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15 ago 2013

OS COERENTES VÃO AGIR?


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O CASO FORD
Mais do que sabido, a fábrica da Ford, considerada a mais moderna do mundo, só não foi construída no RS porque o PT gaúcho, de forma solene e com muita festa, tratou de expulsá-la do Estado e acabou se instalando na Bahia.
VARRER O CAPITALISMO
Na realidade, para deixar bem claro que o socialismo havia chegado para valer no RS, o PT usou a Ford como motivo para esclarecer que dali para frente começava a valer a sua enorme vontade, a de varrer, para sempre, o capitalismo do Estado do RS.
O CASO FOTON
Pois, passados alguns anos, o mesmo PT que mandou a montador americana para a Bahia, saiu desesperadamente em busca de uma outra montadora para ocupar o mesmo terreno que havia sido reservado para a construção da fábrica da Ford. Ontem, como foi noticiado, saiu a confirmação de que a Foton, fábrica chinesa de caminhões, decidiu, finalmente, se instalar no Município de Guaíba, na Grande Porto Alegre.
POR COERÊNCIA
Ora, tomando por base que a maioria dos petistas se declaram como extremamente coerentes, se agirem da forma anterior, com o mesmo compromisso, não vão admitir, em hipótese alguma, que investidores estrangeiros, e muito menos da iniciativa privada, invistam no RS.
OUTRA FREGUESIA
Portanto, depois que o governador Tarso anunciou, ontem, que a Foton formalizou o compromisso de investir no RS, aqueles que fizeram festa para comemorar a expulsão da Ford não deverão permanecer calados: imagino que dentro de poucos dias sairão às ruas para protestar e pedir que os chineses procurem outra freguesia.
SEM CABIMENTO
Afinal, não imagino como possível que a Ford seja tão indesejada e a Foton, cujo investimento não é superior a 20% da expulsada, seja tão cortejada. Aí, para os petistas coerentes aquela histeria manifestada anteriormente, durante o governo Olívio Dutra, não teria o menor cabimento.
COMO ASSIM?
Aliás, como o povo do RS é aquele que demonstra maior adoração pela presença do Estado no ambiente empresarial, e para tanto sequer admite o pronunciamento da palavra PRIVATIZAÇÃO, não consigo entender como o Mercado Público de Porto Alegre é ocupado por empresários da iniciativa privada. Se o Mercado é Público, ou seja, pertence ao Município, como os amantes das estatais aceitam que empresários da iniciativa privada, donos das bancas, desempenhem o papel de operadores-concessionários? No caso das estradas é inconcebível a presença da iniciativa privada. Já para que o Mercado Público funcione, aí é permitido? Como assim?