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29 jun 2016

GALINHA GORDA


PREOCUPAÇÃO

Confesso que vejo com preocupação o fato de vários jornais estarem noticiando que a brutal CRISE ECONÔMICA, que atinge em cheio o nosso pobre país, está dando sinais de recuperação e/ou arrefecimento.  


EQUÍVOCO

Tal preocupação deriva do fato de que dependendo da forma como são lidos, analisados e interpretados certos índices que identificam uma eventual melhora no desempenho econômico, pode resultar num equivocado convencimento de que chegamos, enfim, ao fundo do poço.

 


EFEITOS INDESEJADOS

Coisa, aliás, que no Brasil sempre acaba produzindo efeitos indesejados, pois fazem com que os menos esclarecidos entendam que é hora de reabrir as torneiras dos gastos públicos. O que, certamente, tornaria a crise ainda mais forte.  


REFORMAS E PRIVATIZAÇÕES

Enfatizo esta minha preocupação porque sem a realização das REFORMAS  - TRABALHISTA, FISCAL, PREVIDENCIÁRIA, ELEITORAL, ETC.- e das PRIVATIZAÇÕES, que realmente têm poder de tirar o país desta situação, precisam ser aprovadas e implementadas o quanto antes. 


GALINHA GORDA

Como se sabe, historicamente, basta um índice registrar uma insignificante melhora para que tudo que o país precisa seja abandonado. O que, inevitavelmente, faz com que, na melhor das hipóteses, a economia do nosso país alce ridículos - VOOS DE GALINHA-. Aliás, a nossa economia, quando melhora, já se move tal qual como GALINHA GORDA, que mais se arrasta do que caminha. 


DESEMPREGO

Não se deixem, meus caros leitores, levar por devaneios. Fiquem muito atentos aos índices que realmente preocupam, como é o caso da taxa de DESEMPREGO, INFLAÇÃO, INADIMPLÊNCIA, ETC., que continuam aumentando, graças à farta estupidez implementada pelos governo petistas de Lula e Dilma.

 


PNAD CONTÍNUA

A propósito: a PNAD Contínua divulgou os dados trimestrais sobre o desemprego, que ficou em 11,2% até maio. Com isso a renda média real caiu 2,7% ante mesmo período de 2015.

Isto significa que a população desocupada já é de 11,4 milhões de pessoas. Crescimento de 10,3% (aproximadamente 1,1 milhão pessoas) em relação ao trimestre dezembro de 2015 a fevereiro de 2016 e subiu 40,3% (mais 3,3 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015. 

Portanto, não percam o foco: PRECISAMOS DE REFORMAS E PRIVATIZAÇÕES.  JÁ! 



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28 jun 2016

DESINFORMAÇÃO COSTUMEIRA


DÍVIDA PÚBLICA INFORMADA

Ontem, os principais (ou mais destacados) meios de comunicação do país, sem dar a mínima para a verdade dos fatos, voltaram a cometer o erro, já considerado crônico, de mal informar seus ouvintes, leitores e telespectadores, quando divulgaram o estoque da DÍVIDA PÚBLICA DA UNIÃO. 


DESINFORMAÇÃO

É difícil entender quais os motivos que levam a mídia a não informar os números corretos, quando os mesmos se encontram disponíveis na mesma fonte de onde tiram o valor divulgado.  Como se trata de algo já costumeiro, é de se supor que tal desinformação só acontece  por: 1-  absoluta má vontade; 2- gostar da mentira; ou, 3- enganar o consumidor da notícia. 


PEDALADA OFICIAL

Como bem informa o pensador Ricardo Bergamini, a imprensa OMITE SEMPRE o estoque da DÍVIDA EM PODER DO BANCO CENTRAL, que representa R$ 1.304,5 bilhões. Justamente, por incrível que pareça, a parte mais importante da dívida, visto que ela nada mais é do que uma “pedalada oficial” (aumento disfarçado de base monetária) que não existiria se o Banco Central fosse independente.

 


ORGIA

Pois, para desespero geral daqueles que  conseguem raciocinar, essa fantástica orgia saiu de 17,86% do PIB em 2010 para 21,74% do PIB em maio de 2016. Ou seja, um crescimento real em relação ao PIB de 21,72%. Trata-se, portanto, de uma imoralidade sem precedentes, como conclui Bergamini com total razão.


VALOR CORRETO

Anotem aí: o ESTOQUE CORRETO DA DÍVIDA LÍQUIDA DA UNIÃO (interna mais líquida externa) atingiu o patamar de R$ 4.183,4 bilhões (69,70% do PIB) em maio de 2016. Bem diferente, portanto, do que foi informado pela imprensa, que estampou o valor de R$ 2,878 trilhões, com crescimento de 2,82%. 

 


RALO INCONTROLÁVEL

Bergamini vai além ao dizer que o governo, se for financiado por bancos do qual seja o controlador, comete crime; entretanto, se for financiado pelo Banco Central aí trata-se de mecanismo de controle de política monetária.

Somente um Banco Central independente acabaria com a orgia de carregar a dívida do governo. É um ralo incontrolável. Não há como fazer política monetária com esse ralo aberto. Em sentido figurado o governo seria um filho irresponsável que gasta a vontade sabendo que no final o pai (Banco Central) vai bancar a orgia. Assim é muito fácil governar.



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27 jun 2016

BREXIT - RAZÕES NÃO EXPLICADAS


ASSUNTO PREDOMINANTE

Desde o momento em que foi divulgado o resultado da votação do referendo que decidiu pela saída do Reino Unido da Comunidade Europeia, os meios de comunicação do mundo todo tentam entender e explicar o que pode acontecer daqui para frente, não só no ambiente econômico europeu como também em todo o planeta.    


ESPECULAÇÕES

Como ninguém consegue enxergar um palmo a frente do próprio nariz, diante do inesperado resultado, o que mais se vê, ou lê, é produto de especulações, que passam pelo total desconhecimento das razões que levaram mais da metade dos eleitores a se decidir pelo -Leave-, e vão até a presunção de que o divórcio representará o fim do mundo europeu unido. 


CUSTO BUROCRÁTICO

Pois, no meu entender, de todos os motivos que levaram a maioria dos britânicos a se decidirem pelo desenlace, o mais inteligente, que os meios de comunicação estão sonegando à opinião pública, diz respeito ao tamanho do CUSTO e da FANTÁSTICA BUROCRACIA que se transformou a Organização denominada Comunidade Europeia, que ainda por cima limitou a liberdade econômica dos países realmente produtores.


ESTRUTURA -ESTATAL-

Aliás, bem antes de tomar qualquer partido, ou lado, sugiro que os leitores menos informados procurem esclarecimentos sobre o quanto representa em termos de competitividade a participação na UE. Procurem saber o que significa a faustosa estrutura administrativa -estatal- que foi montada em Bruxelas. A partir daí creio que ficarão ao lado dos eleitores que se decidiram pelo -LEAVE-. 


VÍDEO

A título de colaboração, eis o que informa o importante conteúdo deste vídeo ( https://www.youtube.com/watch?v=QbjYi1QrTWY ). Mesmo que muitas dúvidas permaneçam, pois é impossível prever o que vai acontecer daqui para frente, ou até que o horizonte fique mais claro, só por aí é possível iniciar o entendimento da separação.


INFLUÊNCIA

De qualquer forma, o que já é possível deduzir é o efeito que a decisão tomada pelos britânicos pode influenciar eleitores de outros países que fazem parte da Comunidade Europeia. Mais: se os mais interessados em se divorciar virem o vídeo acima, certamente chegarão à conclusão do quanto é elevado o CUSTO de participação e o quanto é diminuta a LIBERDADE econômica.  


PAPEL INSIGNIFICANTE

Ah, quanto aos problemas alegados, de que o nosso país pode enfrentar com o problema europeu, é bom que todos saibam que o Brasil tem um papel caricato no comércio internacional. Isto quer dizer, com todas as letras e números, que a nossa participação não passa de 1% dos negócios feitos no mundo todo. Insignificante, portanto.



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24 jun 2016

DEU BREXIT!


OUT

Ao contrário do que o mundo todo esperava pelo comportamento dos mercados, a maioria dos cidadãos britânicos foram à urnas para referendar a saída do Reino Unido da Comunidade Europeia. 

 


PERSPECTIVAS

Tão logo o resultado foi divulgado (51,9% a 48,1%), o pânico tomou conta do mercado financeiro mundial, com desvalorizações expressivas das bolsas e moedas. Ou seja, o mundo vive hoje uma verdadeira SEXTA-FEIRA NEGRA, com perspectivas pra lá de preocupantes.


PERDA DE CONTROLE

Os ventos fortes que estão varrendo o mundo nesta sexta-feira atingiram em cheio, inicialmente, o mercado asiático, por questões de fuso horário. Mas, na medida em que o dia raiava no continente europeu, o pânico tomou conta.  


DEGRADAÇÃO

A saída do Reino Unido, pelo que se deduz, propõe uma séria degradação do Bloco Europeu e no próprio Reino Unido. Vejam que os escoceses, por exemplo, já manifestaram vontade de fazer um plebiscito para decidir se devem ou não permanecer no Reino Unido. Da mesma forma, vários países europeus deverão se mobilizar, querendo saber se vale a pena ficar no Bloco. 


MERCOSUL

Com a decisão tomada pelos britânicos, povos de países situados em outros continentes certamente vão se mobilizar. O Brasil, por consequência, precisa discutir a necessidade da existência do Mercosul. Até porque o Mercosul já deixou, faz tempo, de ser um Bloco Comercial para se transformar num Bloco Político da pior espécie. Principalmente, depois que a Venezuela se tornou membro efetivo, em 2012, e a Bolívia, cujo ingresso ainda está sendo avaliado. 


ZONA DO EURO

O certo é que haverá um novo desenho nas relações comerciais internacionais depois do que vimos hoje. Como o mundo todo ainda não sabe o que realmente vai acontecer, também não têm ideia se a Zona do Euro vai permanecer, ainda que o Reino Unido (já não tão unido) nunca quis perder a sua moeda.



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23 jun 2016

UM PENSADOR NO IBGE


POSSE NO IBGE

Ontem, o economista e pensador (Pensar+), Paulo Rabello de Castro foi empossado como presidente do IBGE. Como estivemos juntos no último final de semana em Flores da Cunha, participando do 4º Colóquio Pensar+, e na ocasião o Paulo discorreu sobre o que pretende fazer à frente da importante Instituição: RETRATAR o que acontece no nosso país, para que os dados divulgados sirvam como um correto instrumento de gestão.  

Eis aí o resumo do discurso de posse do PRC:


RESGATE TRÍPLICE

Paulo Rabello iniciou enfatizando o Resgate Tríplice que pousa nos ombros do presidente Temer:

1- da Confiança do povo brasileiro;

2- do Crédito público; e,

3- da Federação brasileira, que mal se inicia com a repactuação emergencial da dívida mobiliária de Estados. 


RETRATAR O BRASIL

Nesta ponte para o futuro, que devemos construir a toque de caixa, é grande e é nobre a missão institucional da Fundação IBGE de “retratar o Brasil, levando a todos o melhor conhecimento da realidade e aprimorando o exercício da cidadania”. Vamos nos agarrar nesta missão de sermos o “retratista” de uma grande nação. O brasileiro está ávido por mais participação na vida política do País e exige tal espaço. 


DEMOCRACIA DA EFICIÊNCIA

Ao ressaltar as palavras do presidente Temer, que invocou os brasileiros a adotar uma Democracia da Eficiência, Rabello disse: -  Momento de grande inspiração por cunhar esta expressão, já que Democracia sem eficiência é desperdício e dissipação da poupança popular, enquanto Eficiência sem democracia seria até pior, o populismo em benefício de uns poucos privilegiados e ganhadores pré-escolhidos num jogo falso e de cartas marcadas. O IBGE, modestamente, se apresenta como uma espécie de vacina e antídoto contra esse mal. 


GRANDE ÁGORA

Pretendemos construir uma grande ágora de informações relevantes e oportunas: primeiro, para uso do próprio cidadão nas suas múltiplas escolhas e decisões individuais e familiares diárias. Não preciso dizer do efeito quântico sobre a produtividade geral pelo simples fato de termos cidadãos mais bem informados, e tempestivamente, sobre os fatos sociais e ambientais.

 


 


CAMPO POLÍTICO

No campo político, PRC disse que a contribuição do IBGE servirá para melhorar o nível das escolhas dos representantes do povo, pelo debate de temas relevantes e menos desperdício de dinheiro jogado fora em campanhas perdulárias. Finalmente, como supridor de informações úteis para se conduzir um bom governo, aquele voltado para os reais interesses do povo brasileiro.


VÍDEO

Sugiro que os leitores assistam o vídeo (https://youtu.be/HLv-OCuydkc) para ver o que disse, na parte final da cerimônia, o presidente Temer. Vale a pena, principalmente neste momento em que estamos buscando resgatar a confiança no nosso país.  



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22 jun 2016

PASSIVOS MONSTROS


EDITORIAL DE ONTEM

No editorial de ontem escrevi sobre os mais recentes rombos deixados pelo governo Dilma (legado), os quais estão sendo repassados com pompa e circunstância a todos brasileiros que pertencem à SEGUNDA CLASSE, ou seja aqueles que garantem o bem estar dos privilegiados da PRIMEIRA CLASSE.

 

 


SEGUNDA CLASSE

Ainda que todos os pagadores de impostos (PRIMEIRA E SEGUNDA CLASSE) deverão pagar pelo CALOTE da dívida dos Estados junto a União, no valor de 50 bilhões, e do fantástico socorro que a União concedeu ao RJ, para garantir a segurança das Olimpíadas, a conta do aumento dos funcionários públicos, de R$ 65 bilhões, será endereçada apenas e exclusivamente aos cidadãos de SEGUNDA CLASSE. 


PASSIVO MONSTRO

Pois, como se isto já não bastasse para tirar o ânimo dos escalpelados, quando saiu a notícia de que a OI havia protocolado o pedido de Recuperação Judicial, registrando um passivo monstro de R$ 65 bilhões quando o seu valor de mercado não chega nem a R$ 1 milhão, os mais esclarecidos quiseram saber quem estava entre os maiores e infelizes credores.  


OI

Pois este estúpido rombo deverá ser arcado pelos pagadores de impostos, ou seja, por nós brasileiros donos dos bancos estatais, como - Caixa Federal, Banco do Brasil e BNDES-,  os quais juntos  jamais irão receber os mais de R$ 10 bilhões que emprestaram à OI. Mais um calote monstruoso, portanto. 


AÍ TEM...

O curioso é que a empresa de telefonia OI é financiada sem controle e/ou critério de concessão de crédito. Ora, nenhuma empresa consegue obter tamanho financiamento sem mostrar um correto fluxo de caixa que permita saldar os empréstimos. Aí tem...


FUNDOS DE PENSÃO

Como apenas estamos começando a tomar conhecimento dos rombos deixados pelos governos do PT, com Lula e Dilma a frente, é preciso ter em mente que muita coisa ainda está para ser descoberta e colocada na conta do estúpido e sofrido povo brasileiro. Uma delas diz respeito aos Fundos de Pensão, certamente.


PRESSÃO

Preparem, portanto, seus estômagos e mentes: se tudo der certo em termos de melhoria de confiança na nossa economia, que está sendo resgatada com a nova equipe de governo, qualquer melhora efetiva só deverá ser sentida daqui a três ou quatro anos. Isto significa o quanto precisamos fazer pressão para que coisas boas aconteçam. 



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