LUA DE MEL ENCERRADA
Ontem, depois que foram divulgadas: 1- a taxa de desemprego (PNAD); e, 2- o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), o sentimento de confiança e esperança ( que muitas vezes têm conotação de arrogância) que ainda reinava na cabeça, corpo e membros dos inveterados otimistas deu ares de que a LUA DE MEL, enfim, chegou ao fim.
NO NOSSO QUINTAL
Entretanto, mesmo que o ambiente deixasse bem claro que o clima era de FIM DE FESTA, não faltaram aqueles que jamais se convencem de que todos os males que simplesmente não deixam a economia brasileira decolar são criados e desenvolvidos no nosso imenso quintal.
DÓLAR/REAL
Infelizmente, os grandes meios de comunicação, que agem como -agentes influenciadores- junto aqueles que não gostam de pensar, dizem a todo o momento que o dólar está subindo, quando a realidade mostra, claramente, que o real é que está despencando.
JUROS AMERICANOS
Como todos se preocupam em atacar as CONSEQUÊNCIAS, deixando intactas as CAUSAS dos nossos problemas, muitos saem sempre pela mesma tangente pra lá de enganadora, dizendo que o dólar está subindo porque os investidores estão querendo aproveitar a alta dos juros nos EUA.
TRIPÉ
Conversa mole. Os investidores administram seus investimentos com base no mais antigo tripé, que reúne: RENTABILIDADE, SEGURANÇA E LIQUIDEZ. Neste momento não é a RENTABILIDADE que está falando mais alto. O que mais está pesando nas decisões é a SEGURANÇA e a LIQUIDEZ.
RECADOS
Este é o grande e certeiro RECADO que os investidores em geral estão dando para os governantes dos países emergentes. O Brasil, infelizmente, devolve com outro recado ao mundo todo, dizendo que não está disposto a atacar o seu grande problema, que se concentra nas absurdas e impagáveis FOLHAS DE SALÁRIOS DOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS (em todos os níveis e esferas). Pode?
RECUPERAÇÃO DO ATRASO
Pela reação que o mercado está escancarando vê-se, com boa nitidez, o quanto estavam equivocados aqueles que acreditaram que o simples (ou complicado) afastamento do PT do governo já seria suficiente para fazer a economia brasileira crescer.
TIRAR DO ATOLEIRO
Estes -OTIMISTAS SEM CAUSA-, levados pelo entusiasmo e pouco senso analítico, não entenderam, ou não quiseram entender, que tirar o Brasil do grande atoleiro, que foi cuidadosamente desenvolvido ao longo dos governos Lula/Dilma petistas, não seria uma tarefa fácil. Muito menos em prazo curto ou mesmo médio.
SEM FORÇA PARA DECOLAR
Pois, da mesma forma como acertei -na mosca- ao dizer, constantemente, que nas mãos, pés e mentes dos petistas o destino da economia brasileira seria trágico, também acertei -na mosca-, que sem uma redução substancial e imediata dos ROMBOS DAS CONTAS PÚBLICAS (que não param de crescer) a economia brasileira continuaria sem força suficiente para decolar.
VOO DA GALINHA
A propósito, não foram poucas as vezes em que usei o -voo da galinha- como metáfora para fazer comparação com o desempenho da economia brasileira, notadamente a partir de 1974, quando Geisel assumiu o governo.
DECOLAGEM COMPLICADA
Ainda que já tenha explicado várias vezes, considero como importante repetir sempre: as galinhas são demasiadamente pesadas para o tamanho de suas asas. Isto faz com que tenham enorme dificuldade para fazer uma decolagem.
A CAUSA DOS VOOS RASANTES DA ECONOMIA
Pois, da mesma forma, o ROMBO DAS CONTAS do Brasil (União, Estados e Municípios), que não para de crescer principalmente por força das contas da PREVIDÊNCIA, é pesado demais para as debilitadas asas da economia brasileira. Aí está a grande CAUSA que impede a decolagem. Isto sem considerar o peso das estatais, que é paquidérmico.
Assim sendo, quando muito, coisa que está cada vez mais difícil sem as REFORMAS, a economia brasileira só conseguirá dar pequenos e curtos pulinhos. É o caso.
MODO PATINANDO
No dia 16 de abril (exatamente um mês atrás), escrevi um editorial dando conta de que a economia brasileira, notadamente pelo (incrível) desinteresse mostrado pela maioria dos nossos deputados federais, que se recusaram a aprovar a urgente e imprescindível -REFORMA DA PREVIDÊNCIA-, foi colocada na função -MODO PATINANDO-.
IPEA
Pois, com enorme atraso, ontem (somente ontem) o importante IPEA -Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada- reconheceu, publicamente, que o ritmo da economia brasileira está abaixo do esperado. Ora, ora seu IPEA....
MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA
Volto a insistir: a economia brasileira esboçou um sentimento de confiança e esperança porque o governo Temer afastou o cálice da Matriz Econômica Bolivariana, implantada pelo governo Dilma-Petista-Neocomunista. O entusiasmo foi de tal ordem que muita gente entendeu que a partir daí o crescimento da economia estava garantido.
MOVIMENTO CÍCLICO
Na realidade, gostem ou não, o fato é que a economia brasileira, depois de atravessar um longo período de forte emagrecimento, provocado pela destruidora administração petista/venezuelana, tão logo se viu livre do regime bolivariano entrou num movimento considerado -cíclico- de crescimento econômico.
SISTEMA DE AQUECIMENTO
Ainda que o atual governo tenha conseguido aprovar matérias importantes e necessárias para colocar o Brasil de volta aos trilhos do desenvolvimento, o fato é que a não aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA fez com que o sistema de aquecimento entrasse em pane e parasse de funcionar.
CRISES -MADE IN BRAZIL-
Como se percebe, com absoluta clareza, todos os indicadores de atividade econômica, tão logo a PEC da Reforma da Previdência foi definitivamente colocada no colo do próximo governo (onde a incerteza é dominante), entraram em ritmo -queda constante-.
O Brasil, mais do que sabido, desenvolveu uma enorme capacidade para produzir CRISES -MADE IN BRAZIL-. Entretanto, o que provoca maior prazer nos políticos que governam o nosso pobre país é dizer por todos os cantos que as CRISES têm origem no exterior. Pode?
AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE TEMER
No último sábado, 12 de maio, o presidente Temer completou dois anos a frente do governo brasileiro. Ao longo deste período, como mostram todas as pesquisas feitas desde então, a avaliação -ótima ou boa- do seu governo nunca foi superior a 6%, enquanto a -ruim ou péssima- sempre esteve na ordem de 70%.
PESSOA FÍSICA E PESSOA JURÍDICA
Pois, no meu entender, os entrevistados pelos institutos de pesquisa, não conseguem separar o que o presidente Temer fez, em termos de ações/decisões propostas e/ou tomadas ao longo desses dois anos, como -PESSOA JURÍDICA INSTITUCIONAL-, daquilo que representam -suspeições- quanto a eventuais (e sempre possíveis) atos de corrupção envolvendo a figura do presidente como -PESSOA FÍSICA-.
MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA
Vejam que no aspecto estritamente GERENCIAL, só o fato de o Brasil ter se livrado da MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, já seria o bastante para que o governo Temer recebesse nota altíssima. Caso o mostrengo fosse mantido o Brasil estaria, inevitavelmente, sendo confundido com a arruinada Venezuela.
LEIS APROVADAS
A partir daí, se forem levadas na devida conta as medidas que o governo Temer conseguiu aprovar para o bem do nosso país, como é o caso da lei do Teto dos Gastos Públicos, da Lei Trabalhista, da Lei das Estatais, da nomeação de técnicos para comandar as empresas públicas, notadamente Petrobrás, BNDES, Banco do Brasil e Eletrobrás, etc., a nota que deveria receber seria algo como 9,9.
ATOS DE CORRUPÇÃO
Mais: gostem ou não do presidente Temer, o fato é que ao longo desses dois últimos anos de seu governo não há registro algum de atos de corrupção praticados nas empresas públicas supracitadas. Observem que todos os casos descobertos e/ou em fase de investigação datam de anos anteriores.
NA MESMA FOSSA
Bom seria se neste breve período de dois anos Temer tivesse conseguido aprovar a Reforma da Previdência. Apesar de ter se esforçado bastante para tanto, a maioria dos deputados federais resolveu empurrar com a barriga aquilo que, indiscutivelmente, representa o MAIOR ROMBO DAS CONTAS PÚBLICAS DO PAÍS.
Ou seja, o povo avaliou o presidente Temer apenas com base nas suspeições de seu (possível) envolvimento em casos de corrupção. O seu governo, que é um dos melhores dos últimos 50 anos, foi colocado na mesma fossa. Pode?
ELEIÇÕES 2018
As eleições deste ano já anteciparam, de forma muito clara, duas situações:
1- a PRÉ-CAMPANHA terá um prazo longo de duração; e,
2- a CAMPANHA, propriamente dita, terá prazo muito curto de duração (apenas 45 dias).
CONVENÇÕES
Como as convenções dos partidos estão previstas para acontecer nos meses de julho e agosto, até lá o ambiente político em todo o Brasil será marcado por muita especulação e grande incerteza.
DESISTÊNCIAS
Vejam, a propósito, que alguns dos atuais pré-candidatos já desistiram antes mesmo do início da efetiva campanha eleitoral. Algo, inclusive, que pode ser repetido, tranquilamente, até a realização das convenções.
DURAÇÃO DAS CAMPANHAS
Observem que nestas -Eleições 2018-, que acontece no dia 7 de outubro (primeiro turno), o início da propaganda eleitoral terá início no dia 16 agosto, enquanto o horário eleitoral através do rádio e televisão inicia no dia 31 de agosto e encerra no dia 4 de outubro. A curta duração, portanto, será de apenas 45 dias.
FINANCIADORES
Considere-se, também, que estas Eleições não contarão com os fabulosos financiamentos das grandes empreiteiras do país, obtidos através da corrupção. Cientes disso, os partidos, a exceção do NOVO, não perderam tempo: garantiram recursos fantásticos de dinheiro público, através do Fundo Partidário.
CRETINICE
Ainda assim, uma coisa é certa e evidente: tudo que aconteceu no ambiente político, notadamente a partir da Lava-Jato, ainda não foi suficiente para acabar com a cretinice da elite empresarial, que sempre se vendeu aos governos, desde o período colonial.
A grande prova está na distribuição sistemática de recursos, onde todos os partidos e/ou candidatos são atendidos. Com isso sempre ficam bem com quem se elegeu.
PROBLEMAS
Ontem enquanto ouvia alguns pré-candidatos à presidência, que se apresentaram no painel que integrou a 22ª Conferência da Unale (União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais), na cidade de Gramado, RS, fiquei ainda mais convencido de que num eventual ranking mundial dos países que mais se dedicam a construir PROBLEMAS, o Brasil estaria nas primeiras colocações.
SOLUÇÕES
Da mesma forma, se alguma instituição se dispusesse a criar um ranking mundial dos países cujos governantes mostrem capacidade de apresentar SOLUÇÕES, o Brasil, certamente, ganharia enorme destaque como um dos mais atrasados e ineficientes.
SÓ HONESTIDADE
Como estamos vivendo um momento em que muita gente está manifestando, através de vídeos gravados, -O BRASIL QUE EU QUERO PARA O FUTURO-, o que a maioria dos brasileiros está dizendo, basicamente, é que os governantes precisam ser (apenas) HONESTOS. Pouquíssimos exigem a necessária COMPETÊNCIA.
ÁLVARO DIAS
Na realidade, o único pré-candidato, dentre os cinco que se apresentaram no painel, que vive num mundo real e disse coisa com coisa, foi Álvaro Dias, do Podemos.
Os demais, Ciro Gomes, do PDT, Guilherme Boulos, do PSOL, e Manuela D'Avila, do PCdoB, foram simplesmente desastrosos. Além de não se constituírem como surpreendentes, deram a impressão que estavam participando de um concurso de estupidez.
ESTUPIDEZ TOTAL
Como um campeão de estupidez, o pré-candidato Ciro Gomes disse -que as famílias Setúbal e Moreira Salles (grupo Itaú Unibanco) colocaram no bolso R$ 9 bilhões, com os dividendos pagos aos acionistas, e não pagaram um centavo de IR. Enquanto isso a classe média é obrigada a pagar 27% na fonte-. Pode?
O pior é que muita gente achou interessante e cabível a estupidez. Mal perceberam que Ciro prega uma bitributação escandalosa, pois a empresa, antes de distribuir o resultado, já pagou todos os impostos.
BOULOS E MANUELA
Outro que se mostrou, como sempre, totalmente fora da casinha, foi Guilherme Boulos. Fiquei engasgado quando ouvi o pré-candidato afirmar que se eleito vai revogar a PEC do Teto dos Gastos. Que tal?
E a Manuela DÁvila? Bem, aí foi a cereja do bolo da estupidez total. A pré-candidata disse, alto e bom tom, que o governo não deveria reduzir os gastos públicos para fazer o ajuste fiscal. Depois de ouvir tamanha besteira, confesso que fiquei com ânsia de vômito.