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06 dez 2011

BRASIL 2012


PERSPECTIVAS

Conforme prometido vamos às previsões e/ou perspectivas para a economia do Brasil para 2012. Antes de tudo, porém, é importante destacar que, em caso de crescimento, a economia já está condenada a um limite baixo. Tudo porque as taxas, tanto de INVESTIMENTO quanto de POUPANÇA (sobre o PIB), continuam insuficientes.

INVESTIMENTO E POUPANÇA

Tomando por base o último trimestre de 2011, a nossa Taxa de Investimento/PIB atingiu míseros 17,8%. Segundo o IBGE, o resultado é inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, que havia sido 18,2%.Já a Taxa de Poupança, que mede a proporção entre a poupança bruta e o PIB, ficou em torno de 18,1%. O que não merece aplausos, pois não garante bom desempenho econômico.

AQUÉM DO NECESSÁRIO

Ora, diante deste dado absolutamente incontestável, o fato é que a nossa taxa de investimento, além de estar muito aquém do necessário para garantir um crescimento de 5,5%, ainda está entre as mais baixas entre os países emergentes.

EFEITO COMPARATIVO

Vejam que entre 20 países, considerados emergentes, analisados pela Bolsa S&P, o Brasil ficou entre os três que menos investem (na frente apenas de Egito e Filipinas). Enquanto o Brasil patina e é condenado a crescer pouco, países latino-americanos como Peru, Chile e Colômbia, por exemplo, têm mostrado taxas de investimento próximas a 25% do PIB.

CHINA E ÍNDIA

Bem, se comparadas com China e Índia, que compõem o bloco dos países que formam o BRICS, aí a situação do Brasil fica ainda mais dramática. Vejam que, em 2010, a taxa de investimento da China chegou a 47% do PIB e a da Índia em torno de 32%.

BOAS APOSTAS

Ainda assim, nas PRIMEIRAS projeções até agora apresentadas, os economistas ouvidos fazem boas apostas para o Brasil. Não porque estamos nos esforçando para que as coisas de fato melhorem, mas porque os países desenvolvidos pioraram.

AMERICAN DREAM?

Entre as principais razões para a expectativa de um desempenho positivo para 2012, algumas delas dão conta de que, no Brasil atual, há um certo equilíbrio fiscal, a inflação é baixa, o sistema financeiro é forte, o mercado de capitais, idem, e o setor privado é robusto. Além disso, o país dá a impressão de que passa por uma transformação estrutural, algo parecido com o -American Dream-, de 70 anos atrás, onde a classe média americana foi a grande responsável pela transformação. Entretanto, o problema maior, que ninguém desconhece e o governo não resolve, está no impressionante e sufocante Custo-Brasil. Observem que os produtos importados, mesmo depois de onerados pela fantástica carga tributária que assola a produção nacional, continuam bem mais em conta do que os nossos. Ou seja, o peso dos encargos sociais mais a brutal burocracia fazem a diferença. E, neste aspecto, nada vai mudar.Aliás, o que explica, claramente, esta fantástica devoção para o MERCADO INTERNO. Mesmo que tenhamos exportações (as principais são commodities), o mercado interno sempre falou mais alto.

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05 dez 2011

PERSPECTIVAS INICIAIS


IGNORÂNCIA ECONÔMICA

Há momentos que é preciso contato direto, real, com o fundo do poço para que muita gente perceba o tamanho da ignorância econômica que existe no mundo todo. Pois, esta preocupante escuridão, que impede a visão e a compreensão do preço de cada pretenso benefício (relação causa/efeito) oferecido pelos governantes populistas, é o que provoca a forte resistência aos remédios que ainda podem evitar falência de inúmeros países.

EDUCAÇÃO

Ora, se a atual crise mundial está mostrando esta reação nos países onde a educação é a melhor qualidade, onde esse índice é mais baixo, como é nosso caso, aí o problema ganha contornos muito mais preocupantes.

CAOS MAIOR

Vejam que em certos países falidos, muita gente prefere que o caos seja ainda maior. Como o povo está indo às ruas para protestar contra a redução dos gastos públicos, esta atitude sugere que independente do tamanho das despesas, os recursos públicos jamais se esgotam.

O QUE É INCONTESTÁVEL

Pois, ainda que convencido de que pouco ou nada adianta ficar explicando ou fazendo projeções sobre a economia nacional e internacional, não desisto. Para tanto começo por uma constatação incontestável: 1- Em 2011 o mundo cresceu menos do que em 2010. 2- Em 2012, como a desaceleração será ainda maior, já se sabe que não será melhor do que 2011.

POR ENQUANTO

Fazendo uma análise daqueles países de maior impacto econômico para o Brasil, como é o caso da China, EUA e Comunidade Europeia, mesmo com a visão bastante prejudicada pela forte neblina e/ou tempestade econômica mundial, por enquanto a maioria dos economistas que ouvi arrisca o seguinte palpite:

CHINA

Se todos vão crescer menos, a China não tem como não desacelerar. Além disso já acumula alguns desequilíbrios, sofre pressão inflacionária e a mão de obra barata está começando a desaparecer. Percebendo as dificuldades o governo chinês já começa a mexer na política monetária. Mesmo assim, por não se tratar de um movimento súbito, o impacto parece não ser muito sério neste momento.

EUA E EUROPA

Nos EUA, mesmo que o desempenho da economia não seja brilhante, a realidade mostra que as coisas estão melhorando. Afinal, crescer 1,7% dentro deste quadro mundial complicado é pra lá de razoável. A crise americana, portanto, é muito mais política. Há uma evidente e indisfarçável crise de liderança. De ambos os lados. Caso a bandeira do entendimento seja hasteada, tudo pode melhorar por lá e fora de lá. EUROPA - Já na Europa a encrenca, embora muito séria, dependendo do esforço até agora demonstrado pelos líderes dos países que compõem, principalmente, a Zona do Euro, parece se aproximar de uma solução. Isto significa que pode ser, tanto para um bom e necessário ajuste fiscal, como para o caos total. A conferir. Sobre o Brasil deixo para amanhã.

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02 dez 2011

DEZEMBRO AGITADO


CURIOSIDADE MAIOR

Se as pessoas em geral, tradicionalmente, já se mostram bem mais agitadas e ansiosas com as festas de final de ano, desta vez a curiosidade parece ir muito além do presente que cada um espera receber na noite de Natal.

OLHANDO 2012

Diante da fantástica turbulência que atinge as economias de países industrializados, o que todos gostariam de saber, de fato, é o que vai acontecer em 2012. Esta curiosidade é igual, tanto para quem vive em países de primeiro mundo quanto nos emergentes, certamente.

BOLAS DE CRISTAL

Para tentar satisfazer esta enorme curiosidade, já na largada de dezembro várias entidades começaram a colocar suas bolas de cristal nas mesas, antecipando as apresentações, tanto dos Balanços de 2011 quanto das Perspectivas da Economia para 2012.

ONTEM E HOJE

Ontem, por exemplo, os dirigentes do Banco Pactual reuniram seus clientes do RS para dizer como vêem a Europa, os EUA, a China e o Brasil neste momento e o que esperam para o próximo ano. Hoje pela manhã, com o mesmo propósito, coube a LIDE (Lideranças Empresariais) reunir o seu público.

OTIMISMO COM O BRASIL

Enquanto aguardo as apresentações da Fiergs (12/12), da Fecomércio (14/12), da Farsul (15/12) e da Federasul (19/12), dou uma pista: os economistas que ouvi nesses dois dias estão otimistas com o Brasil.

EUROPA, EUA, CHINA E BRASIL

Ambos, no entanto, reconhecem: 1- as sérias dificuldades existentes na Europa; 2- enxergam melhor possibilidade para os EUA; 3- não vêem a China com maior preocupação; e, 4- apostam muitas fichas na nossa economia. Principalmente porque 80% das nossas atividades estão voltadas para o mercado interno.

FALTA A SINCERIDADE

Ao longo dos próximos dias comento as coisas que foram e serão ditas. Percebo, desde já, que cada apresentação tem o velho compromisso com o POLITICAMENTE CORRETO, ou seja, peca pela falta de sinceridade ou convencimento. Isto acontece para que as platéias não fiquem ainda mais apreensivas e/ou apavoradas. Lembro que muitos leitores consideraram as minhas previsões, que apontavam claramente para este estado complicado que estamos assistindo, como catastróficas e cheias de pessimismo. Pois é. Dizer coisas ruins faz do apresentador um ser detestável. Mesmo que esteja coberto de razão.

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01 dez 2011

ONDE ESTÁ A LIBERDADE?


TABELAMENTO DE PREÇOS

Entre tantas coisas que não tenho a mínima dúvida, uma delas é que todos aqueles que vivem clamando por liberdade, e pregam isto aos gritos na frente das câmeras e microfones, não sabem que a definição das taxas de juros pelo Banco Central não passa de um tabelamento de preço.

IGNORÂNCIA ECONÔMICA

Isto significa que, graças ao fantástico grau de ignorância econômica de 99,99% dos brasileiros, nenhuma viva alma (nem empresários e tampouco a mídia) fará qualquer crítica quanto à falta de liberdade demonstrada com decisão unânime dos membros do COPOM, ao reduzir, ontem, a taxa SELIC em meio ponto percentual.

PLANEJAMENTO CENTRALIZADO

Em síntese, o que representou a decisão do COPOM, ou do Banco Central, como queiram, foi, mais uma vez, a repetição da velha atitude típica de um planejamento econômico centralizado. Simples assim.

OFERTA/DEMANDA

Como tenho compromisso diário com a liberdade, mesmo sabendo que a minha postura nem sempre satisfaz alguns leitores do Ponto Crítico, insisto: assim como só o mercado é capaz de formar os preços dos bens e serviços, pelo efeito OFERTA/DEMANDA, a moeda NÃO deve ser tabelada pelo governo.

RON PAUL

Parafraseando o liberal americano Ron Paul, que foi candidato a presidência dos EUA, MANIPULAR A OFERTA DE MOEDA E DE TAXAS DE JUROS contraria todos os princípios do livre mercado.

ORIGEM DA CRISE MUNDIAL

Aliás, para quem não sabe nem procurou saber o que realmente provocou a crise financeira mundial, a razão é uma só: FALTOU LIBERDADE PARA O MERCADO. O Federal Reserve, ao invés de deixar o mercado agir, tratou de inflacionar a moeda criando mais dinheiro e crédito do nada, em segredo, sem vigilância ou supervisão. Com isso facilitou os déficits e os gastos excessivos.

POBRES ENGANADOS

Os pobres americanos foram enganados quando acreditaram que o governo, por meio da força, poderia lhes dar uma casa mesmo que não tivessem economizado nem um centavo. Isto, simplesmente, não deu certo. O estouro da bolha imobiliária que depois de três anos ainda não mostrou o estrago total da encrenca, já provou que o farto dinheiro emprestado fez os proprietários de imóveis viver muito acima das suas condições financeiras. A dívida impagável assumida pelos governos americano e europeus é fruto do crédito excessivo e sem critérios.

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30 nov 2011

A RODA E A JUSTIÇA BRASILEIRA


RODA JÁ FOI INVENTADA

A partir do momento em que a roda foi inventada, por óbvio o que todo mundo fez foi copiar o invento. Sem precisar alterar a forma, os fabricantes de qualquer produto que exija movimentação passaram a se preocupar somente com o peso e o tamanho do rodado. Simples assim.

JUSTIÇA AMERICANA

Pois, em matéria de Justiça, que poderia e deveria adotar o mesmo princípio da roda, infelizmente não é assim que acontece. Vejam, por exemplo, como a Justiça americana decidiu quanto ao procedimento do médico pessoal de Michael Jackson, doutor Conrad Murray: condenou o réu a quatro anos de prisão.

MENTIRA PESOU MAIS

É importante observar, em primeiro lugar, que Michael Jackson morreu em 2009 e a sentença foi definida ontem. Dois anos após, gente. Em segundo lugar, o que mais pesou na condenação, coisa que não está sendo divulgada, é o fato de Murray ter mentido.

NO BRASIL...

Insisto: por ter mentido, Murray pegou quatro anos de prisão. Ora, se esta simples RODA fosse copiada pela nossa triste Justiça fico imaginando o número de anos de prisão que pegariam, por exemplo, os ministros e políticos envolvidos nos escabrosos casos de corrupção.

PRISÃO PERPÉTUA

Pois, sem medo de errar, creio que todos aqueles que têm algum discernimento arriscariam um palpite: pelo tamanho do desvio de dinheiro público; pela não devolução dos roubos; e, pelas mentiras esfarrapadas que dizem a todo momento, esses facínoras deveriam ser condenados, no mínimo, à prisão perpétua.

IMPUNIDADE E LENTIDÃO

É lógico que erros sempre acontecem. Entretanto precisamos nos concentrar nos acertos. Para obter o melhor de um país que se diz democrático a Justiça precisa ser ÁGIL e pronta para IMPEDIR A IMPUNIDADE. No Brasil, lamentavelmente, além de uma Justiça lenta, a impunidade corrre solta. Isto, aqui entre nós e o mundo, não é democracia.

OS EMPRESÁRIOS E OS JUROS

A manifestação da FIESP, ao criar o JURÔMETRO, foi de cabo de esquadra. Os líderes empresariais mostraram, simplesmente, o quanto desconhecem a economia. Ao invés de esclarecer que o governo não paga juros porque rola a dívida com emissão de novos títulos, usam o relógio para dizer, erradamente, que o governo desembolsa a quantia ali informada. Mais: antes de consultar os economistas que prestam serviço à entidade, saíram dizendo, ontem, que os juros simplesmente precisam cair. E as reformas, que são a causa dos juros, gente?

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29 nov 2011

OLHANDO 2012


CONCURSO

A crise financeira mundial, cujos estragos tem se mostrado muito mais sérios na Europa, já encheu as medidas. Porém, diante do estrago que está fazendo, a necessidade de repercussão na mídia faz com que seja a campeã do concurso de assuntos mais estampados nos jornais do nosso planeta.

OUTROS PLANETAS

Caso algum outro planeta do sistema solar mostre possuir os mesmos sinais de Vida existentes na Terra é certo que os problemas econômico-financeiros de vários países europeus estejam estampados nos seus meios de comunicação.

ATENÇÕES PARA 2012

Com o ano de 2011 chegando ao fim, todas as atenções já estão voltadas para 2012. Isto significa que os planos e orçamentos das empresas devem estar sendo apresentados aos acionistas, conselhos de administração.

PLANOS

Com o ano de 2011 chegando ao fim, todas as atenções precisam estar voltadas para 2012. Isto significa que os planos e orçamentos das empresas, que já estão sendo apresentados aos acionistas e Conselhos de Administração, devem contemplar os propósitos do novo período.

FOGOS DE ARTIFÍCIO

Como ninguém desconhece que o crescimento econômico de vários países europeus promete, no primeiro semestre, ficar no zero, ou no negativo em alguns casos, a melhor sugestão neste momento é economizar nos fogos de artifício no réveillon.

GOVERNO NEM AÍ

É uma pena que os nossos governantes não estejam pensando e muito menos agindo da mesma forma. Além de mostrar enorme disposição para o aumento de gastos públicos, sacrificando investimentos, nenhuma reforma de vulto aparece no horizonte de 2012.

MÉTODO COMPARATIVO

É sempre importante lembrar que as crises vão e vem. Se os países europeus, assim como os EUA, estão passando por um mau período, em algum momento, dependendo das atitudes tomadas, as coisas vão melhorar. Principalmente para aqueles que estão fazendo reformas profundas, como estamos assistindo. Pois, nem assim os nosso governantes mostram preocupação. Como as coisas tem sido apreciadas pelo método comparativo fica claro que o Brasil não melhorou. Os outros é que pioraram. Daí que sem as reformas a crise virá para o nosso lado.

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