O jornalista, Thomas Korontai, anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República, pelo PRD – Partido da Renovação Democrática.
Korontai apresenta ao País uma proposta centrada na reestruturação do Estado brasileiro, resgate e fortalecimento da autonomia dos estados e cidades, revogação da Reforma Tributária, fortalecimento do combate à criminalidade, e guerra contra a asfixiante burocracia, além de outros temas.
Por meio de uma “Carta ao Povo Brasileiro”, disponível em seu site e nas redes sociais, TK expõe as razões de sua entrada no debate nacional. Segundo ele, o Brasil vive um momento de forte polarização política, que tem limitado a discussão pública sobre os grandes problemas brasileiros, enquanto questões estruturais seguem, como sempre, sem enfrentamento adequado.
A pré-candidatura surge, segundo Korontai, como uma contribuição ao País, com o objetivo de elevar o nível do debate e trazer à tona temas historicamente negligenciados. Entre eles, destaca-se o que considera o principal problema estrutural brasileiro, a excessiva centralização de poder político, administrativo e fiscal, garantida e frequentemente alimentada por uma burocracia colossal, colocando em risco a liberdade e a já comprometida democracia.
“O Brasil é um país rico, mas seu povo ainda está pobre. Isso não é por acaso. É consequência direta de um modelo estrutural centralizado, que concentra poder e recursos e afasta as decisões da realidade do cidadão”, afirma. Com mais de três décadas de atuação na defesa do chamado “Federalismo Pleno”, termo cunhado por ele, Korontai propõe uma reorganização profunda da Federação brasileira, com ampliação da autonomia de estados e municípios.
Em sua avaliação, o modelo atual tem esvaziado progressivamente a capacidade decisória dos entes federativos.
Ele também manifesta preocupação com medidas recentes que, segundo sua análise, caminham na direção oposta, como a concentração tributária prevista na reforma em implementação e iniciativas de mais centralização em áreas estratégicas, como a Segurança Pública. “Concentrar a maioria dos recursos e mais a Polícia de todo o País, com forte contribuição da asfixiante burocracia, pode nos levar ao totalitarismo. Aliás, nós já vivemos na ditadura burocrática, sem que o brasileiro se dê conta que já está preso a papéis e carimbos, ainda mais com a tecnocracia.”
“Esse movimento de concentração absoluta, amarrando o povo cada vez mais, está em pleno curso, diante de nossos olhos, com a união dos poderes da República, em boa parte dominado por agentes que querem controlar a tudo e a todos, ao modo chinês, e isso precisa ser considerado nos debates que envolvem não apenas os presidenciáveis, mas todos os aspirantes aos parlamentos legislativos do País,” declara TK, como vem sendo conhecido nas redes, externando real preocupação com o futuro muito breve. Ele afirma que se não houver uma reação consciente da sociedade, corremos o risco de consolidar um país que já é antifederativo, isolando o poder central em Brasília. O Comitê Federativo Tributário, por exemplo, lembra, segundo ele, os mesmos comitês
soviéticos da antiga URSS.
A proposta da pré-candidatura inclui a revisão do sistema tributário com foco na descentralização, a redução da burocracia estatal e o fortalecimento das liberdades econômicas e civis. Korontai defende que o enfrentamento dos problemas nacionais exige atacar suas causas estruturais, e não apenas seus efeitos. Ele declara que “um estadista preocupado com a Federação tem de interpretar a atual Constituição a favor dos estados, municípios e do cidadão, e não apenas a favor do Estado e do Governo Central.”
Definindo-se como um “outsider”, ele afirma que sua entrada na disputa não está condicionada a estruturas tradicionais de poder, mas sim à necessidade de provocar uma reflexão mais profunda sobre os rumos do País. Defensor das candidaturas independentes, TK foi o primeiro brasileiro da História a exigir o direito da candidatura independente que, segundo ele, está no ordenamento jurídico brasileiros, por força do Pacto de San José de Costa Rica, mas desde 1992 sem regulamentação. O requerimento foi feito por meio de um Mandado de Injunção em 2018, ao STF, tendo sido negado, entretanto, por decisão monocrática do ministro Ricardo Lewandowski.
“Não se trata apenas de disputar uma eleição, mas de iniciar um processo de conscientização. A sociedade precisa compreender a causa, que é estrutural, para poder entender os problemas como consequências reais. A revelação desta verdade permitirá que o brasileiro entenda o que realmente está acontecendo, e que passará a exigir soluções federalistas, acredita TK.
A “Carta ao Povo Brasileiro” também enfatiza a importância de resgatar a confiança nas instituições, reafirmar o Estado de Direito e fortalecer a participação cidadã na vida pública. Para Korontai, o Brasil vive uma encruzilhada entre o aprofundamento dos problemas atuais e a possibilidade de uma transformação estrutural. A pré-candidatura pretende, ainda, se posicionar fora da polarização ideológica tradicional, buscando introduzir um debate que foque nas causas dos problemas, inclusive no sistema judiciário, hoje em uma crise jamais vista antes na História do Brasil. “Todos nós, de todas as correntes de pensamento, estamos dentro do mesmo barco” destaca o pré-candidato.
Ao final, Korontai define sua iniciativa como um chamado ao despertar da sociedade brasileira, “esta não é apenas uma pré-candidatura, é um convite ao Povo brasileiro para conhecer causa e efeitos, pois sem isso, vamos continuar a enxugar gelo e lutar contra as sombras de um Sistema que vive dessa bagunça”
Apoio a Caiado
Sobre o fato de o PRD ter composto uma federação com o Solidariedade e declarar apoio ao ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, Korontai disse que, como filiado, não foi consultado e que até a convenção ele vai exercer o seu direito à pré-candidatura. “Caso o brasileiro enxergue nesta pré-candidatura uma oportunidade para resolver a causa de todos os principais problemas do Brasil, saindo dessa gangorra das polarizações ideológicas, então os números poderão levar algo a ser repensado para a Convenção. TK reafirmou que seu foco neste momento é trazer para o debate os temas estruturais que, se compreendidos e resolvidos é o que definirá a prosperidade ou o atraso do Brasil, e é isso que interessa ao Povo.”
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