FALTA DE MEMÓRIA
Segundo pesquisa feita pelo TSE, Tribunal Superior Eleitoral, 43% dos eleitores brasileiros não lembram em quem votaram para deputado estadual. Mais: ao mesmo tempo em que revelam essa enorme falta de memória, mais de 70% dos pesquisados reclamam da qualidade daqueles políticos que se elegeram. Pode?
VOTO OBRIGATÓRIO
Na realidade, como o voto é obrigatório por lei no nosso pobre país, grande parte dos eleitores trata apenas de se ver livre da tarefa. Como tal, pelo fato de não mostrar qualquer interesse em pesquisar qual o candidato que poderia representar os seus anseios e vontades no Parlamento, não raro acaba se valendo do candidato escolhido por um amigo ou parente.
JARDEL
No RS, por exemplo, pela quantidade enorme de votos conquistados pelo ex-atleta Jardel, fica evidente que a escolha dos seus eleitores se deu apenas pela sua enorme popularidade. Nunca, certamente, pela sua eventual capacidade, pois na sua ficha não consta coisa alguma de bom que tenha feito fora das quatro linhas.
ESCOLHA A DEDO
Pois, na medida em que vejo tantos eleitores insatisfeitos com seus representantes e outros tantos sem saber em quem votaram para deputado estadual, faço questão de dizer que estou muito satisfeito com o meu candidato/eleito, o deputado Marcel Van Hattem. Foi uma escolha feita com a cabeça e confirmada a dedo.
DEPUTADO MARCEL VAN HATTEM
Ontem, Marcel Van Hattem completou um ano de mandato no Parlamento do RS. Diferentemente dos demais deputados, Marcel fez questão de expor, item por item, o que fez durante o seu primeiro ano na Assembleia Legislativa.
PRIMEIRA MEDIDA
A primeira medida de Marcel como deputado foi a devolução do reajuste dos parlamentares, aprovado na Legislatura passada. Todos os meses o valor é descontado diretamente em folha. “A medida não resolve a crônica crise financeira do Estado, mas não me sentiria confortável em defender medidas de austeridade se não fizesse a minha parte”, disse, à época, o mais jovem deputado da AL.
Detalhe: o Gabinete 306 é extremamente enxuto e os gastos das cotas parlamentares são controlados. “Não retirei nenhuma diária no ano que passou”, comenta Van Hattem.
EU NO PARLAMENTO
Marcel, desde a campanha eleitoral, já frisava que se eleito não queria ser o campeão de projetos aprovados. “Prefiro o título de campeão de projetos esdrúxulos revogados”, disse durante sua campanha.
Em maio, como eu, Gilberto, seu eleitor, estivesse no Parlamento, Marcel protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de evitar o inchaço da máquina pública. A PEC acrescenta dois parágrafos ao artigo 22 da Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, os quais preveem que, para a criação de qualquer empresa estatal, deverá haver plebiscito.
Além disso, qualquer projeto que propuser a criação de nova empresa estatal deverá estar acompanhado de estudo de impacto orçamentário-financeiro, indicando o investimento do Estado e a origem do recurso a ser investido. “Por que existe a obrigatoriedade de consulta popular via plebiscito para encerramento das atividades ou privatização de certas empresas estatais no Rio Grande do Sul sem a mesma exigência para a criação de novas empresas públicas?”
Como foram muitas as iniciativas e não há espaço suficiente para expor todas, sugiro que os leitores acessem o link onde consta uma breve retrospectiva do trabalho do Marcel (http://migre.me/sWOod).
Parabéns, meu deputado. Em frente, meu caro. Vejo que estou sendo muito bem representado.