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26 jun 2024

TRAGÉDIA FISCAL


LIDANDO COM AS CATÁSTROFES

Via de regra, em países cujos povos (eleitores) são dotados de bom senso e um mínimo de inteligência, os governantes tratam de usar as eventuais TRAGÉDIAS para encaminhar SOLUÇÕES do tipo que ATAQUEM AS CAUSAS a ponto de fazer com que novas e indesejáveis CATÁSTROFES não consigam produzir EFEITOS DEVASTADORES. 


DESPESAS OBRIGATÓRIAS

Infelizmente, no nosso Brasil, a situação é bem diferente: o povo em geral prefere ouvir PROMESSAS, pouco se importando com as REALIZAÇÕES. Mais: por apresentar grave deficiência de inteligência, o brasileiro em geral não sabe que, por DETERMINAÇÃO CONSTITUCIONAL, as MAIORES, PREOCUPANTES E SEMPRE CRESCENTES DESPESAS PÚBLICAS, INDEPENDENTE DA EXISTÊNCIA OU NÃO DE QUALQUER TIPO DE TRAGÉDIA,  PRECISAM SER CUMPRIDAS RELIGIOSAMENTE. Como as FOLHAS DE SALÁRIOS DOS SERVIDORES PÚBLICOS - ATIVOS E INATIVOS DA UNIÃO, ESTADOS E MUNICÍPIOS, CONSOMEM EM TORNO DE 70 A 80% DOS IMPOSTOS ARRECADADOS, SÃO PROTEGIDAS POR -CLÁUSULAS PÉTREAS- QUALQUER MODIFICAÇÃO SÓ É POSSÍVEL ATRAVÉS DE UMA -NOVA CONSTITUIÇÃO-. Ou seja, para que fique bem claro: nenhuma PEC tem este ALCANCE. 


ORÇAMENTOS PÚBLICOS

Ora, considerando que em torno de 95% das DESPESAS que constam nos ORÇAMENTOS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E MUNICÍPIOS são OBRIGATÓRIAS, ou seja, os governantes são OBRIGADOS A CUMPRIR, e as TRAGÉDIAS não estão incluídas nestas rubricas, quem não INTEGRA A -PRIMEIA CLASSE DE BRASILEIROS-, formada por SERVIDORES PÚBLICOS -ATIVOS E INATIVOS-, precisa saber que só tem direito a ouvir PROMESSAS dos governantes. E neste particular a maioria, por covardia, MENTE SEM PARAR. 


DOMINÂNCIA FISCAL

Como os leitores devem ter percebido, em nenhum momento referi sobre a TRAGÉDIA CLIMÁTICA que devastou o RS. Por mais séria e imensa que ela seja, uma outra TRAGÉDIA, avassaladora, já se faz presente no Brasil. Trata-se da TRAGÉDIA FISCAL produzida e cultivada pelo GOVERNO LULA. A propósito, eis o que diz o diretor do Ibmec, Reginaldo Nogueira , no seu artigo - PRECISAMOS FALAR SOBRE O RISCO DE DOMINÂNCIA FISCAL-, publicado hoje, 26, no site Investing.com:

- Nas últimas semanas, à medida que se tornava mais clara a extensão dos desafios fiscais e o baixo engajamento do governo em tratar do tema, houve grande piora no humor do mercado com relação ao desempenho da economia brasileira. Embora o governo não queira admitir, essa preocupação do mercado encontra respaldo nos dados: o déficit primário acumulado em 12 meses supera 2% do PIB, com o déficit nominal (incluindo pagamento com juros) acima de 9%. Nesse contexto, a dívida bruta alcançou 76% do PIB, e mantem trajetória de crescimento, o que acende a luz vermelha. 

Foi neste contexto que se viu um aumento da pressão sobre o governo para apresentar um PLANO DE CONTINGENCIAMENTO E DISCUSSÃO SOBRE O TAMANHO DOS GASTOS OBRIGATÓRIOS, provocando um embate com o congresso e mesmo dentro do próprio governo. Essa dificuldade para apresentar soluções para o problema fiscal coloca o país numa trajetória de aumento de incertezas que afeta câmbio e juros futuros. Aqui cabe uma discussão sobre o risco de ‘dominância fiscal’ para o país, na qual a falta de um ajuste afete a inflação e a própria política monetária. 

DOMINÂNCIA FISCAL é uma situação na qual o DESEQUILIBRIO FISCAL domina todas as estratégias de política econômica do país. A crise fiscal pede aumento dos juros, o que por sua vez agrava a situação fiscal (déficit nominal). Essa piora fiscal provoca fuga de capitais e desvalorização da moeda, a qual afeta a inflação via preços de importados. Esse canal, em última instância, pode inviabilizar a condução de política monetária para o controle inflacionário. 

Em outros termos, a piora fiscal pode, em uma situação extrema, gerar uma espiral na qual a crise fiscal gera expectativa de aumento dos preços que requer intervenção do Banco Central com subida da Selic, a qual impõe ampliação da crise fiscal por piora do déficit nominal e da dívida. Assim, duas soluções de curto prazo são necessárias: geração de novas receitas orçamentárias (novos impostos ou revisão de renúncias fiscais) e/ou redução dos gastos públicos. O governo está tentando atuar na primeira via, sob forte questionamento político do congresso nacional, mas pouco avançou na segunda direção.

É hora de se discutir uma REVISÃO DOS GASTOS E UM REFORÇO DAS METAS DO ARCABOUÇO FISCAL, colocando um freio sobre o crescimento do DÉFICIT PÚBLICO, para que possamos evitar essa armadilha da dominância fiscal. 



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25 jun 2024

AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM LEMBRAR O PASSADO ESTÃO CONDENADOS A REPETI-LO


SANTAYANA

Revendo alguns pensadores, me chamou a atenção o quanto o filósofo hispano-americano George Santayana (1863-1952), ENFATIZAVA O PROGRESSO. Como tal, entendia e pregava que o CONHECIMENTO E A CRENÇA não surgem da RAZÃO, mas da INTERAÇÃO ENTRE A MENTE E O AMBIENTE MATERIAL. 


CONDENADOS A REPETIR

Segundo Santayana, PARA QUE O PROGRESSO SEJA POSSÍVEL DEVEMOS NÃO APENAS LEMBRAR DAS EXPERIÊNCIAS PASSADAS, MAS TAMBÉM DE SERMOS CAPAZES DE APRENDER COM ELAS. Resumindo: AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM LEMBRAR O PASSADO ESTÃO CONDENADOS A REPETI-LO.


GOVERNANTES PETISTAS E PEDETISTA

Pois, dentro desta LÓGICA DE RACIOCÍNIO sinto-me no dever de ALERTAR constantemente o POVO BRASILEIRO, notadamente do POVO GAÚCHO, para que NÃO ESQUEÇA DOS GOVERNOS PASSADOS, principalmente dos governantes PETISTAS E PEDETISTAS, fortemente identificados com o COMUNISMO. Insisto: esses dois partidos -PT E PDT- integram a Organização Comunista - FORO DE SÃO PAULO-. 


IMPERDOÁVEL

Como estamos nos aproximando das Eleições Municipais, e o POVO GAÚCHO está colhendo os GRAVES EFEITOS DA TRAGÉDIA CLIMÁTICA que arrasou inúmeras cidades do RS, o que não pode acontecer, em hipótese alguma, é REPETIR AS TRAGÉDIAS POLÍTICAS IMPOSTAS por governantes do PDT e do PT. Atenção: REPETIR OS ERROS DO PASSADO SOA COMO UMA GRANDE BOFETADA NA CARA DE TODOS OS BRASILEIROS QUE SE SOLIDARIZARAM COM OS GAÚCHOS. Ou seja, QUEM NÃO SE AJUDA NÃO TEM COMO MERECER QUALQUER AJUDA.  IMPERDOÁVEL!


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: IDADE DAS TREVAS, por Roberto Rachewsky. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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24 jun 2024

A INSUPORTÁVEL LIBERDADE ALHEIA


SEM FELICIDADE

Antes de tudo, para que fique bem claro, não me faz nem um pouco feliz escrever -repetidamente- editoriais contendo comentários ou críticas sobre SITUAÇÕES, PROPOSTAS e/ou DECISÕES EQUIVOCADAS, algumas até CRIMINOSAS, que vem sendo tomadas com preocupante frequência por diversos integrantes dos PODERES DA REPÚBLICA (??), notadamente pelos SUPERMINISTROS DA SUPREMA CORTE.


LIBERDADE ALHEIA

Mais do que sabido por todos os leitores, as minhas opiniões têm como base 1- a LIBERDADE DE PENSAMENTO; e, 2- o uso constante da LÓGICA DE RACIOCÍNIO, coisas que, a bem da verdade absoluta, passaram a ser fartamente condenadas e repudiadas por simpatizantes do comunismo que, de forma inquestionável, não suportam a LIBERDADE ALHEIA.  


CENSURA

Pois, por incrível que possa parecer, quem efetivamente está combatendo, com unhas e dentes, a LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE PENSAMENTO ALHEIA, são os -PROFISSIONAIS- QUE ATUAM NAS EMPRESAS DE COMUNICAÇÃO. Para esses, os AMADORES, que se utilizam das REDES SOCIAIS para postar NOTÍCIAS, INFORMAÇÕES, OPINIÕES, etc., precisam ser BANIDOS DO SISTEMA. Para tanto defendem a REGULAÇÃO DAS MÍDIAS SOCIAIS, que soa e ressoa, em todos os cantos do mundo, como pura CENSURA. 


RESERVA DE MERCADO

Pois, em defesa da clara PERDA DE ESPAÇO DA MÍDIA formada por -PROFISSIONAIS-, que passou as ser paulatinamente OCUPADA pelas MÍDIAS SOCIAIS, formadas por -comunicadores AMADORES-, para minha SURPRESA o presidente emérito do Grupo RBS, Jaime Sirotsky, em entrevista publicada na ZH de ontem, defendeu a REGULAÇÃO DAS MÍDIAS SOCIAIS. No fundo, no fundo, Jaime quer que o governo imponha uma -RESERVA DE MERCADO-, do tipo que possa garantir o futuro da sua empresa de comunicação. Pode? 


COMENTÁRIOS A RESPEITO

No seu blog, o atento jornalista Políbio Braga postou: -Jaime Sirotsky saiu do seu tradicional silêncio obsequioso para falar sobre seu jornal, sobre a imprensa e a respeito da liberdade de expressão, com ênfase para as redes sociais. Jayme, associado ao seu irmão Maurício, compraram Zero Hora no início do regime militar, pouco depois que o jornal mudou de nome da noite para o dia, 4 de maio de 1964, abandonando a roupagem do esquerdista Última Hora. Ele sempre foi DEFENSOR DA AUTORREGULAMENTAÇÃO DA ATIVIDADE JORNALÍSTICA, como conta na entrevista, mas, agora, acha que o JORNALISMO DIGITAL, com ênfase para as redes sociais, precisa ser CENSURADO ("Regulamentados", como diz ele e o pessoal da esquerda e do STF). 

O que o presidente emérito da RBS não reconhece publicamente, é que o tipo de jornalismo tradicional que o grupo faz, não possui mais o monopólio da informação e da verdade, atacado que é pelo livre ambiente das redes sociais. Mais: ignora que pontos fora da curva possuem sanções brutais e disponíveis nos âmbitos da Constituição, dos Códigos Civil, Processo Civil, Penal e Processo Penal, sem contar o Marco Civil da Internet e a Lei de Proteção de Dados. 


VERDADES (IN)CONVENIENTES    

Já o pensador e advogado Pedro Lagomarcino postou um texto com o título -VERDADES (IN)CONVENIENTES- que diz o seguinte:  

-Eu sempre tive náuseas do comportamento social de Sartre. Mas, como uma única frase dele tenho de concordar:
" Odeio vítimas que respeitam os seus carrascos ".
Equivoca-se, e muito, Jaime Sirotsky ao dizer que " é indispensável a regulação das mídias sociais ".
Esse argumento coloca em xeque a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão.
Mais, faz de ambas verdadeiros capachos para as botas dos carrascos que irão exterminá-las num horizonte não muito distante, com os excessos de regulação. Aliás, e que já fazem da sociedade e dos cidadãos reféns de suas próprias consciências, impondo-lhes o medo da perseguição e o silêncio.
A excessiva regulação das redes sociais que objetiva o Projeto das Fake News é eivada de interesses escusos e objetiva promover desenfreado e tirânico controle social, criminalizado condutas.
Referido Projeto, se virar Lei, será utilizada, conforme o governo da ocasião, como instrumento de perseguição de desafetos políticos e de pessoas (físicas ou jurídicas) que querem mudar o "status quo" mediante o exercício das garantias constitucionais, leia-se, direitos fundamentais, de poder livremente se expressar e de noticiar os fatos, sem as amarras das pomposas contribuições que recebem dos governos que as financiam, para que disseminem uma visão de mundo panglossiana, querendo proliferar uma escala fordista de ingenuidade, como se todos fôssemos Cândidos.
Há algo ainda mais preocupante, o que seja, a afirmação de que " uma sociedade cria seus regulamentos por meio dos instrumentos que legalizam a Constituição ".
Respeitosamente, é exatamente o oposto que deve ocorrer.
Uma sociedade só pode criar regulamentos a partir da Constituição. É ela que valida ou não as regulamentações criadas.
Se o contrário fosse possível, não bastasse a trágica realidade imposta pelos que têm dever constitucional de serem os guardiões da Constituição, viveríamos num estado de anomia e barbárie, porque cada um se acharia no direito de criar o regulamento que melhor lhe favorece, para moldar a Constituição que quer que exista. E assim, a Constituição se tornaria então um ciborgue, formado de regulamentos isolados e autóctones, os quais teriam vida própria.
Verdade seja dita, a sociedade brasileira está imersa em um pântano de veículos tradicionais, no qual empresas de comunicação pregam uma ética volátil que tem por hábito suavizar a verdade dos fatos e não raras vezes mudar abruptamente a linha editorial conforme o aumento do aporte da cota de publicidade oficial que recebem dos governos eleitos.
E neste pântano encontram-se quatro flores de lótus, senão quatro bastiões da liberdade de imprensa e da liberdade de expressão: a Revista Oeste, o Programa + Brasil (de Júlio Ribeiro), Agora (de Guilherme Baumhardt) e Ponto Crítico (de Gilberto Simões Pires). Nestes Programas, tenho certeza absoluta: o telefone não toca pedindo que "rolem cabeças" dos que verdadeiramente defendem a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão, para que venham a preterir noticiar os fatos e preferir as versões.
Aliás, e se toca, tenho certeza absoluta que logo em instantes emudece, digamos assim, para economizar o tempo de quem liga e, em especial, o de quem atende a ligação.


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A EXTREMA ESQUERDA EM LOCKDOWN MENTAL, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.



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21 jun 2024

RIO GRANDE DO SUL: O EFEITO -ESQUERDA-


O EFEITO -GOVERNOS DE ESQUERDA-

Os leitores que acompanham de perto os meus editoriais já perceberam que dos TRÊS ESTADOS DO SUL DO BRASIL (RS, SC e PR), o RIO GRANDE DO SUL, que por muitos anos apresentou MAIOR CRESCIMENTO ECONÔMICO, na medida em que os gaúchos preferiram eleger governantes declaradamente de ESQUERDA a situação -mesmo em condições climáticas tidas como -normais-, mudou drasticamente. Com isso o RS já não tem mais como competir com o PARANÁ e SANTA CATARINA, que segundo dados oficiais, figuram -sistematicamente-, entre os TRÊS ESTADOS com o MAIOR CRESCIMENTO ECONÔMICO DO PAÍS.


GOVERNADOS PELA DIREITA

Vejam que, em 2023, enquanto o RS cresceu apenas 1,7% o PARANÁ registrou o MAIOR CRESCIMENTO ECONÔMICO do país, com 5,8%, -EXATAMENTE O DOBRO DA MÉDIA NACIONAL, que foi de 2,9%. Logo atrás de Minas Gerais, vem Santa Catarina, com crescimento de 3,7%. Não por acaso, é importante lembrar, que os três estados com maior crescimento econômico em 2023 são governados por políticos do centro à direita – Ratinho Júnior (PSD), do Paraná; Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais; e Jorginho Mello (PL), de Santa Catarina.


PORTOS CATARINENSES

O que mais chama a atenção é que SC, mesmo apresentando a menor área territorial dos TRÊS ESTADOS DO SUL, possui CINCO PORTOS. E neste particular, como bem informa o relatório anual do setor, divulgado ontem pela ANTAQ - Agência Nacional de Transportes Aquaviários, os portos catarinenses de Navegantes e Itapoá fecharam 2023 entre os QUATRO PORTOS COM MAIOR MOVIMENTAÇÃO DE CONTAINERS NO BRASIL. A propósito eis aí a classificação da Antaq por volume de carga: 

  • São Francisco do Sul (18º) - 16,83 milhões de toneladas
  • Navegantes (22º) - 14,24 milhões de toneladas
  • Itapoá (28º) - 11,73 milhões de toneladas
  • Imbituba (38º) - 7,7 milhões de toneladas
  • Itajaí (118º) 364 mil toneladas

PORTO DE ITAJAÍ

Detalhe mais do que importante: Após UM ANO E SEIS MESES PARALISADO, O PORTO DE ITAJAÍ voltará a operar, sob gestão privada, a partir do próximo dia 6 de julho. A “reinauguração’ é aguardada com ansiedade por todos que dependem do Porto de Itajaí para trabalhar, além da retomada econômica da cidade. Sem esquecer que a cidade de ITAJAÍ se destaca como o município com o maior PIB Municipal de SC (R$ 47,8 bilhões), um pouco a frente de Joinville. Que tal?



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20 jun 2024

MIOPIA GERAL


AMIGOS PARA SEMPRE

Ontem, 19, no -TÁ NA MESA-, tradicional reunião-almoço semanal da Federasul -Federação de Entidades Empresariais do Rio Grande do Sul-, teve como grande destaque o CHORO DE EMPRESÁRIOS MÍOPES, do tipo que gastam o tempo LAMENTANDO AS MAIS DIVERSAS CONSEQUÊNCIAS de tudo que faz do Estado Gaúcho um verdadeiro e complicado POÇO CHEIO DE GRAVES PROBLEMAS, onde muitos deles já são considerados, em prosa e verso, como AMIGOS PARA SEMPRE.


FALSAS NARRATIVAS

Desta vez, de cabo a rabo, o tema que predominou a reunião foi a enorme INDIGNAÇÃO DOS EMPRESÁRIOS quanto às FALSAS NARRATIVAS E AS BARREIRAS IMPOSTAS PELO GOVERNO FEDERAL (leia-se GOVERNO LULA) que está dificultando o ACESSO DE RECURSOS que -poderiam- garantir a retomada da economia gaúcha após a TRAGÉDIA CLIMÁTICA de maio. Na síntese da reunião-almoço distribuída pela assessoria de imprensa da Federasul, os empresários criticaram abertamente a decisão do Governo Federal de não liberar empréstimos diretamente pelo BNDES, mas repassando a bancos privados, que acabam elevando as taxas com o spread bancário. “Empresas menos afetadas estão recebendo dinheiro”, lamentou o empresário Angelo Fontana, da Fontana S/A. Disse mais: “O Rio Grande do Sul terá que se reinventar, estamos enfrentando a falta de recursos e a falta de apoio”, afirmou.


FORÇA MAIOR

O que mais chama a atenção, no entanto, é que todos os empresários, e não apenas aqueles que se fizeram presentes ao TÁ NA MESA, sabem muito bem que o ORÇAMENTO é uma peça indispensável para qualquer empreitada, quer seja ela PÚBLICA OU PRIVADA. Ali, mais do que sabido, deve constar, além da previsão das RECEITAS e das DESPESAS, uma RESERVA PARA IMPREVISTOS. Ou seja, um recurso reservado para cobrir, total ou parcialmente, aquilo que, por FORÇA MAIOR,  se sobrepõe a tudo de forma urgente ou imprevista. 


A RESERVA PARA IMPREVISTOS VIROU DESPESA DE GOVERNO

Infelizmente, por conta de uma MIOPIA GERAL, os atingidos pelas TRAGÉDIAS desconhecem que nos últimos 20 anos a rubrica -RESERVA PARA IMPREVISTOS-, que consta no ORÇAMENTO GERAL DA UNIÃO, foi encolhendo ano a ano. Atenção: em 2004 estava em torno de 18% do orçamento e hoje, 2024, está em apenas 0,9%, ou seja, PRATICAMENTE ZERO. Mais: os RECURSOS QUE SERIAM DESTINADOS PARA IMPREVISTOS foram, ano a ano, sendo drenados para atender crescentes DESPESAS DE GOVERNO, mais precisamente FOLHA DE PAGAMENTO DOS SERVIDORES.  

Ou seja, a absoluta INDECÊNCIA GOVERNAMENTAL, com decisiva colaboração do PODER LEGISLATIVO, determina uma expressiva FALTA DE RECURSOS para atender TRAGÉDIAS. De novo: a CAUSA está na IRRESPONSABILIDADE FISCAL PRATICADA PELO GOVERNO assim como nas PROMESSAS DE FAZER AQUILO QUE NÃO TEM COMO SER EXECUTADO. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A REGRA NÚMERO 1, por Percival Puggina. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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19 jun 2024

O BRASIL E SEUS DILEMAS


DILEMA

Mais do que sabido, quando se diz que alguém está ENFRENTANDO UM DILEMA, esta situação significa que este alguém está diante de uma DECISÃO extremamente difícil. Pois, se levarmos em conta boa parte daquilo que a REALIDADE ESCANCARA -a céu aberto e/ou fechado- no nosso empobrecido Brasil, os DILEMAS que precisamos enfrentar não são poucos, e como tal, para evitar perdas maiores exigem DECISÕES DRÁSTICAS E RÁPIDAS.


DESTRUIÇÃO DOLOSA

Se aqueles que vivem e investem no cada dia mais afundado Estado do RS já estão ENFRENTANDO DILEMAS TERRÍVEIS, isto não significa que a situação daqueles que moram, trabalham, consomem e investem em outros estados da nossa FALIDA FEDERAÇÃO não estão preocupados com o presente e o futuro da ECONOMIA que está passando por um claríssimo processo de DESTRUIÇÃO INTENCIONALMENTE DOLOSA. 


TAMANHO GGG

Como estamos diante de problemas sérios e muito graves, alguns aumentando sobremaneira dia após dia, antes de admitir que estamos diante de um ou vários DILEMAS é preciso checar: 1- se os problemas apontados realmente existem; e, 2- qual o TAMANHO dos mesmos e, uma vez confirmados, se há uma clara possibilidade de vencê-los. Vejamos alguns deles, que além de SÉRIOS são de TAMANHO GGG.


PERIGOSO

1-Segundo o GLOBAL PEACE INDEX 2024, divulgado nesta semana, o BRASIL é um dos 50 países MAIS PERIGOSOS DO MUNDO, e o terceiro pior da América Latina. O estudo, produzido pelo Institute for Economics and Peace (IEP), se baseia em 23 indicadores para aferir o nível de segurança em 163 países do mundo. Os indicadores são baseados em três eixos: conflitos em curso, medidas de segurança e proteção, e militarização.


COMPETITIVIDADE

2- Segundo estudo elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria, no Brasil, com o Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC), o BRASIL CAIU PARA A 62ª POSIÇÃO DO RANKING MUNDIAL DE COMPETITIVIDADE, que avalia o cenário de 67 países. Para definir o rankeamento, são observadas as vantagens comparativas entre as economias de cada país, avaliando crescimento, bem-estar social e infraestrutura. A grosso modo, é uma medida que avalia o quanto um país é melhor ou pior que seus pares para render sobre as mesmas condições.


GASTO COM MILITARES

3- A FOLHA DE PAGAMENTO DOS MILITARES DO BRASIL é, em termos proporcionais, mais de TRÊS VEZES MAIOR QUE A VISTA NOS EUA. Atualmente, 78% dos gastos militares brasileiros são destinados a pessoal da ativa, da reserva e pensões. Em 2024, essa conta somará R$ 77,4 bilhões. O peso da FOLHA DE PAGAMENTO DOS MILITARES é um tema antigo de debate das contas públicas, especialmente quando o Brasil é comparado a outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, a fatia destinada ao pessoal consome 22% do orçamento militar, segundo dados da Peter G. Peterson Foundation – entidade que acompanha contas públicas nos EUA.


ENCRENCA

4- Segundo o incompetente ministro da Fazenda, Fernando Haddad, “O Brasil é uma ENCRENCA. Um negócio difícil de administrar. Às vezes quem está numa posição de poder não está fazendo a coisa certa pelo País. Isso é a coisa mais triste e difícil de lidar na vida pública no Brasil.”


BOLSA E DÓLAR

Como se percebe, nitidamente, MORAR, PRODUZIR, CONSUMIR E INVESTIR no Brasil virou um DILEMA MUITO SÉRIO. Isto explica a queda incessante do ÍNDICE DA NOSSA BOLSA DE VALORES e a ALTA -SEM PARAR- DA COTAÇÃO DO DÓLAR EM RELAÇÃO AO REAL. Que tal?



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