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21 dez 2009

O BOM VELINHO DO CAPITALISMO


FIGURA LENDÁRIA

Entra ano e sai ano e a figura lendária e bondosa do Papai Noel continua imbatível nas celebrações natalinas. Mesmo que o 25 de dezembro seja lembrado como a data de nascimento de Jesus, em termos comparativos a identificação do Natal está mais ligada à figura do bom velhinho.

SÍMBOLO DE BONDADE

Considere-se aí que a figura-símbolo de Papai Noel é coisa recente, se comparada à idade de Jesus Cristo. Criada no século XIX, onde ganhou influência mundial a partir dos EUA e Canadá, o símbolo de bondade do Papai Noel se espalhou pelo mundo todo.

SEM DISCRIMINAÇÃO

Se, inicialmente, Papai Noel só levava presentes para aos lares das crianças bem-comportadas, na véspera de Natal, com o passar dos anos as coisas foram mudando. Receoso de ser pego por discriminação, o bom velhinho deixou de lado a tal análise comportamental. Mais: também passou a levar presentes a todos, independente de idade.

IDENTIDADE

O fato é que hoje qualquer criança ou adulto, acreditando ou não na existência de Papai Noel, não tem dificuldade alguma para identificar, desenhar ou descrever este fantástico símbolo de Natal.

RETRATO

Ele é sempre retratado da mesma forma: o tipo alegre, avantajado, com roupa vermelha, botas, barba branca, cinto largo, gorro, etc. E ninguém descuida, é claro, do meio de transporte usado por Noel, que é puxado pelas indefectíveis renas.

CAPITALISMO

Bem, mas se muitas outras coisas poderiam ser ditas a respeito desta figura lendária, a mais importante de todas é que os bons atos praticados por Papai Noel representam o que há de mais puro no capitalismo.

DEDUÇÃO LÓGICA

Portanto, por dedução lógica, assim como o mundo todo vê em Papai Noel a figura da mais absoluta bondade, da mesma forma, inconfundível, o capitalismo é considerado o que há de mais benéfico para a sociedade. Afinal, até os comunistas não adoram Papai Noel? Feliz Natal!

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18 dez 2009

MENSAGENS DE FIM DE ANO


TROCA DE MENSAGENS

Com a proximidade do Natal e do final do ano, grande parte do mundo ocidental do planeta faz a mesma coisa: troca mensagens de fraternidade com votos de boas festas e desejos de próspero ano novo.

MENSAGENS AGOURENTAS

Confesso que até hoje não vi nem li um cartão sequer que contenha mensagens agourentas onde as festas inexistem e os desejos são de um péssimo ano, carregado de todo o insucesso possível.

VONTADE

Nem sempre só coisas boas acontecem. Mas, dependendo da vontade, dos propósitos e das atitudes da sociedade, a probabilidade de ocorrência de coisas boas pode aumentar bastante. Afinal, aquilo que pode e deve ser feito para fazer o ano ser bom é o que entendemos como tal.

PILOTO AUTOMÁTICO

Como nesta época o que mais fazemos é ficar plugados no piloto automático, onde o pensar consciente vira artigo de luxo, e o repetir as práticas seculares vira um hábito pra lá de corriqueiro, nada vai mudar neste Natal e na entrada do novo ano.

DESEJO DE INSUCESSO

Pois, antes de fechar 2009, e aproveitando que estamos entrando na semana de Natal, quero deixar bem claro que, no âmbito externo, desejo que o novo ano seja péssimo para os indecentes Hugo Chávez, Ahmadinejad e outros bolivarianos que estão articulados para a volta das ditaduras.

NO BRASIL

No nosso âmbito interno os meus votos de grande insucesso e de derrota total vão para o populismo, o estatismo, à democracia disfarçada e, principalmente, para que o PT não ganhe as eleições em parte alguma do país.

MERA REDUNDÂNCIA

Sei que muitos dos meus votos não serão realizados. Mesmo assim reitero com toda a força os meus desejos.Em contrapartida, o que mais me traria alegria e enorme felicidade seria ver o Brasil experimentar, de uma vez por todas, o liberalismo. Aí, com toda certeza, as mensagens que estão sendo trocadas neste momento seriam uma mera redundância.

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17 dez 2009

CAPACIDADE GERENCIAL RECONHECIDA


NA PONTA DO LÁPIS

Ontem, a governadora Yeda Crusius, no descontraído almoço de fim de ano que ofereceu a um grupo de comunicadores, deixou uma notável impressão da sua capacidade gerencial. Finalmente, através de uma boa administração, o RS está conseguindo cumprir, na ponta do lápis, o Orçamento do Estado.

SEM FICÇÃO

Nos últimos quarenta anos, como se sabe, em matéria orçamentária o povo gaúcho foi simplesmente engambelado. Nesses longos anos o orçamento público não passou de uma peça de ficção. Gozando do descrédito de que poderia alcançar algum sucesso no enfrentamento do problema, a governadora Yeda foi em frente e resolveu dar um basta na fantasia dos números orçados.

ACERTOS RECONHECIDOS

Hoje, se motivos existem para criticar a postura política da governadora, no aspecto administrativo e gerencial não há como não elogiá-la. Afinal, os acertos já estão sendo reconhecidos pelos reais resultados colhidos durante os anos de 2007, 2008 e 2009. O Orçamento do Estado do RS, enfim, deixou de ser uma farsa.

SEM DÉFICIT

A situação econômica do RS está muito longe do ideal. Mas, pelo efeito comparativo, muita coisa já mudou. Para melhor. Principalmente nas contas públicas, quando se compara aquilo que foi orçado com o efetivamente realizado. As contas, pasmem, vem fechando, ano a ano, sem déficit, coisa que, repito, era impensável, para não dizer impossível.

PROJETOS REJEITADOS

Embora a governadora esteja festejando as conquistas até agora obtidas, muitos projetos que poderiam ter contribuído para melhorar o RS não foram reconhecidos por outros Poderes. Gente, enfim, que continua desprovida de vontade, interesse, inteligência e discernimento sobre os grandes problemas que afligem o Estado gaúcho.

BEM AVALIADA

Se os porto-alegrenses não conseguiram enxergar com muita clareza as realizações do governo Yeda, nestes últimos três anos, o povo que vive no interior do Estado teve percepção mais nítida e consagradora. Daí a razão pela qual a governadora vem recebendo muitas homenagens em muitos municípios. Cidades estas que nunca haviam recebido atenção do governo estadual.

REELEIÇÃO

Creio que é no interior que Yeda está encontrando forças e razões para se lançar candidata à reeleição. Vários jornalistas de diversas regiões do Estado confirmaram isso, ontem. A impressão que tenho é que o povo, finalmente, está dando mais preferência para o aspecto gerencial dos governantes. Ora, se isto se confirmar, o peso da boa administração deste governo pode definir a eleição.

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16 dez 2009

A DOENÇA É OUTRA


RELAÇÃO DÍVIDA/PIB

O governo não está sendo nada correto quando informa que a relação Dívida/PIB do país piorou, e muito, neste ano, devido aos benefícios fiscais representados pela redução do IPI de alguns produtos.

VERDADE ABSOLUTA

A tal receita que o governo diz ter renunciado simplesmente inexiste. Ela jamais aconteceria com o IPI cheio, gente. Portanto, a euforia dos consumidores se justifica pelos preços mais atrativos. O bastante para confirmar uma verdade antiga e absoluta, mais uma vez provada pelo mercado: reduzir impostos leva a um aumento de vendas, na mesma proporção.

COMPENSAÇÃO

Com o comércio bastante aquecido, tanto pelo crédito quanto pela redução do IPI, a consequência é o crescimento natural de empregos e da própria arrecadação de impostos. Ora, diante deste fato incontestável, o governo não pode afirmar que a perda fiscal deriva do benefício concedido. A redução do IPI vem sendo plenamente compensada pelo aquecimento da economia.

ESCALA GEOMÉTRICA

A razão, portanto, para o aumento brutal do déficit nominal, que está deixando as contas públicas em frangalhos e em estado de alerta, é uma só: as despesas do governo estão crescendo numa escala absurdamente geométrica.

ATITUDE MESQUINHA

O que chama a atenção nisso tudo é que o ministro Mantega resolveu comemorar a elevação do consumo dos produtos que foram beneficiados pela redução do IPI. Esta atitude mesquinha e covarde prova que o consumo dos demais produtos não atingidos pela redução do IPI também poderiam estar bombando.

DISCRIMINAÇÃO ODIOSA

Esta discriminação odiosa, que o ministro Mantega demonstra com relação aos setores da indústria que não tiveram o mesmo tratamento fiscal, prova determina o quanto este governo despreza quem produz e quem consome aqueles produtos. E, pior, o quanto detesta os trabalhadores dos ramos não beneficiados.

MERCOSUL

Ontem, finalmente, os nossos bravos senadores se renderam: aprovaram o ingresso da Venezuela no Mercosul. Criado para ser um Bloco Comercial, o Mercosul de hoje está para uma nova URSS - União das Repúblicas Socialistas do Sul. Um triste Bloco Político-Ideológico, cujos países membros são dirigidos por líderes da pior esquerda deste mundo.

IRÃ: PAÍS IRMÃO

Como a presidência do Mercosul é rotativa, a vez de Hugo Chávez assumir a nova URSS latina - não vai demorar muito. Agora, o próximo passo a ser dado é fazer um convite formal para que o Irã ingresse no Mercosul. Como país irmão. Viva!

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15 dez 2009

EDUCAÇÃO, ZERO


UM DOS PIORES

Se a economia brasileira conseguiu se recuperar em 2009, a educação, infelizmente, fecha o ano como um dos piores da história. Se não bastassem as costumeiras greves, e a consagrada má qualidade do ensino, para deixar os alunos mais despreparados, o ano ainda foi marcado pela Gripe A, que encurtou em muito o fraco ano escolar.

COMPETIÇÃO

Se o problema atingiu o Brasil como um todo, a situação no RS foi muito pior. Aliás, entra ano e sai ano e os professores do ensino público gaúcho, liderados pelo CPERS (sindicato da categoria), se comportam como se estivessem numa competição onde sai vencedor aquele que menos educa seus alunos.

EM BRANCO

Considerando que o conhecimento adquirido pelos alunos da rede pública de ensino é praticamente nulo no seu conteúdo, mas consistente na ideologia manifestada pelos ditos professores, este ano letivo, especificamente, não existiu. Ficou totalmente em branco.

NEM AÍ

Com um detalhe: o incrível CPERS, que não esteve nem aí para a atividade escolar em 2009, está promovendo mais uma greve, a partir de hoje, 15/12. Pode? A razão? Pasmem: tudo porque o governo do RS resolveu conceder um aumento de salários aos professores. É isto mesmo, gente. E não é um aumento qualquer, não. Trata-se de um fantástico aumento de R$ 862,00 para R$ 1.500,00. Que tal?

OS IDEOLÓGICOS

Ora, em matéria de formação ideológica eu imaginava ter visto quase tudo. Jamais imaginei que uma absurda proposta de aumento de quase 100% dos salários fosse motivo para greve. Confesso que essa me pegou. Isto comprova a fantástica capacidade que os ideológicos têm para nos surpreender.

MERA CONSEQUÊNCIA

A situação nada invejável pela qual passa o Estado do RS, como se vê, é uma mera consequência da educação recebida pelo povo. E não poderia ser diferente. Com má educação, ou a inexistência dela, as decisões só podem ser lamentáveis. Daí a razão para que os servidores da Brigada Militar não entendam que contribuição para a previdência significa uma poupança a ser gozada na aposentadoria.

ESTE É O RS

Dotados de pouco conhecimento e excesso de esperteza, os brigadianos não aceitam contribuir com percentuais que a matemática atuarial aponta como necessários para o plano de previdência do Estado. A negação significa que a conta deverá ser paga pelos contribuintes de impostos. Cômodo, não? Este é o Rio Grande do Sul, gente. O Estado que nomeia deputados com ficha muito suspeita para integrar o TCE. Pode?

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14 dez 2009

BOLA NA CAÇAPA?


SITUAÇÃO FISCAL

Pelo visto não é só o Ponto Crítico que vem fazendo advertências sobre a gastança que vem sendo promovida pelo governo Lula. A agência de classificação de risco Standard & Poors, ao renovar o grau de investimento para o Brasil, na semana passada, também fez menção à situação fiscal do País.

GASTOS PÚBLICOS

Mesmo considerando a perspectiva de que a evolução da dívida brasileira ainda se mantenha estável por algum tempo, a agência alertou para o risco de que os gastos públicos continuem a aumentar no próximo ano.

OPORTUNIDADE

Embora diga que é preocupante o quadro fiscal do Brasil no médio prazo, a S & P fez questão de destacar que a recuperação econômica representa uma oportunidade de melhoria da gestão das contas públicas em 2010. Isso porque a arrecadação aumentará e os juros, que foram reduzidos para estimular a economia durante a crise financeira, permanecerão baixos por algum tempo, ajudando a reduzir a dívida.

POR ANALOGIA

Se já estamos convencidos de que 2010 será um ano de forte crescimento econômico, por uma questão de analogia, e, principalmente, por índole, tornamos os sucessos pouco duradouros. Até hoje, infelizmente, não aprendemos a controlar o ímpeto da gastança, que poderia prolongar o período de fartura.

NA CAÇAPA

Como o Brasil, em 2009, foi chamado de Bola da Vez, o maior risco que corremos é que, em 2010, esta elevação brutal dos gastos públicos acabe se revelando com um poderoso taco que levará a Bola da Vez à caçapa, dando o jogo por encerrado.

SENTIDO INVERSO

Chamo atenção, mais uma vez, de que sem boas reformas na Constituição o Brasil vai patinar. E neste aspecto o ano de 2010 inicia nada próspero. Basta observar que a única reforma em andamento, com grandes chances de ser aprovada, é a Trabalhista. Com um detalhe: no sentido totalmente inverso do que o Brasil necessita.

VAMOS COMEMORAR?

Urdida no meio sindicalista (com força total neste governo), a encrenca começa com a quase certa redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais. Sem perda relativa de salários. Vamos comemorar? Que tal?

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