DUAS PERNAS MANCAS
Ontem, o ministro Guido Mantega só não provocou risos, quando disse que a economia brasileira está ANDANDO COM DUAS PERNAS MANCAS, porque a situação da nossa economia, que está em franca rota de colisão, não ganha nada com isso.
SURDO E MUDO
As DUAS PERNAS MANCAS, como aludiu o ministro Mantega, que em matéria de economia já provou ser totalmente CEGO E SURDO, dizem respeito: 1- aos efeitos da crise internacional; e, 2- a falta de crédito para bancar o consumo.
CRISE INTERNACIONAL
Quanto à primeira alegação, de que o baixo crescimento da economia em todo o mundo é um -vento contrário- ao desempenho do país, simplesmente não cola. Sim, porque a crise internacional é coisa velha (teve início em 2008). Como estamos no final de 2013 (mais de 5 anos já se passaram) está evidente que quem MANCOU foi o governo, ao deixar de fazer as reformas que certamente levariam o Brasil a DECOLAR (para usar a frase da The Economist).
FALTA DE CRÉDITO
Ora, o enxugamento do crédito não é causa de coisa alguma. É, isto sim, mera consequência. Consequência de um período em que a economia brasileira só cresceu graças ao estímulo ao consumo desvairado. Faltou, infelizmente, por falta de visão e inteligência do governo, a peça mais importante para garantir o crescimento: O INVESTIMENTO.
TRIPAS CORAÇÃO
Ora, gostem ou não, o fato é que pelas atitudes (ou falta delas) o governo Dilma tem feito -DAS TRIPAS CORAÇÃO- para levar o Brasil à breca. Parece incrível, mas olhando em volta é o mesmo que acontece na Venezuela, na Argentina e na Bolívia, por exemplo, que seguem à risca a cartilha de Antonio Gramsci, seguida pelos membros do Foro de São Paulo.
INDÚSTRIA FORTE (?)
Agindo com a sua costumeira arrogância, Dilma, que não aceita críticas, ao abrir o Encontro Nacional da Indústria (Enai)disse que o Brasil precisa de uma INDÚSTRIA FORTE e, portanto, não vai se transformar numa ECONOMIA DE SERVIÇOS. Ora, ora...
CORRUPÇÃO
Indústria e Comércio fortes dependem de boa infraestrutura, boa formação escolar, menor carga tributária, menos burocracia, competitividade capaz de enfrentar concorrentes externos, gastos públicos decentes e compatíveis com os serviços. Isto é sabido em qualquer canto, mas nada é feito. Melhor: a corrupção, que deveria ser banida, é aquilo que mais cresce no país.