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04 set 2014

COMPETITIVIDADE - CONCLUSÃO


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VOLTANDO À COMPETITIVIDADE
Voltando ao tema do editorial de ontem, onde abordei a nossa paupérrima competitividade, vale lembrar que em 2012 (base 2011), mesmo sem ostentar uma boa posição ainda conseguimos fechar em 48º lugar entre os 144 países ranqueados pela WEF (World Economic Forum).
QUEDA LIVRE
Lembro, também, que em 2013 (base 2012), um ano após, portanto, o Brasil caiu 8 posições, ficando em 56º lugar. Em 2014 (base 2013) como foi divulgado ontem, descemos mais um degrau, ou seja, passamos para o 57º lugar.
PESO MAIOR
Como bem informa o pensador (Pensar+) Paulo Rabello de Castro (coordenador do Movimento Brasil Eficiente), o que mais pesou no recuo da posição brasileira em 2014 (base 2013) foi: 1- a piora nos itens representativos da eficiência pública (135ª posição);2- confiança nos políticos (144ª posição); e,3- desperdício de recursos (137ª posição).
PESQUISA REVELADORA
Estes indicadores, aliás, estão todos registrados e disponíveis na recente pesquisa nacional do Datafolha, para o Movimento Brasil Eficiente, mostrando que os brasileiros enxergam o mau uso dos recursos arrecadados, excesso de tributos e muita desconfiança nos políticos.
PRÓXIMO GOVERNANTE
Será muito grande, portanto, a responsabilidade do próximo governante, a ser eleito até o mês de novembro (em caso de segundo turno), de responder de modo incisivo e direto ao enorme desafio de Eficiência na gestão pública e controle da corrupção e desperdício.
CENÁRIO
O cenário da indústria e, de resto, o nível das expectativas dos empresários estarão muito dependentes de sinalizações práticas dos candidatos que, em boa medida, ainda não aconteceram. Por enquanto, conclui Rabello de Castro, o mercado está sendo embalado por pura esperança de uma renovação da política.
MAIS DO QUE OS OUTROS
O Brasil, como pode ser observado depois de ler atentamente o estudo-levantamento feito pelo WEF, quase não piorou. O problema é que vários outros países trataram de melhorar, o que vem resultando na nossa queda gradual e segura no ranking de competitividade. Precisamos, portanto, não só melhorar, mas sermos ainda melhores do que os nossos competidores.