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31 ago 2010

O PREÇO DO DELÍRIO


ESTADO DE EMBRIAGUEZ

A maioria do povo brasileiro, empresários principalmente, está com os olhos voltados exclusivamente para a economia do país. Assim, cada vez que a candidata-presidente Dilma Rousseff promete que vai fazer a economia do país crescer 7% ao ano com ela e o PT no Poder, o estado de embriaguez se agrava brutalmente.

ÓPIO POPULISTA

Este desmedido prazer provocado pelas promessas do crescimento é atribuído a uma droga de alta potência, cuja substância maior é o ópio do oportunismo populista. Mal sabem os viciados que, tão logo a droga atinge o cérebro, o raciocínio e o discernimento ficam imediatamente bloqueados.

OUTROS INDICADORES

A partir deste estado doentio, desta contaminação exagerada, o paciente não mais consegue enxergar o avanço descomunal de outros indicadores, que num futuro próximo irá transformar o atual prazer das promessas de crescimento econômico numa tristeza pra lá de depressiva.

AVANÇO SUPERIOR

Se o índice de crescimento prometido para a economia é de 7%, o avanço das atitudes e medidas neocomunistas gramscianas que estão sendo sugeridas e/ou tomadas, dia após dia, é três ou quatro vezes superior: algo como 30% ao ano, gente. Isto, porém, muito poucos estão percebendo. O que é lamentável.

MEIOS DE COMUNICAÇÃO ALARMADOS

Alguns meios de comunicação, notadamente a revista Veja, ao perceber que a censura está avançando a passos largos na América Latina, começaram a chamar a atenção para o grave problema. Afinal, tudo aquilo que Chávez fez para acabar com a liberdade de expressão na Venezuela já está acontecendo em vários países, com uma velocidade espantosa.

GRAMSCI

Não há uma viva alma neste pobre Brasil, que não saiba que 99% da mídia já está totalmente controlada pelo governo. Ou seja: através de verbas de publicidade polpudas, não há quem se arrisque a falar mal do patrocinador. Infelizmente, ainda são muitos poucos os que leram Os Cadernos do Cárcere, de Antoine Gramsci.

REVOLUÇÃO SURDA

A obra do pensador italiano descreve ipisis literis o modelo que o Foro de São Paulo decidiu para ser implantado nos países cujos governantes fazem parte. A idéia é chegar ao poder através de uma revolução. Uma revolução pensada, surda, silenciosa, sem estardalhaço e sem um único tiro. O curioso é que a revolução está sendo mais do que surda e silenciosa: muita gente nem enxerga.

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30 ago 2010

PEDIDO DE SOS


SOCORRO

Nos últimos dias recebi inúmeras mensagens de leitores que, como se tivessem pedindo socorro, gostariam de ver novamente a ação dos militares para conter o nítido crescimento do neocomunismo no Brasil, cuja consolidação vai, inexoravelmente, ocorrer com a eleição de Dilma Rousseff.

SOS ELETRÔNICO

Este insistente SOS eletrônico, na forma de mensagens pela internet, revela uma séria preocupação: muita gente já está pra lá de convencida de que a nossa frágil democracia, muito comprometida com as corporações, é incapaz de impedir o avanço do neocomunismo na América Latina.

SINAL DE IMPOTÊNCIA

Este sinal de impotência, e de incapacidade total de reação, se justifica pelo indiscutível comprometimento de boa parte das nossas instituições com o programa bolivariano, que avança implacavelmente em praticamente todo ambiente latino.

GRITO DOS EQUIVOCADOS

Não quero ser um estraga prazer, mas este grito de socorro que coloca todas as esperanças nos militares é mais um terrível engano. Mostra que a memória foi atingida em cheio pelo desespero, a ponto de esquecerem que os militares, em março de 1964, tomaram o Poder pelas mesmas razões e o resultado foi pífio.

VOLTA TRIUNFANTE

Se este é o apelo, então estamos fritos. Também estou convencido de que sem sangue não vamos corrigir o país. A nossa democracia, infelizmente, está totalmente amarrada a ponto de impedir mudanças necessárias. Mas, a Revolução de 1964, como se sabe, além de manter os militares no poder por tempo excessivo, não foi capaz de sanear o Brasil nem de acabar com o neocomunismo. Tanto isto é verdade que todos aqueles que à época foram presos e/ou exilados voltaram e tomaram o poder com inteligência e interesse ainda maior.

ABERTURA COM PRIVILÉGIOS

A abertura política que aí está foi lenta demais, gradual sem firmeza, e totalmente insegura. A Constituição de 1988 que o diga pelo excesso de direitos e quase nada de deveres. Hoje, além de promover, de forma paulatina, a mudança do regime (de semi-democrático para ditatorial, em curso), grande parte dos exilados e perseguidos(?) estão recebendo indenizações milionárias pagas pelos cofres públicos.

ESTILO PINOCHET

Portanto, se este SOS aos militares é a última vontade dos desesperados estamos mal. Muito mal. Se a saída está numa revolução do tipo, que seja, ao menos, no melhor estilo Pinochet. A revolução feita no Chile foi nota 10. A democracia voltou sem ser ameaçada e a economia deu um salto extremamente vigoroso. MBA - Vale lembrar que o modelo chileno de abertura econômica é consagrado na China. Lá não há curso de MBA que não seja ministrado, em parte, por economistas do Chile. Tudo porque, no Chile, Pinochet arrumou a casa com o auxílio dos Chicago-boys. O resultado aí está: o Chile é, disparado a melhor economia da América Latina. Primeiro Mundo.

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27 ago 2010

A VOLTA ÀS CAVERNAS


MATRIZ DO ATRASO

O Brasil, depois de ter experimentado, ainda que de forma muito tímida, uma nova matriz de desenvolvimento (a partir de 1990), o atual governo, por questões puramente ideológicas, resolveu que era melhor voltar ao passado.A nova matriz, globalizante, definida por uma abertura maior da nossa economia, que começou a dar resultados altamente benéficos para o país, já está sendo substituída pelo velho e arcaico nacionalismo, mais conhecido como Matriz do Atraso.

O VELHO TRAJE

Depois de tantas decisões do tipo, o presidente Lula, vestindo sempre o velho traje, de corte ultranacionalista (totalmente fora de moda), entendeu que era preciso acelerar em direção ao século passado.Para tanto resolveu que estrangeiro não pode ser dono de terra no Brasil.

NA MOSCA

Aliás, por ser ultranacionalista Lula precisava que seu sucessor (a) tivesse o mesmo perfil(nacionalista-estatizante). Ao escolher Dilma Rousseff, que de forma sempre muito clara repetiu por diversas vezes que o país precisa voltar para o ninho, para a matriz nacionalista, Lula acertou na mosca.

SEM LEI DE FRONTEIRA

Pois, para deixar o caminho mais livre para a Dama do Atraso trilhar, se é que isto já não foi feito, numa canetada o presidente Lula decidiu limitar a compra de terras por estrangeiros e empresas brasileiras controladas por estrangeiros. Ou seja, Lula chutou, com os dois pés, para fora e para sempre, a Nova Lei de Fronteiras que se encontrava no Senado. Lula, esperto e consciente do seu plano, preferiu ir na linha do parecer da Advocacia-Geral da União (AGU), que restringe as aquisições de imóveis rurais por empresas que possuem pelo menos 51% ou mais de seu capital votante nas mãos de pessoas que não são brasileiras.

LIMITES ABSURDOS

O texto diz que as empresas sob controle estrangeiro não vão poder adquirir imóvel rural que tenha mais de 50 módulos de exploração indefinida (entre 250 e 5 mil hectares, dependendo da região do país). E só poderão se limitar à implantação de projetos agrícolas, pecuários e industriais que estejam vinculados à seus objetivos de negócio, devidamente previsto em Estatuto. Mais: as áreas rurais pertencentes a empresas estrangeiras não poderão ultrapassar 25% do município.

TEOR ULTRANACIONALISTA

O parecer, como se vê, é de teor ultranacionalista e retoma a visão da absurda Lei nº 5.709, de outubro 1971, assinada pelo general Emílio Garrastazu Médici, durante o governo militar. Curioso, não? Lula, que tanto criticou a ditadura militar, mostra que é mais atrasado do que Médici.A atrasada lei determinava que, em setores imprescindíveis (?) ao desenvolvimento, só empresas de capital nacional poderiam comprar terras. O parecer assinado por Lula, por incrível que possa parecer, referenda a estupidez.

FOTOGRAFIA

Lula, o nacionalista do atraso, não deixaria o governo sem antes assinar a medida. Levou quase dois anos para assinar aquilo que sempre quis. A demora, que já lhe incomodava muito, tinha um culpado: o Ministério da Defesa, que continua entendendo como legal a aquisição de terras por empresas estrangeiras. Como a Advocacia Geral da União entendeu de outra forma, Lula concordou, obedeceu seu coração, e tratou de assinar o texto. Que tal?FOTOGRAFIA - Aos poucos, gente, o PT vai mudando a cara do país. País que já começa a mostrar um jeito bolivariano de ser. Daqui a alguns anos, com o PT no Poder, as fotografias mostrarão claramente as mudanças que estão ocorrendo. O Estado se mostrará ainda mais gordo e a sociedade muito mais magra. A marca da mudança? O socialismo, gente. Estamos prontos para viver uma nova ditadura. Desta vez, de esquerda.

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26 ago 2010

A DIFERENÇA TRIBUTÁRIA


DESTAQUE MAIOR

Ao abordar o crescente déficit das transações correntes do Brasil, que ficará próximo de U$ 50 bilhões até o final de 2010, a mídia preferiu dar um maior destaque aos gastos dos brasileiros no exterior, especialmente em julho, mês de férias escolares.

TRATAMENTO CORRETO

Antes que algum espírito de porco diga que deve haver restrições às viagens ao exterior, para colocar um freio nesta gastança, me antecipo com alguns esclarecimentos. Quem sabe (não acredito), a partir de então, os governantes dêem um tratamento correto às causas que têm levado os brasileiros a fazer tantas viagens ao exterior.

IMPULSO

O principal e indiscutível atrativo que está levando milhares de turistas brasileiros ao exterior são as compras, gente. De qualquer produto atualmente oferecido no Planeta. O câmbio favorável, embora importante, tem servido mais como ingrediente de impulso para a compra dos bilhetes aéreos.

COMPRAS

Ao atravessar a fronteira, os brasileiros ficam simplesmente enlouquecidos e cheios de alegria ao se deparar com os baixos preços dos produtos oferecidos lá fora. Quem ainda duvida disto basta olhar os volumes que passam nas esteiras de bagagens dos vôos internacionais.

IMPOSTOS

A razão para tantas compras, muitas delas admitidas como exageradas pelos próprios consumidores, repito, fica por conta exclusiva dos preços. Comparados com os praticados no Brasil eles são extremamente convidativos. Por uma única razão: porque os impostos cobrados além-mar são infinitamente menores do que os praticados aqui.

MOTIVO DA FUGA

Mesmo com o câmbio favorável, os itens que mais estão pesando na decisão dos viajantes são: a fuga dos impostos e ganância dos nossos empresários. Tenho certeza absoluta de que com menos impostos e mais concorrência por aqui, muita gente sequer entraria nos aviões.

TUDO QUE PODE

Não foram, portanto, por enquanto, as paisagens que fizeram os brasileiros sair do Brasil com tanta vontade como estamos assistindo. O pessoal está viajando com o objetivo de comprar tudo que pode antes que algum equivocado resolva proibir ou taxar a saída do país. Se sobrar algum tempo, e algum dinheiro, a curtição do lugar de destino até pode acontecer. Mas, o principal de tudo está mesmo nas compras.

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25 ago 2010

EXEMPLO DA FALTA DE LIBERDADE


PRESÍDIO

Diante da minha insistência de que a liberdade está ficando cada dia mais escassa no nosso país, muitos leitores têm enviado mensagens perguntando onde está, realmente, a tal falta de liberdade que tanto me refiro. Esta pergunta dá uma clara impressão, para muita gente, de que ser livre é tão somente não estar atrás das grades, num presídio.

ACOSTUMADOS

Por aí percebo que a minha comunicação ainda é muito falha. Para esses incrédulos, os exemplos de supressão da liberdade não produziram o devido efeito. Como se os grilhões fossem invisíveis aos olhos dos acostumados a tudo que não podem fazer.

TÁXIS EM PORTO ALEGRE

Ontem, depois de ter lido uma notícia, informando que Porto Alegre manterá a atual frota de táxis para a Copa do Mundo de 2014, percebi que ali estava mais uma manifestação pública da nossa falta de liberdade. Observem só e tirem suas conclusões:

NÚMERO SUFICIENTE

As autoridades (?) que foram consultadas pelo jornal garantem (como se fossem seres celestiais) que os 3.925 veículos em circulação, o mesmo número desde 1973, serão suficientes para atender ao público durante o Mundial.

CARTÓRIO

Perceberam a falta de liberdade? Quem deveria ditar a quantidade de táxis em cada município é o mercado. Nenhuma autoridade deveria ter este poder totalmente discriminatório. Até porque ninguém pode ser impedido de trabalhar, ou investir, naquilo que mais gosta, quer e tem competência.

PELA CONCORRÊNCIA

Se um cidadão quer ser taxista é porque está disposto a entrar no mercado e disputar o mesmo com os demais. E, se o prazer não corresponder ao esperado, cabe exclusivamente a ele desistir. Toda atividade que o governo decide quem e quantos podem trabalhar é cartorial. Afinal, porque razão uma pessoa que preenche as condições necessárias para ser um profissional, devidamente capacitado, não pode comprar um veiculo, pagar a licença municipal e ir à luta?

VANTAGEM CARTORIAL

Quando uma licença municipal, para qualquer atividade, é concedida, as taxas cobradas entram nos cofres públicos. Em atividades cartoriais, não. Afinal, quando um cidadão só entra no mercado de trabalho depois de adquirir a licença de alguém já estabelecido, quem fica com o valor da licença (e o ágio pela reserva de mercado) é o vendedor e não o município.Este é mais um exemplo da falta de liberdade no Brasil. Quem sabe, a partir desta exposição consigo melhorar a minha capacidade de esclarecer e comunicar.

O DONO DO CARTÓRIO

Se alguma dúvida ainda pairar sobre o assunto, o presidente do Sindicato dos Taxistas acaba com ela. Ele disse que, em Porto Alegre, o número de taxis está de bom tamanho. Ele é, como se vê, a grande autoridade. O dono do cartório.

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24 ago 2010

A UM PASSO DA DITADURA


AGUARDANDO A POSSE

Faltando pouco mais de um mês para as eleições, a vitória de Dilma Rousseff já é praticamente assegurada. E em primeiro turno, para não restar dúvida. A partir de agora, portanto, só nos cabe aguardar a posse, no início de 2011, e ver o Brasil se entregar de corpo e alma ao devastador programa bolivariano latino.Se Lula proporcionou a entrada do bolivarianismo no país, caberá à Dilma consolidar o programa.

PROVA

O que atesta e garante esta certeza, hoje mais do que concreta, consta nos registros do XVI Foro de São Paulo, realizado na semana passada em Buenos Aires. Começando pela participação dos representantes do PT, partido fundador do FSP, que lá estiveram: Valter Pomar (além de dirigente do PT é secretário executivo do Foro de São Paulo); José Eduardo Cardozo (além de secretário geral do PT é também coordenador da campanha de Dilma Rousseff); e o já conhecido Marco Aurélio Garcia (assessor de assuntos internacionais do governo Lula).

PLATÉIA CONVENCIDA

Valter Pomar até deu uma de carteiro: levou em mãos a carta que o presidente Lula escreveu para ser lida aos participantes do FSP, com a promessa de fazer a leitura da mesma.Já o deputado José Eduardo Cardozo, e o assessor Marco Aurélio Garcia trataram de emitir declarações de confiança quanto ao avanço do bolivarianismo no Brasil. A platéia ficou mais convencida quando Cardozo informou que a vitória da candidata petista está praticamente definida.

CARTA (BOLIVARIANA) DE LULA

EIS A CARTA - Observem o que Lula escreveu e que foi lido no FSP:Queridas Companheiras e Companheiros,Há 20 anos, 42 partidos e movimentos progressistas da América Latina e do Caribe reuniram-se em São Paulo - convidados pelo Partido dos Trabalhadores - para um Encontro sem precedentes na recente história política de nosso Continente. Nascia, assim, o que um ano depois, no México, seria chamado de Foro de São Paulo.Vivíamos tempos difíceis no início dos anos noventa. Em muitos países ainda persistiam fortes marcas das ditaduras que se haviam abatido nas décadas anteriores sobre nossos povos. Esses resquícios autoritários impediam a constituição de democracias vigorosas e dificultavam a luta dos trabalhadores.

CONTINUAÇÃO

Pairava sobre nosso Continente a hegemonia do ideário do Consenso de Washington: Primazia do mercado, enfraquecimento do Estado, desregulamentação das relações de trabalho, sacrifício da noção de desenvolvimento e de políticas sociais em nome de uma suposta estabilidade, buscada a qualquer preço, com enormes sacrifícios para os trabalhadores do campo e das cidades.A predominância dessas idéias conservadoras era reforçada pela profunda crise das referências tradicionais das esquerdas - as comunistas e os socialdemocratas. Suas políticas não permitiam explicar a realidade mundial mas, sobretudo, mobilizar as grandes massas.A reunião de São Paulo e tantas outras que se seguiram nestes 20 anos tiveram como mérito fundamental criar um espaço democrático de conhecimento e de discussão das esquerdas. Esse espaço não existia, muitas vezes, nem mesmo em nossos países.Não criamos uma nova Internacional. Conhecíamos a história das internacionais e sabíamos que era mais importante termos um Foro no qual pudéssemos intercambiar experiências, discutir acordos, mas também desacordos.As transformações pelas quais passaram a América Latina e o Caribe nestas duas décadas têm muito a ver com os debates que realizamos.Hoje, nossa região vive uma situação radicalmente diferente daquela de vinte anos atrás. Muitos dos que nos encontramos no passado nas reuniões do Foro de São Paulo como forças de oposição, hoje somos Governo e estamos desenvolvendo importantes mudanças em nossos países e na região como um todo.Experiências como a UNASUL e a Comunidade da América Latina e do Caribe são herdeiras dos debates que levamos no Foro. Elas abrem o caminho para uma verdadeira integração de nossos países fundadas sobretudo nos valores da democracia, do progresso econômico e social e da solidariedade.Uns poucos tentam caracterizar o Foro de São Paulo como uma organização autoritária. É o velho discurso de uma direita que foi apeada do poder pela vontade popular. Não se conformam com a democracia de que se dizem falsamente partidários.A contribuição de meu partido e outros partidos progressistas do Brasil para esta nova realidade do Continente é de todos conhecida.Nosso Governo retomou o crescimento, depois de décadas de estagnação. Crescemos distribuindo renda. Incluímos 30 milhões de brasileiros que viviam abaixo da linha da pobreza. Criamos 14 milhões e meio de empregos formais e aumentamos substancialmente o salário real dos trabalhadores e a renda dos trabalhadores do campo. Mantivemos a inflação sob controle. Reduzimos nossa vulnerabilidade internacional. Não mais dependemos do FMI. E pudemos fazer esta grande transformação com expansão da democracia, aumento da participação popular e fortalecimento de nossa soberania nacional.O Brasil mudou e vai continuar mudando nos próximos anos.Mudou junto com seus países irmãos do Continente.Mudou como está mudando a Argentina que agora acolhe mais este encontro do Foro de São Paulo.Recebam, queridos amigos, o abraço do seu irmão e companheiroLUIZ INÁCIO LULA DA SILVAPresidente da República Federativa do Brasil.

SETE AÇÕES

No final do evento os amantes da ditadura aprovaram SETE AÇÕES a serem observadas e seguidas pelos participantes do FSP. O propósito? Derrotar o contra-ataque da direita e do imperialismo na região, segundo está escrito. Eis aí:1 - Ampliar a unidade dos partidos progressistas, populares e de esquerda; 2 - Consolidar as vitórias e não ceder espaço à direita; 3 - Aprofundar as mudanças nos países governados pela esquerda; 4 - Apoiar os partidos de esquerda que ainda não são governo na região;5 - Derrotar o contra-ataque da direita; 6- Acelerar o processo de integração regional; 7 - Fazer do ciclo de governos progressistas e de esquerdas o ponto de partida rumo a um novo modelo de desenvolvimento para a América Latina e Caribe.

ESTOU EXAGERANDO?

Há quem não acredite que Dilma seja capaz de fazer tudo aquilo que é apresentado, discutido e aprovado no FSP. OK. Porém, se este risco não existe, porquê o deputado José Eduardo Cardozo coordena a campanha de Dilma? Logo ele que, como secretário geral do PT, esbraveja nas reuniões do FSP querendo que as barbaridades cometidas em Cuba e na Venezuela devem acontecer também no Brasil. Estou exagerando, gente?

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