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IDEOLOGIA DO CEMITÉRIO - O "Partido Funerário Brasileiro" e a volta do distanciamento social - 11.08.2020


por J.R. Guzzo

 

 

Manifestantes aproveitam a marca de 100 mil mortes pela Covid-19 para protestar contra o governo Jair Bolsonaro, no Rio de Janeiro.|

 

O Partido Funerário Brasileiro, criado junto com a Covid-19, está jogando neste momento todas as fichas que tem e que não tem numa ofensiva maciça para ganhar uma causa que, à esta altura, não parece mais com cara de que ainda pode ser ganha. O PFB, que nos quatro ou cinco meses de epidemia mandou como ninguém neste país, é uma confederação que junta, para resumir as coisas, todo o mundo que de uma forma ou outra tem horror ao governo federal; todos aí acham que ou o Brasil acaba com ele, como teve de acabar com a saúva, ou ele acaba com o Brasil.

 

Em sua tumultuada coleção de pensamentos, acreditaram – e querem continuar acreditando – que colocar o país trancado “em casa” era uma chance caída do céu para se livrarem de Jair Bolsonaro e suas obras. O problema é que a Covid está deixando de colaborar. Em vez de ficar cada vez pior, parece ter estacionado. O resultado é que a “quarentena” como o PFB exige – total, irrestrita e sem data para acabar – está sendo reduzida pelas autoridades. Não pode. Qualquer passo no rumo de uma vida mais normal tem de ser combatido com a fé de uma cruzada tamanho XXXXXG.

 

Os principais militantes dessa ideologia de cemitério estão na mídia e, de um modo geral, naquilo que é descrito como “campo progressista”. A ofensiva do momento é para fazer com que o “distanciamento social” volte a ser o que era. É complicado. A grande vitória do PFB foi a decisão do STF que deu às “autoridades locais” a exclusividade no combate à Covid-19. Em poucos dias, livres da intervenção do governo central e com poderes de ditadura, pararam o Brasil; foram aplaudidas como heróis da pátria.

 

Mas de umas semanas para cá elas vêm permitindo uma retomada gradual das atividades humanas, pela aparente estabilidade no número de vítimas. E agora? Não dá para jogar a culpa no presidente da República, pois quem está acabando com a “quarentena” são os grandes patriotas de anteontem. Dá para acusar o homem de “genocídio”, por não usar máscara em público, etc, etc, etc. Mas para voltar ao confinamento será preciso combinar com 27 governadores e 5.500 prefeitos. Não está dando, porque eles não querem continuar nessa vida.

 

A esperança do pró-Covid-19 é que as mortes aumentem de forma dramática – mas como esse fator não pode ser controlado, a saída está sendo dobrar a aposta no pânico. A mensagem é: “Fique em casa, mais do que nunca – se não você vai morrer ou matar a sua família.” Como já não se pode mais contar com os governadores e prefeitos, a arma mais utilizada pelo partido tem sido esses médicos promovidos a Prêmio Nobel de Medicina por jornalistas que não sabem o que é um melhoral. Sua principal especialidade clínica, em geral, é dar entrevistas à televisão; todos têm uma fé sem limites na força do vírus.

 

A última realização do PFB foi um apavorante pacote de declarações do seu doutor mais “raiz”. Em seu manifesto à nação, ele afirmou que é um ato de demência afrouxar o “distanciamento social”. As escolas têm de continuar fechadas – a começar pelas que educam os 50 milhões de crianças e adolescentes da rede pública de ensino. O trabalho fora de casa não pode ser permitido. Andar na rua sem máscara é um comportamento equivalente à prática de crime. Mesmo quando for descoberta uma vacina, a quarentena precisará ser mantida, pois essa vacina não vai adiantar nada – e, de qualquer jeito, levaria anos até a ciência ter certeza de sua eficácia.

 

Soou como um manifesto desesperado – depois que o Brasil passou o número mágico das 100 mil mortes e o público em geral não se mostrou mais afetado pelo clima de medo do que já estava, o PFB parece resolvido a tudo."

 

Gazeta do Povo.


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SURTOS - 11.08.2020


por Roberto Rachewsky

 

O governo destrói nossas economias. Retarda nossas crianças. Esbanja nossa previdência. Não deixa que gente competente lucre tirando crianças do esgoto fétido ou latas de água cuja potabilidade é improvável de suas cabeças. Não abre mão de um centavo dos seus salários, diárias e mordomias para melhorar a vida de crianças esquálidas que ingerem menos calorias aos dez anos de idade do que o feto de meses gestado pela filha de algum deputado ou senador que rouba hoje e espera ansioso para ensinar como roubar ainda mais ao neto.

   

Vocês acham de verdade que teríamos uma gestão da saúde melhor durante uma crise aguda do que quando ela é crônica e sempre nos lembra da falência do sistema? Se vocês acreditam nisso, não é à toa que acreditam na midia, nos artistas, nos políticos, nos especialistas, mas não acreditam nos próprios olhos, ouvidos e no raciocínio lógico axiomático de tão óbvio.

   

Dito isso, digo mais.

   

Não se ofendam, é uma questão de justiça, vocês merecem ser passados para trás por essa gente sórdida, que não gagueja quando mente, não pisca quando trapaceia, não cora quando rouba e não sua nem chora quando mata.

   

Quando vocês se derem conta, verão que esse pânico gerado pelos aproveitadores com o novo vírus não é diferente daquele golpe onde alguém grita fogo num teatro lotado e os espertos aproveitam para roubar bolsas e carteiras dos incautos.

   

    Eu não disse que não existe um surto. Estou dizendo que existem dois. O surto de síndrome aguda respiratória e o surto de tirania com a brutal violação de direitos individuais produzidos de forma inédita pela corja autoritária.


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A NAÇÃO PEDE RESPEITO - 10.08.2020


Por Percival Puggina


O Estadão deste sábado (08/08/2020) estampa editorial atribuindo ao presidente da República responsabilidade pessoal nas 100 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. No esdrúxulo raciocínio do editorialista, não fosse Bolsonaro, o vírus, por si só, transitaria pelo Brasil sem produzir vítimas.

Diz o jornal, novo queridinho da esquerda brasileira:

 

“Por fim, construiu-se essa tragédia porque falta a muitos cidadãos um espírito de coletividade, o reconhecimento do passado formador comum e a comunhão de aspirações ao futuro. Com tristeza, viu-se que não raras vezes a fruição imediata de alguns se sobrepôs ao recolhimento exigido para o bem de todos. Aí está o resultado.”

 

Aí está também, num mau português, o sumário da lição de engenharia social proporcionado pelo coronavírus. A aula virtual, em sala global, é cotidianamente oferecida ao mundo, de modo especial ao Ocidente, pela mentalidade totalitária em suas mais recentes roupagens. Aí estão, igualmente, o desprezo à liberdade individual, ao trabalho humano e a politização do vírus. A propósito, é bom ter em mente que a politização de tudo, a radicalização e o clima de amplo antagonismo não são peculiaridades do tempo presente. Vista de frente, olho no olho, a verdade mostra que até 2018 a radicalização tinha um lado só. A vanguarda do atraso vencia por WO.

 

Fazer-nos andar na direção dessa engenharia social, exige inibir, coibir, exorcizar a liberdade individual. Disse-me alguém, certa feita: "Observa a atividade das abelhas em uma colmeia. Não há, ali, individualidades e egoísmos. Todas obedecem a uma ordem espontânea, ditada pela natureza. Por que os seres humanos não podem ser assim? Por que não sonharmos com um homem novo, nascido dessa compreensão?". Exasperei-me: "O motivo é muito simples, meu caro. Acontece que, diferentemente do teu delírio coletivista, nós não somos abelhas! Convivem em nós a inteligência, a vontade e a liberdade. Não rebaixes nossa dignidade.

 

Desde a campanha eleitoral de 2018, plantou-se a ideia de que a vitória de Bolsonaro representaria um retorno dos militares ao poder, para estabelecer um governo fascista, homofóbico, racista, e sei lá mais o quê, com o intuito de extinguir a democracia no Brasil. Criada a ficção, mesmo em ausência de qualquer sintoma, tanto o Congresso quanto o STF passam o combater o fantasma criado, atacando o Poder Executivo com medidas de viés autoritário, manifesto antagonismo político e real esforço em coibir a liberdade de opinião. Hoje, se há um golpe em curso, ele não se articula em favor do governo, mas contra o governo. Não é devido ao governo, ou ao governante, mas causado pela aversão à agenda conservadora e liberal que, dada por morta no Brasil, renasceu a partir de 2014, ameaçando décadas de meticuloso trabalho político, sociológico e psicológico de engenharia social.


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STF, SENADO E ÁLCOOL GEL - 04.08.2020


por Percival Puggina

 

 Muito leitores me escrevem expressando desânimo em suas manifestações. Dizem-se desiludidos, desesperançados. Estão deixando cair os braços. O que fazer? O Brasil melhor, que buscaram nas mobilizações desde 2013 e redundaram na vitória de conservadores e liberais em 2018, enfrenta terríveis resistências. Elas são políticas. Elas são ideológicas. Elas são poderosas. O que fazer?

 O desalento dos vitoriosos fornece adrenalina pura à veia dos derrotados! É exatamente o que sempre buscam. Todos os totalitários, em suas experiências históricas, cuidaram de submeter os inconformados e, para tanto, o caminho não sangrento (o sangue corre mais tarde) é o roubo da esperança. É o roubo daquela joia preciosa a que se refere um personagem de Bernard Bro em Contra toda a Esperança.

A primeira grande frustração que sucedeu à vitória eleitoral de 2018 veio com a percepção de que, apesar de toda a faxina, apesar de muito esfregão, palha de aço, lava-jato e desinfetante, o ganho qualitativo com a renovação da representação política nacional no Congresso não foi suficiente para que as más práticas e os piores interesses perdessem vitalidade. O governo não podia contar sequer com metade do partido do presidente. Os outros dois blocos eram formados pelas oposições e pelo centrão. Ou seja, Bolsonaro tinha umas poucas dezenas entre os 594 membros do parlamento. Matéria de GauchaZH de 5 de fevereiro deste ano informa que durante o ano de 2019 o governo enviou 48 Medidas Provisórias ao Congresso e apenas 11 destas se converteram em lei.

Com uma plataforma conservadora e liberal, o governo tinha contra si praticamente toda a extrema imprensa e a totalidade do Supremo Tribunal Federal. Este último trata o governo como potência inimiga e assumiu um protagonismo político percebido como tirano. O STF é totalmente avesso à agenda conservadora e liberal e barra iniciativas caras aos eleitores do presidente, mas não condizentes com o petismo enraizado na maioria de seus membros.

O que fazer, e fazer logo?

De momento, no curto prazo, sem possibilidade de ir às ruas e sob forte repressão à liberdade de opinião, é urgentíssimo fazer andar os pedidos de impeachment de membros do STFentregues à leitura das traças nas gavetas do senador Davi Alcolumbre. Isso está no tabuleiro das iniciativas viáveis. São apenas três senadores por estado! Cada um deles, independentemente do partido a que esteja filiado deve passar a receber irresistível “pressão das bases”. Há que romper o circuito fechado “álcool gel”, onde as mãos se esterilizam reciprocamente nas relações entre o Senado e o STF.

Estou falando de usar toda a forma de contato civilizado possível para mostrar a cada senador, que sua cadeira é muito mais instável do que lhe pode estar parecendo. A renovação de seu mandato, sonho comum a todos, depende de agir tendo em vista o bem do Brasil, a decisão democrática das urnas, o respeito à Constituição, o Estado de direito. A proteção de maus magistrados, de maus colegas e más legendas não faz parte desse conjunto e será muito mal acolhida nas inexoráveis cabines de votação de 2024 e 2028. Nesse sentido, mobilize em seu município associações, sindicatos, meios de comunicação, lideranças políticas e todas as legítimas energias locais para cobrarem posição dos três senadores de seu Estado. Não esmoreça, não há impeachment sem apoio popular.

O êxito dessa campanha, que precisa de todos, abrirá portas para profundas transformações na cena institucional brasileira.


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SANGUESSUGAS DA NAÇÃO - 31.07.2020


Por Roberto Rachewsky

    

Existe a falsa ideia de que resolvendo os problemas econômicos do governo com seus desequilíbrios permanentes através do aumento de impostos se está resolvendo o problema da sociedade.

   

Não. Isso é falso. O problema da sociedade não reside nos desequilíbrios, mas na maneira como o governo se financia, como e para que ele usa os recursos obtidos à força daqueles que produzem riqueza.

   

Aumento de imposto, aumento de impostos, aumentos de impostos. CHEGA!

   

A sociedade não quer mais pagar a farra de políticos e burocratas incompetentes, corruptos e safados. Não importa quem esteja no governo, pode ser o Lula ou Bolsonaro, o Mantega ou o Paulo Guedes, CHEGA!

   

Tratem de cortar da própria carne seus desalmados.

   

O país acaba de ser jogado numa depressão inédita por governadores e prefeitos covardes e inconsequentes que sem pudor, sem planejamento, sem ação preventiva, nem reativa, resolveram que a solução era detruir a vida de milhões de brasileiros não os deixando trabalhar para confiná-los em cubículos, impedindo-os de circular até mesmo para tomar sol e ar, porque nunca investiram suficientemente em saude com o seu sistema único socialista.

   

Todos eles, do topo de suas torres de marfim, junto com o governo federal não "conseguiram" reduzir um centavo dos seus privilégios indecentes e mesmo com a economia, leia-se a situação da população, em frangalhos, querem ainda aumentar impostos sobre a renda, sobre a circulação de mercadorias, sobre a circulação de moeda, sobre a propriedade e até sobre a morte dos que deixam alguma herança que sobra da expoliação incessante e escorchante que se paga pela vida a fora.

   

Vermes, parasitas, vampiros, bandidos, indecentes. Vivem do uso da força, gozam com o controle pela burocracia asfixiante, têm orgasmos quando a expoliação, que deixa qualquer máfia no chinelo, supera as metas.

   

Quero ver quem vai me editar. Quem vai dizer que o que eu estou dizendo é fake news.

   

Social-democratas, petistas, comunistas, fascistas, keynesianos, monetaristas, socialistas, corporativistas, coletivistas estatistas em geral, todos adoram o governo interferindo na economia, na educação, na saúde, na cultura, na previdência, na infra-estrutura e na ciência.

   

Acham que economia deve ser prescritiva como se  viver fosse uma doença e eles tivessem o remédio para a cura. Boçais!

   

Todos vocês, sem exceção, são sanguessugas da nação.


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