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11 jul 2019

PERDEMOS MAIS UMA OPORTUNIDADE


TIPO DE EMENDAS

Ontem, tão logo vi o placar mostrando a aprovação do -TEXTO-BASE- da PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, por 379 votos favoráveis e 131 contrários, antes de festejar procurei ver que tipo de EMENDAS os nossos valorosos deputados, de forma maciça, entenderam como necessárias e positivas para tirar o Brasil da UTI FISCAL.


AQUÉM DO NECESSÁRIO

Pois, se por um lado devo reconhecer que o TEXTO-BASE contém mudanças importantes, se comparado com o amontoado de absurdos e injustiças que definem a situação atual da nossa falida PREVIDÊNCIA SOCIAL, por outro, com a mesma ênfase, estou  plenamente convencido de que a proposta aprovada ontem, em primeiro turno, na Câmara Federal, está muito aquém daquilo que o Brasil precisa para poder respirar sem a ajuda de aparelhos.


MAIOR E GRITANTE PROBLEMA

Mais uma vez, infelizmente, o Brasil, através de seus representantes -eleitos pelo povo-, preferiu empurrar o seu MAIOR E GRITANTE PROBLEMA com a barriga, ou seja, ao invés de fulminar o TUMOR, e com isso buscar a cura definitiva da sua grande e perigosa doença, achou por bem continuar usando BOLSAS DE ÁGUA QUENTE como meio de controlar as terríveis dores em forma de GASTOS PÚBLICOS. Pode?    


POUCO A VER COM REFORMA E NADA A VER COM NOVA PREVIDÊNCIA

Em qualquer dicionário mundo afora, o verbo -REFORMAR- significa RECONSTRUIR, EMENDAR, CORRIGIR E/OU RECONSTITUIR A ANTIGA FORMA. Com as sérias MUTILAÇÕES que sofreu o TEXTO ORIGINAL, aquilo que foi colocado no festejado TEXTO-BASE tem muito pouco a ver com -REFORMA- e nada a ver com -NOVA PREVIDÊNCIA-. 


SEM IGUALDADE

A rigor, o TEXTO-BASE da PREVIDÊNCIA SOCIAL DO PAÍS seguirá tratando os brasileiros de forma desigual, ou seja, a turma da PRIMEIRA CLASSE continuará com seus privilégios inconcebíveis, enquanto a turma da SEGUNDA CLASSE vai continuar pagando a conta daquilo que não tem o direito de usufruir. Que tal? 


SEM EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Este é o nosso empobrecido Brasil, infelizmente. Quando aparece um raro momento para consertar os erros e acabar com as injustiças, o que prevalece é a vontade da minoria organizada que pressiona através das suas fortes corporações. 

Mais: se os privilégios já provocam farta indignação, este sentimento piora quando me deparo com a triste realidade de que a economia que resultou das mutilações feitas no projeto original é pra lá de insuficiente para fazer da PREVIDÊNCIA SOCIAL um instrumento sustentável ou equilibrado financeiramente.



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10 jul 2019

UM GRANDE PASSO PARA SAIR DO ABISMO


UM GRANDE PASSO PARA A ETERNIDADE

No dia 21 de julho de 1969 (50 anos atrás), o astronauta norte-americano Neil Armstrong, ao pisar na superfície lunar, emitiu a seguinte e muito conhecida frase:  “Um pequeno passo para o homem, um grande passo para humanidade”. 


UM GRANDE PASSO PARA COMEÇAR A SAIR DO ABISMO

Hoje, na mesma toada do astronauta, o presidente Bolsonaro, com a aprovação, em primeiro turno, da PEC DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA, pela importância que a mesma representa para o futuro do nosso empobrecido País, bem que poderia emitir a seguinte frase: "Um grande passo para o Brasil começar a sair do abismo"'.


AFINAL ESTAMOS NO BRASIL...

Mais do que sabido, a aprovação desta PEC DA PREVIDÊNCIA, que certamente acontecerá hoje, na Câmara Federal, não contempla a possibilidade de corrigir as nojentas injustiças e o necessário equilíbrio financeiro. Ainda assim há o que festejar. Afinal, como estamos no Brasil, só o fato de conseguir esta façanha é algo inacreditável. 


REFORMA TRIBUTÁRIA

Se, por um lado, ainda há um caminho a ser trilhado até a aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA (o segundo turno na Câmara e os dois turnos no Senado), por outro, a REFORMA TRIBUTÁRIA já deu entrada no forno, com melhores perspectivas de ganhar aprovação. Principalmente, porque tem baixa ou nenhuma influência ideológica.


DESTRAVAR O BRASIL

Enquanto a REFORMA DA PREVIDÊNCIA oportuniza um melhor equacionamento -futuro- das Contas Públicas Federais, a REFORMA TRIBUTÁRIA, através de uma importante e necessária simplificação, tem tudo para DESTRAVAR O BRASIL, CRIAR E/OU RESSUSCITAR EMPRESAS, GERAR EMPREGOS e, por consequência, AUMENTAR O PODER AQUISITIVO.


SOMATÓRIO DE PROBLEMAS

Mesmo levando em conta que o Brasil tem uma quantidade de enormes e graves problemas, este somatório produziu resultados catastróficos. Vejam, por exemplo, que entre os anos 2014 a 2018, o PIB mundial CRESCEU 19,1% e o Brasil, no mesmo período, REGREDIU 4,1%.  Que tal?



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09 jul 2019

SETE REFORMAS NECESSÁRIAS


ONDA DE DESENVOLVIMENTO

Por tudo que leio, ouço e assisto, a impressão que está sendo passada para o mundo todo é que a CREDENCIAL para que o Brasil possa entrar, definitivamente, numa fantástica e promissora ONDA DE DESENVOLVIMENTO depende apenas da aprovação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA.  Até aí tudo bem.


CREDENCIAL E CAPACIDADE

No entanto, por mais que deva ser festejado aquilo que os deputados e senadores aprovarem, é sempre bom lembrar que apenas a REFORMA DA PREVIDÊNCIA não fará do nosso empobrecido Brasil um bom competidor. Uma coisa é CREDENCIAL, que dá o direito de competir; outra é a CAPACIDADE para fazer a economia crescer e se desenvolver.


REGIME E LIBERDADE

Sugiro, portanto, que não se empolguem além do que manda a prudência. Até porque, diante da inegável situação de penúria que se encontra a nossa paupérrima economia, a possibilidade de enfrentar os desafios, que a REFORMA DA PREVIDÊNCIA abre para um futuro realmente promissor, depende de 1- um poderoso regime (diminuição do peso do Estado); e 2- total liberdade para empreender.


DEVANEIO

Ainda que o REGIME, representado pela VENDA E/OU FECHAMENTO DE ESTATAIS e OFERTA DE CONCESSÕES À INICIATIVA PRIVADA, já esteja sendo operado, o fato é que enquanto o peso do Estado não atingir a medida necessária, as chances do Brasil vir a ser considerado como bom competidor não passam de um devaneio.


SETE REFORMAS

A propósito, a condição necessária para que o nosso Brasil se torne um país realmente saudável e sustentável economicamente, com efetivo reflexo no social, depende de -SETE REFORMAS-:

1- REFORMA DA PREVIDÊNCIA - pública e privada;

2-REFORMA TRIBUTÁRIA - com grande simplificação 

3- PRIVATIZAÇÃO DE EMPRESAS E CONCESSÃO DE SERVIÇOS DE INFRAESTRUTURA;

4- REFORMA ADMINISTRATIVA - diminuição de burocracia;

5- REVISÃO E REDUÇÃO DE SUBSÍDIOS FISCAIS, CREDITÍCIOS E MONETÁRIOS;

6- AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL;  e, 

7- AMPLIAÇÃO DA LIBERDADE COMERCIAL, com maior abertura internacional. 


ACOMPANHAMENTO

Aqueles que acompanham o que foi prometido com o que está sendo feito, aí está o resultado:

1- a REFORMA DA PREVIDÊNCIA (ainda que incompleta) está na reta final;

2- as PRIVATIZAÇÕES estão bem encaminhadas;

3- a AUTONOMIA DO BANCO CENTRAL, idem;

4- a REFORMA TRIBUTÁRIA é a próxima;

5- o ACORDO MERCOSUL -UNIÃO EUROPEIA foi lançado recentemente;

6- a MP 881, batizada de LIBERDADE ECONÔMICA, está em vigor, mas precisa do apoio URGENTE da sociedade para que vire lei; e,

7- na carona desta MP 881, a REFORMA ADMINISTRATIVA está sendo urdida.



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08 jul 2019

A SAGA DO DESEMPREGO


CAUSAS DO DESEMPREGO

Não são poucas as CAUSAS que levaram o nosso empobrecido Brasil a atingir, no primeiro semestre de 2019, a fantástica TAXA DE DESOCUPADOS, que segundo cálculos que estão sendo finalizados pelo IBGE, deve ficar em torno de 12,5%, ou, em números absolutos, algo como 13 milhões de brasileiros.


MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA

É certo que um dos grandes motivos que levaram ao fechamento de milhares de empresas e milhões de postos de trabalho foi a MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA, emplacada com pompa e circunstância durante o destruidor governo Dilma. Quanto a isso, não há a menor dúvida.


RECUPERAÇÃO

Com o festejado afastamento da péssima presidente Dilma, em 31 de agosto de 2016, o Brasil, sob o comando de Michel Temer, conseguiu se livrar da trágica MATRIZ ECONÔMICA BOLIVARIANA. Como a situação econômica do País já estava à beira da morte, já era mais do que sabido que a possibilidade de recuperação das empresas e dos empregos não seria tarefa fácil.


NR-12 E E-SOCIAL

Pois, como se isto já não bastasse como forma inquestionável de ANIQUILAÇÃO DE EMPREGO, eis que, em dezembro de 2108, surge uma complicada -atualização- da NR-12 (norma regulatória) e no E-SOCIAL, que tem dado enorme dor de cabeça a TODOS OS EMPRESÁRIOS deste nada simples País.


PROPOSTAS

Ainda que possa existir alguém que consiga enxergar alguma vantagem na NR-12 e no E-Social, o fato é que ambos já se transformaram numa grande e efetiva CAUSA de desemprego. Tanto é verdade que o secretário especial da Previdência e do Trabalho, Rogério Marinho, esteve na última sexta-feira, 5, na FIERGS -Federação das Indústrias do Estado do RS - para ouvir as propostas para ajustes nas Normas Regulamentadoras (NRs) e simplificação do e-Social.


APÓS A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O que se sabe, felizmente, é que  governo segue com a intenção de iniciar o corte de 90% das NORMAS DE SEGURANÇA NO TRABALHO, que deve ocorrer ainda neste mês de julho, após a votação da REFORMA DA PREVIDÊNCIA. São 37 normas regulamentadoras, conhecidas como NRs, que reúnem 6,8 mil regras distintas sobre segurança e medicina do trabalho.

O fato é que esse absurdo ARCABOUÇO REGULATÓRIO representa um grande potencial de multas a empresas por fiscais do trabalho e uma carga que impacta a competitividade dos produtos brasileiros.



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05 jul 2019

MUDANÇAS PONTUAIS, NÃO REFORMA!


MENSAGEM BEM-HUMORADA

Ontem, já tarde da noite, um leitor bem-humorado enviou uma mensagem perguntando se eu estava feliz com a aprovação, por 36 votos a favor e 13 contra, do decantado relatório PEC da REFORMA DA PREVIDÊNCIA, na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. 


OPINIÃO SOBRE O TEXTO APROVADO

Como se trata de um leitor que tem se revelado bastante interessado na REFORMA DA PREVIDÊNCIA, achei por bem que deveria responder a mensagem através deste Editorial. Assim, todos os leitores do Ponto Critico  saberão qual a minha opinião sobre o texto que resultou aprovado ontem. 


NEM REFORMA NEM NOVA PREVIDÊNCIA

Em primeiro lugar é importante registrar que o texto eleito pela Comissão Especial, por mais que contemple uma economia (redução do rombo previdenciário) de R$ 990 bilhões para os próximos anos, está muito longe daquilo que o Brasil necessita. Acreditem: o que foi aprovado ontem, gostem ou não, está longe ser considerado -REFORMA-. Muito menos -NOVA PREVIDÊNCIA-, como o governo propôs originalmente.  


PRIVILÉGIOS NOJENTOS

Mais: a Comissão Especial, ao garantir os nojentos privilégios, deixou bem claro que não tem compromisso com o Artigo 1º da DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, que diz: -  Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.

Também ignoraram, mais uma vez, o Art. 5º da Constituição Federal, que diz: - Todos (homens e mulheres) são iguais em direitos e obrigações perante a lei, sem distinção de qualquer natureza.

Atenção: - DIREITOS que não podem ser oferecidos a todos faz dos privilegiados seres mais iguais do que os outros. Detalhe: os privilégios são pagos por quem não é contemplado. Isto é justo????


SEM EQUILÍBRIO FINANCEIRO

Mais: o texto DESCUMPRE por completo o Art. 201 da Constituição Federal, que determina o seguinte:  - A PREVIDÊNCIA SOCIAL será organizada sob a forma de regime geral, de caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o EQUILIBRIO FINANCEIRO E ATUARIAL. Pode?


SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO IGNORADO POR COMPLETO

Ora, ainda que o texto aprovado esteja sendo considerado por muitos como um grande avanço, o fato é que a PREVIDÊNCIA SOCIAL, por manter o FRACASSADO SISTEMA DE REPARTIÇÃO, e ignorar por  completo o FANTÁSTICO  SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO, seguirá sendo DEFICITÁRIA.  Isto, definitivamente,  não é REFORMA e muito menos uma NOVA PREVIDÊNCIA!

Espero que o leitor fique satisfeito com a minha clara e direta resposta!



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04 jul 2019

CORRIDA CRIMINOSA CONTRA O TEMPO


CONTRATO DE SERVIÇO

Aqueles que me acompanham desde o ano 2000 devem ter em mente do quando já enfatizava dizendo que PLANO DE APOSENTADORIA deveria ser visto e encarado como um CONTRATO  INDIVIDUAL, no qual cada um poderia/deveria escolher, de acordo com o valor e o tempo das contribuições (base atuarial), qual benefício estava disposto a receber a partir do momento projetado para começar a usufruir.


NARIZ PREVIDENCIÁRIO

Vejam que ao dizer que PLANOS DE APOSENTADORIA deveriam ser encarados como CONTRATOS INDIVIDUAIS, esta minha longa pregação define, claramente, o quanto é justo, honesto e correto o SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO, onde cada indivíduo é dono do seu NARIZ PREVIDENCIÁRIO, cuidando da sua vida de acordo com o seu interesse.


DUAS COISAS BEM CLARAS

Portanto, quando vejo a maioria dos deputados impondo, que entre tantas exigências absurdas, a retirada do texto da REFORMA DA PREVIDÊNCIA o importante SISTEMA DE CAPITALIZAÇÃO (justamente o que sugere o termo -NOVA PREVIDÊNCIA-) vejo, no mínimo, duas coisas bem claras:

1- os deputados não admitem que cada brasileiro busque a sua própria felicidade; e,

2- ao impor a continuidade do estúpido e injusto SISTEMA DE REPARTIÇÃO, os mesmos deputados mantém todos no mesmo BARCO FURADO, que perpetua o crescente ROMBO PREVIDENCIÁRIO. Pode?


O VOO DE GALINHA COMO SÍMBOLO DE DESEMPENHO

Ainda que muita gente vá ficar muito contente com a aprovação de algum texto, que, diga-se de passagem, em momento algum poderá ser chamado de NOVA PREVIDÊNCIA, o fato é que a economia do nosso empobrecido Brasil, com a manutenção de privilégios e mais impostos para obter a economia de R$ 1 TRILHÃO em dez anos, continuará consagrando o VOO DE GALINHA como símbolo de desempenho,  tão carente de investimentos persistentes e duradouros.


CORRIDA CONTRA O TEMPO

Diante de tantos absurdos, vontade, interesse e pitadas fortes de ignorância, o que também estamos vendo neste momento é uma corrida criminosa contra o tempo, onde alguns deputados mantém a pretensão de votar, em plenário, até o dia 18 de julho, quando inicia o recesso, a mutilada e desidratada PEC DA PREVIDÊNCIA.


O BRASIL QUE SE EXPLODA

Ora, como não existe nada mais importante do que esta REFORMA, não consigo entender como os chefes do Congresso Nacional (Câmara e Senado) podem dizer que estão interessados em ajudar o Brasil e ao mesmo tempo não propõem o cancelamento do recesso. Isto explica bem o quanto querem, o mais rápido possível, que o Brasil se exploda.



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