Artigos

26 ago 2025

HARMONIA???


PREPARADOS

Ontem, 25, durante evento na capital paulista, ao fazer comentários sobre a LEI MAGNITSKY, o banqueiro André Esteves, sócio controlador do BTG Pactual, disse que os bancos estão preparados e que não vê nenhuma desarmonia. Mais: - Vamos seguir o caminho dentro das regras locais e internacionais. Não é novidade, há centenas de indivíduos sancionados no Brasil. Os bancos, portanto, sabem o que fazer, sabem quais são as regras. 


DESARMONIA

Ora, a considerar o que diz e pensa a respeito, a cúpula do Banco do Brasil, a tal HARMONIA referida por André Esteves, é algo FAKE. Por tudo que se sabe, por ser uma instituição controlada pelo governo, o BB está sofrendo enorme pressão para -simplesmente deixar de cumprir a LEI MAGNITSKY. Uma das alegações para tanto diz respeito ao FATO de que o BB é responsável pela folha de pagamento dos servidores federais e dificilmente encerraria a conta-salário de um ministro, mesmo sob pressão internacional.  


MULTA BILIONÁRIA

Pois, para esse CONTINGENTE DE IRRESPONSÁVEIS é importante que se diga que a LEI MAGNITSKY, ao alcançar o ministro Alexandre de Moraes, o que realmente importa é o cancelamento das contas do tirano. Assim, a INSTITUIÇÃO -ESTATAL OU PARTICULAR- que deixar de cumprir a LEI MAGNITSKY, estará sujeita ao pagamento de MULTA BILIONÁRIA. 


BNP PARIBAS

A propósito, vale lembrar que, no ano de 2014, o BNP PARIBAS - maior banco da França- foi obrigado a pagar uma -MULTA DE 8,9 BILHÕES DE DÓLARES-, simplesmente porque achou por bem DESCUMPRIR as medidas impostas pela LEI MAGNITSKY, a mesma que agora está sendo aplicada pelos EUA para SANCIONAR o ministro Alexandre de Moraes. 


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: O SIMULACRO DO BEM COMUM, por Alex Pipkin. Confira: https://pontocritico.com/espaco-pensar



Leia mais

25 ago 2025

DE NOVO: O RISCO É IMINENTE


MODO -PÂNICO-

Nessas últimas e tumultuadas semanas, os brasileiros -BANCARIZADOS- ou seja, incluídos no SISTEMA FINANCEIRO, e com tal têm acesso a produtos e serviços bancários como conta corrente, crédito e meios de pagamento, ganharam um forte motivo para entrar em MODO -PÂNICO-. Tudo por conta da declaração feita, abertamente, pelo ministro Flávio Dino, afirmando, no alto de sua toga, que o STF está disposto a levar o confronto com os Estados Unidos às últimas consequências.


PRAZER DA DESTRUIÇÃO

Por ora, o que se sabe é que todos os CEOs (Chief Executive Officer, ou diretores executivos responsáveis pela visão estratégica, cultura e objetivos da empresa) e os CFOs (Chief Financial Officer, ou diretores financeiros) dos BANCOS BRASILEIROS estão prontos e dispostos a -NÃO CUMPRIR- com as determinações do STF. Entretanto, em se tratando de um -NOVO BRASIL-, onde a SUPREMA CORTE pinta e borda, movida pelo INTENSO PRAZER DE DESTRUIÇÃO, há que levar em conta que o FATO de entrar em MODO -PÂNICO- não se trata de um EXAGERO. 


RISCO DE SOBREVIVÊNCIA

A propósito, a DECISÃO do ministro Flávio Dino, de -PROIBIR A APLICAÇÃO NO BRASIL DE DECISÕES JUDICIAIS ESTRANGEIRAS QUE NÃO ESTEJAM VALIDADAS POR ACORDOS INTERNACIONAIS OU REFERENDADAS PELA JUSTIÇA (??) BRASILEIRA- colocou, literalmente, os BANCOS BRASILEIROS em MODO -RISCO DE SOBREVIVÊNCIA-. Ou seja, os correntistas, e não exclusivamente os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Luis Barroso, notadamente, acabariam sofrendo as consequências da TERRÍVEL QUEBRADEIRA. 


RISCO IMINENTE

Vale sempre lembrar que, mesmo não se concretizando as pretensões -destruidoras- desses três ministros do STF, a julgar pelo que já fizeram até agora, qualquer decisão nesse sentido não pode ser vista como SURPRESA. Gostem ou não, aprovem ou reprovem, o FATO é que vivemos numa séria expectativa de RISCO IMINENTE. Como tal é preciso estar sempre vigilante. Principalmente,  porque do outro lado está o OFAC - (Office of Foreign Assets Control)-, ou Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro Americano. E pelo que se sabe, ali não há espaço para brincadeiras ou coisas do tipo -FAZ DE CONTA-. 


CAINDO FORA DO BRASIL

Aliás, não por acaso, o Brasil está se tornando menos interessante para famílias de alta renda. Estudo da Henley & Partners, uma consultoria que ajuda milionários a se realocarem em outros países, estima que 1,2 mil pessoas com patrimônio pessoal acima de US$ 1 milhão planejam deixar o país neste ano. O número é 50% superior ao registrado em 2024. Uma outra estimativa, do Instituto Millenium, indica que quase um quinto dos milionários deixou o país nos últimos dez anos. Que tal? 


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: E O PL DA -ADULTIZAÇÃO- NADA DIZ SOBRE EMISSORAS DE TV?, por Percival Puggina. Confira aqui: https://pontocritico.com/espaco-pensar



Leia mais

22 ago 2025

ATENÇÃO: GRANDE PERIGO À VISTA E A PRAZO!


RELAÇÃO CAUSA-EFEITO

Antes de tudo, a título de informação, desde outubro de 2001 (quase 24 anos já se passaram), quando escrevi e publiquei o primeiro editorial no site - PONTOCRITICO.COM-, -de lá para cá já foram mais de 6.500 PUBLICAÇÕES, os leitores que me acompanham são testemunhas de que a minha linha editorial, assim como o tratamento dispensado em todos os temas aqui tratados sempre teve como -norma- a importante e esclarecedora -RELAÇÃO CAUSA-EFEITO-. Ou seja, mesmo que muitos leitores não gostem, o que é um direito sagrado de qualquer leitor, o FATO é que aqui -FALSAS INSINUAÇÕES- não iniciam nem prosperam. 


ESTUDO SÉRIO

Quando escrevo dizendo, por exemplo, que 3 a cada 10 brasileiros são ANALFABETOS FUNCIONAIS, isto não me dá o menor prazer. TRATA-SE DE APENAS UMA TRISTE CONSTATAÇÃO com base em amplo e cuidadoso Estudo -coordenado pela Ação Educativa e pela consultoria Conhecimento Social, correalizada pela Fundação Itaú, em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, UNESCO e UNICEF. Mais: o tal Estudo aponta que o ANALFABETISMO FUNCIONAL É MAIOR ENTRE PESSOAS COM 40 ANOS OU MAIS, ou seja, justamente na idade onde as pessoas precisam fazer maior USO DA RAZÃO.   


DESDENHANDO A LEI MAGNITSKY

Pois, pelo que estamos vendo, esse enorme contingente de ANALFABETOS FUNCIONAIS não tem a menor ideia do PERIGO QUE O BRASIL ESTÁ ENFRENTANDO, a considerar as ESTÚPIDAS INSINUAÇÕES ditas e repetidas por IRRESPONSÁVEIS MINISTROS DO STF, com a benção do presidente Lula, DESDENHANDO POR COMPLETO OS CLARÍSSIMOS E DRÁSTICOS EFEITOS DA SOBERANA LEI MAGNITSKY, aplicada, por ora, à Alexandre de Moraes.  


PRODUTOS E SERVIÇOS FINANCEIROS

Nesse péssimo e perturbador ambiente, onde o desenvolvimento da LÓGICA DO RACIOCÍNIO é praticamente IGUAL A ZERO, devo admitir que as minhas análises e comentários não são capazes de produzir os efeitos esclarecedores sobre os RISCOS QUE O BRASIL ESTÁ VIVAMENTE CORRENDO, com o FATO de que Alexandre de Moraes e Flávio Dino resolverem peitar e mandar que os BANCOS BRASILEIROS DEIXEM DE CUMPRIR O QUE DETERMINA A LEI MAGNITSKY. Mal sabem, não apenas os ANALFABETOS FUNCIONAIS, que a SOBERANA LEI MAGNITSKY estabelece que TODOS OS SERVIÇOS FINANCEIROS -NORTE AMERICANOS- PRESTADOS POR QUALQUER INSTITUIÇÃO FINANCEIRA MUNDO AFORA, SEJAM BLOQUEADOS NAS CONTAS DOS ATINGIDOS.


SWIFT

Isso envolve, por exemplo, CARTÕES DE CRÉDITO E O SISTEMA DE LIQUIDAÇÃO DE TRANSAÇÕES FINANCEIRAS, mais conhecido por SWIFT - SOCIETY FOR WORLDWIDE INTERBANK FINANCIAL TELECOMUNICATION, uma REDE GLOBAL SEGURA que permite que bancos e instituições financeiras troquem informações e instruções de pagamento eletronicamente. Algo que funciona como um SISTEMA DE MENSAGENS que conecta mais de 11.000 instituições em mais de 200 países, sendo essencial para transferências de dinheiro e pagamentos internacionais. O código SWIFT ou BIC (Bank Identifier Code) é um código alfanumérico único que identifica cada instituição financeira dentro dessa rede. 


CARTÃO ELO

Mais: como bem entende e refere o pensador, economista e ex-diretor do Banrisul, Ricardo Hingel , - TODOS OS BANCOS, inclusive os ESTATAIS vão seguir a Lei Magnitsky. Caso contrário, simplesmente VÃO QUEBRAR!.  Não só por bloqueios financeiros, mas também operacionais, na medida em que toda a base digital que permite o funcionamento de cada banco depende 100% de provedores de serviços americanos que se desligarem a chave os bancos param.

Isso vale inclusive para o PIX que embora operado pelo BC também depende de PRESTADORES DE SERVIÇOS AMERICANOS e que basicamente são os mesmos dos bancos. O cartão ELO, dado ao Xandão, embora pertencente a BANCOS NACIONAIS, também roda com sistemas americanos, basicamente os mesmos da Visa e Mastercard.

Pelas mesmas razões, cooperativas de crédito seguirão as mesmas regras dos bancos, pois operacionalmente também usam os mesmos prestadores de serviços dos demais bancos.

Tem um fator que ninguém ainda abordou que é a SARBANES-OXLEY - SOX e a SEC nos Estados Unidos, que em conjunto responsabilizam empresas e gestores e criminalizam por perdas provocadas pelas administrações aos acionistas.

Exemplos mais recentes foram os da Vale e da Petrobras que foram condenadas lá. A SOX, inclusive, implica explicitamente o CEO e o CFO.

Acho que dirigente e conselheiros dos bancos não devem estar dormindo, pois já devem ter sido alertados pelos seus jurídicos. Apenas para resumir, seis bancos brasileiros têm ações negociadas nas bolsas americanas e o BTG, embora não tenha ações negociadas lá, tem importante atuação nos Estados Unidos.

Resumindo, não há escolha entre a MAGNITSKY e a morte obrigada pelo STF.


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: PELO CAOS À HEGEMONIA: UMA ESTRATÉGIA DE PODER, por Dagoberto Lima Godoy. Confira: https://pontocritico.com/espaco-pensar



Leia mais

21 ago 2025

LEI MAGNITSKY: É PRA VALER?


BRECHAS DA LEI

Em termos jurídicos, como se sabe, as -BRECHAS DA LEI- referem-se às lacunas ou ambiguidades encontradas em leis ou regulamentos que podem ser exploradas por indivíduos ou empresas com o propósito de EVITAR O CUMPRIMENTO TOTAL DE SUAS OBRIGAÇÕES ou PARA OBTER VANTAGENS INDEVIDAS, sem necessariamente violar a lei de forma explícita. 


GLOBAL ACT

Pois, a considerar as espetaculares manifestações dos ministros Alexandre de Moraes (atingido em cheio pela LEI MAGNITSKY), e seu escudeiro Flavio Dino, que saiu em sua rápida defesa, tudo leva a crer que ambos encontraram -BRECHAS MAIS DO QUE SUFICIENTES- PARA OBRIGAR OS BANCOS BRASILEIROS A DEIXAREM DE CUMPRIR o -GLOBAL MAGNITSKY HUMAN RIGTHS ACCOUNTABILITY ACT-, promulgado pelo Congresso dos EUA, em 2016, o qual DÁ PERMISSÃO AO GOVERNO DOS EUA PARA SANCIONAR FUNCIONÁRIOS DE GOVERNOS ESTRANGEIROS IMPLICADOS EM ABUSOS DE DIREITOS HUMANOS EM QUALQUER PARTE DO MUNDO. 


DECISÃO CELESTIAL

Até agora, por tudo que se sabe, NENHUM BANCO BRASILEIRO, através de seus incansáveis DEPARTAMENTOS JURÍDICOS, encontrou as tais -BRECHAS- que só os olhos e as mentes dos MINISTROS AUTORITÁRIOS conseguiram enxergar e/ou interpretar. Como se trata de uma DECISÃO FINAL tomada por DOIS MEMBROS DA CELESTIAL SUPREMA CORTE BRASILEIRA, exigindo, por parte dos BANCOS BRASILEIROS, o IMEDIATO E TOTAL -DESCUMPRIMENTO DA LEI MAGNITSKY-, essa estúpida decisão significa, literalmente, que a CORDA, INEVITAVELMENTE, VAI ARREBENTAR NO LADO DOS BANCOS.  


COM OU SEM BRECHAS...

Resumindo: os BANCOS QUE DEIXAREM DE CUMPRIR A LEI MAGNITSKY sabem que COM OU SEM BRECHAS, é mais do que certo que as transações financeiras - próprias e de seus correntistas- restarão -BLOQUEADAS-, independente da vontade e/ou determinação da nossa INCENDIÁRIA E TIRÂNICA SUPREMA CORTE, que a todo momento SUBESTIMA -ABSURDAMENTE- O INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA DE BANCOS E DO MERCADO FINANCEIRO.  Pode?


ESPAÇO PENSAR+

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: A FILOSOFIA BONDOSA DO FRACASSO,  por Alex Pipkin, PhD. Confira aqui: https://pontocritico.com/espaco-pensar.



Leia mais

20 ago 2025

DA DÚVIDA À CERTEZA


DÚVIDA - SENTIMENTO COMUM

Mais do que sabido, a DÚVIDA é um SENTIMENTO COMUM que surge quando nos deparamos com uma situação em que as informações são insuficientes para uma correta formação de opinião. Como tal se caracteriza pela INCERTEZA ou FALTA DE CONHECIMENTO SOBRE QUALQUER COISA


CERTEZA - CONVICÇÃO

A CERTEZA, por sua vez, é o CONHECIMENTO CLARO E SEGURO DE ALGO. Ou seja, é um ESTADO DE ESPÍRITO QUE INFUNDE CONFIANÇA E CONVICÇÃO NA VERDADE DE ALGO. É, enfim, acreditar que algo é a verdade baseada em FATOS.


CONVICTOS DE 2022

Com base nesses importantes conceitos, é sempre oportuno lembrar, por exemplo, que, em julho de 2022, vários líderes empresariais do país, sob o comando da ESFERA, organização que hoje reúne entre seus quase 50 associados grandes empresas, como BRADESCO, BTG Pactual, XP Investimentos, COSAN, MRV Engenharia, MULTIPLAN, HAPVIDA, MERCADO BTCOIN, etc...vieram à público, cheios de CONVICÇÃO, para AFIRMAR, e INFLUENCIAR, que eleger LULA seria muito melhor para o Brasil do que eleger BOLSONARO.


CERTEZA TOTAL

Se algum desses empresários tivesse alguma DÚVIDA, certamente não teria assinado o estúpido documento e muito menos teria declarado voto a um ex-condenado que lidera um partido político declaradamente COMUNISTA e como tal sempre disposto a mudar o regime político do país, onde a DEMOCRACIA dá lugar ao AUTORITARISMO.  


CERTEZA DO IMPOSSÍVEL

Ontem, não por acaso, tão logo o ministro-comunista do STF, Flávio Dino, achou por bem limitar  a aplicação de leis estrangeiras no país, as ações de bancos brasileiros -cujos líderes apoiaram a candidatura de LULA, simplesmente afundaram. E poucos minutos de pregão a perda atingiu a marca negativa de R$ 41,9 bilhões em valor de mercado. Que tal? De novo: tudo baseado na CERTEZA DO IMPOSSÍVEL. 


UMA ÚNICA CERTEZA

Pois, aqui ente nós e o mundo, a ÚNICA CERTEZA QUE PAIRA SOBRE O NOSSO EMPOBRECIDO BRASIL É QUE O POVO SERÁ MUITO PENALIZADO pela forma CRIMINOSA COMO VEM SENDO ADMINISTRADO. DISSO NINGUÉM MAIS TEM DÚVIDA. NEM MESMO OS MAUS E EQUIVOCADOS EMPRESÁRIOS....



Leia mais

19 ago 2025

ANTIAMERICANISMO ESCANCARADO


INIMIGO NÚMERO 1, 2, 3, 1000 ...

Enquanto os mais desavisados se mostram convencidos de que o Brasil é vítima de uma polarização política, vale lembrar que na grande maioria das escolas públicas, e não raro também nas particulares, os alunos são educados com o propósito de ser -ANTIAMERICANOS-. Ou seja, veem como inimigo número 1, 2, 3, 1000, quem apenas defende a LIBERDADE E A DEMOCRACIA. 

 


STEPHEN KANITZ

A propósito desse importante tema , eis o esclarecedor texto do administrador Stephen Kanitz, com o título - A VOLTA DO ANTIAMERICANISMO-:  

Os Estados Unidos são o país com o maior mercado consumidor logo ao nosso lado. Os americanos são um povo meio ingênuo, vivi com uma família por ano, e dois anos com meus colegas de Harvard. Não se interessam nem um pouco pelo Brasil, acham corretamente que temos pouco a oferecer além do samba. São comunitaristas, do tipo que começam cooperando, acreditam num ganha-ganha para ambos os lados, jamais um soma zero como acham quem nunca negociou com eles.

 

 


SENTIMENTO RUIM

Os super-ricos são de esquerda, Bill Gates, Elon Musk irão doar tudo para os pobres, algo que ninguém da esquerda brasileira pretende fazer. Contudo o antiamericanismo no Brasil é mais do que uma opinião política: é um traço cultural, um mito nacional, um reflexo do nosso complexo de inferioridade travestido de soberania e não consequências de maus tratos ou guerras.

Cultivado por gerações de intelectuais, reforçado por militares, encenado por diplomatas e idolatrado por estudantes, esse sentimento tem custado caro ao país em termos de desenvolvimento, inserção internacional e até mesmo governança interna. Em vez de exportar para o mercado americano como fizeram o Japão, Coreia do Sul e China, nossos economistas fizeram o contrário, pois insistem na política de substituição das importações americanas, por produtos nacionais fabricados aqui.

 


SETORES ESTRATÉGICOS

China, Coreia e Japão estão agora na frente, e o Brasil nunca mais conseguirá alcançar. Nesse período, estes países administrados por administradores e não por economistas criaram marcas poderosíssimas com Sony, Yamaha, Samsung, BYD, que americanos jamais permitiriam serem taxados.

Em suma, a única marca internacional que possuímos, a Varig, faliu. Vargas usou a rivalidade entre americanos e alemães para barganhar investimentos, como a CSN. Recebeu ajuda, mas manteve um projeto nacionalista e autárquico. Nos anos 50 a 70, a esquerda brasileira transformou os EUA no grande vilão do capitalismo internacional.

Curiosamente, mesmo durante a ditadura militar alinhada geopoliticamente aos EUA persistia um discurso nacionalista na economia e na cultura, desconfiando de multinacionais e resistindo à “entrega” de setores estratégicos.

 


MORATÓRIA DA DÍVIDA EXTERNA

Decretamos a “Moratória da Dívida Externa” bestamente em praça pública, assustando todos os depositantes dos bancos, em vez de ligar as 16 horas dizendo que não poderíamos pagar, e ninguém precisava ficar sabendo. Durante os governos do PT, especialmente sob Lula e Dilma, o antiamericanismo ganhou status oficial. O Brasil se aproximou dos BRICS, sabotou a Alca, criticou guerras americanas no Oriente Médio e buscou protagonismo no Sul Global.

Nas universidades e na cultura, o antiamericanismo é praticamente hegemônico. Livros, teses, filmes e músicas retratam os EUA como corruptores, violentos, racistas, imperialistas. A elite cultural brasileira se define, muitas vezes, mais por aquilo que rejeita (EUA, liberalismo, capitalismo) do que por aquilo que propõe.

Enquanto isso, modelos administrativos, técnicos e educacionais americanos focados em eficiência, mérito e responsabilidade são descartados como “neoliberais” ou “coloniais”. Minha luta pró administrador nem obteve apoio das escolas de administração.

 


O QUE GANHAMOS COM ISSO?

A insistência em ver os EUA como inimigo impediu o Brasil de fazer alianças estratégicas, como fizeram Coreia do Sul, Taiwan, Polônia ou Índia. Enquanto outros países usavam o capital, a tecnologia e o conhecimento americanos para se desenvolver, o Brasil preferia “resistir” e permaneceu estagnado.

Em nome da soberania, mantivemos estatais ineficientes, universidades ideologizadas e um setor público hostil à inovação.

Soberania volta às manchetes, reforçando mais 50 anos de substituição das importações, e ignorar o imenso mercado americano, bem como parcerias tecnológicas imprescindíveis pois nossas universidades nada pesquisam que seja útil para as empresas. O Que Ganhamos com Isso? Pouco. Um senso falso de independência, talvez. Um discurso soberano para consumo interno. Mas perdemos relevância internacional, acesso a mercados, investimentos em tecnologia e influência diplomática. Portanto, está na hora do Brasil abandonar essa adolescência diplomática. Os EUA não são um inimigo a ser odiado, nem um pai a ser bajulado. São um parceiro estratégico, com o qual podemos e devemos ter relações pragmáticas, baseadas em interesses mútuos.

O antiamericanismo pode ser um excelente discurso para assembleias estudantis. Mas é um péssimo alicerce para um projeto de país.



Leia mais