AINDA SOBRE O PIB
Ainda sobre o desempenho do PIB brasileiro/2019, divulgado ontem pelo IBGE, antes que os leitores se deixem levar pelas informações apressadas e pouco esclarecedoras, eis aí o ótimo estudo produzido pelo ativista libertário -Raphaël Lima-, dono do canal Ideias Radicais, no qual fala de filosofia, economia, política e moedas, publicado no site do Instituto Mises Brasil:
DUAS BOAS NOTÍCIAS
De acordo com os dados divulgados hoje pelo IBGE, a economia brasileira cresceu 1,14% em 2019.
Houve duas notícias boas, que foram amplamente divulgadas:
1) No quarto trimestre de 2019, a economia cresceu 1,67% em relação ao quarto trimestre de 2018.
2) O segundo semestre de 2019 foi o melhor, em termos de crescimento econômico, desde 2013. Em termos anualizados, o crescimento do segundo semestre foi de 2,3%.
No entanto, há algo ainda mais positivo que não tem sido ressaltado pela mídia: a atividade econômica não só está crescendo com mais vigor do que o divulgado, como também está crescendo com mais qualidade.
O QUE COMPÕE O PIB
Para entender como o Brasil está crescendo mais do que sugere o PIB, é preciso entender como o Produto Interno Bruto é construído e quais são seus componentes internos.
Este Instituo possui vários artigos detalhando os principais problemas com a metodologia do PIB, e estamos vivenciando hoje aquele que talvez seja o seu mais grave: ele considera que o gasto estatal é igual (tem a mesma qualidade e o mesmo efeito benéfico) ao gasto privado.
CÁLCULO
A maneira tradicional de se calcular o PIB de um país é por meio da seguinte (e extremamente simples) equação:
PIB = C + I + G + X - M
C representa os gastos do setor privado, I representa o total de investimentos realizados na economia, G representa os gastos do governo, X é o total de exportações e M, o de importações.
Observe que os gastos governamentais entram somando (ou seja, são considerados criadores de riqueza) na equação, sendo, portanto, considerados uma atividade econômica criadora de riqueza.
Igualmente, o 'I' considera que os investimentos privados, feitos por empreendedores em busca do lucro (o que só ocorre se souberem atender a demanda de consumidores), têm a mesma qualidade que o investimento estatal, feito por políticos que visam a eleições e por burocratas que querem atender a algum grupo de interesse (pense nos estádios da Copa, no Comperj, na Refinaria Abreu e Lima, na Sete Brasil etc.).
Presumir, como faz a equação do PIB, que todo gasto e todo investimento, público ou privado, são produtivos significa incorrer em profundos erros econômicos.
GASTO
A diferença crucial entre o gasto estatal e o privado está na origem dos recursos e nos critérios que são utilizados para estes gastos. O setor privado, quando opera fora da alçada estatal, arrisca os seus próprios recursos (mesmo quando pega empréstimos, pois tem de apresentar garantias que, se não forem honrados, resultam em arresto de bens). Já o setor público simplesmente utiliza dinheiro de impostos, sem qualquer preocupação com custos, lucros, racionalidade e retorno.
No entanto a estatística do PIB é cega para a diferença da origem dos recursos.
DIFERENÇA ENTRE PIB -PÚBLICO E PRIVADO-
Exemplo: ao contabilizar o gasto privado como sendo igual ao gasto estatal, o PIB assume que, quando João compra R$ 100 em comida para sua família, isso tem o mesmo efeito que quando João paga R$ 100 em impostos, os quais são gastos para comprar lagostas para juízes do STF.
Nos dois casos, o PIB considera que a economia "girou", e irá registrar que o Brasil está crescendo. No entanto, o primeiro caso é um gasto voluntário, que visa a uma satisfação pessoal, que decorre da livre associação de indivíduos e no qual o agente utiliza recursos próprios. Já o segundo, além de ser involuntário, é apenas uma exemplo prático de confisco seguido de parasitagem.
Se esses dois gastos houvessem ocorrido, o PIB os somaria, contando R$ 200 como parte do PIB brasileiro. Ou seja, o Brasil estaria crescendo firmemente! Mas se o segundo gasto não houvesse ocorrido, e João tivesse comprado R$ 100 em alimentos e economizado os R$ 100 que deixou de pagar em impostos, o PIB teria crescido "apenas" mais R$ 100. Ou seja, o PIB seria "decepcionante".
Olhando a frieza dos números, parece que o segundo cenário é bem pior do que o primeiro. No entanto, agora que entendemos a diferença, podemos ver que essa situação não só é preferível, mas ética.
GASTOS DO GOVERNO
Mas, mesmo em termos puramente econômicos, os recursos tributados e subsequentemente gastos pelo governo são um fardo para a economia. Dado que o governo só pode gastar aquilo que ele antes confiscou do setor produtivo, temos que quando o governo federal gasta, isso significa que deputados, senadores, ministros, reguladores, secretários, comissionados e todos os tipos de burocratas estão desempenhando um papel substantivo na alocação de trilhões de uma riqueza que foi previamente criada pelo setor privado e subtraída deste.
Os gastos do governo não têm como criar riqueza pelo simples motivo de que algo que só é possível em decorrência da apropriação de riqueza alheia não pode, por definição, criar riqueza nenhuma.
EXEMPLO
Por outro lado, quando menos desta riqueza vai para o governo, isso significa que empreendedores, investidores e consumidores possuem mais recursos em mãos para produzirem e, consequentemente, multiplicar a riqueza à disposição de todos.
No exemplo acima, se João houvesse gasto R$ 100 com alimentos, e o gasto em lagostas para o STF houvesse sido cortado em R$ 100, com uma redução de impostos na mesma quantia, e João agora economizasse esse dinheiro em vez de gastá-lo, o PIB nos diria que nada mudou na economia. Cem para um lado, cem para outro, resultado zero. Porém, agora é fácil perceber que essa terceira situação é ainda melhor do que a segunda: o gasto estatal encolheu, a poupança privada aumentou, e o nível de confisco e parasitagem na economia foi reduzido.
Portanto, é preciso decompor o PIB em no mínimo dois componentes: o PRIVADO e o ESTATAL.
INVESTIMENTO PRIVADO X INVESTIMENTO PÚBLICO
Em 2019, o PIB privado cresceu 1,81%, sendo que o investimento privado (FBCF) foi de 4,48%. Já o PIB estatal encolheu1,11% e o investimento público também encolheu 5,18%.
Outra boa notícia: a quantidade de funcionários públicos, estatutários federais e regidos pela CLT, diminuiu mais de 31 mil em 2019, mantendo a tendência iniciada em 2015.
Vale observar, porém, que o governo brasileiro ainda apresenta um profundo déficit em suas contas. Embora tenha sido o menor déficit desde 2014, o país registrou um rombo de 95 bilhões de reais em 2019, ou cerca de R$ 452 por brasileiro. Além disso, o resultado foi obtido sobretudo em virtude de aumento de receitas extraordinárias.
E esse é apenas o DÉFICIT PRIMÁRIO, que não inclui o pagamento de juros da dívida. O déficit total do Brasil em 2018, por exemplo, foi de R$ 120 bilhões no déficit primário e de R$ 342 bilhões em juros da dívida, totalizando um assombroso valor de R$ 462 bilhões, ou R$ 2.200 por brasileiro.
Foram implantadas medidas para o Brasil crescer mais, como a Lei da Liberdade Econômica, a reforma da previdência e outros avanços. Contudo, o ambiente de negócios brasileiro ainda é um dos piores do mundo. Nesse sentido, há algumas propostas interessantes tramitando no Congresso, como as PECs emergencial e do pacto federativo e a reforma tributária.
Dito isso, podemos ao menos ter a boa notícia de que a economia brasileira está se recuperando a passos um tanto mais largos do que os números do PIB mostram. O setor privado está retomando o crescimento, enquanto o estado reduz seu peso nas nossas vidas.
UMA DISCUSSÃO ÉTICA DOS GASTOS PÚBLICOS
Oppenheimer já apontava a diferença entre os "meios econômicos" e os "meios políticos" no seu livro "O estado", de 1919. Murray Rothbard expandiu essa análise em seu livro "Governo e Mercado".
O setor privado obtém recursos recorrendo a meios pacíficos: empreendedores têm de convencer investidores a financiar seus projetos, e depois têm de convencer os consumidores a voluntariamente abrirem mão de seu dinheiro para adquirir os bens e serviços fornecidos por esses empreendedores.
Um empreendedor apenas possui o dinheiro que ele foi capaz de convencer terceiros a lhe emprestar ou o dinheiro que obteve servindo aos seus clientes.
Já o estado obtém recursos por intermédio da tributação (isto é, do roubo). Outra alternativa é a "promessa de roubo futuro": a emissão de títulos de dívida. O estado convence credores de que será capaz de roubar pessoas no futuro para pagá-lo, e obtém um crédito hoje.
Finalmente, o estado pode emitir moeda, como fazem a Venezuela e Argentina. Isso gera uma queda no poder aquisitivo da moeda e uma destruição das poupanças, enquanto os primeiros recebedores desse dinheiro enriquecem. A impressão de moeda, portanto, nada mais é do que um roubo disfarçado, um processo chamado Efeito Cantillon.
Tudo que o estado gasta é produto de crime. Um aumento nos seus gastos diretamente significa um aumento do crime atual ou futuro, uma situação indesejável e antiética.
Enquanto isso, o setor privado obtém recursos de maneira pacífica, conseguindo apenas aquilo que foi capaz de convencer terceiros a voluntariamente lhe conceder.
Consequentemente, um aumento dos gastos no setor privado necessariamente implica convencimento, comunicação e coordenação na sociedade, o que por definição significa que os indivíduos nela estão mais bem servidos.
Para concluir
Por tudo isso, somar gastos privados e públicos como se fossem equivalentes é um enorme erro. Quanto menor o gasto estatal e quanto maior o privado, melhor estará o Brasil, tanto econômica quanto eticamente.
Para conhecer o estudo completo acesse o link: http://www.mises.org.br
PIB/2019
Nesta manhã, o IBGE divulgou o desempenho do PIB/2019, com crescimento de 1,1%, totalizando, em valores correntes, R$ 7,3 trilhões. Por sua vez, o PIB per capita, que cresceu 0,3% em termos reais, fechou em R$ 34.533; a TAXA DE INVESTIMENTO, em 15,4% do PIB; e a TAXA DE POUPANÇA na ordem de 12,2%.
POR SETORES
Por SETORES, a tímida alta do PIB/2019 foi puxada pela INDÚSTRIA, com crescimento de 0,2%; e SERVIÇOS, (com destaque para as atividades de INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (+1,9%) e TRANSPORTE, ARMAZENAGEM E CORREIO (+1,2%). Quem não mostrou desempenho positivo foi a AGROPECUÁRIA, que fechou com queda de 0,4%.
REFORMAS
Mais do que evidente, o crescimento que o nosso empobrecido Brasil precisa experimentar, para sair deste marasmo, depende da aprovação das REFORMAS - TRIBUTÁRIA e ADMINISTRATIVA-, das PRIVATIZAÇÕES e de outras tantas boas medidas que consigam tirar o extraordinário PESO DO ESTADO, que trava brutalmente o desempenho da nossa ECONOMIA.
ALARME
Se, por um lado, o CORONAVÍRUS está gerando uma certa preocupação, levando muita a gente a admitir que a economia brasileira pode voltar a flertar com uma RECESSÃO, por outro, esta preocupante doença pode servir de ALARME para acelerar, com a ajuda dos gritos do temeroso povo, a tramitação das URGENTES REFORMAS.
PROPOSTAS PRIORITÁRIAS
A propósito, a equipe econômica do governo, liderada pelo ministro Paulo Guedes, elencou as seguintes 12 propostas que considera - PRIORITÁRIAS- para aprovação neste ano:
REFORMA TRIBUTÁRIA
REFORMA ADMINISTRATIVA
PEC EMERGENCIAL
PEC do PACTO FEDERATIVO
PEC dos FUNDOS PÚBLICOS
AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL
PRIVATIZAÇÃO DA ELETROBRÁS
NOVA LEI DO GÁS
BR DO MAR (marco legal cabotagem)
MARCO LEGAL DO SANEAMENTO
MARCO LEGAL DO SETOR ELÉTRICO
FLEXIBILIZAÇÃO DO REGIME DE PARTILHA DO PETRÓLEO
MELHORAR A SAÚDE
Atenção: o Brasil só estará pronto para crescer de forma realmente sustentável depois de centenas de REFORMAS. Estas 12 que constam na lista preparada pela equipe econômica servem para MELHORAR A SAÚDE DO PAÍS e não para SOLUÇÃO dos terríveis problemas criados pelos maldosos GOVERNOS SOCIALISTAS.
COVID-19
Por tudo que foi noticiado ao longo destas duas últimas semanas quanto ao -ameaçador- e -preocupante- vírus COVID-19, e, principalmente pelos resultados que foram colhidos até agora, a conclusão que se oferece, ainda que nada tenha de surpreendente no que diz respeito ao nosso imenso Brasil, é a seguinte:
NO TOCANTE À SAÚDE DO POVO
1- No tocante aos estragos à SAÚDE DOS BRASILEIROS, os infectados pelo COVID-19, felizmente, não ganharam destaque suficiente para produzir um grande alarme. Vejam que em termos RELATIVOS o número de suspeitos de infecção é praticamente igual a zero. E em termos ABSOLUTOS a doença se mostra muito distante de uma grave ameaça.
ECONOMIA
2- Entretanto, sob o ASPECTO ECONÔMICO, aí não se pode dizer o mesmo. Ainda que em termos de FLUXO COMERCIAL o nosso empobrecido Brasil é um player -insignificante- (a nossa participação está em torno de 1,5% do comércio internacional) o fato é que a dependência que temos da China, notadamente das commodities que mais exportamos, é brutal.
REVISÃO DE CRESCIMENTO DO PIB
3- Além da dependência externa quanto às exportações para a China, também não são poucos os produtos que importamos daquele país e outros localizados na Ásia. Como o COVID-19 está impondo paralisações de inúmeras atividades naquele continente, quem depende de produtos importados já está sofrendo. Isto faz, inevitavelmente, com que as projeções de crescimento do nosso PIB sejam revisadas para baixo.
PREOCUPAÇÃO PARA QUEM PRODUZ
4- Ora, isto é coisa que preocupa, e muito, apenas àqueles que FAZEM O PRODUTO E/OU SERVIÇOS no nosso imenso Brasil. Para os SERVIDORES PÚBLICOS, que nada produzem (mas se apoderam de tudo que é PRODUZIDO), o lado ECONÔMICO do COVID-19 não causa preocupação alguma: a estabilidade no emprego e as inúmeras e nojentas regalias que só são conferidas à PRIMEIRA CLASSE, estão plenamente asseguradas pela CONSTITUIÇÃO CIDADÃ(???). Isto faz com que qualquer crise passe longe do SETOR PÚBLICO do nosso Brasil. Que tal?
ACERTOS
Quem se dispõe a analisar, minimamente, as tentativas que estão sendo urdidas pelos grupos que querem derrubar o presidente Jair Bolsonaro, verá com absoluta clareza que todas elas atacam, exclusivamente, os ACERTOS que o governo está propondo para fazer do nosso empobrecido Brasil um país REALMENTE JUSTO, DECENTE E SUSTENTÁVEL ECONOMICAMENTE.
NOTÍCIAS E INFORMAÇÕES
Se em outras épocas o povo não tinha outra alternativa senão se utilizar da imprensa para saber de tudo que acontecia, isto sob a ótica -única- dos jornalistas, hoje, com a chegada das espetaculares REDES SOCIAIS (FACEBOOK, TWITTER, WHATSAPP, TELEGRAM, etc. (o WhatsApp tem apenas 10 anos de existência), as notícias, com fotos e textos são postadas, in loco, pelos seus usuários.
RESERVA DE MERCADO
Isto significa, claramente, que as REDES SOCIAIS transformaram milhões de usuários/participantes, com total liberdade de manifestação, em COMUNICADORES. Ou seja, a tarefa de INFORMAR, que cabia apenas à mídia, foi universalizada, acabando de uma vez por todos com mais uma velha RESERVA DE MERCADO.
PODER DE CRÍTICA
O mais interessante neste processo é que a MÍDIA EM GERAL, depois de tantos séculos de atuação -exclusiva- de dizer o que vê e pensa, ainda não entendeu que o PODER DE CRÍTICA ABERTA, sobre pessoas, situações ou coisas, chegou com força ainda maior nas REDES SOCIAIS.
TROCO
Assim, quando um ou mais jornais resolve publicar algo que um ou mais leitores, ouvintes e telespectadores não estão de acordo, os usuários das Redes Sociais reagem, prontamente, com críticas ainda mais fortes. Resumo: A MÍDIA QUE COM FERRO FERE, COM FERRO PASSOU A SER FERIDA. Mais: o TROCO está sendo dado em doses proporcionais ao tempo em que a MÍDIA ficou sozinha na arte de criticar.
UM VIVA ÀS REDES SOCIAIS
Portanto o que as REDES SOCIAIS estão fazendo, notadamente nos últimos dias, é de se TIRAR O CHAPÉU. O povo brasileiro resolveu reagir aos desmandos de grupos que não querem um BRASIL HONESTO, DECENTE E EM CONDIÇÕES DE CRESCER, propondo que as ruas sejam ocupadas, com muito fervor, no próximo dia 15 DE MARÇO, conhecido como DIA DO FODA-SE!.
As REDES SOCIAIS merecem um grande VIVA, por tudo que estão proporcionando ao povo brasileiro.
SANEAMENTO E EDUCAÇÃO
Ainda que o CORONAVÍRUS esteja espalhando medo e preocupação por todos os cantos do nosso país, até o presente momento não é considerada como uma AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA. Entretanto, pela falta de investimentos em-SANEAMENTO e EDUCAÇÃO-, outras doenças, tipo DENGUE, CHICUNGUNHA, FEBRE AMARELA e/ou SARAMPO, por exemplo, já impõem uma atenção pra lá de redobrada.
PODER DE DESTRUIÇÃO ECONÔMICA
Apesar desta séria e evidente -AMEAÇA À SAÚDE PÚBLICA-, o que mais vem chamando a atenção neste momento, no mundo todo, é o fantástico PODER DE DESTRUIÇÃO ECONÔMICA que o CORONAVÍRUS já está promovendo. Vejam que o número de pessoas atingidas pela doença é considerado INSIGNIFICANTE se comparado com o número de atividades econômicas que já foram paralisadas ou impedidas de produzir.
DA AMEAÇA À REALIDADE
Entretanto, ainda que o CORONAVÍRUS mereça total atenção, numa escala de valores no Brasil uma outra doença, que há muito tempo deixou de ser uma AMEAÇA para se constituir numa TERRÍVEL e NOJENTA REALIDADE, já se mostra bem mais preocupante. É o caso da clara e evidente FARRA DO SERVIÇO PÚBLICO!
INFINITOS PRIVILÉGIOS
A gravidade é de tal ordem, que da totalidade dos impostos arrecadados neste nosso imenso Brasil, mais de 70% vai diretamente para os bolsos dos -eternamente insatisfeitos- servidores públicos, em forma de ALTÍSSIMOS SALÁRIOS e, principalmente, INFINITOS PRIVILÉGIOS.
BOA VIDA DE 3% DA POPULAÇÃO
Ou seja, 97% da população brasileira, que compõe a discriminada -SEGUNDA CLASSE-, se vê obrigada, COERCITIVAMENTE, a pagar altos impostos com praticamente UM ÚNICO PROPÓSITO: garantir a BOA VIDA da PRIVILEGIADA -PRIMEIRA CLASSE-, frequentada pelos restantes e favorecidos 3% da população. Pode?
15 DE MARÇO
É por estas e por muitas outras razões que se vê o quanto é importante a participação do POVO nas MANIFESTAÇÕES marcadas para o DIA 15 de março, já conhecido como DIA DO FODA-SE!
Assim, o leitor que obviamente se considera -INJUSTIÇADO-, não tem outra alternativa senão a de PARTICIPAR ATIVAMENTE em FAVOR das REFORMAS e totalmente CONTRA as mordomias defendidas e praticadas pelo PODER LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO.
INTERESSE PELO DIA DO FODA-SE
Pelo firme interesse que grande parte dos leitores do Ponto Critico está demonstrando, de forma franca e aberta, em participar, ativamente, das manifestações do DIA DO FODA-SE, marcado para o próximo dia 15 de março em todo o país, fiquei com a sensação de que a paciência e a tolerância do povo brasileiro está chegando ao fim.
RUPTURA
Mais: mesmo que ainda não seja desta vez, o fato é que a cada dia que passa, mais AMADURECE a necessidade de uma RUPTURA definitiva, de forma totalmente -DEMOCRÁTICA- com os MALDITOS PRIVILÉGIOS conferidos apenas aos brasileiros de PRIMEIRA CLASSE, que estão lotados no SETOR PÚBLICO, com maior ênfase nos PODERES LEGISLATIVO E JUDICIÁRIO.
CHUTAR O PAU DA BARRACA
Desta vez, embora muitos leitores estejam se manifestando de forma mais acanhada, carregadas de muito cuidado, uma coisa me parece certa: ao perceber que além de ilógico e injusto é pra lá de indecente ficar sustentando PRIVILÉGIOS ABSURDOS, a maioria já dá uma clara sensação de que está pronta para CHUTAR O PAU DA BARRACA.
LUIZ PHILIPPE DE ORLEANS E BRAGANÇA
A propósito, eis o que disse o deputado Luiz Philippe de Orleans e Bragança, na entrevista que concedeu ao blog -SAÍDA PELA DIREITA- a respeito da manifestação do -DIA DO FODA-SE-:
Pergunta: - Afinal, qual o caráter dessa manifestação?
- Está havendo uma mobilização no Congresso de partidos, deputados e senadores, que bolaram uma estratégia para enquadrar um possível pedido de impeachment num modelo sequencial. Você primeiro aprova gastos e uma série de despesas no Orçamento, depois priva o Executivo de utilizar parte desse Orçamento. O governo então tem que pedir recursos para o Congresso, que obviamente vai negar. E aí o governo cai na Lei de Responsabilidade Fiscal, porque violou o próprio Orçamento. O Congresso surrupiou R$ 30 bilhões e removeu das contas do Executivo, que já estavam comprometidos com um volume de gastos. Não é um golpe ainda, mas uma tentativa de enquadrar o Executivo numa sinuca.
CONTRA O CONGRESSO E A FAVOR DO GOVERNO
Pergunta: - O ato seria então uma espécie de autodefesa do governo?
- O mais importante é a população se colocar CONTRA O CONGRESSO, em vez de a FAVOR DO GOVERNO. Você tem vários deputados, nenhum com soma de votos suficiente para chegar nem perto do volume de votos do presidente. Mas através do jogo do Congresso, conseguem concentrar poder de uma maneira não muito transparente e que não está em linha com o que a vontade do público, que deu 57 milhões de votos para que o Executivo execute. Os deputados começam a jogar um jogo de desarmar o Poder Executivo de maneira sistemática.
FECHAMENTO DO CONGRESSO
Pergunta: - Colocar-se contra o Congresso seria o que na prática? Defender seu fechamento?
- Não, não vejo fechamento do Congresso. Isso não tem cabimento. O Executivo colocou em pauta todas as reformas. O Congresso aguou ou engavetou. A população foi às ruas para empurrar as reformas. Quem fez a reforma da Previdência foi a vontade popular das ruas. O Congresso, em sua maioria no Norte e no Nordeste, foi eleito pela velha política, com prefeitos, cabresto, emendas parlamentares. O Sul/Sudeste é outro padrão. O eleitor que me elegeu tem um vínculo direto comigo. Bate papo, sabe tudo que eu votei, debatemos abertamente. A população está muito ativa, muito ligada ao que acontece em Brasília.
DECLARAÇÃO DO GENERAL HELENO
Pergunta: - O Congresso começou essa crise, então?
Eles não entenderam que os últimos cinco ou seis anos foram fundamentais para enraizar o ativismo no Brasil. Todos esses que ocupam as lideranças das duas Casas não sabem o que elegeu Jair Bolsonaro. Acham que foi robô, grupos pagos por grandes interesses internacionais ou nacionais, elite. Não é nada disso. É população raiz mesmo.
Pergunta: - A declaração do general Heleno de que o Congresso tem de ser pressionado não passa mensagem de quebra da institucionalidade?
Se coube ao general Heleno dar tal declaração é porque não há como fazer essa interferência de maneira positiva. Não tem outra saída a não ser jogar para a galera. O Congresso começa a fazer uma articulação de interferência no Executivo e não há como frear isso, a não ser a população se engajando diretamente. Se já houvesse freios anteriores, não haveria necessidade de o general Heleno fazer algo.
A POPULAÇÃO ESTÁ DE OLHO
Pergunta: - O objetivo é a saída de Maia e Alcolumbre de seus cargos?
Não, não é. O Objetivo é mostrar para o Congresso que a população está de olho, quer que o governo execute os seus planos. Que o Congresso seja amigo do governo nesse processo. O Maia poderia hoje estar facilmente ganhando popularidade ajudando o governo.
Pergunta: - Ele não ajudou no caso da REFORMA DA PREVIDÊNCIA?
- Ele ia engavetar a reforma se não fosse a população ir às ruas. Resgate todas as falas do Maia naquela época. Achava que não passaria. Ele estava segurando porque não conseguia fazer essa leitura da população que está na rua querendo fazer reforma.
Pergunta: - É possível ainda uma conciliação com o Congresso ou é uma ruptura permanente?
- É muito fácil fazer a reconciliação. É uma questão de vontade política, de não desarmar as reformas do governo e não querer entrar nessa de fazer impeachment de uma maneira forçada. O problema é eleitoral, é de 2022, se as reformas passarem quem vai ganhar é Jair Bolsonaro. É mais uma armadilha que o Congresso está armando. Não foi a última nem a primeira. No ano passado, o Congresso aguou a proposta da reforma da Previdência. Era R$ 1,2 trilhão de poupança, entregou a metade disso, R$ 700 bilhões [na verdade, R$ 850 bilhões, segundo o Ministério da Economia].
Pergunta: - Não é prerrogativa do Congresso mexer nas propostas que vêm do Executivo?
- Se você quer liderar algo, não míngua a proposta original. Você não está sendo líder. O que o Congresso tem feito é aguar e engavetar as propostas.