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12 out 2015

VAI FICAR POR ISSO MESMO?


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ANÁLISE NUA E CRUA

Fazendo uma análise nua e crua das contas públicas, tanto da União quanto do RS, a realidade mostra, claramente, que a arrecadação de impostos é absolutamente insuficiente para cobrir as despesas. Quanto a isto não há o que contestar, pois os números e a situação estão aí para esclarecer.


 


DÉFICIT

Considerando que ambos (União e Estado do RS) já aumentaram a carga tributária neste ano, vejam que no caso do Estado gaúcho, mesmo depois de aumentar de forma escandalosa o ICMS, o déficit orçamentário previsto para 2016 é de mais de R$ 4,6 bilhões.

Como o governo do RS já sacou 95% dos depósitos judiciais (máximo permitido por lei), e já estão esgotadas todas as fontes para financiar gastos públicos, a situação merece muita atenção e decisão.


CALADOS

O que mais preocupa é que em nenhum momento os dois  governos -federal e estadual- vieram a público para anunciar REFORMAS, CORTE DE GASTOS e, principalmente, a necessidade de cortar, DEFINITIVAMENTE, os inúmeros privilégios que beneficiam apenas os cidadãos de 1ª Classe (funcionários públicos).
 


INJUSTA E ENERVANTE

Esta demora em atacar as verdadeiras CAUSAS dos problemas financeiros do país e do Estado do RS, além de ser injusta é enervante. - Como é possível que trabalhadores da iniciativa privada precisem ser demitidos para que o setor público atenda os interesses dos servidores -ativos e inativos-?
 


EVIDÊNCIA

Pois, para evidenciar o quanto os governantes não estão nem aí para o povo, vejam, por exemplo, o que afirma e escreve (está na página 19 de Zero Hora de 6/10), o presidente do Tribunal de Contas do RS, Cezar Miola, ao se referir ao bloqueio das contas do RS pela União:

" Contratos devem ser cumpridos, mas também é verdade que ajustes desequilibrados podem ser revistos a qualquer tempo". Mais: "Não se pode admitir que encargos de uma dívida inviabilizem o pagamento em dia dos salários dos servidores além de outros compromissos essenciais".
 


ATENDER PRIVILÉGIOS

Ou seja, para atender às inúmeras vantagens e privilégios que jamais poderiam ser concedidos aos trabalhadores da iniciativa privada, vale tudo. A estes cabe, exclusivamente, pagar impostos, cada vez mais altos, para que tais recursos sejam creditados nas contas dos funcionários públicos -ativos e inativos-. Pode?
 


MAIOR DESPESA E A MAIOR INJUSTIÇA

Como pode alguém que demonstre tamanho senso de INJUSTIÇA ocupar o cargo de presidente do Tribunal de Contas do Estado? Enquanto se coloca, publicamente, como defensor da RENEGOCIAÇÃO DA DÍVIDA DO ESTADO, o dito silencia totalmente quanto aquilo que realmente importa: o FIM DOS PRIVILÉGIOS DO SETOR PÚBLICO, que representa a maior DESPESA PÚBLICA e a maior INJUSTIÇA SOCIAL DESTE MUNDO. Pode?
E aí? Vai ficar por isso mesmo?