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06 mai 2005

AS PREOCUPAÇÕES DA FIERGS


AS RAZÕES

Entre tantas razões apontadas pela FIERGS -Federação das Industrias do RS-, para o momento preocupante que o RS está passando, estão: a estiagem, a queda do dólar, a alta dos juros nominais e a restrição do crédito do ICMS aos exportadores. Muito bem. Vamos, então, verificar quem é responsável pelas razões apontadas:

1 - ESTIAGEM

Para este fenômeno, a natureza é a responsável. E a sociedade, por não querer compreendê-la. Tanto é verdade que muito pouco se protege de alguma forma contra fenômenos naturais. Lembro bem que, em novembro de 2004, cheguei a escrever sobre as previsões meteorológicas, para o sul do Brasil, divulgadas em Washington, EUA, que mostravam uma seca forte para os meses de janeiro e fevereiro de 2005. Os nossos produtores preferiram apostar numa melhor sorte climática. Resultado: os americanos é que são os culpados, certamente, por fazerem previsões catastróficas para nós. Ou, por ?secar? o Brasil.

2 - DÓLAR

A queda do dólar frente ao real tem o mercado como responsável e a sociedade como desconhecedora das forças do mesmo mercado. Acomodadas desde o período Colonial de que o governo é quem deve fazer o hedge de tudo, deixou de compreender o sistema de flutuação da moeda como já percebia a flutuação dos preços das commodities. Por isso jamais deixou de considerar este fator no cálculo dos custos.

3 - JUROS

Embora já tenha repetido diversas vezes, volto a afirmar: os responsáveis pelos juros altos foram todos os governantes do século passado e deste. O tamanho da dívida governamental que se reflete no risco-país é hoje o motivo do patamar atingido. Se deixar de ser calibrado, a emissão de moeda e seu custo será maior do que a alta da Selic. Para o setor industrial ( investimentos) e rural (custeio) os juros são extremamente baixos a considerar os créditos para a agricultura e as taxas do BNDES.

4 - CRÉDITO DO ICMS

O grande e único responsável por este crime é o Governo do Estado do RS. Os empresários foram apunhalados de forma tão violenta neste item, que os novos investimentos já estão sendo transferidos para outros Estados. Alguns já se tem notícia, como é o caso da Doux. Outros preferem o silêncio para não serem perseguidos. O fato é que perdemos o charme de exportadores e nunca ganhamos o mesmo para vender ao mercado interno. Principalmente pela nossa má posição geográfica.

O CASO VARIG

A legislação brasileira não permite que acionistas estrangeiros detenham mais de 20% do capital votante das companhias aéreas. Esta limitação não significa, no entanto, que quem possua este percentual não seja o maior acionista de uma empresa. Basta que os demais, que somam 80% do capital votante, não tenham posição igual ou superior a 20%.

CONTRATO DE GESTÃO

Além disso, mais importante do que ser acionista controlador, é ser o gestor da empresa. E isto é possível desde que haja um acordo de acionistas. Eles podem assinar um Contrato de Gestão, definido em Assembléia, que dão os competentes poderes para os gestores. O que os interessados em investir na Varig estão querendo, e com toda a razão, é ter nas mãos o comando, o poder de administração, ou seja, o gerenciamento e a decisão sobre os destinos da empresa. Os credores também querem.

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05 mai 2005

FESTEJANDO ALGUMA COISA IMPORTANTE


FALTA MUITO

Francamente, ainda não consegui entender como foi possível a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal. O PT, que conseguiu impedir a existência de várias outras leis e reformas importantes para o Brasil, também fez gato e sapato para evitar a aprovação da LRF. Não conseguiu tal proeza, apesar do grande esforço despendido. E agora se penitencia. Isto não basta. É preciso muito mais. A LRF não resolve tudo e falta muito comportamento moral para que as coisas melhorem, mas precisamos, mesmo assim, festejar o 5º aniversário desta ainda incompleta Lei.

MEA CULPA INSUFICIENTE

Mesmo que Palocci tenha feito o - mea culpa-, em nome próprio e do partido, o que é sempre elogiável, faltou, entretanto, o mesmo gesto de arrependimento com relação a muitos outros projetos de reformas que acabaram enterrados pela forte negação e enorme mobilização do PT. Se hoje estamos festejando a existência da LRF, que inexplicavelmente consegui ficar fora da fúria e da resistência do PT, outras leis de grande importância não podem ser festejadas. Cabe, para essas, que lhes sejam enviadas flores de aniversário de morte por aborto.

OPERANDO A DECISÃO

Avisem ao governador Rigotto, aos políticos em geral, e, inclusive a muitos empresários, de que o preço do dólar frente ao real continua sendo uma resultante da atitude dos exportadores que insistem em se desfazer rapidamente da moeda norte-americana. Convencidos de que há sempre mais espaço para desvalorização, forçam mais a queda pelo tamanho da oferta. Se você fosse governo, e mesmo que quisesse formar mais reservas, crê que deva fazer isto quando a curva de preços da moeda é descendente? Ou espera mais um pouco para melhorar as contas do país? Decida.

RECONHECIMENTO

Estamos ainda cheios de impunidade e muito longe de ver muitos crimes serem combatidos. Mas é também inegável que está havendo alguma mudança no cenário. Não há um dia sequer que não se tem notícias sobre apreensão de drogas, mercadorias contrabandeadas e descobertas de corrupção ou desvio de dinheiro público. Felizmente, neste mar de crimes, o trabalho da Policia Federal está aparecendo com muita competência e precisão. Muita coisa ainda precisa ser descoberta e flagrada, mas é importante o reconhecimento e o elogio pelo trabalho demonstrado. Parabéns.

REFORMA?

As informações que nos chegam é de que o Congresso deve VOTAR a Reforma Tributária ainda neste mês de maio. Aí é que mora a grande desinformação. Não se trata de uma Reforma Tributária, coisa que precisamos junto com uma Reforma Fiscal. Na realidade estamos diante de uma possível aprovação de uma mudança no ICMS. Não chega a ser uma reforma no tributo, mas uma simplificação que atinge um único imposto e que será mais caro para os brasileiros. Por favor, gente, não aceitem facilmente a palavra - reforma - desta forma.

INSTITUTO FEDERALISTA - 1

O IF Brasil Instituto Federalista, com sede em São Paulo, acaba de lançar seu novo site - www.if.org.br - inaugurando uma nova etapa dentro de seus objetivos. A instituição pretende ampliar a difusão cultural sobre o federalismo pleno das autonomias estaduais, nos campos tributário, judiciário, legislativo e administrativo, como única forma de resolver os cada vez mais graves problemas do País.

INSTITUTO FEDERALISTA - 2

\"Sublata causa, tollitur efectus\" - suprimida a causa, eliminam-se os efeitos - é o lema da instituição, cuja proposta é reconstruir e replanejar o País, através de IFs estaduais e municipais, considerando um ambiente de descentralização plena dos poderes, hoje encastelados em Brasilia. Os IFs estaduais e municipais operarão como franquias, porém com plena autonomia para replanejarem suas localidades de acordo com as próprias potencialidades e características, com gente que conhece a sua própria realidade. É um projeto e tanto!

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04 mai 2005

RESPIRANDO LIBERDADE


SÓ FAZ BEM

Participar dos - Fóruns da Liberdade - pode ser definido como uma experiência fantástica de viver, pelo menos por um dia, respirando e entendendo o respeito pelas liberdades individuais. O difícil, depois de cada um dos eventos, é não entender como isto ainda não foi compreendido como a coisa mais sensata que possa haver para o ser humano e para todas as instituições. Afinal, como se explica tanta resistência a tudo aquilo que não faz mal algum, mas só faz bem e traz muita felicidade? Por quê, meu Deus do Céu?

ALEGRIA E SATISFAÇÃO

O desfilar de apresentadores e debatedores nos diversos painéis, com suas experiências e proposições, apresentados, ontem, no XVIII Fórum da Liberdade, foi um prato cheio de emoções e compreensões de um assunto que precisa ser melhor enfrentado: O trabalho. O trabalho, certamente, já deixou de ser um peso ou sacrifício para quem exerce qualquer tarefa. Passou a ser algo que traz muita alegria e satisfação. E não está mais tão atrelado ao emprego ou salário, mas às atividades econômicas e sociais como um todo.

SHOW DO DIA

Se houve o Show da Noite, na abertura do evento, tendo o argentino Ricardo Murphy como estrela, tivemos, ontem, o Show do Dia, com Oded Grajew e Olavo de Carvalho. Oded, depois de confirmar a sua participação, e tornado conhecedor da importância do evento, medrou na hora de debater com Olavo de Carvalho. Preferiu fazer a sua apresentação sobre o Fórum Social Mundial e, na hora do debate, simplesmente fugiu. Usou o velho estratagema de dizer que tinha um compromisso. Justamente na hora do debate. Incrível coincidência, não?

DESELEGANTE

Além de deselegante, pois conhecia o programa, deve ter sido bem recomendado a não enfrentar o seu debatedor. Que, por sinal, lamentou a retirada de Grajew e emendou: não faz diferença ele ficar ou não, pois trata-se de alguém impenetrável. Foi um Show. De conhecimento de Olavo e de deselegância de Oded Grajew.

CAIXA POTENTE

O potente caixa do Tesouro do Estado do RS deve estar pronto para contribuir de forma decisiva para controlar o preço do dólar. Como as cotações da moeda norte americana estão derretendo diante dos magníficos saldos que diariamente vem sendo mostrados pela balança comercial brasileira, só com muito dinheiro disponível é possível segurar a cotação. Vejam: é incomparável a pressão de venda dos dólares dos exportadores sobre as inversões de capital estrangeiro atrás de juros altos. Portanto, não acreditem mais nas bobagens que muitos dizem sobre especulações financeiras no Brasil.

INTERVENTOR ?

Pelas insistentes declarações do governador Rigotto, que vive lamentando a flutuação cambial, a forte valorização do real, e que exige soluções urgentes do Ministério da Fazenda, penso que deverá dispor do caixa gaúcho para ajudar. Ou não conhece o rombo do nosso caixa e do caixa da União, ou está equivocado e ainda por cima adora intervenção governamental. Que tal?

PASSAGEIROS NA MÃO

Com o fim dos vôos compartilhados, entre as empresas Varig e TAM, os passageiros do RS, que já haviam se tornado fiéis e fãs incondicionais da TAM, saíram perdendo. E perdendo feio, pois a maioria dos vôos, assim como os melhores horários acabaram mesmo ficando com a Varig. O lamentável é que o escritório regional da TAM no RS, que trabalhou arduamente para conquistar seus clientes, não tem muito que fazer. O certo é que, ao final das contas, todos acabaram ficando na mão. Ainda não conheço as razões, mas certamente o RS não parece constar nas prioridades de vôos da empresa. Quando, e se entenderem que devam mudar de opinião, a conquista poderá ser mais difícil. Os passageiros, com certeza, não vão esquecer do abandono.

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03 mai 2005

NOITE DE ABERTURA DO FÓRUM


SEMENTES QUE PODEM DAR FRUTOS

A noite de ontem, por ocasião da abertura do XVIII Fórum da Liberdade, esteve repleta de mensagens e provocações que, obviamente foram feitas para, quem sabe, virem a se tornar em sementes que podem ou não dar frutos. O objetivo é que venham a promover novas atitudes de governo e da sociedade sobre o nosso futuro, que se antevê muito complicado. Ainda mais quando se fala de trabalho no Brasil. Urge uma necessária qualificação do capital humano, cujo custo hoje é fantástico e se mostra incapaz de promover solução no curto e médio prazo.

CAMPANHAS ELEITORAIS

Mesmo que o tema principal devesse despertar mais interesse por parte dos palestrantes, o momento se transformou em oportunidade para que os políticos convidados usassem o espaço para suas campanhas eleitorais. E, neste caso, o discurso de Germano Rigotto já mostrou o que teríamos logo após. O governador escorregou mais uma vez quando resolveu culpar o cambio pelo mau resultado da economia no seu governo. A platéia poderia ter ficado sem a explicação, principalmente num ambiente onde a liberdade cambial é muito enaltecida.

CESAR MAIA, O PRÉ-CANDIDATO

A seguir tivemos a apresentação/discurso de César Maia. Que não foi outra coisa senão se colocar como pré-candidato a Presidência da República. Para tanto passou a utilizar de todas as formas para combater o governo Lula, pouco dizendo o que deve ser feito para que o trabalho possa vir a ser menos oneroso para quem contrata. E mais remunerado para quem é contratado. Para ganhar mais adeptos de sua candidatura usou a taxa de juros e cambio para tentar convencer. Nota 7.

NO PARQUE DOS DINOSSAUROS

Já o discurso de Roberto Freire, também na abertura do Fórum da Liberdade foi um grande fiasco. Coisa, gente, totalmente retirada das catacumbas. Depois de se dizer curado da doença do socialismo e do comunismo da qual foi portador por mais de dois terços de sua vida, voltou a ter uma recaída. O sinal mais claro de que o mal ainda lhe afeta é que ficou repetindo estar curado.

ENTERRADO

Esta foi a impressão deixada ao proferir a sua palestra ontem. Referiu-se ao neoliberalismo no Brasil como uma tentativa fracassada de governo, quando nunca tivemos este tal sistema por aqui. Foi, talvez, uma mera vontade. Mas, que nunca se realizou. Foi lamentável e o publico percebeu que Freire está enterrado com o caixão aberto.

O SHOW DA NOITE

A Argentina, com certeza, anda muito por baixo no cenário econômico, pelas trapalhadas de seu presidente Kirchner que anda cheio de ciúmes do Brasil. Mas, acabou sendo um argentino quem deu o show da noite da abertura do Fórum da Liberdade. Ricardo Murphy, que já foi consultor do FMI e do BID, foi o único que preferiu ficar restrito ao tema do Trabalho. Discorreu enfaticamente sobre a necessidade da melhor qualificação do capital humano e do aumento da poupança para que haja mais trabalho e mais empregabilidade no país.

O REBATE DE MURPHY

Murphy rebateu, com muita inteligência, as colocações feitas pelo dinossauro Freire. Claramente informou que o plano de governo argentino foi à breca não por ter sido neoliberal, mas porque o governo vizinho resolveu aumentar significativamente os gastos. Aliás, a mesma coisa que aconteceu no Brasil.

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02 mai 2005

O FUTURO DO TRABALHO


FÓRUM DA LIBERDADE

Infelizmente, não é com o mesmo espaço que a mídia concedeu às edições do Fórum Social Mundial, que o importante Fórum da Liberdade conta para melhor esclarecer o que tem sido discutido em todas as suas 17 edições realizadas. Realmente é uma pena, pois a inteligência, a lógica e as possibilidades de transformar o Brasil em coisa mais útil e decente, passam muito mais pelo Fórum da Liberdade. O ambiente é mais sadio, com interessados mais preparados.

UM TEMA BEM ESCOLHIDO

Hoje, 02, à noite, e amanhã, 03, durante todo o dia, teremos a 18ª edição do Fórum da Liberdade, que destaca o tema : O Futuro do Trabalho. Creio que foi muito bem escolhido o tema, uma vez que tivemos ontem o dia destinado ao trabalho. E, principalmente porque muitas das manifestações mostraram que a maioria do povo não tem noção de como se aumentam, decisivamente, as atividades que promovem a ocupação de um povo que precisa se sustentar e melhorar a sua renda individual.

A PRESENÇA DO PONTOCRITICO.COM

Experiências de vários países que conseguiram obter mais ocupação com melhor resultado para seus trabalhadores, deverão ser expostas pelos palestrantes para que possam ser discutidos entre todos os participantes nos painéis do 18º Fórum da Liberdade, promovido pelo IEE ? Instituto de Estudos Empresariais. E o PONTOCRITICO.COM estará lá, hoje e amanhã, no prédio 41 da PUC, em Porto Alegre, para ouvir, entrevistar e difundir os principais lances do magnífico encontro. Espero que haja a melhor repercussão, apesar de saber que a mídia aberta não tem o mínimo interesse em expor o que existe de mais inteligente.

DOENÇA SÉRIA

As razões para que a imprensa de massa fique à distância do Fórum da Liberdade é bem sabida. As coberturas precisam ser feitas por repórteres, gente. E a maioria deles, em todo o Brasil, obviamente, são portadores de uma doença séria e quase incurável: a ideologia de esquerda. A doença se manifesta muito cedo e seus portadores se identificam por terem deixado de pensar desde os tempos de escola. Permaneceram sempre com a idéia fixa de que só o socialismo nos leva a alguma solução.

MÁ PERCEPÇÃO

E apesar de participarem de todas as coberturas nas diversas edições do Fórum Social Mundial, ainda não perceberam que só colhemos enormes fracassos, como: mais informalidade, mais corrupção e mais assistencialismo. E menos desenvolvimento, menos liberdade e menos eficiência.

ESTACIONAMENTO

Os donos de alguns Shoppings Centers do Rio de Janeiro, como mostram as notícias, andam enfrentando problemas quanto a possibilidade de exercer seus direitos de cobrar pelo estacionamento de veículos dentro das suas propriedades. O assunto está na justiça, mas uma liminar voltou a permitir as cobranças até o julgamento do mérito. Mesmo assim, as fortes manifestações de freqüentadores/consumidores acabaram por promover a liberação por parte dos empresários do setor.

MERCADO LIVRE

É preciso entender que, num mercado livre não é o governo quem deve dizer o que deve e o que não deve ser feito dentro das propriedades privadas. O assunto é de um entendimento exclusivo entre duas partes: a compradora e a vendedora de produtos ofertados nos Shoppings. Os consumidores, através de manifestações e de consumo são os que devem promover: 1- a redução de preços; 2- a gratuidade do estacionamento; e 3- a manutenção da cobrança. A solução da questão não passa, portanto por intervenções governamentais, por legislação, mas, exclusivamente pela negociação.

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29 abr 2005

A TIMIDEZ OU O COMPROMETIMENTO DA MÍDIA


NOTÍCIAS ABAFADAS

Duas notícias me chamaram muito a atenção nesta semana. Nenhuma delas, no entanto, foram bem exploradas pela mídia. Estranho. A primeira, foi a malandra, a esperta e a mentirosa explicação dada pelo governo sobre a ALCA. A segunda, foi a nota 4,5 dada pelo presidente do STF Nelson Jobim, ao Judiciário. Observem o porquê da minha estranheza:

SEM ALCA

1- Gente, é mais do que sabido de que este governo nunca quis e continua não querendo a ALCA. Trata-se de um acordo firmado pelo Fôro de São Paulo e seus signatários. Só para deixar claro: Fôro de Sâo Paulo não tem coisa alguma com a cidade ou o estado de Sâo Paulo. O nome até serve para criar esta confusão. Entendem, o Fôro é uma associação comunista. Da pesada. Portanto, creiam, o governo está empenhado e vai fazer de tudo para que o Brasil e seus aliados latino-americanos não façam parte do Bloco.

CINISMO REINANTE

De novo: podem não gostar do que estou afirmando e pensar o que quiserem, mas o certo é que não tem ALCA aqui. Para o Brasil, Venezuela e Cuba, apesar das mensagens recentes do governo Lula e dos seus desmentidos ocorridos na véspera da visita de Condoleezza Rice ao país. Aliás, o cinismo reinou forte na recepção da representante do governo americano por aqui.

OS OTÁRIOS

Lembram quando Lula disse, e o ministro Celso Amorim repetiu, de que a mídia não entendeu o assunto ALCA? Pois bem. Depois que Lula afirmou que a ALCA não estava na pauta do governo, corrigiu e disse: A ALCA só foi retirada da pauta jornalística, não da pauta de governo. Ora, ora. Isto é coisa que só um povo bobo aceita. Muito otário, gente.

VISITAS POUCO TRANSPARENTES

É inegável que as visitas constantes que José Dirceu vem fazendo à Venezuela e Cuba não tem sido objeto da transparência necessária para a imprensa. Como são visitas feitas com dinheiro público, por pessoas de governo, é uma obrigação explicar, e muito bem explicado, o que representam tais encontros com Chávez e Castro. Se há falta transparência aqui, sobra muita visibilidade na visita de Chávez a Cuba.

SEM FALSEIOS

Sem falseios, gente: está evidente que Cuba pode ter um novo patrocinador. Depois que deixou de receber as mesadas da antiga e falida URSS, não houve outro país comunista com dinheiro suficiente para financiar Cuba. E a Venezuela não vai fazer isto sozinha com a receita petróleo. Vai ter financiamento do BNDES e muitas outras coisas mais. O Grande Estado Bolivariano, previsto e colocado em ata em reunião do Foro de São Paulo, está sendo implementado. tudo claro, mas sem o conhecimento da sociedade brasileira. Observem o que está acontecendo em Roraima e depois me cobrem.

NOTA 4,5

Sobrou este espaço para comentar a nota dada por Nelson Jobim ao judiciário. Gente, a nota 4,5 está estampada no cálculo do risco Brasil. As dificuldades e a morosidade impostas pelo Judiciário têm sido fatores de grande iompacto na formação da taxa de risco de investimentos no nosso país. Em alguns Estados chega a ser maior. No RS, por exemplo, os juros bancários são mais altos porque os tomadores aceitam passivamente o custo ficnanceiro ao assinar os contratos e depois recorrem à Justiça para dizerem que foram lesados. Esta esperteza tem preço. E que a Justiça muitas vezes acalenta pelas decisões tomadas.

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