Artigos

19 dez 2016

QUERO UM ESTADO DECENTE


DE DUAS UMA

De duas uma:

1- ou estou completamente equivocado quanto à situação financeira do Estado do RS, como venho descrevendo; ou,

2- a imensa maioria (mais de 95%) de gaúchos e/ou brasileiros, não se importa em pagar pelos fantásticos privilégios para menos de 5% da população. 


GOVERNO SARTORI

Volto a afirmar: a situação financeira do RS não se tornou dramática e visível nestes últimos dois anos do governo Sartori. O que o atual governador encontrou, tão logo assumiu o Piratini (diferentemente dos que o antecederam), foi o esgotamento das formas de financiamento do Caixa do Tesouro. Daí a impossibilidade que o Estado enfrenta para pagar as contas públicas.


FORMAS DE FINANCIAMENTO

Relembrando:

1- o governo Britto fez caixa com a venda de concessões de estradas (onerosas) e da CRT, além de transferir a dívida pública para a União e o PROES.

2- o governo Olívio se financiou com recursos através do Caixa Único;

3- o governo Yeda Crusius, além do IPO do Banrisul foi beneficiado pela Substituição Tributária;

4- o governo Tarso lançou mão dos Depósitos Judiciais;

5- o governo Sartori só conseguiu fazer caixa (para pagar o 13º do ano passado) com a venda da Folha dos Servidores para o Banrisul (valor que fechou a conta sem ganho).

 


EM DIA

O que mais impressiona é que o povo gaúcho, por questões culturais, acredita, piamente, que o governo bom é aquele que encontra uma boa saída, que contemple a todos. Ou seja,  governante bom é aquele que consegue pagar as contas do Estado, independente de serem corretas e/ou justas, em dia. 


REFORMAS

Infelizmente, os governos anteriores, ao invés de lutarem por reformas informando que as fontes de financiamento dos rombos estavam ficando cada vez mais escassas, preferiram deixar tudo como está. Mais: o governo Tarso deu as costas para a péssima situação financeira do Estado concedendo aumentos absurdos e impagáveis aos servidores. 


ESTADO DECENTE

Hoje, como se vê, a situação atingiu o ponto de ruptura: a insuficiente arrecadação é a única fonte que o governo Sartori dispõe. Como as despesas ultrapassam em muito o que entra no Caixa do Tesouro, o adiamento dos pagamentos é inevitável. 

Com isso as reformas apresentadas (ainda que insuficientes) se tornaram obrigatórias, independente de ideologia do governante. Não se iludam, portanto: tudo que for aprovado é fruto apenas da NECESSIDADE, nunca da CONSCIÊNCIA de fazer o Estado do RS um ESTADO DECENTE.  


MARCEL VAN HATTEM

Vejam como pensa o excelente deputado Marcel Van Hattem a respeito:

Eu entendo que o governo deveria ser limitado à segurança e justiça. Há outros que entendem que ele deveria prover também educação, saúde e previdência. Hoje temos um governo sem limites que trata de diversos assuntos de maneira contraproducente por não estar submetido às regras de mercado. Talvez fosse o caso para um período de transição, dividirmos o estado em dois. Um, diretamente ligado à sua natureza coercitiva que trataria exclusivamente da segurança e justiça. E outro que faria o trabalho redistributivista, que é ao final das contas o motivo do governo se imiscuir em áreas produtivas que o mercado poderia perfeitamente (ênfase aqui) atender.

Hoje o estado é dividido em três poderes, o que deveria existir (judiciário e segurança) sendo financiado pelas taxas e custas judiciais; e os que mais atrapalham do que contribuem, legislativo e executivo (sem a segurança). Fortaleceríamos o primeiro e iríamos transferindo para a iniciativa privada o segundo. Para isso precisaríamos também reformular nosso sistema jurídico tirando seu positivismo germano- romano para adotar um sistema baseado no common law. Que tal a ideia? O governo de verdade seria o que tem o poder de coerção, o outro teria que buscar recursos no mercado baseado na caridade, filantropia, loterias e cobrança de taxas de que resolvesse utilizá-lo. Aposto que os sindicatos e demais corporações abandonariam o barco.



Leia mais

16 dez 2016

NEGOCIAÇÃO X LEGISLAÇÃO


EMOÇÃO

O que menos faltou nesta semana cheia de atrações envolvendo políticos, magistrados e delatores foi EMOÇÃO. Foi, sem dúvida, um período onde os protagonistas fizeram de tudo para aparecer, cada um do seu jeito, diante dos holofotes da mídia ensandecida.


INTERVENÇÕES DO STF

Entre tantos acontecimentos, o que mais chamou a atenção diz respeito às reações dos presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Rodrigo Maia, que se revoltaram com as intervenções do Poder Judiciário no Poder Legislativo, proporcionadas por decisões tomadas pelos ministros Marco Aurélio Mello e Luiz Fux, do STF. 


E O POVO?

O mais interessante é que os líderes destes dois Poderes, assim como seus liderados, jamais se revoltaram contra as costumeiras INTERVENÇÕES que os governantes do nosso país, em todos os níveis, fazem para atrapalhar a vida e as atividades dos brasileiros.


ADESTRAMENTO

Muita gente, infelizmente, não percebe que, da mesma forma como os animais são treinados para executar tarefas impostas pelos seus adestradores, o povo brasileiro é vítima de uma contínua intervenção governamental.

 


VONTADE DOS REPRESENTANTES

Os interventores, como se percebe, entendem que ninguém tem o direito de intervir nas suas vidas e nas suas decisões. A tarefa de obedecer, passiva e automaticamente, sem reclamar, as INTERVENÇÕES GOVERNAMENTAIS é algo que cabe apenas ao povo, que é educado (ou treinado) para CUMPRIR as vontades emanadas pelos seus representantes. 
 


NEGOCIAÇÃO X LEGISLAÇÃO

Vejam que tudo aquilo que deveria ser resolvido pela via da negociação (mercado), os governantes resolvem pela via da legislação. Como o povo já está adestrado para não discutir, muitas vezes até pede mais INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL. 


MALAS EM AERONAVES

O exemplo mais recente diz respeito à questão da -possível- cobrança por malas nas viagens aéreas. Ao invés de deixar esta tarefa para o mercado resolver, através da negociação e da concorrência, o governo, a pedido do povo adestrado, resolveu INTERVIR.

Com esta nova e desastrada INTERVENÇÃO, o resultado é triste, como sempre: Observem o caso de um passageiro que tem apenas uma sacola. Ao invés de poder ganhar um desconto pela economia que proporciona a empresa aérea, será obrigado a pagar a conta de outros passageiros que possuem várias malas, que certamente impõe custos maiores para serem despachadas. Pode? 



Leia mais

15 dez 2016

OS REMÉDIOS QUE CURAM ESTÃO PROIBIDOS


CRISES BEM ALIMENTADAS

Ninguém desconhece que o nosso empobrecido Brasil está envolvido em duas imensas crises -ECONÔMICA e POLÍTICA-, cujos desdobramentos, como se vê com total clareza, têm produzido e espalhado enormes dificuldades para a sociedade.

 


ALIMENTADAS PELA SOCIEDADE

Entretanto, o que poucos se deram conta, como se percebe pelas mais ingênuas e descabidas reações, é que estas CRISES só atingiram o tamanho descomunal que estão escancarando porque esta mesma sociedade que está sofrendo tratou de alimentá-las.  


FALTA DE DISCERNIMENTO

O que provoca tristeza é que a maioria do povo brasileiro não tem discernimento suficiente para entender o quanto é educado, instruído e pronto para alimentar, constantemente, a sua própria desgraça.

 


NOJENTOS E INJUSTOS

Vejam, por exemplo, que a grande maioria dos brasileiros, infelizmente, inclusive os mais indignados, não tem ideia correta do quanto é obrigada a contribuir (compulsoriamente) para satisfazer nojentos e injustos privilégios concedidos a uma minoria. Ou seja, é obrigada a não consumir do que gostaria, só para satisfazer o consumo dos privilegiados. Pode?


PROTEGIDAS

Pois, para desespero de alguns poucos, notadamente aqueles que são dotados da lógica do raciocínio, os remédios que, comprovadamente, podem resolver, de forma definitiva, a complicada CRISE ECONÔMICA, são proibidos no nosso país. Pior: proibidos por leis que não podem ser revogadas nem mesmo substituídas, porque estão protegidas por CLÁUSULAS PÉTREAS. 


DOIS PROBLEMAS MAIORES

Volto a afirmar: poucos estão se dando conta de que o PRIMEIRO GRANDE PROBLEMA, que provoca os crescentes rombos nas CONTAS PÚBLICAS é o paquidérmico tamanho alcançado pelas FOLHAS DE PAGAMENTO DOS APOSENTADOS DO SETOR PÚBLICO. O SEGUNDO PROBLEMA está localizado na ESTABILIDADE dos SERVIDORES que ainda não se aposentaram.


MANTER RESPIRANDO

Fica evidente, portanto, que a PEC que impõe um Teto nos Gastos Públicos, por mais importante que seja, não passa de um remendo. Assim como a reforma da Previdência que está tramitando no Congresso. Infelizmente, quando alguma providência é sugerida, ou tomada, ela não acontece para resolver problemas, mas para manter o doente respirando por mais algum tempo. Duro não?



Leia mais

14 dez 2016

QUANDO A VINGANÇA É PROVIDENCIAL


LOROTAS REPETIDAS

Para a maioria das pessoas que habitam o nosso planeta, notadamente os mais preguiçosos, basta repetir uma lorota qualquer para que a mesma seja aceita, definitivamente, como uma verdade. Exemplos que explicam este comportamento preguiçoso, de simplesmente acreditar em mentiras como se fossem verdades, não faltam.

 


JABUTICABA

Um deles, diz respeito à jabuticaba, fruto que mais de 99% dos brasileiros acreditam, piamente, que só existe no nosso empobrecido país. Bobagem pura. A origem é, de fato, brasileira, mas as jabuticabeiras existem em grande quantidade em países da América Latina, notadamente na Argentina e no México.


ESCULHAMBAÇÃO

Pois, mesmo admitindo que em outros países mundo afora o teto salarial do funcionalismo público não seja cumprido, o fato é que no Brasil esta esculhambação é levada muito à sério. O que implica em dizer, com alta probabilidade de acerto, que a estupidez, pelo seu tamanho, só existe no nosso país. 


INSPIRAÇÃO DE GEORGE ORWELL

Por estas e por outras barbaridades, não estão muito errados aqueles que acreditam o que o escritor George Orwell ganhou inspiração para escrever o romance satírico -A Revolução dos Bichos- em alguma viagem anônima que fez  ao Brasil. Só pode, pois em nenhum país do mundo se pratica, de forma tão firme e determinada, a lógica de que UNS DEVEM SER MAIS IGUAIS QUE OUTROS.  


VINGANÇA FESTEJADA

Ontem, motivados por uma simples, mas FESTEJADA vingança, os nossos -bravos- senadores, sob o comando do dono do Brasil, Renan Calheiros, foi aprovado o estabelecimento de um TETO PARA OS SUPERSALÁRIOS, ou um TETO PARA BARRAR OS SALÁRIOS DO FUNCIONALISMO. 


NA CÂMARA

É certo que o projeto ainda precisa ser aprovado na Câmara, o que causa arrepios. De qualquer forma o primeiro e importante passo foi dado. Com pressão da sociedade é possível, quem sabe, animar os deputados para que votem favoravelmente.   


SILÊNCIO TOTAL QUANTO AOS PRIVILÉGIOS

Como se vê, por bem ou por mal, o Brasil está avançando. Devagar demais, infelizmente, mas avançando. É difícil entender como alguém pode se posicionar contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos e se mantenha silencioso quanto à flagrante INJUSTIÇA SOCIAL que representam os PRIVILÉGIOS concedidos aos funcionários públicos. Não é à toa que o Brasil esteja nos últimos lugares em termos de educação...



Leia mais

13 dez 2016

IGNORÂNCIA AGRESSIVA


LONGE DA SOLUÇÃO

Dias atrás comentei que o projeto de REFORMA DA PREVIDÊNCIA, da forma como foi montada e apresentada pelo governo, está longe de resolver o grave problema que a conta dos aposentados impõe, mensalmente, ao deficitário caixa do Tesouro Nacional.    


CORTES

Insisto: se do jeito que foi escrita e apresentada a tal reforma (se é que se pode usar este termo) a mesma não propõe solução para os crônicos ROMBOS, imaginem o que restará depois dos cortes que o texto, inevitavelmente, sofrerá ao longo do processo de tramitação na Câmara e no Senado. 


SINA

Como se sabe, quando um projeto cai na Câmara ou no Senado, os parlamentares sempre fazem o máximo para que fique ruim. Ou seja, quando o projeto é considerado bom para o país, o que acaba sendo aprovado (quando aprovado) é uma versão piorada. Já quando o projeto é ruim, aí não há esforço para torna-lo menos ruim. 


LONGO PRAZO

Pois, mesmo deixando de lado o grotesco e irresponsável desfiguramento que o projeto da Previdência já sofreu, o fato é que sem mexer nos PRIVILÉGIOS ADQUIRIDOS, o efeito nas CONTAS PÚBLICAS só será sentido, caso for aprovado, no LONGO PRAZO. Resumindo: depois que os privilegiados e seus dependentes falecerem.    


REGIME DE CAPITALIZAÇÃO

Para confirmar que o projeto de Reforma da Previdência é insuficiente e, portanto, exige mudanças profundas, vejam o que diz o pensador e presidente do IBGE, Paulo Rabello de Castro: no projeto deveria ser apresentado também um REGIME DE CAPITALIZAÇÃO, como o da Suécia, em vez de manter apenas o de repartição. “Ou fazemos direito ou vai continuar tudo do mesmo jeito que está, e não está nada bem”. A Previdência é solução, antes de ser problema.”


REMENDO PREVIDENCIÁRIO

Como se vê estamos longe de uma REFORMA, com mostra o projeto que aí está. O que pode acontecer, se tudo der certo, não deve passar de um REMENDO PREVIDENCIÁRIO. De novo: isto se não for muito desfigurado, como certamente é a pretensão das corporações e de muitos deputados.


INVIÁVEL

Como a maioria do povo brasileiro, infelizmente, é dotada de baixíssima instrução, não pode ser visto como surpresa o fato de que mais de 65% do povo se manifesta contra a PEC do Teto dos Gastos Públicos. Esta ignorância agressiva é extremamente perigosa, pois promove revolução para transformar o que é já está muito ruim em PÉSSIMO. Ou inviável. Pode?



Leia mais

12 dez 2016

MOMENTO ÚNICO E ASSUSTADOR


ARRASA QUARTEIRÃO

O nosso empobrecido país, como o mundo todo está assistindo, vive um momento único e assustador. Como se não bastasse o fato de ter sido mergulhado, por vontade explícita dos governantes petistas, numa fantástica e destruidora CRISE ECONÔMICA, também está envolvido, por força de uma forte onda de CORRUPÇÃO, numa CRISE POLÍTICA sem precedentes, do tipo -arrasa quarteirão-.

  


CORREÇÃO

Depois de analisar melhor os acontecimentos, ou CRISES que o país resolveu se meter, preciso fazer uma correção dos erros que cometi quando disse, em diversos editoriais, que o Brasil, a partir do momento em que passou a ser administrado pelo PT, se tornou uma vítima de atrozes atos de CORRUPÇÃO e excessiva INCOMPETÊNCIA. Foi um erro, como informo adiante, dizer que houve INCOMPETÊNCIA.


PEDIDO DE DESCULPAS

Antes de tudo, portanto, peço que aceitem o meu pedido desculpas pelos editoriais falhos. Na realidade, tudo que está acontecendo no nosso empobrecido país, como já está provado, foi muito bem PLANEJADO, CALCULADO E EXECUTADO, com enorme afinco, por exímios e capazes técnicos em DESTRUIÇÃO ECONÔMICA. Ou seja, nada do que estamos colhendo é fruto de INCOMPETÊNCIA.

 


BATATAS

O CAOS ECONÔMICO foi construído com propósito, foco e total conhecimento de causa, seguindo religiosamente o que rezava a cartilha da MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA. Os resultados colhidos, como nos foi dado a conhecer, são frutos de um gerenciamento extremamente competente. Em outras palavras, colhemos batatas num pomar onde plantamos sementes de batatas.  


PRIMEIRA DE 77 DELAÇÕES

Já o CAOS POLÍTICO, que compete com o CAOS ECONÔMICO sem que saibamos qual marcará mais pontos, deriva basicamente de outra obra de engenharia: a CORRUPÇÃO. Vejam o tamanho do estrago que fez apenas a primeira de 77 delações que serão levadas ao conhecimento público pelos diretores da Odebrecht. Loucura total. 


ROUBOS ALÉM DO IMAGINÁVEL

Ao longo dos últimos 15 anos, como pode ser visto e lido nos -ARTIGOS ANTERIORES-, fui incansável em dizer que o país, por vontade dos governantes petistas, entraria numa ciranda de destruição econômica. Ainda assim não imaginei que além do óbvio interesse pelo CAOS ECONÔMICO, os governantes e seus aliados estavam dispostos a roubar, descaradamente, tanto dinheiro e sacrifício dos pagadores de impostos. 


SAFADEZAS E SAFADOS

Pois, mesmo tristes com tudo que estamos vendo e vivendo em termos de falcatruas, algo nos consola: as descobertas. Se bem conduzidas, os processos e penalizados os responsáveis, o país pode respirar um ar mais limpo, que pode proporcionar uma visão mais clara do futuro. Antes precisamos resolver o nebuloso passado, muito carregado de safadezas e safados. 



Leia mais