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26 jul 2022

O CAMINHO BRASILEIRO


PROIBIÇÃO DE VINCULAÇÃO DO PT COM O PCC

Diante da imensa quantidade de assuntos importantes para comentar e opinar, acabei -empurrando com a barriga- o importante tema que envolve a lamentável decisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, que PROIBIU qualquer postagem que vincule a ligação entre o PT e o PCC nas redes sociais. Assim, aproveito o texto do pensador Fernando Schüler - O CAMINHO BRASILEIRO - Na premissa, somos liberais; no mundo da vida, nem tanto –, publicado recentemente na revista Veja. Eis: 


O CASO HUNTER BIDEN

O ministro Alexandre de Moraes mandou retirar materiais sobre supostos vínculos do PT com o PCC mencionados na delação de Marcos Valério. Do mérito de tais informações não faço ideia. Logo que vi aquilo me lembrei do caso Hunter Biden. Também lá havia uma eleição, logo à frente, e informações comprometedoras para um dos candidatos, em um notebook, ainda que sem prova nenhuma. Para alguns eram informações irrelevantes, para outros não. Pouco importa. Tanto lá como aqui a pergunta sempre foi a mesma: as pessoas devem julgar? Ou alguém deve julgar pelas pessoas?


NO CASO BRASILEIRO

No caso brasileiro, o debate relevante não diz propriamente respeito aos vídeos algo bizarros que o ministro mandou retirar do ar, e muito menos à correta vedação a montagens criminosas que abundam por aí. A decisão chama a atenção pelo seu aspecto conceitual. Há nela um ensaio de resposta a um dilema que tentei formular, tempos atrás, aqui mesmo nesta coluna. O dilema sobre como desejamos lidar com a liberdade de expressão no Brasil. Se desejamos seguir pelo caminho de Madison, na tradição do livre mercado de ideias, tipicamente garantido pela Primeira Emenda, ou pelo caminho da “democracia de tutela”, feita pelo Estado, cuja melhor expressão talvez tenha sido nossa recente e finada Lei de Segurança Nacional. 


PRIMEIRA EMENDA

A decisão se inicia fazendo uma forte defesa da liberdade de expressão. Menciona a Primeira Emenda e faz a luz brilhar quando cita a histórica decisão da Suprema Corte, de 1959, dizendo que a liberdade “não se direciona somente a proteger as opiniões supostamente verdadeiras, admiráveis ou convencionais, mas também àquelas que são duvidosas, exageradas, condenáveis, satíricas, humorísticas, bem como as não compartilhadas pelas maiorias”. Poucas páginas depois, sem muita cerimônia, o texto muda de tom. Em frases seguidas de pontos de exclamação, o documento diz que “Liberdade de expressão não é Liberdade de agressão! Não é Liberdade de destruição da Democracia, das Instituições e da dignidade e honra alheias! Não é Liberdade de propagação de discursos mentirosos, agressivos, de ódio e preconceituosos!” 


LIBERDADE

Não consigo deixar de ver nisso algo que vem do fundo da tradição brasileira. Na premissa, somos liberais; no mundo da vida, nem tanto. Nos preâmbulos, saudamos a liberdade e citamos os grandes mestres, nas decisões que importam, são as restrições à liberdade que gritam. Na teoria, a liberdade pertence ao indivíduo; na prática, ela vem com a tutela do Estado. Tutela do que é “verdadeiro”, do que é “agressivo”, do que é “preconceituoso”. Na teoria, arriscamos até a mencionar a Primeira Emenda à Constituição americana, cujo objetivo era precisamente não deixar que a liberdade individual dançasse conforme os humores do momento. No mundo real, é precisamente isso que fazemos. 


PRECEDENTE INTERESSANTE

A vedação imposta pelo TSE abre um precedente interessante. O tribunal manda tirar a menção a uma informação, de que exista ou tenha existido uma ligação entre o PT e o PCC, conforme relatou Marcos Valério. Faz isso porque “sabe” que a informação não é verdadeira. Desconfio que não seja, mas é apenas uma opinião. Muita gente deve achar o contrário. Há um mar de informação na mesma situação, no caos digital. O ponto é que o tribunal cria uma norma. Ao agir como juiz da verdade, nesse caso, deve agir do mesmo modo, em qualquer outro caso. Pela simples razão de que as pessoas são iguais em direitos, e que demandas feitas pelos cidadãos devem ser tratadas com a mesma consideração. 

 

Por que os apoiadores do atual presidente não estariam agora autorizados a demandar do Estado que julgue a veracidade das vinculações corriqueiras feitas entre Bolsonaro e as rachadinhas, por exemplo, ou com o nazismo, ou mesmo sua imputação de crime de “genocídio”? É previsível que os cidadãos tenham visões divergentes sobre essas acusações, assim como em relação àquelas feitas contra Lula. Esse é o ponto que menos importa aqui. Há um problema de isonomia. O tribunal terá de usar, para julgar essas imputações, os mesmos critérios que usou para julgar a veracidade das afirmações feitas contra Lula. 

 

Esse é um dos traços mais emblemáticos do debate sobre a liberdade de expressão. Sua supressão não pode ser feita ao modo cherry picking, a partir da seleção mais ou menos aleatória feita por alguma autoridade de Estado. É preciso um critério objetivo e universalmente aplicável para definir o que é “verdadeiro”, “agressivo” ou ainda uma “ameaça” digna de crédito. Quem definirá o que essas palavras significam exatamente? Quem dirá que acusar alguém de “nazista” é pior do que chamar alguém de “ladrão”, ou simplesmente de “criminoso”? Quem dirá onde se localiza a fronteira entre o fato e a opinião no discurso público? Madison tocou exatamente nessa tecla ao dizer que “fatos e opiniões frequentemente andam juntos”, e que mesmo o “abuso era próprio do uso de qualquer coisa”. Abrindo-se a janela para a interpretação aberta e subjetiva, por parte do Estado, sobre essas coisas, entra-se em um tipo de ladeira escorregadia, que torna possível, com o passar do tempo, que qualquer ato de fala receba o seu devido “encaixe”. 

 

Isso surge com nitidez quando a decisão diz que a Constituição brasileira não permite a “propagação de discurso de ódio” e de “ideias contrárias à ordem constitucional ao Estado democrático”. Para justificar, o texto cita um inciso do Art. 5 da Constituição, que define como crime inafiançável “a ação de grupos armados” contra a ordem constitucional. Como seria possível equiparar “discursos e ideias” com a ação de “grupos armados”? Fazer isso é produzir uma interpretação na direção exatamente oposta ao sentido da Constituição. 

 

O constituinte foi sábio ao criar uma restrição bastante objetiva: grupos armados. Ela é, aliás, próxima ao critério do “perigo claro e presente”, definido por Oliver Holmes, na Suprema Corte americana, em 1919, para definir os limites da liberdade de expressão no âmbito da Primeira Emenda. 

 A objetividade do que está escrito na Constituição é salvaguarda do direito individual. Aceitar que ela possa ser continuamente reinterpretada, como matéria plástica, à luz das urgências da ora, é apostar em um permanente estado de incerteza. E sua consequência: o medo dos cidadãos, sentimento que não deveria pautar a relação entre os indivíduos e o poder em uma democracia liberal.

 

Nossa Constituição é algo madsoniana quando diz que “é livre a manifestação do pensamento”, e que “é vedada qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. Mas há sombras no horizonte. Não basta que um país defina, em algum momento, que deseja viver em liberdade. É preciso persistir e enfrentar as “duras provas da história”. A grande prova surge quando a divergência pública explode e o ar parece irrespirável. É nosso momento, às vésperas de mais uma disputa presidencial. E parece que vamos fazendo uma opção.

 


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O BRASIL PRECISA SUPERAR DESVIOS QUE FAZIAM DO BNDES UM ROBIN HOOD ÀS AVESSAS, por  PAULO UEBEL. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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25 jul 2022

OBRIGADO, PRESIDENTE!


ENTRE AÇÕES E PROMESSAS

Antes de tudo um esclarecimento importante: a vida me ensinou que só se deve acreditar em FATOS e/ou AÇÕES e não em PROMESSAS. Enquanto as AÇÕES identificam algo que, de fato está em curso, acontecendo pra valer, as PROMESSAS, por mais que mostrem enorme PROBABILIDADE de vir a se tornar real e palpável, não é algo que possa ser festejado como FATO. 

 

 


PELA ÚLTIMA VEZ...

Entretanto, depois que ouvi, ontem, com muita atenção, a CONCLAMAÇÃO feita pelo presidente Jair Bolsonaro, durante a Convenção do PL que oficializou a sua candidatura à reeleição, pedindo aos seus apoiadores que, PELA ÚLTIMA VEZ, ocupem as ruas no próximo 7 DE SETEMBRO, esta sua firme CONVOCAÇÃO soou e ressoou nos meus ouvidos como um verdadeiro -BASTA-. Algo, enfim, com cara de AÇÃO RETARDADA, mas agora parace ter data marcada para acontecer.  


AROMA

Ora, para bom entendedor, mais ainda para aqueles que nunca perdem a ESPERANÇA, a expressão -ÚLTIMA VEZ- soou como FIM DA TOLERÂNCIA quanto às decisões TIRÂNICAS tomadas a todo momento pela maioria dos ministros -"surdos de capa preta" do STF. Ainda que Bolsonaro não tenha especificado que tipo de AÇÃO deverá, ou poderá, ser tomada em setembro, confesso que ao ouvir a CONVOCAÇÃO senti o embriagador aroma exalado pelo ARTIGO 142 da Constituição Brasileira. 


ARTIGO 142 DA CF

Para refrescar a memória dos leitores, eis o que dia o Art. 142. da CF: - As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e DESTINAM-SE à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.


SOBERANIA

Pronto. É isso e apenas isso que o Brasil precisa. De novo: o uso (já muito atrasado) e a devida aplicação do ARTIGO 142 da CF é tudo aquilo que pode tirar o Brasil das mãos tirânicas de quem não respeita coisa alguma, muito menos os PODERES CONSTITUÍDOS. Já está muito além da hora a AÇÃO QUE SE PROPÕE A DEVOLVER AO POVO A SOBERANIA que os -surdos de capa preta- acharam por bem se apropriar. OBRIGADO, PRESIDENTE, por ter me devolvido a ESPERANÇA. Que venha o 7 DE SETEMBRO!!! 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje:  O SISTEMA ELEITORAL, O POSTE E O BÊBADO, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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22 jul 2022

O BRASILEIRO E O PARADOXO DA TOLERÂNCIA


PARADOXO DA TOLERÂNCIA

Mais do que sabido, e plenamente constatado, a partir do momento em que a maioria dos ministros da Suprema Corte resolveu interpretar ao seu modo e vontade a nossa longa Constituição, tomando decisões -cada vez mais absurdas- que visam, basicamente, prejudicar o presidente Jair Bolsonaro e todos aqueles que o apoiam e/ou manifestam opiniões favoráveis ao governo, o povo brasileiro em geral passou a conviver com um complicado PARADOXO DA TOLERÂNCIA.


TOLERÂNCIA

Mais do que sabido, TOLERÂNCIA é a capacidade que cada cidadão demonstra no sentido de SUPORTAR E ACEITAR atitudes e comportamentos que estejam em desacordo com as REGRAS fundamentais definidas pela sociedade. Uma pessoa considerada como TOLERANTE é aquela que, em condições, aceita opiniões e comportamentos diferentes daqueles estabelecidos pelo seu meio social, desde que por tempo limitado.


TOLERÂNCIA ILIMITADA

O PARADOXO DA TOLERÂNCIA, por sua vez, como bem aponta o filósofo da ciência Karl Popper em seu livro -The Open Society and Its Enemies-, trata da ideia de que, no ambiente social, a TOLERÂNCIA ILIMITADA leva, na maioria das vezes, ao total DESAPARECIMENTO da própria da TOLERÂNCIA. 


IRREMEDIÁVEL COVARDIA

Ora, diante das DECISÕES TIRÂNICAS que vem sendo tomadas a todo momento, sem hesitação, por ideológicos ministros do STF e do TSE, a INDIGNAÇÃO que tomou conta da sociedade brasileira já ultrapassou todas as barreiras supostamente admitidas pela TOLERÂNCIA. De novo: como bem aponta o filósofo austro-britânico Karl Popper, estamos diante do claro e evidente PARADOXO DA INTOLERÂNCIA. Ou fazemos alguma providência, com urgência, ou aceitamos, definitivamente, o DESAPARECIMENTO DA TOLERÂNCIA, o que pressupõe um comportamento de IRREMEDIÁVEL COVARDIA.


INDIGNADOS SEM AÇÃO

Do jeito que as coisas estão postas e/ou se encaminhado, não há a menor dúvida do quanto os TIRANOS, depois da primeira investida, passaram a testar, com absoluto sucesso, a nossa TOLERÂNCIA, que, de antemão, já se confunde com COVARDIA. O sentimento atual, medido e desmedido, dá conta de que o brasileiro em geral não passa de um INDIGNADO -SEM AÇÃO-. Este mau e viciado comportamento, mais do que leva ao necessário BASTA, como propõe o LIMITE DA TOLERÂNCIA. Vejam que o STF, sem a menor vergonha e piedade, segue interpretando a Constituição ao seu BEL E IDEOLÓGICO PRAZER. Bota BEL PRAZER NISSO...



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21 jul 2022

O PROBLEMA FISCAL É MUNDIAL


LEMBRANÇA OPORTUNA

A partir de ontem, como confirmam a realização das primeiras convenções, os partidos políticos começaram a definir, oficialmente, os candidatos que deverão concorrer às eleições para presidente, governadores, senadores e deputados federais. Pois, na condição de comunicador -preocupado- com os destinos do nosso país, o meu dever é lembrar, exaustivamente, que eleger POLÍTICOS RUINS resulta, inevitavelmente, em ADMINISTRAÇÕES RUINS e/ou TEMERÁRIAS. Simples assim.


A ECONOMIA A GENTE VÊ DEPOIS

Pois, para começar, é preciso que os eleitores tenham em mente que, em 2020, muitos dos candidatos que estão se apresentando com o propósito de -governar e legislar- fazem parte da lista de MAUS POLÍTICOS do tipo que resolveram IMPOR e/ou APOIAR o lamentável LOCKDOWN, dizendo, em coro, -A ECONOMIA A GENTE VÊ DEPOIS-. Ora, até os bebês que à época ocupavam os berçários mundo afora já estavam plenamente conscientes de que a PARALISAÇÃO DA PRODUÇÃO E DO TRANSPORTE produziria, inevitavelmente, um EFEITO muito desastroso no médio e longo prazo.


ESTÍMULOS FISCAIS

Passados dois anos desde a CRIMINOSA IMPOSIÇÃO, o DEPOIS VIROU PRESENTE e os EFEITOS DRÁSTICOS aí estão, sem tirar nem por, bem de acordo com as minhas calculadas e corretas previsões. Como a decisão de impor o LOCKDOWN se espalhou por vários países, os ESTÍMULOS FISCAIS que foram lançados durante a PANDEMIA provocaram, obviamente, um AUMENTO BRUTAL DA DÍVIDA PÚBLICA GLOBAL. O estrago, segundo informa o departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco sobre regras fiscais adotadas tanto em países emergentes quanto nos países ricos, equivale a um aumento de 15% do PIB GLOBAL. Isto, obviamente, implica em sérias preocupações quanto à SUSTENTABILIDADE FISCAL e à necessidade de AJUSTES NOS PAÍSES MAIS ENDIVIDADOS.


PROBLEMA FISCAL É MUNDIAL

Como se vê e percebe, claramente, o PROBLEMA FISCAL não ficou restrito ao nosso país. Aliás, neste particular é preciso LEMBRAR que aqui o STF decidiu que a vontade do presidente da República, que sempre defendeu a LIBERDADE PARA PRODUZIR, não tinha valor algum. Ou seja, o STF entregou aos estados e municípios o direito e o dever -criminoso- de -FECHAR TUDO, A ECONOMIA A GENTE VÊ DEPOIS-. Detalhe, para enfrentar a bagunça a União se viu obrigada a aumentar o endividamento em torno de 1 trilhão de reais.


PAÍSES DESENVOLVIDOS EM CRISE FISCAL

Vale lembrar que a INFLAÇÃO -GLOBAL- é um SUBPRODUTO direto desta fantástica desorganização representada pela OFERTA REDUZIDA (impedimento de produzir) e DEMANDA CRESCENTE. Portanto, enquanto a equipe econômica do governo Bolsonaro conseguiu reverter, em parte, os estragos causados pelo LOCKDOWN imposto por vários governadores e prefeitos, com apoio de deputados e senadores (que estão se apresentando como candidatos), o fato é que muitos países -desenvolvidos-, agravados pela guerra entre a Rússia e Ucrânia, estão enfrentando PROBLEMAS FISCAIS bem mais complicados do que os nossos.



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20 jul 2022

OS REAIS DEVOTOS DO SENTIMENTO DE ÓDIO


EXAME DE CONSCIÊNCIA

Abstraindo as questões de ordem religiosa e/ou espiritual, o fato é que todos os cidadãos brasileiros que mostrarem disposição para fazer um correto -EXAME DE CONSCIÊNCIA- chegarão, inevitavelmente, à mesma conclusão quanto aos reais e perigosos DEVOTOS DO SENTIMENTO DE ÓDIO que estão espalhados por todos os cantos do nosso imenso Brasil. Mais: o EXAME, muito provavelmente, apontará que a maioria daqueles que tem ÓDIO é dependente - físico e mental- da SAFADEZA E CORRUPÇÃO que ganhou enorme notoriedade ao longo dos anos de administração socialista/comunista.


INVERSÃO ESTRATÉGICA

O que chama ainda mais a atenção é a fantástica capacidade que os DEVOTOS DO SENTIMENTO DO ÓDIO demonstram para que muita gente desavisada resulte CONVENCIDA de que o SENTIMENTO DE ÓDIO é algo que, na real, é destilado por quem não SUPORTA e/ou não ADMITE -MENTIRAS, INJUSTIÇA, CORRUPÇÃO E MÁ ADMIINISTRAÇÃO-. Pode?


JORNADA DE CAÇA

Para piorar ainda mais a situação, que neste caso nem é preciso recorrer ao EXAME DE CONSCIÊNCIA, quem está comandando a JORNADA DE CAÇA IMPLACÁVEL, cujos alvos são apenas aqueles que -falsamente- são por ele considerados como reais e únicos DESTILADORES DO ÓDIO, é o celestial superministro do STF, Alexandre de Moraes. É ele, e somente ele, que tem a prerrogativa de apontar e condenar o PORTADOR DO SENTIMENTO DE ÓDIO.


TEXTO DO J. R. GUZZO

Aliás, o jornalista J. R. Guzzo, no texto a seguir, publicado recentemente no jornal Gazeta do Povo, sugere aos eleitores mais desavisados para que formem opinião sobre os responsáveis pelo caráter cada vez mais perverso das eleições presidenciais de outubro próximo. Eis:


SEIS ITENS IMPORTANTES

1 – Circulam nas redes sociais cenas de um filme que mostra o presidente Jair Bolsonaro assassinado durante uma passeata de motocicletas – seu corpo, representado por um boneco, está jogado no chão, coberto de sangue e uma bandeira do Brasil. É sabido por todo mundo que o diretor do filme é o cineasta Ruy Guerra. Os produtores são conhecidos; a Rede Globo, aliás, é uma das financiadoras do filme, através de uma pequena participação, e sem interferência no roteiro.

2 - Circulou antes disso, também com autores conhecidos publicamente, um vídeo em que uma moça rouba de um tumulo de cemitério a cabeça do presidente Bolsonaro. Em seguida, um grupo de pessoas, em clima de festa, passa a jogar uma partida de futebol com a cabeça roubada.

3 – Um colaborador do jornal Folha de S. Paulo escreveu em julho de 2020 um artigo com o seguinte título: “Por que torço para que Bolsonaro morra”.

4 - Durante a campanha eleitoral de 2018 o presidente levou uma facada no estômago, fato ocorrida numa manifestação em Juiz de Fora, e ficou entre a vida e a morte. O autor do crime foi um militante do Psol.

5 – Uma deputada do PT declarou em público, no ano anterior, que “sem derramamento de sangue” não haverá solução para os problemas do Brasil.

6 – O ex-presidente Lula, por sua livre e espontânea vontade, acaba de fazer elogios públicos a um militante do PT processado por tentativa de homicídio; empurrou contra um ônibus que passava na rua, e quase matou, um empresário que protestava diante do “Instituo Lula”, por ocasião da sua prisão pelos crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro. A vítima ficou 20 das na UTI.


ESTÍMULOS PSICOLÓGICOS

A lista pode continuar, mas o que está aí já é suficiente para se ter uma ideia do que a esquerda, o PT e Lula estão fazendo na vida real. Diante disso, a pergunta é: “Quem está agindo com ódio na política e na campanha eleitoral?” É realmente algo extraordinário que em nenhum momento, até agora, as autoridades da justiça, a mídia ou as classes intelectuais tenham considerado que qualquer dos episódios citados acima faça parte do “discurso do ódio” que tanto os horroriza. Em vez disso, o ministro Alexandre Moraes, atendendo a mais um pedido do habitual consórcio de partidecos de esquerda que vivem no STF, acaba de cobrar “explicações” do presidente Bolsonaro – acredite se quiser, mas é ele quem está sendo acusado de “discurso do ódio”, porque suas “falas se configuram em estímulos psicológicos que vão construindo no imaginário de seus apoiadores e seguidores a desumanização do opositor”.

Não é toda hora que se encontra tanta cretinice exposta em tão poucas palavras. “Estímulos psicológicos?” “Imaginário” dos apoiadores? Que raio quer dizer essa conversa toda? Desde quando uma alucinação como essa pode ser recebida oficialmente e levada a sério pela corte suprema do país? Mas o problema não é o que a esquerda diz ou pensa. O problema é o ministro Moraes aliar-se a ela e mostrar que está participando da atual campanha eleitoral como um inimigo declarado da candidatura do presidente da República. Honestamente: qual a imparcialidade que se pode esperar de um magistrado que age assim? É ele que preside, justamente, a repartição pública que cuida das eleições, o TSE. Não há hipótese de que Moraes e os colegas de STF achem que qualquer dos fatos relacionados no início deste artigo tenha algo a ver com ódio. Para eles, só quem vota em Bolsonaro é capaz de odiar.



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19 jul 2022

O NOVO ESTÁ MAIS PARA NOVO-PT-PSOL


FRUSTRAÇÃO

A cada dia que passa fica mais visível o grau de frustração, de decepção e do constrangimento de um enorme contingente de eleitores que, cheios de entusiasmo e esperança, acompanharam o nascimento e as notáveis propostas do NOVO, partido político brasileiro -DE DIREITA-, fundado em 2011 e registrado oficialmente em 2015.


LEDO ENGANO

O primeiro baque, que abalou fortemente os mais entusiasmados, ganhou força quando o fundador do partido, João Amoêdo, resolveu dar uma -figa- para os apoiadores do NOVO, que antes de tudo imaginavam que ele jamais viria a desrespeitar o que está posto na Carta de Princípios e Propósitos do NOVO. Entretanto, após a saída repentina de João Amoêdo da presidência do Novo, em março de 2020, tudo levava a crer que a agremiação partidária voltaria a ser aquele que lá atrás encantou seus aliados e correligionários. Ledo engano.


TROCA DE ESPÍRITO

A propósito, quem conta, em detalhes, a trajetória do NOVO é Roberto Motta, também fundador do partido, no seu livro -OS INOCENTES DO LEBLON-. A obra (recomento a leitura) é uma reconstituição da história da formação do PRIMEIRO PARTIDO BRASILEIRO CRIADO SEM A PARTICIPAÇÃO DE POLÍTICOS PROFISSIONAIS. Uma das partes centrais do livro é a narrativa do processo, iniciado em 2015, que TROCOU O ESPÍRITO DO PARTIDO POR UMA CENTRALIZAÇÃO E UM TRATAMENTO A FILIADOS E CANDIDATOS INCOMPATÍVEL COM SUAS IDEIAS ORIGINAIS. 


O NOVO VAI AO STF

Pois, na votação da PEC dos BENEFÍCIOS, que foi aprovada em DOIS TURNOS na Câmara e no Senado, o único partido que VOTOU -NÃO-, EM PESO, foi o NOVO. Ora, até aí, mesmo contrariando a maioria de seus eleitores, nada tenho a dizer. Entretanto, quando vejo o anúncio de que o NOVO vai ao STF para questionar a constitucionalidade da PEC dos Benefícios, depois de aprovada por mais de 97% dos deputados e senadores, aí é duro.


PARTIDO INSANO

Pelo visto, o NOVO demonstra, na sua vida estrambelhada de partido político, que pretende se alinhar ao PSOL, formando, quem sabe, o NOVO-PSOL. Vejam que nos casos que deveria procurar o STF, o NOVO prefere se calar. Já em casos em que a aprovação foi absolutamente contundente, como é o caso da PEC dos BENEFÍCIOS, aí o NOVO resolveu aparecer como um PARTIDO MAIS DO QUE VELHO. Na real, um PARTIDO INSANO. 



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