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04 jan 2016

TRISTE 2016!


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DOSE DUPLA

Se para os brasileiros em geral o 2016, gostem ou não, entra com total certeza de que será um ano muito triste, para os gaúchos, então, nem se fala: quem vive no POBRE Estado do RS já deve ter percebido que a melancolia será servida em dose dupla.

 


AUMENTO INDECENTE

Pela reação que muitos gaúchos mostraram no raiar do primeiro dia de 2016, ficou evidente que não sabiam que o INDECENTE aumento do ICMS (de 25% para 30%) sobre combustíveis, energia e telefonia, além de outros produtos/serviços, aprovado pela maioria dos deputados em 23 de setembro de 2015, era para valer. Muito menos que as novas alíquotas valeriam a partir de 01/01/2016.


SURPRESA

Agora o pior: os gaúchos, pelo ar de surpresa que mostraram por enquanto com os combustíveis, cujos preços se elevaram em torno de 8%, não têm ideia de que tudo aquilo que governo do RS vier a arrecadar com o aumento do ICMS, vai diretamente para o pagamento da folha dos PRIVILEGIADOS SERVIDORES PÚBLICOS. 


QUEM PAGA E QUEM RECEBE

Em outras palavras: mesmo que a ESCANDALOSA elevação das alíquotas do ICMS indique que a arrecadação será apenas de 1/3 do total do DÉFICIT das contas públicas de 2016, tudo que SAIR dos bolsos do pagadores de impostos ENTRARÁ nos bolsos daqueles que gozam de APOSENTADORIAS ESPECIAIS, LICENÇAS-PRÊMIO, GREVES REMUNERADAS E OUTRAS TANTAS MAMATAS.


PARA FACILITAR O RACIOCÍNIO

Para facilitar o entendimento daquilo que vai RESULTAR deste INDECENTE aumento de ICMS, basta entender o seguinte: um empresário qualquer, que emprega 10 pessoas, pela inevitável diminuição de consumo do produto/serviço que oferece, se vê obrigado a diminuir a sua folha para NOVE empregados.

    


ESTABILIDADE NO EMPREGO

Ou seja, para que os funcionários públicos que estão na -ATIVA- continuem gozando da estúpida ESTABILIDADE NO EMPREGO; e os INATIVOS mantenham seus enormes privilégios, milhões de trabalhadores da iniciativa privada precisam ser despedidos. Maravilha, não?
 


NECESSIDADE/CONVENCIMENTO

Pois é, gente: este é o nojento ESTADO DO RS, que não acorda para a realidade. Esta terrível sonolência, que impede o raciocínio lógico, foi altamente manifestada neste feriadão, quando percebi que os gaúchos festejam o governador José Ivo Sartori pela aprovação da LRF.

Ora, quem aprovou a LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL foi a NECESSIDADE e não o CONVENCIMENTO DO GOVERNANTE GAÚCHO. Esta mesma necessidade, infelizmente, não chegou aonde mais deveria: na suspensão dos DIREITOS ADQUIRIDOS DOS SERVIDORES, que representam a IMPAGÁVEL CONTA DO GOVERNO.