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23 set 2025

LULA E TRUMP NA ONU


LULA NA ONU

Em tese, o aguardado discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, nesta manhã, o presidente Lula não surpreendeu. Como já era esperado usou o seu tempo basicamente para:

1- ATACAR A -POLÍTICA AMERICANA- que elevou em 50% as tarifas de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos ;

2- CRITICAR AS (SOBERANAS) SANÇÕES IMPOSTAS A SERVIDORES DO EXECUTIVO E, PRINCIPALMENTE, O MINISTRO ALEXANDRE DE MORAES; e,

3- CRITICAR ISRAEL e DEFENDER o reconhecimento internacional de um ESTADO PALESTINO. 


TRUMP NA ONU

Na sequência, aí carregado de SUPRESA, o presidente dos EUA, DONALD TRUMP, ao comentar como foi o rápido encontro que teve com o presidente LULA, disse: - EU VI ELE. ELE ME VIU E NOS ABRAÇAMOS. E EU DISSE QUE: VOCÊ ACREDITA QUE EU VOU DIZER ISSO EM DOIS MINUTOS? NÓS CONCORDAMOS QUE VAMOS NOS ENCONTRAR NA PRÓXIMA SEMANA. NÃO TIVEMOS “MUITO TEMPO PARA FALAR, 20 SEGUNDOS, TIVEMOS BOA CONVERSA. ELE PARECE SER UM BOM HOMEM. ELE GOSTOU DE MIM E EU GOSTEI DELE. E EU SÓ FAÇO NEGÓCIOS COM PESSOAS QUE EU GOSTO. BOM, NA VERDADE ELE NÃO GOSTA DE MIM E EU NÃO GOSTO DELE, MAS TIVEMOS UMA QUÍMICA POR VINTE SEGUNDOS. ESSE É UM BOM SINAL.  


INICIATIVA DE TRUMP

Vejam que a INICIATIVA tomada pelo do presidente Donald Trump, de promover um encontro com LULA, foi mais do que suficiente para promover uma reação POSITIVA nos MERCADOS -FINANCEIRO E DE CAPITAL-. E só não se mostrou mais consistente porque, mais do que sabido, o TARIFAÇO está sendo largamente utilizado pelo presidente LULA, junto com a farta concessão de BENEFÍCIOS SOCIAIS POPULISTAS, como BASE DE LANÇAMENTO da sua candidatura à reeleição, em 2026.


A VER...

Para concluir, arrisco a dizer que LULA não gostou nenhum pouco do que Trump disse. Se, por ventura, mesmo a contragosto, vier a participar do referido -encontro-, acabará fazendo exigências que não têm como serem atendidas pelo presidente norte-americano. Até porque quer porque quer livrar seus amigos e apoiadores que foram alcançados pela Lei Magnitsky. A ver...


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: PEDAGOGIA DO OPRIMIDO, por Roberto Rachewsky. Confira aqui: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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22 set 2025

POBREZA MORAL


A QUESTÃO MAIOR

Como bem afirma Jonas Rabinovitch, arquiteto urbanista com larga experiência como Conselheiro Sênior para Inovação e Gestão Pública da ONU em Nova York, no seu ótimo e instigante texto publicado na Gazeta do Povo de hoje, 22, -A QUESTÃO MAIOR JÁ NÃO É PARA ONDE O BRASIL VAI, MAS PARA ONDE VAI A NOSSA VERGONHA NA CARA-. Convencido de que o maior problema do Brasil não é a -POBREZA ECONÔMICA-, mas a -POBREZA MORAL-, Jonas entende que há certos momentos na história de um país nos quais é preciso PARAR PARA REFLETIR COM CALMA. Apesar de sermos a DÉCIMA ECONOMIA MUNDIAL, caminhamos para uma CRISE ADMINISTRATIVA, FISCAL E INSTITUCIONAL. Mesmo assim há outra crise muito mais séria: o Brasil de hoje não há apenas polarização de opiniões, mas um CONFLITO AMARGO ENTRE BENEFICIADOS PELO ESTADO E UMA MAIORIA QUE GOSTARIA DE TER UM PAÍS MELHOR. 


CINCO VEZES MAIOR NO BRASIL

Uma pesquisa da Atlas/Bloomberg, de agosto de 2025, mostra que 52% NÃO CONFIAM NO GOVERNO. Esse nível de desconfiança aumentou em relação à pesquisa anterior, de fevereiro deste ano. Além disso, o Brasil se destaca pela baixa confiança entre as pessoas: segundo um estudo do BID – BANCO INTERAMERICANO DE DESENVOLVIMENTO, em 2022, apenas um em cada 20 confia em outros brasileiros. A média mundial mostra que uma em cada quatro pessoas tende a confiar em estranhos. É como se a desconfiança interpessoal fosse CINCO VEZES MAIOR NO BRASIL DO QUE NO RESTO DO MUNDO. Essa desconfiança entre as pessoas se reflete nos indicadores econômicos e sociais, afetando a segurança, a produtividade e a inovação.


RETRATO CRUEL

Por que acontece isso? Dia após dia, nos acostumamos a ouvir promessas políticas vazias que não se cumprem, traficantes e assassinos sendo colocados em liberdade pela Justiça, proliferação de golpes em consumidores, incluindo chamadas de telefones celulares vindas de presídios, insegurança nas ruas, lares cercados por arame farpado e portões eletrônicos, pagamentos muito acima do teto legal para juízes e funcionários públicos, prejuízos bilionários nas estatais – os CORREIOS PERDERAM R$ 4,3 BILHÕES SÓ NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2025, BILHÕES EM FRAUDES NO INSS SENDO INVESTIGADOS, ECONOMIA ESTAGNADA, OITO MILHÕES DE EMPRESAS INADIMPLENTES, INVESTIMENTOS FUGINDO DO PAÍS, BRASILEIROS INDO EMBORA BUSCANDO UM FUTURO MELHOR PARA OS FILHOS. Não há como saber quantas pessoas foram alvo de censura no Brasil pelo STF e pelo TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL nos últimos anos. Ainda por cima, o mundo já sabe que o Brasil corre um sério risco de se transformar em um narcoestado: em matéria publicada no New York Times em 2024 e em outros veículos, há referências sobre a invasão de uma “máfia” na política nacional e notícias internacionais sobre o aumento da influência de poderosas facções criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, em vários aspectos sociais e econômicos do país.


POBRE PAÍS RICO

Resumindo: o BRASIL É UM POBRE PAÍS RICO ONDE NINGUÉM CONFIA EM NINGUÉM. Porém, entre todos os nossos problemas, a crescente pobreza moral parece ser a mais preocupante, porque afeta a todos e deixa o país flutuando em incertezas, sem direção definida ou liderança palpável. É como se metade do país trabalhasse para a metade que não trabalha. Há ainda a nítida impressão de que a metade que trabalha não confia no governo e a metade que confia no governo não trabalha.

Tim Maia teria dito: “Este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante é viciado e pobre é de direita." A frase é engraçada, mas, se fosse verdadeira, o Brasil já teria dado certo. Segundo nossos políticos de esquerda, os brasileiros pobres já são de esquerda; além disso, os traficantes, prostitutas e cafetões já se profissionalizaram com excelência há muito tempo. Mas tudo continua igual, o Brasil sendo o país de um futuro que nunca chega.

O brasileiro gosta de se achar esperto, gosta de dizer que tudo vai acabar em pizza e faz piada com a própria desgraça. Parece incapaz de se indignar porque ainda está entre os povos mais cordiais do planeta, por enquanto. Como disse Gonzaguinha na música “Comportamento Geral”: você merece. Não gosto de ser profeta de nenhum apocalipse, mas até quando o país do carinho e da saudade vai conseguir continuar assim?

Um exemplo importante: em 1949 a Alemanha se dividiu em Alemanha Capitalista (Ocidental) e Alemanha Comunista (Oriental). Isso durou 41 anos, até a reunificação em 1990. Esses 41 anos foram suficientes para mudar totalmente o comportamento dos alemães orientais, os quais ficaram comprovadamente burocráticos e ineficientes, assim como seu país. A Alemanha Ocidental até agora precisou investir mais de 2 trilhões de euros para reerguer a Alemanha comunista depois da reunificação. Foram três tipos de investimentos: 1) reabilitar a infraestrutura deteriorada da Alemanha Oriental; 2) limpar a degradação ambiental causada pela era comunista; 3) apoiar a transição para uma economia de mercado.

Vejo o governo brasileiro se declarando de “esquerda” e celebrando a fuga de investimentos no Brasil como se isso fosse uma vitória comunista, o que é um grande erro. Será que não aprendemos nada com a História?

Quando vamos ter um governo que pense no país como um todo? Seria possível deixar de lado a ideologia ou as chamadas “polarizações” entre Lula x Bolsonaro, Esquerda x Direita, EUA x China, ou a velha e ultrapassada pergunta: comunismo ou capitalismo? Que tipo de Brasil sobraria?

Há dezenas de milhões de brasileiros que apenas querem um país seguro, com trabalho, educação, saúde, mobilidade e habitação para sua família. Mas isso é suficiente para construirmos uma visão comum de país? Talvez não, porque a pobreza moral impede isso, começando com o fato de que há beneficiários e defensores desse tipo de Estado no qual vivemos – possivelmente representados por aquela minoria que diz confiar no governo. Convenhamos: a “opinião” de cada um apenas reflete seus próprios interesses.


QUAL A SAÍDA?

Uma pequena minoria consegue manipular um país? Claro. Tem sido assim durante a maior parte da História. Os ideais democráticos defendidos pela Revolução Americana, pela Revolução Francesa e pelo Iluminismo, na verdade, são exceções e não a regra em termos históricos. Os bolcheviques que fizeram a Revolução Russa diziam que bastava controlar a infraestrutura de comunicação para controlar um país. Por sinal, a revolução comunista russa teve apoio do capitalismo alemão e causou a morte de dezenas de milhões de pessoas. Eles sabiam que revoluções não são feitas pelas massas. Os pobres estão muito ocupados tentando sobreviver para perder tempo com exercícios de participação democrática. Outro exemplo: dados de 2019 já mostravam que 89% dos venezuelanos estavam insatisfeitos com o presidente Maduro, mas as ditaduras se sustentam acusando os opositores de serem antidemocráticos.

Há dezenas de milhões de brasileiros que preferem viver de forma honrada. Será que essa maioria prefere dignidade, respeitabilidade, ética e uma vida pautada em honestidade, transparência e compaixão? Claro. Tem sido assim durante a maior parte da História. As minorias que governam contam com isso e falam nesses valores o tempo todo. Por isso mesmo, a infraestrutura de comunicações é tão importante, justificando os milhões investidos pelo governo em veículos de mídia, os quais se tornam beneficiários e defensores do governo. Em contraponto a isso, os recentes protestos nas ruas no dia 7 de setembro mostram claramente um desejo de mudança.

E qual a saída, além do aeroporto? A História tem lições importantes sobre mudanças drásticas na moralidade de um país, tanto positivas como negativas. No lado positivo, temos a abolição da escravidão nas colônias da Grã-Bretanha (1833) e nos Estados Unidos (1865). Dois aspectos importantes: 1) esse processo durou quatro anos na Grã-Bretanha e foi relativamente pacífico; 2) nos EUA, foi preciso uma sangrenta guerra civil que também durou quatro anos. No Brasil, a abolição só aconteceu décadas depois, em 1888. Fomos o último país a reconhecer a abolição, o que é triste.

No lado negativo, o regime nazista impôs a partir de 1935 uma vergonhosa moralidade, substituindo a moral iluminista por leis raciais que favoreciam a "raça ariana" e assassinando milhões de judeus, mas também negros, ciganos, deficientes físicos etc.


QUATRO CAMINHOS

No Brasil, vejo QUATRO CAMINHOS.

1- O primeiro deles é o Brasil seguir a Venezuela e se tornar uma nova colônia tropical chinesa. Spoiler: o coeficiente Gini da China, uma medida da desigualdade de renda, está entre os mais altos do mundo (0,46), indicando grande disparidade na distribuição de riqueza. A maior desigualdade social global está na África do Sul (0,63).

2- O segundo caminho é o Brasil atingir uma situação de grande descontentamento civil, forçando reformas urgentíssimas lideradas pelo mesmo Congresso que luta entre si há vários anos para debater várias outras reformas urgentíssimas.

3- O terceiro caminho é o revolucionário como o acontecido no Nepal no início de setembro, mas acho isso pouco provável, devido à “índole pacífica do povo brasileiro”. Além disso, muitos militares e estudantes – tradicionais agentes de mudança – parecem muito contentes com a situação do país. Não sei até quando. Tampouco vejo caminhos violentos como solução.

4- Por fim, no quarto caminho possível, a população se conscientiza, o Brasil elege políticos responsáveis e um presidente ético, transparente, avesso a escândalos de corrupção, humilde perante Deus, promotor de reformas que facilitem educação, responsabilidade fiscal, liberdade individual, um mercado livre vibrante e dignidade humana. Só espero que o candidato não leve uma facada.



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19 set 2025

OS NOVOS SÍSIFOS


OS NOVOS SÍSIFOS

Hoje pela manhã, ao ler o impecável texto -OS NOVOS SÍSIFOS- produzido pelo pensador Pedro Lagomarcino, pós-graduado em Direito Constitucional, Direito Eleitoral, Direito Eletrônico, Direito da Propriedade Intelectual, Gestão Estratégica de Inovação Tecnológica e Propriedade Intelectual,  achei por bem compartilhar o esclarecedor conteúdo aos ávidos leitores/assinantes do PONTOCRITICO.COM. Eis: 


PERFIL DO POVO BRASILEIRO

- Dizia Júlio César nos tempos da Roma antiga:- "Dê as pessoas pão e circo, certifique-se de que suas barrigas estejam cheias e que elas tenham algo para vestir e se distrair. Assim elas não tomam as ruas para protestar".

"Mutatis mutandis", o povo brasileiro é o grande responsável de praticamente tudo que vivemos e vemos hoje. Não adianta "tapar o sol com a peneira", ou tentar criar subterfúgios para transferir a responsabilidade para terceiros, no intuito de se engendrar uma causa de isenção de culpa. O povo brasileiro não está, verdadeiramente, interessado em resolver problemas complexos. Tem sim, por hábito, nadar no raso. Não quer entender como se dão as relações de poder, não quer saber ou dialogar com maturidade sobre o que, como e por quê? Sabem aquela história de “aguardar o pacote cair do céu”? Por supuesto, ao que se observa, mesmo se “o pacote cair do céu”, se não estiver “embalado para presente e com fita”, o povo brasileiro é capaz de “descartar”, ou de “devolver ao remetente”.


ESPERAR O QUÊ??

Fato é que os representantes eleitos que temos com mandato são, sim, bem ou mal, cada um ao seu modo, o fiel retrato dos eleitores que votaram. Ninguém recebe mandatos e é eleito por combustão espontânea. Percebo há anos que o povo brasileiro gosta mesmo é de reclamar, mas nunca ou raramente quer se envolver. Gosta de ver o circo pegar fogo, de comentar o próximo escândalo, de eleger alguém para ser criticado e não raras vezes execrado. Entretanto, na época de eleição, apoia, financia e decide votar em candidatos que possam lhe alcançar favores pessoais com notório imediatismo, ou para um familiar, ou para um amigo próximo. Esperar o quê de um país, quando quem tem direito a voto procede desta forma? Mudanças estruturais? Prosperidade?


CARÁTER

O povo brasileiro se esqueceu o que significa ser um representante eleito e, lamentavelmente, passou a idolatrar YouTubers, TikTokers e outros congêneres, achando que por ter reduzido sua personalidade, sua individualidade e sua capacidade cognitiva, simplesmente, a se tornar em seguidor de alguém, isso é estar representado, porém sem saber se o suposto líder que se segue (seja ele quem for) de fato tem aptidão, capacidade intelectual, articulação natural, para elaborar e promover mudanças e melhorias em prol do bem comum. E assim se formam em bloco uma linha fordista dos novos Sísifos, porém com uma mudança dos novos tempos, qual seja, em vez de se pagar a pena de carregar a pedra até o topo da montanha, sabendo-se que ela cairá e terá de ser carregada eternamente de novo, agora "a pena" é dar coraçõezinhos e compartilhamentos sem filtro, até que o dia termine, sem que se tenha lembrado de viver e existir.


CAMINHAMOS PARA TRÁS

Lamento muito dizer, mas caminhamos, como país e como sociedade, diariamente, para trás. É hora de refletir e de mudar comportamentos que nos atrasam e não nos levam a lugar algum. Verdade seja dita: a envergadura moral de um homem é medida pelo seu caráter, pela visão de mundo que tem e por seus gestos mais simples. E quem não quer se envolver para construir e fazer as mudanças, merece o pouco que lhe é entregue.



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18 set 2025

TETO FURADO NO NASCEDOURO


TETO PARA A DÍVIDA PÚBLICA

Ontem, o péssimo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que -para felicidade geral da Nação- andava sumido do noticiário, fez uma manifestação no mínimo confusa, ao declarar ser totalmente contrário ao projeto de lei do senador Renan Calheiros, que estabelece um TETO de 80% do PIB para a DÍVIDA PÚBLICA. Óbvio: quem só pensa, defende e age com o propósito de AUMENTAR, -SEM LIMITE- A DESPESA PÚBLICA, não tem como concordar com -LIMITE DE ENDIVIDAMENTO-


POR PARTES

Vamos por partes;

1- Na visão -caolha- do ENDIVIDADOR-MOR DA REPÚBLICA, o referido Projeto de Lei, se resultar aprovado,  “não trará os melhores resultados. Disse mais: o Ministério da Fazenda já tem regras adequadas e suficientes para assegurar a estabilidade das contas públicas, desde que executadas corretamente;

2- Já na ótica do relator do projeto, senador Oriovisto Guimarães, a DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO FEDERAL (soma de todas as obrigações financeiras (empréstimos e financiamentos) assumidas pelo Governo Federal, pelo INSS e pelos governos estaduais e municipais do país), além de não poder ultrapassar 80% do PIB também não pode exceder a 6,5 vezes o VALOR DA RECEITA CORENTE LÍQUIDA DA UNIÃO. 


RESOLUÇÃO DO SENADO

Como se trata de uma RESOLUÇÃO DO SENADO FEDERAL, o mesmo depende apenas da aprovação da Casa, e como tal não precisa passar pela Câmara nem pelo presidente da República,  pois a Constituição dá ao Senado a competência de estabelecer LIMITES GLOBAIS PARA AS DÍVIDAS DA UNIÃO, DOS ESTADOS E DOS MUNICÍPIOS. E como a votação do Projeto está prevista para acontecer na próxima 3ª feira, 23/09, isto está deixando o ENDIVIDADOR-MOR em MODO DESESPERO. 


CÁLCULO CORRETO

Na real, a considerar que o Projeto venha a ser aprovado, o FATO é que na MÉTRICA, ou PADRÃO, do FMI, a DÍVIDA BRUTA DO GOVERNO FEDERAL, que inclui os títulos públicos que estão na carteira do Banco Central, SUPERA O TETO (80%) PREVISTO NO PROJETO DE LEI. Até porque a DÍVIDA PÚBLICA, se for levado em conta o que aponta o CÁLCULO CORRETO, já atingiu, em julho,  a marca de 90% DO PIB. 

É pouco provável, ou quase nulo, que o Senado leve em conta que o TETO previsto no Projeto já nasce FURADO, e como tal, para não se transformar em nova -LEI BURRA-, precisa ser alterado antes da votação. 


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: PACTO CIVILIZATÓRIO: JUSTIÇA, VIRTUDES E DIGNIDADEpor Alex Pipkin, Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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17 set 2025

RESUMO DA ÓPERA BRASIL


MENTIRAS ESCANCARADAS

Enquanto Lula e seus aliados de primeira, segunda, terceira e enésima ordem fazem uso de MENTIRAS NOJENTAS E DESCARADAS, com forte inspiração na CARTILHA idealizada por JOSEPH GOEBBELS, muitas das quais entopem os ouvidos de milhões de brasileiros que se deixam alcançar pela embriagante e deliciosa melodia do -POPULISMO-, o que me resta é seguir DIZENDO, EXPONDO E -DESENHANDO- conteúdos informando -categoricamente- que pouco ou nada de tudo que o governo diz e aponta tem compromisso com aquilo que a REALIDADE ESCANCARA. 


AUTORITARISMO À MODA BRASILEIRA

Como a ÓPERA BRASIL está cada dia mais emporcalhada por INCONTÁVEIS ATITUDES e/ou DECISÕES AUTORITÁRIAS servidas -À MODA BRASILEIRA-, uma vez que o PODER ABSOLUTO é exercido por uma -JUNTA GOVERNAMENTAL- composta pelo presidente da República, a maioria dos ministros do STF e não raro pelos líderes da Câmara e do Senado, achei melhor atualizar os leitores através de um  -RESUMO DA ÓPERA -BRASIL. Para tanto, reservei o editorial de hoje para o compartilhamento do texto -A TRAGÉDIA DE UMA ELITE- do Teólogo/Cientista Politico Francisco Carneiro Júnior,  autor da tetralogia "O Silêncio das Noites Escuras — Guerra, terrorismo e operações especiais". Eis: 


A TRAGÉDIA DE UMA ELITE

Ao tentar aniquilar Jair Bolsonaro, o regime brasileiro acendeu um alarme no coração do trumpismo: o de que nenhuma liderança conservadora estaria segura caso o precedente brasileiro triunfasse. A resposta americana, portanto, não é diplomática — é doutrinária. Não protege apenas um aliado: protege um paradigma.

Agora, Brasília encontra-se diante de um dilema insolúvel. A perseguição a Bolsonaro, tratada internamente como jogo de poder, transformou-se em pauta de segurança internacional. Trump, diferentemente dos burocratas do Departamento de Estado, não age com distanciamento tecnocrático: ele age com a força de um imperador pós-moderno, decidido a vingar um aliado que vê como reflexo.

Recuar é admitir fraude narrativa. Avançar é desafiar sanções que podem implodir a economia nacional. A elite brasileira, em seu delírio tecnocrático, criou uma armadilha perfeita: qualquer saída agora significa perder tudo.

Este não é apenas um embate entre um regime e um ex-presidente. É um capítulo da nova guerra civilizacional que divide o Ocidente: de um lado, o globalismo institucional, burocrático, moralmente relativista; do outro, o populismo nacional-conservador, com raízes populares e apelo emocional.

Bolsonaro tornou-se, por força das circunstâncias, um símbolo continental — não apenas do Brasil, mas de toda uma corrente de pensamento em ascensão no mundo. A tentativa de destruí-lo criou, paradoxalmente, sua maior blindagem: a da transcendência política.


A HISTÓRIA NÃO PERDOA A ARROGÂNCIA ACOMPANHADA DE IGNORÂNCIA

O mais devastador nesse episódio é a constatação de que tudo poderia ter sido evitado. Bastava sensibilidade estratégica, leitura geopolítica mínima, compreensão dos vetores do poder em 2025. Mas a elite brasileira, viciada em sua bolha midiática e seduzida por sua autopercepção iluminista, riu de Eduardo Bolsonaro e ignorou os sinais gritantes que vinham do norte. As visitas a Mar-a-Lago. Os acenos de Trump. As falas inflamadas de congressistas republicanos. A cobertura intensa da mídia conservadora americana. Tudo foi tratado como ruído. Agora, é tarde. O terremoto político reverbera para além das fronteiras. Governos latino-americanos observam com atenção: se os EUA intervêm — política e economicamente — para proteger um ex-presidente em outro país, qual será o novo limite do jogo hemisférico? A lição é clara: o preço da repressão política interna pode ser cobrado em escala internacional. E, num paradoxo cruel, o regime que buscava apagar Bolsonaro do mapa político acabou por elevá-lo à condição de ícone continental.

Quando a história se vira contra os arquitetos do poder, Não há mais zona cinzenta. Ou se rende completamente — com anulação de processos, restauração de direitos políticos e reconhecimento de abusos — ou se enfrenta o colapso: econômico, diplomático e moral. O regime criou uma armadilha da qual não consegue sair, porque a própria sobrevivência passou a depender da destruição de um homem — e, agora, desse homem depende a estabilidade do país.

Os historiadores do futuro serão implacáveis. Identificarão 2025 como o ano em que o Brasil selou seu destino como peão no tabuleiro de uma nova guerra ideológica global. Não foi a desigualdade. Não foi a polarização. Não foi a corrupção. Foi a cegueira estratégica. Tentaram destruir um homem. Destruíram a si mesmos. E o homem de quem riam, por “fritar hambúrgueres” em Missouri, agora observa — sereno, estratégico, firme — enquanto seus adversários marcham em direção ao colapso que eles próprios arquitetaram. A História, afinal, não perdoa arrogância acompanhada de ignorância. E jamais subestima os homens que, em silêncio, constroem o futuro.


ESPAÇO PENSAR +

No ESPAÇO PENSAR+ de hoje: TOLINHOS NARCISISTAS, por Roberto Rachewsky. Confira: https://www.pontocritico.com/espaco-pensar



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16 set 2025

ANISTIA EM FORMATO DE CADÁVER


EM FORMATO DE CADÁVER

Antes de tudo, por tudo que se sabe até o presente momento quanto à votação do Projeto de Lei que, SE APROVADO, concede a ANISTIA GERAL E IRRESTRITA aos cidadãos brasileiros que resultaram CONDENADOS pelos ataques de 8 de Janeiro, uma coisa já é considerada como -FAVA CONTADA-, ou seja: o tal Projeto, bem antes mesmo de ser promulgado chegará ao STF em formato de CADÁVER, cabendo apenas o seu SEPULTAMENTO. 


ESTUPIDEZ EM GRAU MÁXIMO

Se esta postura -declarada diversas vezes- pela maioria dos ministros da Suprema Corte já representa uma enorme e pesadíssima PEDRA NO CAMINHO daqueles que ainda lutam pela ANISTIA, ontem, o presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto,  admitiu publicamente que houve um planejamento de golpe. Ao perceber que foi ESTÚPIDO EM GRAU MÁXIMO, Costa Neto ainda tentou consertar dizendo que “Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. Pode?


NÃO PRECISA DE INIMIGO

Ora, quem tem um Valdemar da Costa Neto como AMIGO DE FÉ, IRMÃO CAMARADA, certamente NÃO PRECISA DE INIMIGO. Aqui entre nós, meus caros e resistentes leitores: este tipo de postura adotada pelo estúpido Valdemar Costa Neto não vai nos afastar da INCESSANTE LUTA PELA LIBERDADE E PELA DEMOCRACIA. Entretanto, mais do que sabido, coisas assim têm o PODER DE COLOCAR TUDO A PERDER, notadamente numa GUERRA onde as chances de vitória são extremamente escassas. 



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