Ótimo texto do jornalista e ecnomista Silvio Lopes
O voto não é simplesmente uma ação inerente às democracias, mesmo naquelas em que(caso da nossa), a democracia seja relativa(?), se é que me entendem. O voto é(ou deveria ser), o símbolo mais nobre e objetivo dela(em tese). A Grécia antiga jamais sancionaria uma democracia que sequer cogitasse submeter ao voto "um ser tão abominável e sem caráter" como tem acontecido num país do extremo Sul da América. Impensável.
Isso acontece por estas bandas, pela simples razão de que a idiotice se reproduz na amplidão do povo eleitor. Não por nada, Franz Kafka foi categórico: " Um idiota é um idiota; dois idiotas são dois idiotas; milhares de idiotas formam um partido político". E seus eleitores, acrescento.
Por acurada premonição, pelo visto, o escritor alemão Franz Kafka (1883-1924), já antevia o surgimento de um certo partido político de trabalhadores bem ao sul da linha do Equador!.
Impossível deixar de lembrar do livro Casa Grande & Senzala, de Gilberto Freire, um clássico de nossa literatura. Se lá atrás o objetivo era combater a escravidão braçal e de cor, hoje o Brasil padece da "escravidão mental" de vasta parcela de seu povo. E essa é, aqui prá nós, muito mais complicada de extirpar. Quando dela nos libertar(Deus nos ajude nessa empreitada!), aí sim estaremos abrindo o caminho para tornar este país numa verdadeira grande nação.
O resultado da eleição recente nos dá a dimensão exata do desafio que enfrentamos. Um povo inculto e carente de valores éticos e morais, (como o brasileiro), jamais elevará à glória sua própria nação, senão que à exporá ao ridículo e a condenará a ser eterna pária entre todas as nações. Como, aliás, tem sido há décadas. É a triste realidade que mais essa eleição expôs pro mundo.
Ás vezes dá um desânimo imenso! Mas jamais iremos deixar de lutar. Somos a parcela sadia da sociedade, e isso, por si só, nos conforta ao saber que sairemos vencedores. O bem vence o mal! É bíblico.