PLANO OUSADO
Hoje, finalmente, o governo federal anunciou o esperado plano de concessão de rodovias e ferrovias em todo o País. Pelo que li e ouvi, o plano, além de muito ousado foi aceito e decidido por gente que não admite, por questões puramente ideológicas, que a iniciativa privada assuma qualquer empreendimento público.
CEDO PARA FESTEJAR
Entretanto, mesmo demonstrando satisfação pela decisão não me sinto confortável para soltar foguetes e/ou festejar a decisão, principalmente porque a turma do meio ambiente ainda não entrou em cena para atrapalhar. Isto, certamente, é mais do que certo, infelizmente.
CONDIÇÕES RÍGIDAS
Gostei muito de ouvir do ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que as condições para os consórcios ou empresas que vencerem os leilões de concessão dos trechos rodoviários e ferroviários serão RÍGIDAS. E que o vencedor será aquele que: 1- oferecer a menor tarifa de pedágio, sem cobrança de ágio;2- não será cobrada tarifa na área urbana. Além disso, os concessionários só poderão cobrar pedágio no momento em que tiverem, pelo menos, 10% das obras de concessão, em suas respectivas áreas, concluídas.
PELO FIM DO PRIVATISMO
O governador Tarso Genro, do RS, que deveria conhecer o plano mais do que ninguém neste país, obedeceu com total fidelidade ao que seu coração petista diz e manda. Por isso preferiu não participar do evento comandado pela presidente Dilma. Tarso, como se sabe, entende que rodovias devem ser construídas e administradas, exclusivamente, pelo poder público. Pode?
CONDIÇÃO IMPERATIVA
Enquanto os gaúchos perdem com Tarso, o Brasil ganha com Dilma. O governo federal admite, como afirmou o ministro Passos, que a ampliação de melhoria da rede de logística no Brasil é CONDIÇÃO IMPERATIVA. Disse mais: que o plano propõe restabelecer uma capacidade de planejamento do sistema de transporte brasileiro para conseguirmos integrar rodovias, ferrovias, hidrovias, portos e aeroportos.
RETORNO
O plano de concessão de rodovias e ferrovias em todo o País é realmente ousado. Nos próximos 25 anos, o governo espera que a concessão promova um retorno, aos cofres públicos, de algo como R$ 133 bilhões. Se tudo der certo, nos primeiros cinco anos do programa o governo estima arrecadar R$ 79,5 bilhões, com os 7,5 mil km de rodovias e 10 mil km de ferrovias. Tomara.O
PENSAR!
ESTÁ DE LUTO - Faleceu, ontem, o valoroso economista e Pensador Marco Túlio Kalil Ferreyro (fundador do grupo -PENSAR!-). A minha admiração por Marco Túlio já era grande antes mesmo da conversa que tivemos, lá em 2009, sobre a formação do -PENSAR!-, um grupo de pessoas que, dotadas de bom senso, viessem a produzir conteúdos com o propósito de melhor esclarecer a opinião pública sobre o cálculo da relação CAUSA/EFEITO, quanto às propostas e decisões tomadas por nossos governantes.Hoje, o PENSAR!, que faz questão de ser informal, reúne mais de 40 Pensadores, está de luto, mas mesmo assim cheio de expectativa de que será iluminado pela alma de Marco Túlio, que lutou pela boa causa da mesma forma como lutou contra a doença que acabou por levá-lo. Marco, tenho certeza, foi em paz. Ele, realmente, fez a sua parte.