PENSAR+
Como integrante do PENSAR+, sociedade constituída por AUTODECLARADOS DEFENSORES DA LIVRE INICIATIVA E DO LIVRE MERCADO dispostos a PRODUZIR, DIVULGAR e COMPARTILHAR CONTEÚDOS sobre temas econômicos, políticos, culturais e sociais, faço muita questão de replicar artigos daqueles que comungam dos mesmos e claros princípios. Principalmente, quando os CONTEÚDOS se voltam para o esclarecimento da relação -CAUSA / EFEITO- quanto às propostas, sugestões e decisões governamentais, em todos os níveis.
A ECONOMIA DA MATURIDADE
No editorial de hoje, por exemplo, achei por bem replicar o seguinte CONTEÚDO, produzido pelo pensador Alex Pipkin, com o título -A ECONOMIA DA IMATURIDADE. Eis:
- Venderam-nos a tese sedutora de que a incerteza do mundo funciona como um salvo-conduto para a irresponsabilidade individual.
Sob o pretexto de um ambiente desigual e arriscado, consolidou-se uma visão na qual disciplina soa autoritária, mérito passou a carregar um constrangimento quase indecente e autonomia individual começou a ser tratada como sintoma de insensibilidade social. Conveniente, mas devastador.
CIDADÃO TUTELADO
O vocabulário foi sequestrado para acomodar a ineficiência. Trabalhar com afinco se transformou em “toxicidade”; competir passou a ser “agressividade”; e a ambição, esse motor silencioso de quase todo avanço civilizatório, agora parece exigir pedido formal de desculpas. Criamos uma gramática emocional que premia a fragilidade e pune o esforço, transformando resiliência em peça de museu.
O resultado é a substituição do adulto funcional pelo cidadão tutelado. Surge o “adulto-pet”, alguém que deve ser permanentemente protegido da frustração, da concorrência e do peso inevitável das próprias escolhas. Para administrar esse jardim de infância coletivo, expandiu-se o Estado terapêutico, cercado por burocratas, especialistas e pedagogos do coitadismo empenhados em convencer o indivíduo de que ele é incapaz de conduzir a própria vida sem supervisão emocional, tutela institucional e validação permanente.
O PROGRESSO
O detalhe mais curioso dessa engenharia moral é que seus maiores defensores costumam ser pessoas extremamente autônomas. Protegem ferozmente a própria liberdade enquanto vendem dependência alheia como virtude cívica. É a elite do freio ditando o ritmo para quem ainda tenta acelerar.
Ocorre que a realidade permanece indiferente às narrativas. O mercado não se comove com manifestos de autocomiseração enquanto empresas quebram, investimentos fracassam, escolhas produzem consequências financeiras e existenciais duras e a conta da irresponsabilidade silenciosamente vence, sem que nenhum eufemismo sociológico consiga renegociar os termos com a realidade.
Nenhuma sociedade prosperou ensinando seus cidadãos a terceirizar a responsabilidade pela própria existência. O progresso continua sendo filho do risco, do esforço e da capacidade de suportar o desconforto da incerteza. O resto costuma ser apenas retórica sofisticada para transformar dependência em virtude moral.
Não há uma brecha de dúvida. A conta dessa infantilização já começou a vencer há algum tempo.