DUAS CLASSES
Não foram poucas as vezes em que o Ponto Crítico, a maioria delas corretamente assessorado pelo professor e Pensador (membro do grupo PENSAR!), Ricardo Bergamini, levou ao conhecimento de seus leitores/assinantes a grave e injusta situação da Previdência Social do país, a qual, lamentavelmente, é dividida em duas CLASSES: 1- a 1ª CLASSE, que abriga 01 MILHÃO de Servidores Públicos da União, aproximadamente, e que provoca um ROMBO superior a 50 BILHÕES/ANO; e,2- a 2ª CLASSE, (ou INSS), que atende um universo 27 vezes maior, ou seja, em torno de 27 MILHÕES DE PESSOAS, cujo ROMBO ANUAL fica em torno de 45 BILHÕES.
REPETITIVO
Pois, mesmo admitindo que estou sendo muito repetitivo com este assunto, diante de inúmeras mensagens que recebo, diariamente, sobre o sério tema, percebi que ainda não fui suficiente claro. Explico: não esclareci que o ROMBO brutal, promovido por ambas as CLASSES DE APOSENTADOS, que totalizam mais de R$ 100 BILHÕES ANUAIS, atinge somente as contas da União. Isto significa que os ROMBOS nas contas de vários Estados e Municípios não estão contemplados.
ADORADOR DE TRAGÉDIAS
O complicado e atrasado RS, por exemplo, que, de forma eufórica e ufana dá demonstrações diárias, ao mundo todo, do quanto o povo gaúcho é um fantástico ADORADOR DE TRAGÉDIAS, só em 2012 a PREVIDÊNCIA ESTADUAL (funcionários públicos) promoveu um rombo de R$ 6 BILHÕES nas contas do Estado. Que tal?
CAPACIDADE DE DISCERNIMENTO
O grupo -PENSAR!- , volto a afirmar, foi concebido para, através da produção de conteúdos técnicos, levar o máximo possível de esclarecimentos à nossa sociedade. Só que há um grave obstáculo nesta tentativa: pouquíssimos brasileiros têm capacidade de discernimento (só 20% do nosso povo consegue entender e compreender aquilo que lê, segundo revela uma recente pesquisa).
CAPACIDADE PENSANTE DOS LEITORES
Portanto, diante desta triste realidade, o que resta a ser feito é aproveitar a capacidade pensante dos leitores do Ponto Crítico. A partir daí, quem sabe, com a paciência que os mesmos possam ter, consigam expor nos seus círculos de relacionamento, o seguinte raciocínio:
EXEMPLO DE PREVIDÊNCIA
Imagine, por exemplo, um grupo de pessoas que se dispõem a trabalhar por 30 anos. E, durante este período, todos destinam 10% da renda mensal obtida para uma Previdência qualquer. Ora, admitindo que o ganho médio de cada membro do grupo é 10 mil reais/ano, a contribuição individual será de 1000 reais/ano. Ou seja, uma poupança de 30 mil reais ao final do período de 30 anos. (juro zero).
TÁBUA ATUARIAL
Usando a tábua atuarial, que tecnicamente define que os brasileiros estão vivendo, em media, até 75 anos, caso todos comecem a receber os proventos a partir dos 60 anos, cada um terá 15 anos (em média) para gastar a poupança previdenciária, de 30 mil reais. Ou seja, 2000 reais/ano. Caso algum membro entenda que o valor é baixo, de antemão precisa saber que a única solução para o problema é poupar mais, ou contribuir com valor maior. Simples assim.Agora, o drama: como as pessoas estão vivendo mais, se a tábua atuarial informar que o tal grupo é formado por pessoas que estão vivendo, em média, até os 80 anos, se nada for feito vai faltar dinheiro para os últimos cinco anos. Se não houver novas contribuições individuais, a solução será: 1- diminuir o provento mensal; e/ou, 2- aumentar o tempo de contribuição. Não há milagre, gente.Como a palavra mais usada nos últimos tempos no Brasil é AUTOSSUSTENTABILIDADE, não seria o caso dos governos voltarem os olhos para a Previdência? Começando pelo fim dos privilégios. Afinal, nada mais injusto neste mundo do que manter um DIREITO ADQUIRIDO para PRIVILÉGIOS. Aí, além de estúpido é crime.