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13 jul 2021

EFEITOS DE UMA VIRADA DE MESA


VIRAR A MESA

A expressão -VIRAR A MESA- é bastante utilizada quando se faz necessária uma mudança brusca, quer seja de DIREÇÃO (norte) ou mesmo de uma SITUAÇÃO GERAL, onde os vícios de comando e/ou de passividade atingem o limite do insuportável. 


VIRADOR DE MESA

O povo do nosso empobrecido Brasil, mais do que sabido e comprovado através das mais variadas reclamações e insatisfações que vinham sendo manifestadas, alimentavam a possibilidade do surgimento de alguém que mostrasse coragem, vontade e determinação para exercer o importante e necessário papel de VIRADOR DE MESA, como a SITUAÇÃO GERAL estava impondo e implorando...


VIRADA DE MESA

Pois, nas Eleições de 2018, eis que apareceu o tal candidato que a MUITO CANSADA, porém SEMPRE ESPERANÇOSA, sociedade brasileira aguardava. Naquele momento, o que menos importava era o estilo do candidato, mas apenas e tão somente a DETERMINAÇÃO, A VONTADE E A CORAGEM para fazer acontecer a pra lá de necessária VIRADA DE MESA.


VIRAR A MESA CORRUPTA, INCOMPETENTE E CORPORATIVA

Como bem diz o termo, -VIRAR A MESA- significa acabar com o JOGO SUJO que vinha sendo praticado por muitos e muitos anos no Brasil, notadamente nos últimos 40 anos onde imperou o ideário SOCIAL/COMUNISTA, que simplesmente não admite o exercício da importante LIBERDADE INDIVIDUAL. Assim, nas ELEIÇÕES DE 2018, o povo viu em Jair Bolsonaro o único candidato dotado da real capacidade para VIRAR A CORRUPTA, INCOMPENTE E CORPORATIVA MESA DO BRASIL.


A VELHA MESA

A partir daí, por mais que o presidente já tenha feito muita coisa para o BEM DO BRASIL, o fato é que as poderosas FORÇAS CONTRÁRIAS querem, desesperadamente desvirar a MESA, ou seja que VOLTE À POSIÇÃO ANTERIOR, que elas consideram como NORMAL, ou seja, o velho, extenso e arcaico móvel repleto de FAVORES, PRIVILÉGIOS, ACERTOS DE TODA ORDEM, ESTADO CADA VEZ MAIOR, FALCATRUAS MIL e LIBERDADE DE MENOS.


MARISCO

Nesta fantástica GUERRA entre o VIRADOR DE MESA e as FORÇAS DO MAL, a parcela do povo, que se dizia cansada do atraso, da falta de justiça e da exaustiva corrupção, está sendo forçada pela SUPREMA CORTE a desempenhar a triste figura do MARISCO, que, infelizmente, sempre se dá mal.


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: BREVISSÍMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE URNAS ELETRÔNICAS DE 2ª GERAÇÃO PARA ELEIÇÕES, por IVES GANDRA MARTINS. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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12 jul 2021

A CAUSA ESTÁ NA DESPESA. A RECEITA É CONSEQUÊNCIA


O OVO E A GALINHA

A pergunta -QUEM VEIO PRIMEIRO, O OVO OU GALINHA?- ainda é um dos grandes mistérios da humanidade. Apesar de o senso comum dizer que o OVO veio primeiro, há cientistas que afirmam que foi a GALINHA que surgiu antes de botar o OVO. Pela TEORIA DA EVOLUÇÃO, de Charles Darwin, uma espécie evolui de outra, mais primitiva. Assim, as aves, galinhas inclusive, vieram dos dinossauros, que já colocavam ovos.


A DESPESA PÚBLICA E OS IMPOSTOS

Entretanto, no nosso empobrecido Brasil, se alguém quer saber, de fato, -QUEM VEIO PRIMEIRO, O GASTO PÚBLICO OU OS IMPOSTOS?- aí a resposta é mais do que sabida, independente de qualquer TEORIA: PRIMEIRO VEIO A DESPESA. Os IMPOSTOS foram criados e/ou aumentados constantemente pelos mais diversos governantes que foram eleitos pelo povo para que as DESPESAS PÚBLICAS viessem a ser devidamente honradas.


ESPANTO

Partindo deste claro pressuposto, o que causa enorme espanto é a gritaria ensurdecedora que se ouve por todos os cantos do nosso imenso Brasil, despejando críticas ferozes contra a FASE DOIS da REFORMA TRIBUTÁRIA, onde a sociedade em geral está se colocando contrária, principalmente, ao IMPOSTO DE RENDA SOBRE GANHOS DE CAPITAL, notadamente sobre DIVIDENDOS.


FOLHA DOS SERVIDORES

Ora, o que este governo está tentando fazer, através da proposta enviada ao Legislativo, é arrumar recursos capazes de satisfazer as enormes e absurdas DESPESAS PÚBLICAS, onde a FOLHA DE SALÁRIOS E PRIVILÉGIOS dos SERVIDORES PÚBLICOS, tanto ATIVOS quanto, principalmente, INATIVOS, cujos valores estão protegidos por CLÁUSULAS PÉTREAS e, portanto, impossibilitadas, pela CONSTITUIÇÃO FEDERAL, de sofrerem qualquer redução.


GRITARIA

Mais curioso ainda é que a GRITARIA que a sociedade está fazendo neste momento, jamais foi ouvida com tamanha intensidade quando os governantes resolveram AUMENTAR AS DESPESAS PÚBLICAS. E não foram poucas as vezes em que isto aconteceu. Em todos os níveis: do Executivo, Legislativo e Judiciário, tanto federal quanto estadual e municipal.


SOLUÇÃO

Antes que me julguem como admirador de IMPOSTOS, o que seria impossível, quero deixar bem claro que a CAUSA está na DESPESA, os IMPOSTOS não passam de CONSEQUÊNCIA. Enquanto as DESPESAS não forem ATACADAS, a CARGA TRIBUTÁRIA não tem como DIMINUIR. E a SOLUÇÃO para este PROBLEMA está numa NOVA CONSTITUIÇÃO.


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: STF, LAVA JATO E LULA CANDIDATO, por PERCIVAL PUGGINA. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar-artigo/stf,-lava-jato-e-lula-candidato-120721



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09 jul 2021

A PROPÓSITO DA REVOLUÇÃO CONSTITUCIONALISTA


9 DE JULHO DE 1932

A aniversariante de hoje é a Revolução Constitucionalista, um movimento armado iniciado em 9 de julho de 1932, liderado pelo estado de São Paulo, que defendia uma NOVA CONSTITUIÇÃO para o Brasil e atacava o autoritarismo do GOVERNO PROVISÓRIO de Getúlio Vargas. Apesar da derrota sofrida pelos paulistas, dois anos depois, no dia 16 de julho de 1934, uma NOVA CONSTITUIÇÃO resultou promulgada.


CONSTITUIÇÃO DE 1934

Entretanto, mesmo considerada DEMOCRÁTICA, a Constituição de 1934, que teve curta duração, mostrava, em seu artigo 1º, o compromisso com a República e com o princípio federativo da carta anterior. Para o ministro Celso de Mello, a Constituição de 34 representou um “divisor de águas na evolução do constitucionalismo brasileiro”. O texto liberal é fruto de uma série de fatores internos e externos que culminaram no esgotamento do modelo anterior e já estabelece em seu artigo 2º que “todos os poderes emanam do povo e em nome dele são exercidos”.


CONSTITUIÇÃO DE 1937

Três anos depois, em 1937, inspirada nos regimes totalitários em ascensão na Europa no período que antecedeu a Segunda Guerra Mundial, uma nova Constituição foi outorgada por Getúlio Vargas para implantar e consolidar o chamado Estado Novo. De caráter autoritário, o texto começa com uma exposição de motivos feita por Getúlio Vargas para justificar as medidas duras que viriam a ser elencadas em seus artigos e parágrafos, para “assegurar à Nação a sua unidade, o respeito à sua honra e à sua independência, e ao povo brasileiro, sob um regime de paz política e social, as condições necessárias à sua segurança, ao seu bem-estar e à sua prosperidade”.


CONSTITUIÇÃO DE 1946

Em 1946, nove anos após, o Congresso Nacional durante o governo de Eurico Gaspar Dutra, promulgou uma nova Constituição, com o caráter democrático que a anterior não tinha, retomando os preceitos da Carta liberal de 1934. Passaram a ser restabelecidos os direitos individuais, a independência dos Poderes da República e a harmonia entre eles, a autonomia dos estados e municípios, a pluralidade partidária, direitos trabalhistas como o direito de greve e a instituição de eleição direta para presidente da República, com mandato de cinco anos.


CONSTITUIÇÃO DE 1967

Em 1967, uma nova Constituição foi promulgada para consolidar o Regime Militar no Brasil, tendo como marca o autoritarismo e a reversão dos princípios democráticos preconizados na Carta de 1946. Houve a concentração de poderes na União, com um Poder Executivo Federal mais forte, e supressão de garantias políticas, com a adoção da eleição indireta para presidente da República, por meio de Colégio Eleitoral.


CONSTITUIÇÃO DE 1988

Em 1988, o Brasil ganhou uma nova CONSTITUIÇÃO. Ao invés de CIDADÃ, como foi vendida ao pobre povo brasileiro, a atual CARTA é, na mais pura verdade, uma CONSTITUIÇÃO -CORPORATIVISTA e/ou SINDICALISTA, como foi muito apontado pelo jurista, professor Modesto Carvalhosa na excelente e esclarecedora AULA MAGNA -Uma Nova Constituição para o Brasil- que contou também com a participação do empresário Salim Mattar, o dep. federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança e o presidente do Mises Brasil, Hélio Beltrão. A Constituição de 1988 fez acontecer a lamentável existência de DUAS CLASSES DE BRASILEIROS, onde os SERVIDORES PÚBLICOS -ativos e inativos- (11 milhões de funcionários, ou 5% da população brasileira) passaram a integrar a PRIMEIRA CLASSE, carregada de privilégios, enquanto que os demais 200 milhões de brasileiros, ou 95% da população, passaram a ser tratados como CIDADÃOS DE SEGUNDA CLASSE, com a DEVER DE PAGAR A FANTÁSTICA CONTA DA PRIMEIRA CLASSE. Só por aí já há motivos de sobra para fazer valer uma NOVA, DECENTE E LIBERAL CONSTITUIÇÃO.


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Leia no ESPAÇO PENSAR + de hoje: EM DEFESA DO DISTRITÃO por IVES GANDRA MARTINS. Confira no link: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar.



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07 jul 2021

A INÚTIL PROCURA POR SALVADORES DA PÁTRIA


BAIXO DISCERNIMENTO

Não foram poucos os editoriais que escrevi, sempre com total convicção, que a imensa maioria do povo brasileiro, quando vai às urnas para escolher o Presidente do Brasil, vê no seu candidato o mais legítimo SALVADOR DA PÁTRIA. Esta postura, por si só, identifica o quanto é dominante a falta de discernimento, que se traduz pela falta de bom senso e/ou incapacidade para avaliar, compreender e/ou fazer juízo da situação.

 


POPULISMO

Esta incapacidade para DISCERNIR faz com que muita gente entenda que o tal SALVADOR DA PÁTRIA que procura, e vota, é o candidato que promete resolver todos os graves problemas que foram se acumulando ao longo do tempo no nosso empobrecido Brasil pela via do POPULISMO. Assim, quanto mais abrangente for o discurso POPULISTA, mais os eleitores -DESPROVIDOS DE JUÍZO E BOM SENSO- veem nos candidatos SOCIALISTAS o tal SALVADOR DA PÁTRIA que procuram eternamente.

 

 


NOVA CONSTITUIÇÃO

Na mais pura realidade, pelo inquestionável número de problemas que foram se acumulando nos últimos 40 anos, ou mais precisamente a partir do momento em que foi promulgada a Constituição - NADA CIDADÃ- , em 1989, o que mais se viu, ao invés de SALVADORES DA PÁTRIA, foram os mais legítimos ENTERRADORES DA PÁTRIA. E mesmo assim vejo apenas uma meia dúzia de brasileiros dotados de real DISCERNIMENTO apontando para o fato de que as CAUSAS da maioria dos graves e já crônicos problemas que o Brasil enfrenta só poderão ser solucionadas a partir de uma NOVA, JUSTA E DECENTE CONSTITUÇÃO FEDERAL.


CLÁUSULAS PÉTREAS

De novo, para que fique bem claro: os problemas maiores, que têm impacto extremamente pesado nas CONTAS PÚBLICAS, como é o caso das FOLHAS DE PAGAMENTO DOS SERVIDORES - tanto ATIVOS como, principalmente INATIVOS, a Constituição Federal impede qualquer modificação. Como estão blindadas por CLÁUSULAS PÉTREAS, isto significa que não são passíveis de modificação por PECs (Projetos de Emenda Constitucional). Ou seja, só têm chances de serem alteradas através de uma NOVA CARTA MAGNA. 


COMBATE ÀS CONSEQUÊNCIAS

Portanto, enquanto os brasileiros não se convencerem de que o Brasil só vai se livrar da CAUSA MAIOR dos maiores e malditos problemas que afetam a vida do povo brasileiro, que se vê obrigado a sustentar os privilégios concedidos àqueles que integram a seleta e nojenta PRIMEIRA CLASSE DE BRASILEIROS do SETOR PÚBLICO, desde que uma NOVA, JUSTA E DECENTE CONSTITUIÇÃO seja escrita e promulgada. Fora disso, o que existe, infelizmente, é o inútil COMBATE às CONSEQUÊNCIAS, pois a CAUSA, como se vê, segue intacta.



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06 jul 2021

BRASIL: VANTAGEM COMPARATIVA


ENTREVISTA COM ANDRÁ JAKURSKI

Assisti, ontem, o vídeo no qual o sócio fundador da gestora de investimentos JGP, André Jakurski, fala sobre o FUTURO DOS INVESTIMENTOS NO BRASIL, na ótima entrevista que concedeu, no dia 30 de junho, à editora-chefe do Infomoney, Giuliana Napolitano, e ao apresentador do Stock Pickers, Thiago Salomão.


COMPETITIVIDADE

Pois, na medida em que Jakurski discorria sobre oportunidades de investimentos no nosso país, tratei de fazer as seguintes anotações, começando pela VANTAGEM COMPARATIVA. Neste particular, mais do que sabido, o Brasil se destaca mundialmente, de forma altamente positiva e com sobra, nas áreas da MINERAÇÃO e do AGRONEGÓCIO. Entretanto, da mesma forma, porém em sentido contrário, na área INDÚSTRIAL o Brasil não é COMPETITIVO. E provavelmente NUNCA SERÁ, a não ser que mude RADICALMENTE. Isto porque a economia brasileira, infelizmente, figura como uma das MAIS FECHADAS DO MUNDO.


LIQUIDEZ

Uma coisa que deve ser levada em conta, segundo informa corretamente André Jakurski, é que estamos no PICO DA EXPANSÃO FISCAL, NO PICO DA EXPANSÃO MONETÁRIA E NO PICO DO CRESCIMENTO. Este extraordinário GASTO FISCAL, provocado por uma mudança de parâmetros definidos pela Pandemia, com total certeza não tem como permanecer por muito tempo. Neste contexto, quem tem mais chances de aproveitar as oportunidades que o momento oferece são aqueles que estão mais líquidos, ou com o CAIXA MAIS ROBUSTO.


EMPRESAS CONSOLIDADORAS

Assim, quem aparece na dianteira são as EMPRESAS CONSOLIDADORAS, que além de estarem MAIS CAPITALIZADAS ainda têm nos seus quadros os MELHORES GESTORES. Isto facilita sobremaneira o aceso às AQUISIÇÕES ou mesmo ao CRESCIMENTO ORGÂNICO, com foco nos mercados mais rentáveis.


OFERTA E DEMANDA

Entretanto, a grande preocupação que ronda o mercado e a economia diz respeito ao ENDIVIDAMENTO DAS PESSOAS FÍSICAS. Neste particular, Jakurski aponta para o MERCADO HIPOTECÁRIO. Mesmo assim, o gestor afasta momentaneamente, um alto RISCO INFLACIONÁRIO no futuro. Isto porque a atual FORTE DEMANDA por produtos, combinada com uma circunstancial BAIXA OFERTA deve se acomodar e com isso o equilíbrio das duas forças acabará segurando os preços.   


IMPOSTOS SOBRE A INDÚSTRIA

Voltando ao AGRONEGÓCIO, que é tido e havido como uma consagradora VANTAGEM COMPETITIVA, e a INDÚSTRIA, que pouco ou nada tem de COMPETITIVA, vale registrar o que disse recentemente, com total razão, o presidente da FIERGS, Gilberto Petry: -Se a INDÚSTRIA tivesse a mesma CARGA TRIBUTÁRIA e o mesmo volume de crédito que são concedidos ao AGRONEGÓCIO, o Brasil poderia CRESCER MUITO.  Atualmente, de cada R$ 100 que a INDÚSTRIA produz, R$ 45 são recolhidos à título de IMPOSTOS. Enquanto isso, o COMÉRCIO paga R$ 37 e o SETOR PRIMÁRIO paga R$ 7. Que tal? 



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05 jul 2021

VOTO CONSCIENTE


ELEIÇÕES 2022

Há quem prefira dizer que ainda é muito cedo para se preocupar com as ELEIÇÕES 2022. O argumento para tanto é que, a rigor, ninguém sabe ao certo aqueles que vão se candidatar aos cargos de presidente, deputado federal ou senador. Pois, ainda assim, para SALVAR O BRASIL, é preciso alertar os eleitores para que desde já tratem de começar a RISCAR DO MAPA os nomes daqueles que buscam mandatos com o propósito da obtenção de vantagens próprias, de impedir o exercício da liberdade e/ou mostrar vocação para o atraso, como é o caso dos socialistas/comunistas. 


O CHEFE

Como o nome do ex-presidente e ex-condenado Lula figura, neste momento, como um dos fortes candidatos à presidente, mesmo que o seu passado político seja pra lá de conhecido por todos os cantos do nosso imenso país, antes que alguém possa, eventualmente, admitir que ele é vítima de perseguição política sugiro a leitura urgente do livro -O CHEFE-, obra escrita pelo jornalista Ivo Patarra em forma de DOCUMENTÁRIO (que se utiliza de impressionantes depoimentos que foram obtidos nas confissões espontâneas de vários integrantes e próximos do GOVERNO MAIS CORRUPTO DA NOSSA HISTÓRIA.


DISPONÍVEL GRATUITAMENTE EM PDF

Para facilitar o acesso à imperdível obra -O CHEFE-, o autor, o jornalista Ivo Patarra, resolveu liberar o livro GRATUITAMENTE, PELA INTERNET. O documento mostra, em 455 páginas, grande parte da triste história da CORRUPÇÃO QUE MARCOU O GOVERNO LULA. Neste final de semana comecei a ler a obra de Patarra, e por várias vezes fui obrigado a interromper a leitura por força de terríveis ânsias de vômito causadas pelo tipo de -MECANISMO- adotado pelos bandidos. https://we.tl/t-IcRFgzKD1i (disponível por 1 semana)   


EX-PETISTA

É importante ressaltar que o jornalista Ivo Patarra, que hoje se declara como EX-PETISTA, compilou, organizou e editou todo o material produzido sobre o PT durante os 13 meses do ESCÂNDALO DO MENSALÃO, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem notícia no Brasil. Este notável trabalho de PESQUISA, que traz os INQUÉRITOS, RELATÓRIOS, SINDICÂNCIAS, INVESTIGAÇÕES E REPORTAGENS da época, resultou na obra -O CHEFE-.


CAPÍTULO 1 -

Com o propósito de chamar a atenção para a leitura, uma vez que o ex-condenado Lula deve se apresentar como forte candidato à eleição para presidente, eis aí o que está posto no Capítulo 1: "O governo Lula é o mais corrupto de nossa história"

 

Qual a justificativa para o presidente da República nomear como ministro e integrante de seu primeiro escalão de auxiliares o homem que publicara, num dos jornais mais importantes do País, que ele, o presidente, era o chefe do governo "mais corrupto de nossa história"?

Pois Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, nomeou o filósofo Roberto Mangabeira Unger no primeiro semestre de seu segundo mandato, em 2007, ministro da Secretaria de Planejamento de Longo Prazo, especialmente constituída para abrigá-lo. E não adiantou nem o PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) inviabilizá-la tempos depois, durante uma rebelião para obter mais cargos no governo e proteção para o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o então presidente do Senado, acusado de corrupção. Apesar de o PMDB derrotar a Medida Provisória que criara o posto para Roberto Mangabeira Unger, Lula deu um jeito na situação, nomeando-o novamente, desta vez como ministro extraordinário de Assuntos Estratégicos. A posição do detrator estava garantida.

"Pôr fim ao governo Lula" é o título do artigo de Roberto Mangabeira Unger publicado na Folha de S.Paulo em 15 de novembro de 2005, no sugestivo dia da Proclamação da República. O ano de 2005 havia sido marcado pela eclosão do escândalo do mensalão. Este é o parágrafo de abertura do artigo:

"Afirmo que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos."

O que poderia ter levado o presidente da República a nomear como ministro o autor dessas acusações? E Roberto Mangabeira Unger não estava brincado, a julgar pela defesa que fez do impeachment de Lula. Ao denunciar "a gravidade dos crimes de responsabilidade" supostamente cometidos pelo presidente, o então futuro ministro afirmou em seu artigo que Lula "comandou, com um olho fechado e outro aberto, um aparato político que trocou dinheiro por poder e poder por dinheiro e que depois tentou comprar, com a liberação de recursos orçamentários, apoio para interromper a investigação de seus abusos".

Alguém poderia argumentar que a nomeação de Roberto Mangabeira Unger seria um mal necessário. Coisa da política. E tentar explicá-la pela importância do filósofo, um professor da prestigiada Universidade de Harvard, das mais importantes dos Estados Unidos, por quase 40 anos. O Brasil, portanto, não poderia prescindir da experiência e do prestígio de Roberto Mangabeira Unger, que teria muito a contribuir com o País.

Será mesmo? A cerimônia de posse do filósofo não demonstrou isso. Poucos ministros, cadeiras vazias, menos de uma hora de solenidade. E mesmo antes da criticada viagem de Roberto Mangabeira Unger à Amazônia, em 2008, na qual defendeu o desvio de águas da região para abastecer o Nordeste, sem considerar que centenas de milhares de amazonenses ainda não dispunham de água encanada, o ministro já era considerado, em âmbito do governo, "café-com-leite". Ou seja, não lhe era atribuída importância, nem de seu trabalho haveria algo para se aproveitar.

Outro trecho do artigo de Roberto Mangabeira Unger: "Afirmo ser obrigação do Congresso Nacional declarar prontamente o impedimento do presidente. As provas acumuladas de seu envolvimento em crimes de responsabilidade podem ainda não bastar para assegurar sua condenação em juízo. Já são, porém, mais do que suficientes para atender ao critério constitucional do impedimento. Desde o primeiro dia de seu mandato o presidente desrespeitou as instituições republicanas. Imiscuiu-se e deixou que seus mais próximos se imiscuíssem, em disputas e negócios privados".

Talvez, então, a razão para a nomeação de Roberto Mangabeira Unger tenha sido de ordem político-partidária. Ou seja, o filósofo traria para o governo a base social representada por seu partido, ampliando o número de legendas que davam sustentação à administração Lula no Congresso. Como vimos, no entanto, Roberto Mangabeira Unger passou a maior parte da vida nos Estados Unidos, o que o forte sotaque não deixava desmentir. Não possuía qualquer base social, nem traria consigo qualquer força orgânica da sociedade.

Quanto a seu partido, o minúsculo PRB (Partido Republicano Brasileiro) tinha menos de 8 mil filiados quando Roberto Mangabeira Unger se tornou ministro e era um dos menores partidos políticos do País. Não agregava praticamente nada à base aliada de Lula. Por apoio político-partidário não faria sentido nomear Roberto Mangabeira Unger. Afinal, o PRB, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, possuía apenas três deputados federais, um senador e o vice-presidente da República, José Alencar (MG), que saíra do PL (Partido Liberal) em decorrência do escândalo do mensalão e foi o grande incentivador da nomeação do filósofo.

Em outro trecho do famoso artigo, Roberto Mangabeira Unger afirmou que "Lula fraudou a vontade dos brasileiros", ameaçava a democracia "com o veneno do cinismo" e tinha um projeto de governo que "impôs mediocridade". E mais: "Afirmo que o presidente, avesso ao trabalho e ao estudo, desatento aos negócios do Estado, fugidio de tudo o que lhe traga dificuldade ou dissabor e orgulhoso de sua própria ignorância, mostrou-se inapto para o cargo sagrado que o povo brasileiro lhe confiou".

Para fazer a vontade de seu vice José Alencar, um homem leal e doente, Lula só precisaria ter dito que gostaria muito de nomear alguém indicado por ele, mas não poderia ser o homem que o acusara de chefiar o governo mais corrupto da história. Poderia ser qualquer um, menos aquele que conclamara o Congresso a derrubá-lo da Presidência da República, por corrupção. Por que Lula nomeou Roberto Mangabeira Unger, autor de acusação tão séria? Nas páginas deste livro, o leitor será convidado a encontrar a resposta.


ESPAÇO PENSAR +

Leia no ESPAÇO PENSAR+ de hoje: APRENDI NA VIDA REAL O QUE É TER MEDO DO ESTADO NUM PAÍS COMUNISTA, por Percival Puggina. Acesse o link e confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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