lula, vestindo sempre o velho traje, de corte ultranacionalista (totalmente fora de moda), entendeu que era preciso acelerar em direção ao século passado.Para tanto resolveu que estrangeiro não pode ser dono de terra no Brasil.
NA MOSCA
Aliás, por ser ultranacionalista Lula precisava que seu sucessor (a) tivesse o mesmo perfil(nacionalista-estatizante). Ao escolher Dilma Rousseff, que de forma sempre muito clara repetiu por diversas vezes que o país precisa voltar para o ninho, para a matriz nacionalista, Lula acertou na mosca.
SEM LEI DE FRONTEIRA
Pois, para deixar o caminho mais livre para a Dama do Atraso trilhar, se é que isto já não foi feito, numa canetada o presidente Lula decidiu limitar a compra de terras por estrangeiros e empresas brasileiras controladas por estrangeiros. Ou seja, Lula chutou, com os dois pés, para fora e para sempre, a Nova Lei de Fronteiras que se encontrava no Senado. Lula, esperto e consciente do seu plano, preferiu ir na linha do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que restringe as aquisições de imóveis rurais por empresas que possuem pelo menos 51% ou mais de seu capital votante nas mãos de pessoas que não são brasileiras.
LIMITES ABSURDOS
O texto diz que as empresas sob controle estrangeiro não vão poder adquirir imóvel rural que tenha mais de 50 módulos de exploração indefinida (entre 250 e 5 mil hectares, dependendo da região do país). E só poderão se limitar à implantação de projetos agrícolas, pecuários e industriais que estejam vinculados à seus objetivos de negócio, devidamente previsto em Estatuto. Mais: as áreas rurais pertencentes a empresas estrangeiras não poderão ultrapassar 25% do município.
TEOR ULTRANACIONALISTA
O parecer, como se vê, é de teor ultranacionalista e retoma a visão da absurda Lei nº 5.709, de outubro 1971, assinada pelo general Emílio Garrastazu Médici, durante o governo militar. Curioso, não? Lula, que tanto criticou a ditadura militar, mostra que é mais atrasado do que Médici.A atrasada lei determinava que, em setores imprescindíveis (?) ao desenvolvimento, só empresas de capital nacional poderiam comprar terras. O parecer assinado por Lula, por incrível que possa parecer, referenda a estupidez.
FOTOGRAFIA
Lula, o nacionalista do atraso, não deixaria o governo sem antes assinar a medida. Levou quase dois anos para assinar aquilo que sempre quis. A demora, que já lhe incomodava muito, tinha um culpado: o Ministério da Defesa, que continua entendendo como legal a aquisição de terras por empresas estrangeiras. Como a Advocacia Geral da União entendeu de outra forma, Lula concordou, obedeceu seu coração, e tratou de assinar o texto. Que tal?FOTOGRAFIA - Aos poucos, gente, o PT vai mudando a cara do país. País que já começa a mostrar um jeito bolivariano de ser. Daqui a alguns anos, com o PT no Poder, as fotografias mostrarão claramente as mudanças que estão ocorrendo. O Estado se mostrará ainda mais gordo e a sociedade muito mais magra. A marca da mudança? O socialismo, gente. Estamos prontos para viver uma nova ditadura. Desta vez, de esquerda.