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29 ago 2013

O FUNDO DO POÇO


ATINGIDO

Ontem, o -FUNDO DO POÇO-, expressão que ainda era considerada como forçada, finalmente foi atingido. Ou seja: deixou de ser uma abstração, no Brasil, para se tornar algo real e palpável. E quem protagonizou o atingimento do ponto foram os nobres parlamentares da Câmara dos Deputados.

RECADO DAS RUAS

Depois que o povo brasileiro saiu às ruas para protestar contra a corrupção, a impressão deixada pelas manifestações era de que os políticos tinham entendido claramente o recado. Tanto é verdade que os ministros do STF foram saudados pelas condenações que vinham atribuindo aos Mensaleiros.

QUADRILHEIRO LIVRE

Pois, de forma até certo ponto inesperada, embora nunca surpreendente, depois de ter sido condenado em definitivo pelo STF a mais de 13 anos de prisão por PECULATO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA, o deputado Natan Donadon se livrou da cassação do mandato. Pode?

CASA SUJA

Como todos já sabem, em votação secreta 233 deputados foram favoráveis à cassação do mandato de Donadon. Este número, no entanto, infelizmente não foi suficiente para que a Câmara (Casa do Povo) ficasse menos suja. Que tal?

DESINTERESSE PELO BRASIL

Se o Brasil já vinha desfilando nas manchetes do mundo todo como um país decadente em termos de economia, as péssimas atitudes demonstradas a cada dia no ambiente político completam o quadro que propõe um definitivo desinteresse pelo Brasil.

AEROPORTO SALGADO FILHO

Pois, uma vez conhecido o FUNDO DO POÇO, a próxima descoberta do povo brasileiro é de que a ESPERANÇA, sempre considerada como a última que morre, JÁ PODE SER ENTERRADA. Como este governo não admite fazer qualquer tipo de reforma (correta e/ou necessária), a saída, para quem tem condições, é uma só: o AEROPORTO.

CRIME HEDIONDO

Confesso que estou ansioso por saber qual o comportamento que o povo brasileiro adotará diante da atitude dos deputados. Qual o tipo de manifestação? Será que desta vez os bandidos serão surrados? Seria o mínimo, depois de conhecer o FUNDO DO POÇO, não? A violência praticada na Câmara é, no meu entender, CRIME HEDIONDO.

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28 ago 2013

COERENTE COM O ASTRASO


RUMO AO ATRASO

As especulações sobre a economia brasileira, por tudo que já se viu e assistiu ao longo dos dez anos de administração petista, já ficaram para trás. Hoje, a realidade mostra, com total transparência, que o Brasil voltou a tomar o rumo do atraso.

PORTA-VOZ

O ministro Mantega, grande porta-voz da economia, por exemplo, em todos os momentos que fala à imprensa sempre tem se mostrado absolutamente coerente com a mentira e a enganação. Esta postura, aliás, já é vista como uma marca registrada do governo Dilma.

MINICRISE

Mantega, na última segunda-feira, para não fugir à regra, com os pés no chão discursou para uma plateia de empresários dizendo que o Brasil está diante de uma MINICRISE. Pode? Pois, é, gente, este é o ministro da Fazenda do Brasil...

POUCO LÚCIDO

Francamente, não sei se os empresários esperavam ouvir algo diferente por parte do pouco lúcido ministro. Aliás, não entendo o que leva os organizadores do evento a convidarem o ministro Mantega. Será que, diante da incompetência demonstrada, alguém ainda consegue acreditar na criatura?

DECEPÇÃO

Na semana passada, Jim O?Neill, o economista que ganhou fama mundial por ter criado o BRIC, sigla que definiu os grandes países emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China), afirmou que só a China não decepcionou nos últimos anos.

RAZÕES ÓBVIAS

O Brasil decepcionou e vai continuar decepcionando por razões óbvias, mesmo que Mantega entenda de forma diferente. O fato é que o mundo todo apostava que o Brasil, finalmente, estava disposto a fazer reformas para poder crescer e com isso continuar seduzindo os investidores internacionais.

PIORAR AINDA MAIS

Pois, além de abominar totalmente o assunto, a equipe comandada por Dilma/Mantega fez tudo piorar ainda mais: as despesas públicas, que deveriam ser contidas, aumentaram dramaticamente nos últimos anos. Mais: as medidas protecionistas e fortemente carregadas de intervenção têm levado as empresas estatais ao colapso. A Petrobrás e a Eletrobrás que o digam...

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27 ago 2013

AGOSTO: UM MÊS E TANTO


MUITOS DESTAQUES

Esta última semana de agosto, como pode ser constatado, está deixando os responsáveis pelos meios de comunicação enlouquecidos. Diante de tantos assuntos importantes estão com dificuldade para escolher qual deve merecer maior destaque.

INTERNACIONAL

No ambiente internacional, os dois assuntos mais importantes dizem respeito: 1- o uso de armas químicas, por parte do governo de Bashar al-Assad, da Síria; e,2- o asilo concedido ao senador boliviano Roger Pinto, que estava na embaixada brasileira da Bolívia e foi trazido para o Brasil sem o conhecimento de Dilma Rousseff.

SENADOR BOLIVIANO

Analisando o caso do senador boliviano, que resultou na queda do ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, este assunto, certamente, vai dar muito o que falar, comentar e opinar nos próximos dias. Até porque o governo da Bolívia exige a imediata repatriação do senador, considerado um forte oposicionista a Evo Morales.

MEMBROS DO FORO DE SÃO PAULO

É importante observar que, na condição de governantes, tanto Evo Morales quanto Dilma Rousseff são membros fiéis da instituição comunista - Foro de São Paulo. E, como tal, devem cumprir, com amor e devoção, às normas e decisões tomadas nas reuniões anuais do FSP.

CASOS RECENTES

Ao longo dos últimos dez anos, desde que o PT assumiu a presidência, o Brasil passou a estreitar relações com ditadores e/ou criminosos identificados com o socialismo. Para deixar bem clara esta postura, Lula deu asilo ao criminoso-socialista Cesare Batisti, o que contrariou enormemente a vontade do governo italiano. Já no caso dos boxeadores cubanos, Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que desertaram (não queriam retornar à Ilha dos Irmãos Castro), o tratamento foi bem diferente: o então ministro da Justiça, Tarso Genro, tratou de deportá-los imediatamente para Cuba.

DEPORTAÇÃO

Portanto, a julgar pelas atitudes acima, e levando em conta que o governo da Bolívia exige a volta de Roger Pinto, não é de se duvidar que o destino do senador seja exatamente o mesmo concedido aos boxeadores, isto é, a deportação.

RUMO CERTO

Levando em conta o comportamento da nossa economia, já está claro e evidente que o Brasil está no rumo certo definido pelo governo, qual seja o rumo da decadência. Pra tanto a Matriz adotada é do SUBDESENVOLIMENTO.E nas questões políticas, sem sombra de dúvidas, o Brasil também está no rumo certo: estamos andando a passos largos no caminho do socialismo (ou neo-comunismo).

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26 ago 2013

PALHAÇOS PARA SEMPRE


CARA DE PALHAÇO

No mundo todo, os palhaços são imediatamente reconhecidos pelas suas roupas largas e coloridas, sapatos enormes e, principalmente, pelos rostos sempre pintados, nariz vermelho e perucas carecas.

PAPEL DO PALHAÇO

O papel que o palhaço desempenha, em todos os lugares em que se apresenta, é, reconhecidamente, de um sujeito ingênuo, inocente e frágil. Como profissional, através de gestos, palavras e atitudes, o palhaço tem como propósito divertir e entreter o povo.

COMPORTAMENTO

No Brasil, no entanto, por mais que muita gente diga que -NÃO É PALHAÇO-, pelo comportamento e pelas atitudes, o fato é que aquilo que mais impera é o ridículo, a ingenuidade e a inocência.

NÓS INTERPRETAMOS

Se na maioria dos países por esse mundo afora o PALHAÇO É UM ATOR, no Brasil, por sermos AUTÊNTICOS, não precisamos fazer uso das fantasias, das maquiagens e das perucas. Gostando ou não, o fato é que não somos atores: nós interpretamos, ou seja, somos um povo formado por PALHAÇOS.

CIDADANIA

Uma vez definido o tipo de comportamento do brasileiro, não cabe mais a utilização do termo CIDADANIA. A não ser que os dicionários façam a devida correção explicando que, no Brasil, cidadania significa fazer papel de palhaço.

PARA TODO O SEMPRE

Se esta verdade já estava muito clara para aqueles (minoria) que se manifestam com firme disposição para deixar de ser palhaços, uma coisa está clara: as decisões tomadas a partir dos governos Lula/Dilma estão fazendo com que o povo entenda que o bom e digno é continuar sendo PALHAÇO.

VIAGENS AO EXTERIOR

Infelizmente, o número de brasileiros que viajam ao exterior ainda é muito pequeno. Esses, certamente, já entenderam o que significa o exercício da CIDADANIA. Já perceberam, claramente, que ela simplesmente acaba quando aterrissam em solo brasileiro. O problema é que esse grupo ainda muito pequeno é insuficiente para exigir as competentes reformas que possam transformar os PALHAÇOS em verdadeiros CIDADÃOS.

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23 ago 2013

O BRASIL AFUNDA


TITANIC

Pelo relato que se tem dos sobreviventes do trágico acidente que levou o Titanic ao fundo do mar, um detalhe que chamou muito a atenção foi que a orquestra do navio continuava tocando enquanto o pânico tomava conta dos passageiros que tentavam se salvar.

AFUNDANDO

Guardadas as devidas proporções, enquanto os números mostram que o Brasil está literalmente afundando, a presidente Dilma e sua equipe de destruidores da Nação contam histórias da carochinha, na tentativa de acalmar os brasileiros menos esclarecidos.

BR-TITANIC

Se o Titanic teve pela frente somente um fatídico iceberg, o Brasil, por sua vez, enfrenta vários deles que, além do alto poder de destruição podem ser vistos a olho nu a qualquer hora do dia ou da noite.

ICEBERGS

O maior deles é chamado de Corrupção, mas outros, de tamanho GGG, merecem destaque pelo estrago que estão fazendo no CASCO-BRASIL já faz um bom tempo, como: ALTA CARGA TRIBUTÁRIA, PREVIDÊNCIA SOCIAL SUPER DEFICITÁRIA, CUSTO TRABALHISTA ABSURDO, INFRAESTRUTURA LAMENTÁVEL, GASTO PÚBLICO ENORME, ECT, ECT....

DEFENSAS

As três defensas que foram colocadas pelo governo anterior para dar alguma proteção ao CASCO-BRASIL, que levavam o nome de: LEI DE RESPONSABILIDADE FISCAL, CÂMBIO FLUTUANTE E REGIME DE METAS DE INFLAÇÃO, de maneira inexplicada e irresponsável, foram simplesmente retiradas pela comandante Dilma.

A DERIVA

Como pode ser constatado sem a mínima possibilidade de erro, o barco Brasil, infelizmente, está à deriva. Depois de bater forte contra vários obstáculos que poderiam ter sido removidos da rota, o resultado é muito triste: a inflação está fora de controle; o câmbio, idem; e, o gasto público está cada dia mais alto.

SINÔNIMO

Se os dicionários fossem atualizados, como praticamente não existe mais o vegetal que deu origem ao nome do nosso país, a palavra Brasil deveria constar como sinônimo de país vulgar, que prima pela péssima educação, baixo nível de investimento e, por vocação, mal administrado. Ficaria bem de acordo com a nossa CARA-PAÍS, não?

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22 ago 2013

REFORMA POLÍTICA


TEXTO ESCLARECEDOR

O pensador (PENSAR+!) e cientista político, Paulo Moura, escreveu um importante texto sobre a discutida Reforma Política do país, o qual precisa ser levado ao conhecimento dos leitores/assinantes do Ponto Crítico. Eis:

REGRA DO JOGO

Se todos são a favor da reforma política, por que ela não é feita? Simples: quem quer mudar as regras do jogo deseja alterar o resultado do jogo. Se os parlamentares que deveriam votar essa reforma se elegeram com as regras que estão aí, por que quereriam mudá-las?

A construção de consensos quanto às regras de acesso e distribuição do poder é difícil. O consenso que instaurou a ordem política em vigor foi construído na Constituinte de 1988, que não foi exclusiva - isto é, os próprios parlamentares a votaram. Mudá-lo não é tarefa simples. Muito menos é algo que se consiga às pressas.



IMPASSE PARALISANTE

A lógica que orientou a legislação vigente visava construir condições de governabilidade. Uma das explicações para o golpe militar de 1964, mais do que conter a ameaça comunista, foi o impasse paralisante no Parlamento. A fragmentação dos partidos, e o veto das minorias, impedia o governo de governar. Por isso a Constituinte previa a implantação do parlamentarismo. Mas o povo vetou esse projeto no plebiscito de 1993.



VÁRIOS SISTEMAS

Existem vários sistemas eleitorais, todos com vantagens e desvantagens. Apesar das especificidades que marcam cada um deles, há uma clivagem central que diferencia os regimes de tipo consensual dos regimes de tipo majoritário.

 O sistema majoritário (Inglaterra) baseia-se no predomínio da maioria sobre a minoria e minimiza a busca da maioria qualificada. Nesse sistema quem ganha leva tudo e o poder das minorias fica limitado à tentativa de vetar as decisões da maioria.
No sistema consensual (Brasil) ocorre o contrário, ou seja, as regras induzem a busca do consenso envolvendo uma complexa engenharia de construção de maiorias. A lógica é da ampla participação dos partidos na coalizão de governo para construção do mínimo denominador comum possível em torno dos objetivos que devem ser perseguidos pelo Executivo.



CLIVAGEM SOCIAL

A literatura sobre o tema sugere que o sistema majoritário se adapta mais a nações com menor clivagem social - baixa diversidade e baixo nível de conflitos regionais, culturais, religiosos, étnicos ou de outra natureza. Isso porque a lógica da imposição da maioria ante a minoria em sociedades com alta diversidade tenderia a acirrar conflitos e desestabilizar a democracia.

Convém observar que boa parte dos países que adotam o sistema majoritário é parlamentarista. Nesses regimes a escolha do Gabinete de governo cabe apenas ao partido que elegeu a maioria. O povo vota nos parlamentares e o partido majoritário -escolhe- o Gabinete e o primeiro-ministro. A lógica do sistema majoritário tende a prejudicar os pequenos partidos e a organizar a disputa pelo governo em torno de duas ou três grandes legendas que conseguem montar estruturas em todos os distritos eleitorais.



SISTEMA CONSENSUAL

Já o sistema consensual se adapta a nações com maiores diversidade e clivagens sociais. A necessidade de compor maioria exerce interessante coerção sobre a lógica desse sistema: para compor maioria eleitoral ou coalizões de governo os partidos são forçados a abandonar projetos radicais para construir os consensos possíveis. O mérito desse sistema, portanto, consiste na contenção dos extremos.

A adoção do sistema majoritário num país de tradição autoritária como o Brasil, ou mesmo a adoção de regras eleitorais que assegurem maioria parlamentar a um partido político apenas, dispensando-o de negociar as bases da coalizão de governo, deveria levar instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil, por exemplo, a refletir seriamente antes de embarcarem em aventuras institucionais como a mudança das regras eleitorais às pressas, na véspera de uma eleição.


CUNHO SOCIALISTA

O projeto ideológico do PT para a sociedade brasileira é um projeto radical, de cunho socialista, que não se esgota nos limites das políticas públicas do governo Dilma Rousseff. Sua estratégia de implantação é gradualista. Observe-se a lenta substituição dos fundamentos do Plano Real pela política econômica atual, ao longo dos três mandatos presidenciais petistas, por exemplo. O próximo passo do roteiro estratégico petista seria a conquista da hegemonia no Parlamento, com o deslocamento do PMDB de sua posição atual na coalização governista para uma posição subalterna.Com o PMDB menor e a bancada petista, aliada a outros partidos de esquerda, maior, o PT almeja o controle do Congresso para fazer a -revolução- por meio da aprovação de novas leis de cunho socializante. Dentre elas, leis eleitorais e sobre a ordem política que assegurem sua perpetuação no poder e a eliminação dos adversários.



LISTA

A marca PT é top of mind entre os eleitores brasileiros. Logo, a aprovação do voto em lista levaria ao aumento da bancada petista. O critério de distribuição do fundo público de financiamento eleitoral, obedecendo à mesma lógica da distribuição do tempo do horário eleitoral gratuito, favoreceria os partidos com maior bancada, enchendo os cofres do PT e esvaziando os de seus concorrentes.



URNA

Chegamos, então, às razões do impasse político atual. O PMDB e o PSB perceberam qual seria seu destino em caso de vitória da estratégia hegemonista do PT e acionaram os mecanismos de freios e contrapesos do regime consensual vigente. Isso ocorreu antes mesmo de as manifestações populares de junho evidenciarem o fracasso das políticas públicas petistas, notadamente da política econômica.

Isso significa que o sistema político e eleitoral vigente não precisa ser aperfeiçoado? Não. Mas um dos pressupostos da democracia é o respeito às regras do jogo. Não há tempo hábil para mudar essas regras sem violentar o calendário eleitoral, apenas para atender a uma demanda de um jogador. A voz das ruas pede mudanças e o caminho das mudanças, na democracia, é a urna. Essa é a razão da pressa de quem quer mudar as regras antes de o povo começar a mudar o País nas urnas de 2014.

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