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30 jul 2009

FIM DESTA CRISE


ATÉ A PRÓXIMA

O governo Lula acaba de decretar o fim da crise. Agora, infelizmente, todos aqueles que lutam por prosperidade em seus negócios vão relaxar. Assim, os problemas que afetam o nosso desempenho continuado serão simplesmente esquecidos. Até que uma nova crise se instale por aqui.

INDIFERENÇA

Quando passamos a ter alguma satisfação econômico-financeira mais consistente, os aplausos, ou indiferença, à mendicância governamental voltam a imperar. Pois é a partir daí, lamentavelmente, que muita gente sempre acaba dando as costas para que o país tenha um futuro mais promissor.

SILÊNCIO DOS SATISFEITOS

Sabendo disso com muita precisão, os governantes se aproveitam do silêncio dos satisfeitos para aumentar ainda mais o índice de popularidade e aprovação. Para tanto usam grande parte do dinheiro público para capturar votos dos beneficiados com a ajuda social.

CRÉDITO

Vamos deixar bem claro o seguinte, gente: por trás desta comentada solidez da nossa economia estão os acertos que foram promovidos no ambiente macro. E o ganho que estamos experimentando neste momento está alicerçado, exclusivamente, na expansão do crédito. O mercado de veículos e o imobiliário, por exemplo, que o digam.

BEM DE CONSUMO

Aliás, só para aproveitar a deixa, quanto mais automóveis novos forem vendidos, menor será o valor dos usados. Se o automóvel já foi, para os brasileiros, um importante bem patrimonial, hoje já não passa de mero bem de consumo.

NEM O CASCO

Ou seja, quem compra um carro, novo ou usado, deve estar consciente de que o produto parece, cada vez mais, com uma garrafa de vinho ou uísque. Depois de consumido, o valor é zero. Até o valor do casco é desprezível.

EU AVISEI

Antes de vir a ser acusado de omissão, mais adiante, por não deixar de avisar que o Brasil vai, inevitavelmente, enfrentar uma nova crise, vou deixando tudo bem claro já: o Brasil será vitimado pelo do excesso de gastos públicos. Anotem aí. Estou chamando atenção para não receber o mesmo tratamento que foi dado às agências de avaliação de risco, que continuam sendo massacradas por não terem alertado sobre os riscos que o crédito excessivo provocou mundo afora.

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29 jul 2009

O ANESTÉSICO COLETIVO


RECEITA

A receita para produzir um poderoso anestésico coletivo já foi testada. Bastou juntar os nossos bons indicadores econômicos (em termos comparativos neste momento em que a recessão é a tônica no mundo todo), com as infindáveis saudações positivas advindas do exterior (sobre a solidez do nosso sistema financeiro). Pronto. A auto-estima foi lá para as nuvens.

DOENÇAS CRÔNICAS

O efeito dessa fantástica mistura, que por sinal não para de ser festejada em todos os cantos do país, está impedindo uma correta observação das doenças econômicas, muitas já crônicas, que o Brasil contraiu ao longo do tempo. Todas elas, gente, exigem tratamentos urgentes.

MENOS RUIM

Infelizmente, por questões culturais desenvolvidas ao longo do tempo no ambiente sul-americano, o excesso de ufanismo, a inveja e o ciúme passaram a integrar a pobre índole dos latinos. Isto significa que o melhor da festa não é vencer. Basta estar em situação menos ruim em relação aos nossos pares.

CAPITALISMO VILÃO

Daí porque muita gente bate no peito e morre de alegria ao perceber que vários países estão em dificuldade econômica maior do que a nossa. É neste momento que sobra, principalmente, para o capitalismo, já devidamente rotulado como o grande culpado pela recessão que o mundo está enfrentando. Principalmente os EUA, eleito o maior vilão de todos.

O CULPADO DE SEMPRE

Porém, conforme diz um velho ditado: - Não há mal que sempre dure e não há bem que não se acabe -, em breve, infelizmente, por falta das reformas na Constituição, estaremos todos chorando novamente por aqui. E mais uma vez vamos encontrar o culpado de sempre: o capitalismo e seus seguidores.

PREVENÇÃO

E tudo isso porque sempre adiamos a adoção dos mecanismos que melhor poderiam nos proteger contra as intempéries. A meteorologia econômica não precisa mais anunciar que, com ou sem capitalismo, as tempestades virão. É algo inevitável. E que, para melhor enfrentar os ventos fortes e inundações, a ordem é se prevenir.

ESTIMULANTE

Um país cujo mote de governo é o assistencialismo, logo adiante vai trancar o desenvolvimento. Se por um curto espaço de tempo os ventos se mostram a favor, pelo efeito do consumo maior do povo mais assistido, no longo prazo o assistencialismo é forte estimulante à vagabundagem.Se o preço da assistência não é barato, mais caro para nós é o modelo adotado. Com as reformas, o assistencialismo não precisaria existir.

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28 jul 2009

O TRATADO E O ACORDO


SEM PRAZER

Antes de tudo devo esclarecer que as minhas críticas ao governo Lula não fazem parte de meus melhores prazeres, ou esportes preferidos. Ao contrario: os comentários que faço, sistematicamente, sobre o que acontece no Planalto, não me fazem mais prazeroso. Nem melhor fisicamente.

REDUTO NEO-COMUNISTA

Também não fico surpreso quando vejo o nosso presidente envolvido, e comprometido ideologicamente, com seus amigos e lideres sul-americanos, cujo compromisso firmado nas reuniões do Foro de São Paulo, desde 1989, é o de fazer da América Latina um reduto neo-comunista.

É REAL. EXISTE DE FATO

Como o compromisso é real, existe de fato, e não pode ser contestado, não há como alguém afirmar que tal propósito é uma fantasia criada na mente dos críticos, ou que tudo não passa do imaginário daqueles que escrevem sobre o assunto.

NÃO SÃO FANTASMAS

Queiram ou não, gente, o Foro de São Paulo é uma realidade tangível, cujas atas das reuniões comprovam -ipisis literis- tudo aquilo que seus membros, comunistas, decidem. Por óbvio, quem integra o Foro também existe. São pessoas físicas reais, com certidão de nascimento, como é o caso de Lula, Fidel, Chávez, Soares, Lugo, Ortega, Kirchner, Morales, etc... Ou seja, nenhum desses é fantasma, embora todos muito perigosos.

SEM ESCOLARIDADE

Ora, considerando que estamos diante de uma pura realidade, absolutamente incontestável, o que poderíamos esperar da recente reunião entre Lula e Lugo? A resposta é óbvia: tudo aquilo que é bom e necessário para a harmonia dos países-membros do clube.

FALTA ALCANCE

Vai sobrar pra quem, afinal? Esta resposta também é acaciana: para o povo brasileiro, cuja escolaridade não tem qualquer alcance. Um povo que sequer sabe que vai pagar a conta e que também não sabe qual a diferença entra Tratado e Acordo.

LULA CELESTIAL

Ontem, só para concluir e confirmar tudo que escrevo acima, Lula disse alto e bom som, depois de ter assinado o -des-tratado-, entre Brasil e Paraguai, que não poderá haver aumento na tarifa de energia elétrica para os consumidores. Enfim, além do mais Lula também já virou milagreiro. Melhor: ilusionista. Os incautos devem estar felizes da vida, pois mesmo que o Paraguai receba recursos enormes do Brasil, ninguém por aqui será onerado. O presidente ainda vai parar na Bíblia, como Lula Celestial.

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27 jul 2009

POUPAR OU GASTAR, EIS A QUESTÃO


DILEMA

Quando as taxas de remuneração das aplicações financeiras oferecidas no mercado ficam pouco atraentes, quem dispõe de alguma sobra passa a enfrentar o seguinte dilema: poupar ou gastar.

FATOR QUE MAIS PESA

O fator, portanto, que mais pesa na hora da decisão do que fazer com a sobra, ou quantia poupada, é, indiscutivelmente, a taxa oferecida para remunerar a disponibilidade financeira.

CONSEQUÊNCIA

A consequência de uma taxa de juro baixa, coisa pra lá de conhecida ao longo dos tempos, é a seguinte: quanto menor for o rendimento oferecido para uma aplicação financeira, maior será o consumo de bens e serviços. Daí o receio da inflação de demanda.

SELIC

É notório que nem todos os investidores têm cacife para obter taxas iguais a Selic (hoje em 8,75%), coisa que implica na obtenção de rendimento menor ainda. Vale notar que, mesmo aqueles que ainda conseguem a taxa máxima, só vão receber 7%, líquido, ao ano (já descontado o IR) .

CONSUMO MAIOR

Assim, caso a satisfação produzida pelo bem que eventualmente venha a ser adquirido, seja maior do que a taxa atual de remuneração do capital, o provável é que o poupador dará por encerrado o período de protelação das compras futuras e passará a consumir já.

RISCO DE CRÉDITO

Dependendo do porte do poupador é óbvio que nem todo o recurso poupado irá para o consumo. Assim, diante da realidade atual das taxas oferecidas, caso ainda prefira aplicar em ativos financeiros onde o risco é de crédito, aí só resta aceitar as taxas existentes.

RISCO DE MERCADO

Por outro lado, caso entenda que as taxas atuais já deixaram de ser estimulantes, o negócio é começar a dar maior preferência para investimentos em ativos onde o risco é de mercado, como ações, obras de arte e outros do gênero.

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24 jul 2009

MEIA VERDADE, MEIA MENTIRA


TEXTO

Na edição de hoje (final da semana), por ser oportuno, publico o texto de autoria do economista Marco Túlio Ferreyro, membro do - Grupo Pensar Econômico, recém criado no RS. Vejam:

DESONERAÇÃO DO IPI

O governo Lula informou que deixará de arrecadar R$3,2 bilhões com a prorrogação da desoneração do IPI. Mas não diz o quanto vai crescer a arrecadação em impostos, tipo IOF (sobre automóveis, materiais de construção e linha branca comercializados com financiamentos), COFINS, PIS, CSLL, CIDE. Isto fora os incrementos em impostos estaduais (ICMS, IPV-A) e municipais (ITBI, ISSQN, IPTU), visto que a venda de materiais de construção propicia reformas em imóveis já existentes mais as construções de novas moradias.

MAIOR COMPENSAÇÃO

Estou convencido de que a desoneração do IPI não implicará em renúncia fiscal, uma vez que o incremento do fisco no âmbito da União, Estados e Municípios, através da movimentação econômica advinda do maior ritmo de negócios, mais do que compensará a União, pela perda da arrecadação inicial.

BOLO TRIBUTÁRIO

Além disso, não pensem que o governo federal está sendo benevolente com Estados e Municípios, que estariam sendo beneficiados sem serem sacrificados. Afinal, o que temos mesmo é uma república federativa às avessas, onde a União detém 61,8% do bolo tributário, enquanto que os Estados ficam com 32,6% de tal bolo, e os Municípios, lugar onde a vida acontece de fato para os cidadãos, ficam com 5,6% do bolo tributário

SÓ NO BRASIL

Diga-se, de antemão, que tais desonerações representam valores absolutos pesados, mas ainda assim, em termos relativos são migalhas tributárias concedidas pelo governo federal, considerando os aspectos já abordados. Além do fato de que o IPI representa apenas 3,74% do bolo tributário. Pergunto: - Por que não desonerar toda indústria nacional desse imposto obsoleto que somente é praticado no Brasil?

PACTO FEDERATIVO

Se no Brasil sobra imposto, no mesmo nível falta um efeito pacto federativo, que defina corretamente o tamanho do Estado brasileiro que a sociedade contribuinte (famílias e empresas) aceita e necessita pagar para custear educação, saúde, segurança, habitação e justiça. E só depois deve promover uma divisão do bolo de forma equânime e compatível com tais atribuições.

CONSULTA POPULAR

Fica aqui, portanto, registrada a sugestão de que se realmente o governo federal deseja ampliar a tal da democracia participativa, que faça uma grande consulta à sociedade contribuinte, que efetivamente paga a conta, através da próxima declaração de ajuste de imposto de renda. Que tal? Se houvesse uma redução do gasto público corrente que, hoje já representa mais de 25% do PIB, o governo federal poderia reduzir a sua carga tributária. E, consequentemente, aumentaria a renda pessoal disponível para consumo de bens e serviços, além de ampliar a capacidade de investimentos das empresas. Com isto haveria uma maior dinamização da economia. O comércio venderia mais, o que faria aumentar suas encomendas à indústria; ampliaria investimentos em bens de capital e plantas industriais, num segundo momento, gerando empregos, renda e impostos, que verteriam para os cofres públicos nas diversas esferas. Tão simples, no entanto tão distante das ações de política econômica. Vejam, por exemplo, que através das migalhas tributárias oferecidas através da desoneração do IPI para automóveis, linha branca e materiais de construção, os governos - federal, estaduais e municipais - aumentaram suas arrecadações mediante a movimentação de negócios advinda de tal política contra-cíclica. Por que, então, não estendê-la para os demais setores industriais, como por exemplo, a indústria de máquinas e equipamentos e moveleira? Ou melhor: por que não acabar de uma vez com o IPI, um imposto atrasado e fora de contexto, que gera distorções na eficiência alocativa dos fatores de produção? Afinal, o IPI representa apenas 3,74% do bolo tributário. Uma migalha do bolo...

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23 jul 2009

FORMAS DE COMPORTAMENTO


TRÊS FORMAS DISTINTAS

A maioria dos políticos eleitos por este Brasil afora se caracterizam por três formas distintas de comportamento. Eles se apresentam como: 1- incompetentes, porém honestos; 2- incompetentes, mas também desonestos; e, 3- exclusivamente corruptos.

OS PIORES

As duas primeiras categorias, onde a incompetência é a tônica, identificam o que há de pior para toda a sociedade. São aqueles que maiores prejuízos dão aos cofres públicos.

MISTURA

Ora, se a mistura de incompetência com desonestidade já é terrível, os incompetentes honestos são igualmente prejudiciais, pela falta de discernimento que têm para avaliar o custo das coisas que decidem, propõem ou aprovam.

PREJUÍZO MENOR

Mesmo com o crescimento extraordinário do número de corruptos, os prejuízos que nos dão, pelos roubos que praticam em benefício próprio, não se comparam com os rombos causados pelos incompetentes. Isto significa que, entre um ladrão e um incompetente, o melhor é sempre ficar com o ladrão. O prejuízo é bem menor.

DIÁLOGO ESTAMPADO

Depois de tudo que já saiu na mídia sobre as safadezas de José Sarney e Família, só para ficar com o tipo, o diálogo que foi estampado no Estadão de ontem vai além do imaginável. Sarney, por exemplo, é aquele político que além de incompetente é safado.

NA MESMA TRILHA

É impressionante a capacidade que o senador mostra para se apropriar de dinheiro público. O homem é incrível, gente. Excede. Vai pegando tudo que vê pela frente. E permanece no cargo. É de tirar o chapéu para o safado. A família toda, educada com os mesmos princípios, está indo na mesma trilha.

O NAMORADO DA BIA

A gravação do telefonema que envolve Sarney, o seu filho Fernando e a neta Bia não identifica um privilégio desfrutado somente pela família do senador. Esta é uma cultura brasileira trazida pelos descobridores e acentuada com a vinda da Corte de D. João VI.Nesse aspecto, portanto, o setor público é exemplo em safadezas. São muitos os privilegiados, mas o namorado da Bia é que agora está na vitrine. Dizem que ele será demitido, como se bastasse para resolver o problema. Viva!

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