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07 jun 2013

CRÉDITO IMOBILIÁRIO


FEIRÃO DE IMÓVEIS

A Caixa Econômica Federal, que de forma costumeira promove Feirões de Imóveis pelo Brasil afora, realizou um desses mega-eventos num recente final de semana de maio, em Porto Alegre.

ATITUDE DA CAIXA

Sem ter nada para fazer resolvi conferir algumas coisas: 1- o que estava sendo colocado à venda; 2- os preços praticados; e, 3- qual a atitude da Caixa quanto ao financiamento dos imóveis ofertados.

OPORTUNIDADE DE COMPRA

Pois, pela forma com que os corretores oferecem os mais diferentes imóveis, dizendo aos potenciais compradores que precisam se decidir rapidamente para não perder a oportunidade de compra, aí o que mais funciona é o impulso.

COMPRA POR IMPULSO

Comprar um imóvel por impulso, mais do que sabido, já é uma temeridade. Mas, o pior de tudo vem a seguir: engana-se quem imagina que a Caixa Econômica estava lá para avaliar a condição financeira e econômica dos eventuais compradores.

CRÉDITO ÀS CEGAS

A ordem, pasmem, era dar crédito a todos que foram até o local do evento. Para os funcionários da Caixa, pouco ou nada importava se havia interesse na compra de algum imóvel. Bastava encostar a barriga no balcão da Caixa para sair dali com crédito aprovado. Pode?

OLHANDO O FUTURO

Depois dessa, como já havia obtido as respostas que precisava, resolvi cair fora do local do evento. Antes, porém, ainda dei uma olhada rápida em direção ao futuro, tipo uns dois anos à frente, na tentativa de enxergar o resultado da minha visita ao Feirão.

DEVOLUÇÃO EM MASSA

Foi quando vi esses inúmeros compradores querendo devolver seus imóveis adquiridos por impulso. Como a fila que estava ao alcance dos meus olhos imaginários estava longa, me deu a entender que outros tantos estavam ali querendo renegociar suas dívidas para o dia de São Nunca. E a Caixa-Mãe concordava com tudo.... Pode?

BOLHA IMOBILIÁRIA

Como se vê, o Brasil também está construindo a sua Bolha Imobiliária. A diferença em relação às demais é que o nosso sistema financeiro como um todo, diferente do que aconteceu nos EUA e na Europa, não será afetado. Aqui, quem vai se transformar numa enorme imobiliária será a Caixa Econômica Federal, que passará a ter a maior carteira de casas e apartamentos do mundo.

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06 jun 2013

CRESCIMENTO PÍFIO


ESCREVENDO A MESMA COISA

Os leitores/assinantes do Ponto Crítico são testemunhas do quanto eu gastei a ponta dos dedos escrevendo no teclado do meu computador, ao longo dos últimos dez anos, para dizer sempre a mesma coisa: que o Brasil não teria como apresentar crescimento econômico além de pífio. Como se vê acertei na mosca, mesmo a contragosto.

CAIU A FICHA?

Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, que até agora só desancou o pau em quem dizia que o país não cresceria acima de 4% ao ano, nos últimos anos, admitiu, finalmente, que vai reduzir a previsão de crescimento para o ano ? atualmente em 3,5%. Mesmo que a projeção seja revisada para baixo, o comunista não vai dar o braço a torcer: vai continuar dizendo que o PIB vai crescer mais do que o mercado acredita.

ROTINA

Aliás, até parece que Mantega não lê nem mesmo o Boletim Focus, do Banco Central, que ao longo desse mesmo período só tem feito uma tarefa pra lá de rotineira: publicar, semanalmente, uma projeção de crescimento cada vez MENOR, do PIB; e um crescimento MAIOR da INFLAÇÃO.

NOTÍCIAS DECEPCIONANTES

Assim, ao longo do tempo só tem saído notícias decepcionantes sobre o desempenho econômico do Brasil. E na semana passada, para confirmar este tristeza, o IBGE informou que no primeiro trimestre, o crescimento foi de apenas 0,6%. Com isso nem mesmo a expectativa de um crescimento de 3%, considerada a mais pessimista por parte do governo, pode se confirmar.

SEM COMPETITIVIDADE

E para coroar a má administração deste governo petista-equivocado, o Brasil caiu para 51º lugar, entre 60 países, numa classificação anual de competitividade, publicado pelo Centro de Competitividade Mundial do IMD, uma das melhores escolas de gestão da Europa. Só no último ano foram cinco posições. E, desde 2010, quando ocupava a 38ª colocação, a queda foi abissal: 13 posições. Ou seja: é declínio puro.

FELICIDADE E TRISTEZA

Por aí é possível entender o que faz um povo ser mais feliz e outro menos feliz. O ranking que compara os 34 membros da OCDE ? na maioria nações desenvolvidas ? e dois chamados de -parceiros-chave-, caso do Brasil e Rússia, diz tudo.

INDEX DE VIDA

Austrália, Suécia, Canadá, Noruega e Suíça estão no topo da lista dos países com -Index da Vida Melhor. Felicidade, em outras palavras. A comparação foi feita com base em onze critérios, tais como renda, saúde, segurança e moradia. Pois, segundo a OCDE, o povo brasileiro é feliz. Sabem, no entanto, por quê? Porque desconhece o que acontece no Brasil. A ignorância faz do brasileiro um povo feliz. Que tal?

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05 jun 2013

FREE SHOP, NO BRASIL, É FRIA


PAPEL DE BOBO

Como os brasileiros são educados para cumprir e desempenhar o papel de bobo, por óbvio não seria nos Free Shops, ou lojas Tax Free, que existem nos aeroportos internacionais do Brasil que viriam a ser tratados de forma diferente.

CARGA TRIBUTÁRIA

Diante das facilidades que se oferecem para fazer viagens ao exterior, os brasileiros que já experimentaram este prazer têm noção do quanto é elevada a nossa carga tributária. Sabendo disso, quando informados de que alguma mercadoria estrangeira pode ser adquirida, aqui no Brasil, com isenção de impostos, suas veias de consumo ficam estimuladas.

SEM CONCORRÊNCIA

É aí, gente, que mora a inocência. Nos aeroportos brasileiros, os donos dos Free Shops do Brasil fazem os consumidores acreditarem que estão fazendo um grande negócio quando compram nos seus estabelecimentos. Como não têm concorrência, aumentam descaradamente o preço das mercadorias quase que na mesma proporção da redução do valor do imposto.

GANÂNCIA EXPLÍCITA

De novo: como os Free Shops não têm concorrentes, fica ao gosto do dono do negócio a colocação do preço que bem entender nas mercadorias ofertadas. Com isso, o consumidor, ao se livrar da ganância tributária, mal sabe que está se submetendo à ganância do empreendedor monopolista.

EUA E EUROPA

A confirmação dessa prática pode ser conferida, claramente, tanto nos Free Shops de aeroportos de outros países quanto nas lojas de rua, onde o imposto é cobrado. Na maioria das lojas americanas e europeias, por exemplo, (nem estou, portanto, comparando com lojas Tax Free), inúmeros produtos têm preços inferiores aos praticados nos nossos Free Shops.

TRAUMA

Como se vê, o trauma dos IMPOSTOS ELEVADOS faz com que a existência dos Tax Free seja suficiente para deixar os consumidores brasileiros em Pé de Compra. Ou seja: aqui, produto isento de impostos só livra o consumidor de ser bobo do governo. Por falta de concorrência se tornam bobos dos donos dos Free Shops. Isto, para que fique bem entendido, se resolverem consumir nos seus estabelecimentos.

CONSELHO

Portanto, o que resta é aconselhar: para diminuir o tamanho da babaquice, que já faz parte do DNA do brasileiro, o negócio é comprar o que se pode, tem direito e vontade, nos aeroportos do exterior, na hora do embarque para o Brasil. De novo: comprar aqui é fria.

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04 jun 2013

CONSCIENTIZAÇÃO POR CAMADAS


INTERNET

Mesmo que a internet esteja aí, disponível, para fazer com que pessoas do mundo todo (exceto, obviamente, dos países comunistas) possam tomar conhecimento de tudo que acontece em tempo real, não é bem assim que as coisas funcionam.

CONHECIMENTO

Dependendo do interesse e da preferência que cada indivíduo mostra a respeito de determinado assunto, aí é que se estabelece a vontade pela obtenção do saber das coisas que acontecem a todo momento.

FUTEBOL

No futebol, esporte que reúne um número cada vez maior de aficionados, o interesse pelo conhecimento do desempenho de cada clube ou seleção nas competições locais e/ou internacionais é, talvez, o melhor exemplo dessa vontade em saber de tudo imediatamente. É tudo ON LINE, praticamente.

ECONOMIA

Já na economia não é assim. Como o tema não é muito sedutor, poucos se interessam pelo assunto de forma mais ampla. O interesse maior só se manifesta com relação ao comportamento dos preços (inflação), salários e empregos. O resto parece ser menos importante, principalmente para quem tem baixo nível de esclarecimento.

EUROPA

Assim, a conscientização sobre o desempenho de um país se dá, ao longo do tempo, por camadas sociais e dependendo do tamanho dos problemas ali vividos. Vejo isto com grande nitidez aqui na Europa, onde passo alguns dias. Como o continente está mergulhado numa crise sem precedentes, a preocupação com a economia é assunto em todas as rodas.

ITÁLIA

Na Itália (e não é diferente em Portugal, Espanha e Grécia, para ficar só com esses países) o povo que mais se comunica com os turistas, como é o caso daqueles que trabalham em hotéis, restaurantes e transporte (táxis), percebo que a tecla do computador, que ATUALIZA AS NOTÍCIAS- sobre outros países, simplesmente deixou de ser clicada.

ILUSÃO

Assim, esse pessoal, movido por notícias ilusórias de 2008/2009, continua plenamente convencido de que o Brasil é uma potência. Vive, portanto, um momento econômico mágico, de franco crescimento por todos os poros.

BRASIL POTÊNCIA

Impressionados, talvez, pelo enorme contingente de brasileiros que ocupam as ruas e hotéis de toda a Europa e dos EUA, principalmente, quem os recepciona imagina que o Brasil cresce mais do que a China ou Panamá.

PERCEPÇÃO

Quando digo que a nossa situação é muito diferente, onde o PIB não cresce faz tempo, e que a inflação galopa sem parar, simplesmente não sou entendido. Esta percepção de que o Brasil está parado, ainda não foi percebida por aqui. E por aí também, certamente. Quase todos ainda se mostram convencidos de que o Lula é o melhor político do planeta. E que Dilma é uma mulher super-poderosa. Pode?

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03 jun 2013

AMBIENTALISTAS?


ÁRVORES

Na semana passada, antes de sair do Brasil para passar uns dias entre o norte da Itália e a Croácia, ainda tive tempo para acompanhar a forma com que a Prefeitura de Porto Alegre agiu para acabar definitivamente com a demorada novela que até então envolvia o corte das árvores que impediam a duplicação da Av. Beira Rio.

DECISÃO JUDICIAL

Pois, na madrugada de 4ª feira, 29, para dar fim ao arrastado problema do corte das árvores, a administração do município precisou pedir o auxílio da força policial da BM para afastar os manifestantes, que não aceitaram a decisão judicial. Mais: não sabem o que significa democracia.

MÍDIA EQUIVOCADA

O curioso é que grande parte da mídia do RS chama os manifestantes desocupados de AMBIENTALISTAS. Francamente, não sei de onde tiraram tal termo para explicar o comportamento de gente tão estúpida.

GUAÍBA E ARROIO DILÚVIO

Se fossem minimamente ambientalistas, ou defensores do Meio Ambiente, já teriam demonstrado a sua paixão acampando, da mesma forma como fizeram junto às árvores que estavam para ser cortadas, nas margens poluídas do Guaíba e no trajeto que vai da nascente do Arroio Dilúvio até onde ele desemboca.

PROTESTANTES SUJOS

Aliás, Ambientalistas não fazem o que os sujos fizeram no Paço Municipal em protesto contra a modernização da capital do RS. Quem faz tamanha sujeira, e se porta da forma como foi mostrada pelas imagens da TV e pelas fotos estampadas no jornais, não pode ser chamado de Ambientalista.

CONFORMISMO

O que mais me entristece nisso tudo é o CONFORMISMO dos gaúchos. A maioria, disparada, pelo que revelam as pesquisas, estão a favor do corte das árvores por dois grande motivos: 1- serão plantadas outras em número quatro vezes maior do que aquelas que foram retiradas; e, 2- com Copa do Mundo ou sem o evento, Porto Alegre clama por obras viárias.

TRÊS GATOS PINGADOS

Lembro que tentei juntar alguns portoalegrenses no local do acampamento, num domingo, para fazermos um protesto a FAVOR DO CORTE DAS ÁRVORES para dar lugar à duplicação urgente da Av. Beira Rio. Muitos ficaram entusiasmados com a ideia, mas na hora de se apresentar sabem quantos estiveram lá? Três gatos pingados. Ai é duro, não?

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29 mai 2013

A FALTA DO BOM SENSO


PRODUTO ESCASSO

Entre tantas coisas que sempre estiveram em falta no Brasil, o BOM SENSO é uma delas, infelizmente. É certo que a educação poderia contribuir para aumentar a oferta desse necessário produto, mas é pra lá de sabido que ensinar e aprender nunca foi prioritário para governo algum do nosso pobre país. Como revelam, aliás, os registros históricos do Brasil, desde o momento em que os portugueses chegaram aqui para ficar.

BOA ÍNDOLE E EQUILÍBRIO EMOCIONAL

Arrisco a dizer, no entanto, que mesmo com um baixo grau de educação, o BOM SENSO ainda teria boas chances de prevalecer. Para tanto, os indivíduos só precisariam ser portadores de uma ponta de boa índole e uma dose razoável de equilíbrio emocional. Isto bastaria para tornar apto qualquer indivíduo para decidir entre o bom do ruim e/ou o necessário do não tão importante.


ECONÔMICO E SOCIAL

Esta escassez total desses princípios fica ainda mais clara e patente quando os nossos governantes precisam tomar decisões. É quando eles tomam a iniciastiva de agir com absoluta e relativa falta de equilíbrio emocional e racional. Isto vale tanto para a decisões na área econômica quanto nas de cunho social.

DIREITOS PÉTREOS

É sabido pelos mais esclarecidos que a oportunidade para acertar e/ou corrigir equívocos que emprerram o desenvolvimento de qualquer país, só acontece quando o povo se decide pela revisão da Constituição.
Pois, o povo brasileiro, para demonstrar a sua total falta de BOM SENSO, decidiu, através de seus repressentantes, colcocar na sua última Carta Magna, de 1988, exagerados direitos PÉTREOS (irremovíveis) os quais tornaram a nossa Carga Tributária estupidamente alta. 



MANIFESTAÇÕES DOS LÍDERES

Esta terrível e comprovada falta de BOM SENSO se torna ainda mais triste e evidente quando nos deparamos com as frequentes manifestações dos líderes das mais diversas entidades e instituições, gritando contra o elevadíssimo CUSTO-PAÍS. 



CONSTITUIÇÃO DE 1988

Ora, tal comportamento, além de mostrar uma falta absoluta de BOM SENSO dos líderes, e do povo em geral, deixa claro que falta também um mínimo de conhecimento. É preciso que saibam, de uma vez por todas, que a Consituição de 1988 (vontade do povo brasileiro) foi quem tornou legal a nossa baixa competitividade internacional.

REFORMAS

É esta mistura explosiva, portanto, representada pela falta de escolaridade com inexistência de equilíbrio racional, nos coloca diante do seguinte dilema: ou mudamos a Constituição (FAZENDO REFORMAS), ou vamos continuar padecendo no inferno da burrice, do atraso e da falta de competitividade.

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