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11 nov 2015

CULTURA DO ATRASO


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CULTURA DO ATRASO

Já é comum, quando nos referimos às constantes resistências que o nosso pobre país enfrenta para poder chegar ao nível já alcançado pelas Nações mais desenvolvidas, dizer que o ATRASO é uma questão de ordem CULTURAL. Mais: já está no DNA do nosso povo.

 

 


CULTURA DOS POVOS

Pois, a Cultura dos Povos, como bem esclarece a Enciclopédia Delta Larousse, é o conjunto de hábitos, regras, língua, religião e tradições que são aprendidas e absorvidas pelas pessoas ao longo das muitas gerações. Ou seja, as pessoas aprendem através do contato com quem já aprendeu anteriormente.
 


ESPONTÂNEA E ERUDITA

Este aprendizado, paulatino, que as pessoas adquirem desde o nascimento, que se dá através do olhar, da imitação e da convivência com outras pessoas é chamada de Cultura Espontânea. E tudo que aprendemos através da leitura ou na escola, igreja, etc., é chamada de Cultura Erudita.
 


RESISTÊNCIA

Pois, mesmo que ambas sejam passivas de modificação na cabeça das pessoas, em muitos países, incluindo aí o nosso pobre e imenso país, a RESISTÊNCIA É ENORME. Principalmente, quando se fala em CAPITALISMO, LIBERDADE, JUSTIÇA, MODERNIDADE, PRIVATIZAÇÕES, REFORMAS e DIMINUIÇÃO DO TAMANHO DO ESTADO.


A CULTURA DO CORPORATIVISMO

Como se vê, em praticamente todas as atividades o espírito de corpo, ou -CORPORATIVISMO- fala mais alto. Aí, portanto, está a verdadeira CULTURA do Brasil. São grupos sindicais e associativos, formados por poucos em relação ao tamanho da sociedade, que simplesmente escolhem o que deve e o que não deve ser ofertado no mercado. 

 


BEIRA O RIDÍCULO

Se exemplos abundam, o caso do UBER, por ser um dos mais recentes, é de amargar. Ainda que no Brasil todo aconteçam manifestações contrárias às operações de veículos que atendem às especificações do aplicativo -UBER-, em Porto Alegre a reação mostradas pelas autoridades simplesmente beira o ridículo. 


DECLARAÇÕES INFAMES

Vejam que o diretor da EPTC -Empresa Publica de Transporte e Circulação (???)- ao tomar conhecimento da chegada do UBER ao RS, deu a seguinte declaração: trata-se de -TRANSPORTE CLANDESTINO-. Pode? Já o presidente do Sinditáxi e o prefeito de Porto Alegre disseram que o número de taxis na Capital é adequado. Ora, quem diz o que é ou não adequado em termos de produtos e serviços é o MERCADO. 

O curioso é que tudo aquilo que o povo aprova só prospera se as CORPORAÇÕES aceitam. Uma prova de que a CULTURA DO ATRASO é obra das CORPORAÇÕES nos seus mais diversos níveis.