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13 out 2010

ONDE ESTÁ O DIABO?


PRIVATIZAÇÕES

Um dos temas que o PT está dando grande enfoque, neste segundo turno da eleição presidencial, diz respeito às privatizações. E trata do assunto como se fosse coisa do diabo quando, para ser minimamente justo é coisa dos deuses.

COISA DO DEMÔNIO

A candidata do PT, Dilma Rousseff, a exemplo de seu líder, o presidente Lula, adotou a ignorância como arma de defesa para ficar fora das safadezas do governo, quando afirma, a toda hora: - Eu não sabia.... Pois, para confirmar esta preocupante ignorância está demonizando as privatizações (poucas para o bem do Brasil) feitas nos governos Itamar e Fernando Henrique.

GRAMSCIANA

Dilma, de forma gramsciana, cujo objetivo é levar o país ao bolivarianismo, se aproveita da imbecilidade da maioria do nosso povo para tentar se eleger. Um povo que não consegue discernir, que não percebe que até hoje nenhum dos serviços públicos foi privatizado.

CONCESSÕES

Para o bem do Brasil, e dos usuários principalmente, ALGUNS serviços públicos passaram a ser prestados pela iniciativa privada. Tudo, portanto, continua sendo exclusivamente do governo. As empresas privadas vencedoras das concorrências ganharam tão somente o direito de ser concessionárias dos serviços públicos. Para tanto firmaram compromissos de fazer os investimentos necessários e dar manutenções. Isto vale para concessões nas áreas de energia, telefonia, estradas, etc.

SANEAMENTO BÁSICO

Graças a estes serviços prestados pela iniciativa privada (que não é dona de coisa alguma) é que o povo, de todas as classes sociais, conseguiu melhorar de vida. Caso os serviços fossem prestados por empresas estatais, como ainda ocorre com o saneamento básico, a miséria seria ainda maior.

EMPRESAS PRIVATIZADAS

Quanto às empresas que realmente foram privatizadas, caso da CSN e VALE, por exemplo, pergunto: qual foi o prejuízo para o país? Além de ter ficado livre de fazer os investimentos necessários para o crescimento das empresas, o governo foi altamente beneficiado pela arrecadação de impostos gerados a partir da venda. Isto é coisa do demônio?

VERDADEIROS DEMÔNIOS

Além do mais, tudo aquilo que é, ou deveria ser público, aqui no Brasil já está privatizado. Na marra: passou para as mãos dos seus servidores. Como verdadeiros posseiros eles atuam como se donos fossem. Sem investir um único tostão. O demônio mora aí, onde precisa haver uma urgente exorcização com uma vigorosa e correta estatização.Algo que transforme, definitivamente, tudo que é público em coisa, realmente, do público, do povo, dos cidadãos brasileiros.

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11 out 2010

EDIÇÃO DE ANIVERSÁRIO - 9 ANOS


ENTRANDO NO ANO 10

Hoje, 11 de outubro, o Ponto Crítico está completando 9 Anos de existência. E, como de praxe, dá inicio a nova contagem dos editoriais do novo período, que partir de hoje passa a ser -

Ano 10

-.

ANÁLISE DA FAMA

Neste Editorial de Aniversário o Ponto Crítico apresenta uma análise cuidadosa dos reais motivos e obras que levaram o presidente Lula a ser um campeão de popularidade, ganhar fama internacional e estar perto de virar mito.

MOTIVOS

Normalmente, pessoas que atingem níveis elevados de aceitação popular se distinguem por grandes e marcantes obras realizadas. A partir da admiração conquistada, muitos dos equívocos cometidos passam a ser tolerados, outros tantos esquecidos e vários admitidos. A ponto, inclusive, de fazer com que muitas críticas sejam consideradas injustas, e os críticos, como gente detestável, ciumenta e invejosa.

JURAMENTO

Para ser minimamente acreditado na minha exposição faço aqui um juramento:

Serei estritamente justo, não serei irônico e muito menos preconceituoso.

Dito isto, para poder informar o que levou o governo Lula a desfrutar de tanta aprovação e aceitação, em todos os cantos do mundo, fui atrás das obras que ao longo dos dois mandatos deram ao presidente tamanha notabilidade.

PELO QUE NÃO DESFEZ

Pois, o cuidadoso estudo revela que o governo Lula foi e está sendo enaltecido por aquilo que não DESFEZ. E muito pouco pelo que realmente FEZ.

LEGADO

Considerando que a economia brasileira se comportou bem e por isso ganhou notoriedade nacional e internacional, como Lula não cansa de repetir, o sucesso até agora se deve a um legado de obras anteriormente realizadas, como: Plano Real, privatizações, lei de responsabilidade fiscal, metas de inflação, câmbio flutuante, Proer e Proes, basicamente.

COMPARAÇÕES INDISPENSÁVEIS

Por pura ironia, os motivos do sucesso estão nas realizações herdadas pelo governo Lula. Heranças que o PT lutou, ferozmente, com unhas e dentes, para que jamais fossem aprovadas. Aí está a prova de que a enorme popularidade do atual governo é devida àquilo que Lula, felizmente não DESFEZ. Alguns exemplos: 1- A forte expansão do crédito, considerada como a principal mola impulsora do nosso consumo interno, só foi possível porque o PROER e o PROES deixaram o sistema financeiro arrumado e fortalecido. 2- O enfrentamento da crise internacional de crédito foi exitoso porque o câmbio deixou de ser fixo. 3- A economia do Brasil passou a ser mais confiável a partir do Plano Real, que estabilizou a moeda, controlou a inflação e abriu as portas para o desenvolvimento. 4- O pagamento do FMI, cantado em prosa e verso por Lula e seus seguidores, só foi possível porque o sistema econômico ficou robustecido.

MACROECONOMIA

Estes itens, que fazem parte da mini-reforma macroeconômica feita no governo de FHC foram herdadas pelo governo Lula. Ao manter intactos esses fundamentos, o atual presidente, contrariando totalmente os partidos da base de seu governo, garantiu a governabilidade. E com ela ganhou enorme apoio nacional e internacional. Parabéns presidente Lula, por tudo aquilo que não DESFEZ.

PNDH-3

Quanto às obras realizadas pelo governo Lula, aquela que ganhou maior repercussão é a que está contida no horripilante PNDH-3. Se as obras herdadas pelo governo Lula estão em linha com o desenvolvimento do Brasil, o PNDH-3 tem como grande propósito levar o país ao bolivarianismo e, por consequência, à destruição da nossa tímida democracia.

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08 out 2010

A ORDEM É EXTERMINAR


ANTES DA HORA

Antes que alguém se precipite dizendo que cometo exageros ao afirmar que a vocação do PT do RS é de produzir catástrofes, eis o que já está acontecendo neste momento, bem antes, portanto, de Tarso Genro ocupar a cadeira de governador:

TARSO, O INQUIETO

Se Olívio Dutra entendeu que deveria assumir o governo para depois expulsar a fábrica da Ford do RS, o governador eleito, Tarso Genro, se mostra ser mais inquieto: está querendo a suspensão imediata, antes da posse, das parcerias-público-privadas (PPPs) contratas pela governadora Yeda Crusius.

ACABAR COM AS PPPs

A Revitalização do Cais Mauá, considerada a mais sofrida e demorada, o PT quer detonar de vez. Da mesma forma, quer acabar com o projeto que cria o Complexo Prisional assim como a construção da rodovia ERS-10, chamada de Rodovia do Progresso. Aliás, qualquer coisa que signifique -Progresso- não interessa ao PT. Sempre foi assim.

TERRA ARRASADA

Antes o PT até esperava para promover o extermínio das coisas boas feitas pelo governo anterior. Hoje, para ver a terra arrasada o mais rápido possível a destruição não pode esperar. Antes da posse o Estado precisa estar pronto para retornar ao atraso. Pronto para o abismo.

NOVE ANOS

No dia 11 de outubro, próxima segunda-feira, o Ponto Crítico estará completando 9 anos de existência.. Ao entrar, a partir do dia 11, no seu Ano 10 faço questão de salientar que durante este longo período de intensas críticas e comentários, a linha editorial jamais foi alterada. Permaneceu firme, constante e intacta na defesa da liberdade. E vai continuar exatamente assim.

HOMENAGEADOS

Como de praxe, a cada aniversário completado não deixo de prestar as minhas calorosas homenagens a todos aqueles que prestigiam o Ponto Crítico. Primeiramente, ao inesquecível Roberto Campos. A seguir, na mesma linha, os assíduos leitores/assinantes assim como os parceiros comerciais, que de alguma forma assinam e avalizam o editorial do Ponto Critico.

VOZ ROUCA DE RC

Quem sabe, por estarmos em período eleitoral, às vezes me parece ouvir a voz rouca de Roberto Campos, pedindo que eu bata na tecla de que o futuro do Brasil depende do tamanho da liberdade permitida. Por isso vivo repetindo sempre que o Brasil será tanto mais promissor quanto mais liberdade for concedida. Tento fazer valer esta lógica diariamente, meu caro homenageado, embora saiba que estou muito longe de ser ouvido e compreendido.

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07 out 2010

O PROBLEMA NÃO ESTÁ NO CÂMBIO


MEDIDAS PÍFIAS

Como já era esperada, a decisão do governo, de aumentar de 2% para 4% o IOF sobre aplicações em renda fixa por parte de estrangeiros, se mostrou insuficiente. Assim, mais duas iniciativas (pífias) foram tomadas:1-a taxação do IOF foi estendida também às aplicações em fundos multimercados;2-o CMN autorizou (mandou, melhor dizendo) o Tesouro comprar os dólares necessários para honrar dívidas a vencer nos próximos quatro anos.>P>Como a maioria das pessoas ainda não entendeu muito bem as razões para a forte desvalorização do dólar frente ao real e demais moedas livres, me proponho a explicar:

DÉFICITS GÊMEOS

Os EUA convivem por muitos anos com dois enormes rombos, chamados de DÉFICITS GÊMEOS, representados pelos resultados negativos da balança comercial e das transações correntes. Diante desta fenomenal encrenca, o mundo vivia se perguntando: - Até quando o mundo vai continuar financiando os EUA?

EM BUSCA DE RENDA

Ora, depois de ter ido praticamente à lona, em 2008, (bolha imobiliária) o governo americano precisou enfrentar os déficits gêmeos. Para tanto o FED usou uma arma super poderosa: reduziu para perto de zero a taxa de juros básica.Com remuneração quase inexistente por lá, os investidores americanos se lançaram mundo afora em busca de renda para suas aplicações.

O BRASIL FOI MAIS UM

Entre inúmeros países que passaram a atrair os dólares, o Brasil foi um deles e não o único, gente. Só para terem uma idéia, a oferta é tanta que até países em maus lençóis econômico-financeiros, caso dos europeus, o dólar não para de se desvalorizar. O euro, por exemplo, só se aprecia.

SEM CULPA

Com taxas de juros atraentes, o interesse dos investidores pelo Brasil só aumenta. Com um detalhe: os investidores não podem ser culpados de coisa alguma. Afinal, quem se dispõe a pagar juros altos deve ter seus motivos. O nosso, por exemplo, é a super gastança pública.

CÂMBIO FIXO?

Ora, diante da oferta abundante e contínua, com uma farta remuneração dos nossos títulos públicos não é tarefa fácil brecar a desvalorização da moeda norte-americana. E, para aqueles que preferem o câmbio fixo, acreditando que o flutuante nos traz prejuízos, é importante esclarecer o seguinte: Caso o nosso câmbio fosse fixo, o dólar estaria com preço mais alto, certo? Assim, além de pagar mais pelos dólares no momento do ingresso, os investidores deixariam de arcar com o risco cambial. O que traria enormes e maiores prejuízos ao Tesouro.

SINUCA DE BICO

O Brasil, em suma, está numa sinuca de bico porque adora esta situação, a saber:1- Caso resolvesse reduzir a taxa de juros para evitar a entrada expressiva de dólares, a inflação explodiria; 2- Para diminuir o ímpeto dos estrangeiros via cobrança de IOF, a alíquota precisaria ficar próxima de 10%, o que seria um absurdo.3- Ao comprar dólares, elevando as reservas cambiais, a operação fica muito cara para o Brasil, pois as reservas rendem quase zero lá fora enquanto os reais emitidos na contrapartida são remunerados pela taxa SELIC.Ou seja: enquanto os EUA tratam de diminuir seus rombos, o Brasil aumenta o seu ao negar a realização das inadiáveis reformas. Cega e surda, economicamente, a maioria da sociedade prefere votar em Dilma. Pode?

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06 out 2010

O TERCEIRO LUGAR


VOTO FACULTATIVO

Nas duas últimas eleições ficou bem claro que o voto já deixou de ser uma obrigação para os eleitores brasileiros. Basta verificar o percentual de abstenções, que vem crescendo a cada pleito.

CONFORTÁVEL

Isto prova que eleitores perceberam que obrigatório mesmo é a justificativa pelo não comparecimento às urnas. Pronto. Caso isto aconteça fora do prazo determinado basta o pagamento de uma pequena taxa. Nada mais. Aliás, bem confortável, principalmente para quem mora longe da sua seção de votação.

ABSTENÇÃO

Vejam, por exemplo, que nesta eleição, de um universo de 135.804.043 eleitores cadastrados, a abstenção foi de 18,1%, ou seja, 24.610.296 eleitores simplesmente não compareceram às urnas. Isto sem falar nos votos nulos e em branco, que atingiram 9,6 milhões. Em 2006, a eleição para presidente já havia registrado 16,7% de abstenções.

MELHOR QUE A MARINA

Considerando que 47.651.434 de eleitores votaram na Dilma (46,91%); 33.132.283 em José Serra (32,61%) e 19.636.359 (19,33%) em Marina da Silva, quem ficou realmente em terceiro lugar foi a ABSTENÇÃO, com 24,6 milhões de votos desperdiçados por falta de comparecimento.

BUSCA DE VOTOS

Tenho observado que tanto a mídia quanto os candidatos que ficaram para o segundo turno estão muito preocupados com os votos que foram para Marina. Como se só aqueles possam resolver a eleição.

GARIMPAR E SEDUZIR

Ora, ainda que a providência seja boa e necessária, se fossem bem mais espertos deveriam sair atrás dos votos de quem ficou com o terceiro lugar nas eleições. Deveriam tratar de garimpar e seduzir aqueles que deixaram de comparecer às urnas.

PESQUISAS

Só para não deixar em branco o assunto - pesquisas eleitorais - creio que há um equívoco geral, quando muita gente diz que os institutos erraram feio. Ora, para confirmar a intenção declarada ao pesquisador é preciso que o voto seja depositado na urna. Com tamanha abstenção, aí pode estar a diferença entre os números da pesquisas e o acontecido.

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05 out 2010

OS REMÉDIOS DE LULA


IRONIA DO DESTINO

Em 2002, quando Lula se preparava para assumir a presidência, a cotação do dólar era de R$ 4,00 e o risco país por volta de 2.400 pontos-base. Hoje, por ironia do destino, Lula está se despedindo do governo com o dólar agonizando abaixo de R$ 1,70 e o risco país na faixa de 220 pontos-base.

ATITUDES DE LULA

Tão logo assumiu, em 2003, para conter a cotação do dólar, Lula foi sensato: bastou manter a política econômica de FHC. Hoje, para tentar elevar a cotação do dólar frente ao real, Lula está fazendo o que mais gosta: aumentar impostos. Para tanto resolveu dobrar a alíquota, de 2% para 4%, do IOF incidente sobre investimentos estrangeiros em renda fixa.

SÓ PARA RENDA FIXA

Preocupado com o problema, o ministro Mantega fez questão de repetir que a medida só atinge as aplicações em renda fixa. O que vale dizer que as aplicações em Bolsa continuam tributadas com a alíquota de 2%.

GUERRA CAMBIAL

Na semana passada, tanto Mantega quanto Henrique Meirelles, do BC, já haviam declarado que o mundo passa por uma guerra cambial internacional, com vários países forçando a desvalorização das suas moedas para tornar seus produtos competitivos no mercado internacional.

COMPETIÇÃO SAUDÁVEL

Ora, antes de tudo é preciso deixar bem claro que é uma grande bobagem, ou mentira, chamar de Guerra Cambial e/ou Guerra Fiscal a saudável competição que os países em geral, e Estados Brasileiros, fazem entre si para atrair negócios e investimentos.

CUSTO-PAÍS

O que o Brasil menos precisa é aumentar ou criar impostos para ser competitivo. Basta reduzir o custo-país. Para tanto as reformas Previdenciária, Trabalhista, Tributária e Fiscal são indispensáveis. Sem medo de errar é suficiente para o Brasil enfrentar qualquer país deste mundo.

INSTRUMENTOS DE COMPETIÇÃO

O caso da chamada Guerra Fiscal (?) entre os Estados, o governo Lula, de forma totalmente equivocada, pretende resolver com a unificação das alíquotas de ICMS. Esta atitude infeliz vai produzir o seguinte resultado:1- Passando a ter uma alíquota única de ICMS, todos os Estados, para não perder arrecadação, vão exigir a aplicação da maior alíquota em vigor, o que implicará em aumento da carga tributária;2- A partir daí, como os investimentos não mais terão estímulo fiscal, o que vai decidir a escolha do local será a facilidade logística. Ou seja: os Estados dotados de melhor infra-estrutura, e melhor situados em relação aos mercados de maior consumo, serão os preferidos. Os demais vão voltar às trevas por falta de instrumentos de competição. Aí sim veremos uma guerra.

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