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06 jul 2016

EXERCITANDO A LIBERDADE


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LIBERDADE

Ainda que nada acontece por acaso, independente de lugar ou situação, confesso que fico muito espantado quando vejo um contingente enorme de brasileiros, notadamente gaúchos, que se dizem abertamente a favor da LIBERDADE, quando, na mais pura realidade não passam de reféns de corporações, que não admitem que cada indivíduo escolha aquilo que mais lhe convém. 

 

 


UBER

Esta questão que envolve o uso de aplicativos, tipo UBER por exemplo, que estão fazendo os indivíduos ficarem cada vez mais soberanos e livres para ESCOLHER qual o meio de transporte que desejam para se locomover é o grande exemplo do quanto, por força das corporações, é obrigado a se manter REFÉM de CARTÓRIOS, REGULAMENTOS E CONVENÇÕES.

 


MERCADO

Desde sempre estive convencido de que quem decide qual o número de táxis que devem existir em qualquer município é apenas e tão somente o MERCADO. Isto significa que todos têm o direito de exercer qualquer atividade, e não o governo, que como um SER CELESTIAL sempre decide quantos podem exercer a profissão. Só por aí já se vê o quanto inexiste a LIBERDADE no nosso país para que cada uma faça o que melhor lhe aprouver. 


CARTÓRIOS

A propósito: imaginem o que aconteceria se os governantes, aliados às mais diversas corporações, resolvessem limitar, por exemplo, o número de carrocinhas de  pipoca, bancas de frutas, padarias, lojas de departamento, etc. Pois, ainda que estejamos livres desta loucura, melhor seria se todas as atividades gozassem de total LIBERDADE para existir. Sem essa, portanto, de CARTÓRIOS.


DESTRUIÇÃO CRIATIVA

Aliás, por oportuno vale a pena ler o texto a seguir, escrito  pelo pensador Felipe Camozzato, que integra o Pensar+,  com o título -DESTRUIÇÃO CRIATIVA EM PORTO ALEGRE-. Assim, os leitores do Ponto Crítico poderão sentir o que se passa na Capital do RS, quanto aos aplicativos que estão chegando para dar ao povo o direito de escolha. Algo, enfim, que estabelece  a DEMOCRACIA ou o SAGRADO DIREITO DE ESCOLHA de cada cidadão. Eis:


INOVAÇÕES

Segundo o economista Joseph Schumpeter, as inovações são força motriz do crescimento econômico. A destruição criativa, como nomeou, rompe com negócios bem estabelecidos, reduzindo o monopólio do poder. Em seu lugar, são criados novos produtos, serviços e lógicas de mercado. Neste momento, observamos a destruição criativa em Porto Alegre com o Uber e, mais recentemente, com o seu concorrente indiano, o WillGo. Aqui, a destruição criativa pode ser vista tanto no impacto ao fechado mercado dos taxistas, empresas de ônibus e lotações, quanto na lógica de regulamentação e arrecadação da prefeitura.


QUEBRAR PARADIGMAS

A meu ver, mais que quebrar paradigmas acerca da qualidade dos serviços de transporte da Capital, o Uber mostrou aos porto-alegrenses que não faz sentido a prefeitura regulamentar o serviço de táxis. Uma vez que já temos o Código de Defesa do Consumidor e o Código Brasileiro de Trânsito para proteger as pessoas de abusos e ilegalidades, não há sentido em exigir mais regulamentos que atrapalham o surgimento de alternativas inovadoras e de qualidade para a mobilidade urbana de Porto Alegre.


PRÉ-REQUISITOS

Além disso, as taxas cobradas aos taxistas são abusivas. No Uber, qualquer pessoa que cumpra com os pré-requisitos da empresa pode iniciar o serviço de transporte sem pagar taxa alguma à prefeitura, o que é uma grande oportunidade para quem está desempregado ou buscando complementar sua renda, especialmente nessa crise. Será que há necessidade de mais cobranças, uma vez que estas pessoas já pagam taxas ao adquirirem o veículo, ao mantê-lo ano a ano, e ao fazer a autorização de motorista profissional?


WillGo

Para finalizar, o melhor de tudo: a partir de agora há mais concorrência! Com a chegada da WillGo em Porto Alegre, quem mais irá ganhar é o consumidor, que terá outra opção de aplicativo. O Uber e o WillGo não precisam de regulamentação da prefeitura. A melhor fiscalização que existe é a do consumidor.