MANIFESTAÇÕES
Como tivemos oportunidade de ver, ler e ouvir, cada indivíduo, conhecedor ou não das inúmeras modalidades esportivas praticadas nos Jogos Olímpicos, manifestou alguma opinião a respeito de tudo que aconteceu em Londres nos últimos dias.
POUCO COMPETITIVO
Pois, dentre tantas coisas pelas quais me interessei nesses Jogos Olímpicos de Londres faço questão de registrar a minha opinião. Principalmente, quanto a participação do Brasil, que mostrou, mais uma vez, que também no esporte, salvo o futebol e o vôlei, é pouco ou nada competitivo.
ESTAR PREPARADO
É preciso entender que ser COMPETITIVO significa estar preparado. Estar, portanto, no mesmo nível dos demais competidores. A partir daí, mesmo havendo um favorito, como melhor chances de vencer, a probabilidade de vitória está presente.
SEM VOCAÇÃO
Pelo número de medalhas conquistadas ao longo da existência da Era Moderna dos Jogos Olímpicos, que data de 1896, o Brasil sempre mostrou pouca ou nenhuma vocação para a maioria das 29 modalidades esportivas que são disputadas.
LEMA
Creio que a mídia brasileira ainda não entendeu o lema dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, que diz: O IMPORTANTE É COMPETIR. Ora, competir não é simplesmente PARTICIPAR. É, como me referi anteriormente, SER COMPETITIVO. Isto, vamos deixar bem claro e sem qualquer discriminação, não é mesmo o nosso caso. Salvo em duas, três, ou quatro modalidades esportivas.
SEM VEXAME
Portanto, o que resta entender é que o Brasil não deu vexame algum nesta Olimpíada. Fizemos, mais uma vez, o nosso velho papel, bem de acordo com a nossa vontade e interesse. Assistimos o desempenho de atletas bem preparados. Quem sabe, a partir das apresentações de atletas bem preparados, venhamos a manifestar algum interesse futuro por uma ou outra modalidade esportiva.
VITÓRIAS INESPERADAS
A pressão exercida pela mídia brasileira, como tivemos a oportunidade de verificar mais uma vez, além de enorme é inconsequente. Bastou o Brasil não ganhar a medalha de ouro nas modalidades em que somos realmente competitivos, para desancar o pau em tudo.Inúmeros narradores (que não passam de torcedores) e comentaristas agiram, ao longo dos jogos, como se o adversário simplesmente não existisse. Ou que não manifestasse o mínimo interesse pela vitória.Uma coisa já está clara, gente: o Brasil, fora do futebol e do volei, principalmente, carece de tradição esportiva. Tanto isto é verdade que basta algum atleta ganhar uma medalha de ouro para ser recebido na sua cidade, desfilando em cima de um carro de bombeiros. Deixa transparecer que a vitória foi inusitada e inesperada.