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23 out 2015

SÓ O CONVENCIMENTO NÃO BASTA


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ENFIM, CONVENCIDOS

Se até pouco tempo algumas pessoas ainda  se mostravam resistentes e/ou pouco convencidas de que a atual CRISE econômica, que atinge o Brasil e, com força redobrada o RS, só poderia ser vencida com mudanças sérias, firmes e decisivas, neste momento, por tudo que tenho ouvido e lido, esta percepção já é uma unanimidade nacional.  E internacional.  


DISTÂNCIA LONGA

Este convencimento, no entanto, significa que todos concordam apenas com o DIAGNÓSTICO. Daí para aceitar o TRATAMENTO rigoroso que a situação exige, infelizmente, a distância ainda é muito longa. Até porque, quando se fala em perda de vantagens, privilégios e outros tantos DIREITOS ADQUIRIDOS, aí nem pensar.


DESPESAS OBRIGATÓRIAS

Vejam que as DESPESAS OBRIGATÓRIAS, que por lei os governos são obrigados a honrar, chegaram a um nível tal onde não há recursos suficientes para serem pagos. Isto tudo independente da altíssima CARGA TRIBUTÁRIA que os pagadores de impostos se veem obrigados a pagar.


ACEITAÇÃO PACÍFICA

Ora, por mais que alguém goste, queira ou exija, qualquer DESPESA só pode ser paga desde que haja recurso para tanto. A partir daí, portanto, é preciso que todos entendam, definitivamente, que a -aceitação pacífica- quanto ao pagamento de privilégios e vantagens, absolutamente injustas, precisa ser revista. Com urgência.

 


FALTA CORAGEM E INTERESSE

Em sociedades dotadas de alguma inteligência, o caixa não  precisa chegar ao ponto de saturamento para que decisões corretas sejam tomadas. No Brasil e no RS, infelizmente, onde falta educação mas sobra muito populismo, os governos não tem coragem, nem interesse, em CORTAR DESPESAS OBRIGATÓRIAS INDECENTES.

 


ÚNICA SAÍDA

Até agora, como se sabe, a saída encontrada pelos governantes, para enfrentar as tais -DESPESAS OBRIGATÓRIAS, TRAVESTIDAS DE  PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS- tem sido uma só: AUMENTAR A CARGA TRIBUTÁRIA.


O PROBLEMA ESTÁ NO CAIXA

Pois, dentro da mesma lógica com que praticamente 100% dos brasileiros estão em campanha aberta por menos impostos, principalmente com relação a volta da CPMF, é preciso que, de forma desesperada,  lutem pelo fim dos DIREITOS E PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS. Desta vez até eventuais problemas de consciência deixam de existir. O problema está, exclusivamente, no CAIXA.


DOIS MIL E CRISE

Como nada vai acontecer por milagre, mas por vontade de mudar, a hora é esta. É preciso, portanto, aproveitar a aceitação e o convencimento de que o DIAGNÓSTICO é correto e partir, definitivamente, para o TRATAMENTO. Quanto mais cedo, menor será a presença da CRISE.  

Em tempo: este foi apenas o ANO DE DOIS MIL E CRISE. O próximo já assegura que será o ANO DE DOIS MIL E CATÁSTROFE...