FAVAS CONTADAS
É importante que se diga, com todas as letras e sons, que a situação econômica da falida Grécia não pode nem deve ser entendida como algo que ocorreu neste final de semana. O que realmente deixou os mercados mundo afora mais espantados foi o anúncio feito pelo primeiro-ministro grego, o caloteiro assumido, Alexis Tsipras.
PLEBISCITO
Como que querendo lavar as mãos, Tsipras resolveu entregar aos cidadãos gregos para que, em forma de PLEBISCITO, tomem a decisão -oficial-, do anúncio do enorme CALOTE, atitude que, diga-se passagem, sempre esteve nas suas pretensões, não só aos países da União Europeia mas também ao Banco Central Europeu e ao FMI, que embarcaram na falsa ideia de que a Grécia acabaria aceitando o programa de austeridade fiscal.
RISCO
Ora, quem acompanha o comportamento das economias dos países ocidentais sabe, perfeitamente, que a Grécia sempre esteve longe de oferecer condições mínimas para poder participar da Zona do Euro. Portanto, quando o BCE foi devidamente autorizado pelos países da UE a efetuar a troca definitiva da moeda -dracma por euro-, certamente sabia do tamanho do risco (ou da encrenca) que estava se metendo.
DECISÃO JÁ CONHECIDA
O mercado só reagiu da forma como estamos vendo, através dos índices das bolsas de valores, porque sabe, perfeitamente, qual será a decisão do povo grego nas urnas. Comprovadamente adversos aos programas de -austeridade-, a maioria do povo grego, além de exigir o CALOTE, também querem novos financiamentos que garantam a continuidade da absurda gastança pública. Pode?
LÁ E CÁ
Aliás, se o governo Dilma-Petista resolvesse anunciar um PLEBISCITO idêntico aqui no nosso pobre Brasil, não tenho dúvida alguma de que o povo brasileiro iria às urnas em massa para se dizer amplamente favorável a um CALOTE, tanto da dívida interna quanto externa.
APLICATIVO PARA RECLAMAÇÕES
Saindo do assunto - Grécia- e entrando na nossa triste realidade, vi que na semana passada a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) lançou um novo aplicativo para que os consumidores possam registrar reclamações e consultar o andamento de alguma solicitação enviada. Além desse registro de queixa é possível consultar os direitos do consumidor em várias categorias diferentes, como por exemplo: Telefonia Celular, Telefonia Fixa, Banda Larga, TV por assinatura, etc.
E OS PAGADORES DE IMPOSTOS?
Mesmo saudando a bela iniciativa que dá mais poder aos reais direitos dos CONSUMIDORES, o que me deixa intrigado é que não há aplicativos idênticos para proteger os PAGADORES DE IMPOSTOS, que precisam ser protegidos dos maus serviços (ou inexistentes serviços) prestados pelos governos -Federal, Estaduais e Municipais- . Qual a razão para punir, exclusivamente, os concessionários de serviços?